O humor consiste na capacidade de captar o ridículo, de criticar o absurdo, de constatar o irracional e rir-se dele. Mas quando aquilo que é absurdo é considerado racional e validado por uma espécie de “lógica subjectiva”, o humor deixa de ser possível. Sem humor, ¿vamos rir de quê?!!
Dou um exemplo: eu escrevi este verbete que pretendeu ser uma sátira em relação a um determinado activismo político. A sátira explora o absurdo; mas como o absurdo passa a ser considerado racional segundo uma “lógica subjectiva”, o meu texto foi completamente invertido — como parece ser invertido quem o inverteu.