terça-feira, 31 de março de 2026

O CHEGA exige a expulsão do embaixador do Irão


CHEGA EXIGE EXPULSÃO DO EMBAIXADOR IRANIANO DE PORTUGAL

A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.”

Porém, eu nunca vi, da parte do CHEGA, a defesa da expulsão (por exemplo) do embaixador da Rússia — o embaixador do regime de Putin que ameaça militarmente os países vizinhos (não só invadiu a Ucrânia, mas ameaça militarmente os países bálticos e a própria Finlândia) e a União Europeia em geral.

Parece que, para o CHEGA, há dois tipos de ditaduras: a ditadura má (Irão) e a ditadura boa (Rússia).

Eu não consigo perceber uma certa Direita que adula o regime de Putin — a Direita comandada por Donald Trump e Viktor Órban, com extensão ao VOX espanhol e a Marine Le Pen em França.

Não é uma Direita conservadora: em vez disso, é uma Direita revolucionária (ver mente revolucionária).

Para aturar o comissário Tiago Freitas, é preciso paciência de chinês


S. Tomás de Aquino escreveu que “não devemos respeitar quem não merece respeito”; mas um tal Tiago Freitas — que, aparentemente, mete o Santo numa algibeira — diz-nos que devemos não só respeitar, mas também demonstrar reverência em relação a gente desprovida de bom-senso.

Na questão da Ideologia de Género (e na lei dos “transgéneros”), as posições da Esquerda (e da Isabel Moreira, por exemplo) são, a todos os níveis, indefensáveis.

Vai daí, o Freitas faz um “spin-off” (“dá a volta ao texto”): diz ele que a maluquice da Ideologia de Género não está apenas na Esquerda, mas está também em quem critica as posições da Esquerda em matéria de “identidade de género” — trata-se da aplicação da falácia lógica "Tu Quoque": a melhor forma de anular o valor de uma crítica é dizer que quem critica também não tem razão.

“Nesse domínio , a sugestão de Isabel Moreira de que aqueles que aprovaram a alteração da lei de 2018, e por essa razão, são cúmplices retroactivos da morte de Gisberta, é de um capciosismo intelectual raramente visto, e que merecia outra censura pública.

Do outro [da Direita], um discurso trocista, que reduz vidas humanas a cromossomas, piadas sobre “XX e XY” ou comentários de mau gosto sobre corpos e parte da fisionomia humana.

Ambos os lados falham o essencial: o respeito.”

Convém dizer que a palavra “capciocismo” não existe no dicionário de Língua Portuguesa. Existe, outrossim, a palavra “capciosidade” que deveria ter sito utilizada em seu lugar.

Este tipo de "spin-off”, que atenua a crítica ao Delírio Interpretativo próprio da Esquerda mediante a extensão, à Direita, da “culpa” (“são todos culpados”), é próprio dos comissários do Totalitarismo de Veludo que actuam nos me®dia — por exemplo, o Freitas, o Daniel Oliveira, Clara Ferreira Alves, Pedro Marques Lopes, etc. —, que se encarregam de universalizar a merda produzida pela Esquerda, por um lado (por exemplo, quando o Daniel Oliveira dizia que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista eram “partidos da social-democracia”), e por outro lado atacar a Direita mesmo quando esta tem razão mediante uma qualquer Falsa Dicotomia e do sofisma "Tu Quoque".

Se o Imperador Calígula vivesse hoje, o Freitas diria que ele mereceria respeito em nome da “complexidade”.

A “complexidade” é a palavra mágica que resgata a psicose de Esquerda. A “complexidade” significa, aqui, a intelectualização da maluqueira: “não devemos criticar o maluco porque ele é complexo”.

Escreve, o Freitas:

“No desporto, por exemplo, a questão da equidade não pode ser ignorada: diferenças biológicas são reais e relevantes.

Já em contextos como concursos de beleza, onde não existe essa vantagem estrutural, a participação de mulheres trans não levanta o mesmo tipo de problema, podendo até ser motivo de reconhecimento. No fundo, o problema não está na diversidade. Está na incapacidade de a discutir com nuance.”

Reparem como o comissário Freitas começa por aplicar o termo auto-contraditório “mulheres trans”, que desafia o Princípio de Identidade — princípio fundamental segundo o qual uma mesma proposição não pode ser, ao mesmo tempo, verdadeira e falsa e sob a mesma relação, e enuncia-se: A = A.

Uma mesma pessoa não pode ter cromossomas XX e cromossomas XY. A proposição “mulheres trans” é uma contradição em termos.

Por outro lado, o comissário Freitas extirpa, da beleza, a genuinidade que é própria e é intrínseca da beleza. Seria como se o Freitas comparasse uma flor de plástico com uma flor natural, e dissesse que têm o mesmo valor.

Aquilo que é genuíno tem sempre mais valor do que o que é artificial. Como bom esquerdóide, o comissário Freitas menospreza a Natureza, em geral, e a Natureza Humana em particular.

O "spin-off” do comissário Freitas pretende justificar o absurdo da Ideologia de Género, mas alternativamente de uma forma mais “complexa”. Pretende salvar as aparências, está em missão de resgate das Isabéis Moreiras deste país.

sábado, 28 de março de 2026

O ódio de Isabel Moreira em relação à Realidade

Ser de Esquerda é julgar os nossos adversários não só culpados dos seus crimes, mas também culpados dos nossos próprios crimes.

isabel-moreira-85210-webOs crimes perpetrados pela Esquerda são atribuídos aos seus adversários por gentalha esquerdóide como Isabel Moreira que nunca atribui o seu fracasso aos seus erros de diagnóstico, mas antes à putativa perversidade dos factos (a culpa ou é dos outros, ou então é da Realidade).

A única forma de lidar com Isabel Moreira (Partido Socialista) é através do ódio, retribuindo-lhe o ódio que ela destila ao seu (dela) redor.

Não há outra forma. Contra o ódio, só prevalece o ódio dobrado. E este ódio estende-se ao Partido Socialista que é hoje representado “de facto” por Isabel Moreira. Hoje, falar de Partido Socialista e de Isabel Moreira, é a mesma coisa.


O COI (Comité Olímpico Internacional) acaba de decidir que, a partir das Olimpíadas de Los Angeles 2028, apenas mulheres (biológicas, passo a redundância) que passarem por um teste genético único — o exame do gene SRY, que identifica a presença do cromossoma masculino Y — poderão competir em categorias femininas. Ou seja, as atletas “trans” deixam de ser elegíveis para disputar provas femininas nos Jogos Olímpicos.

¿Alguém acredita que a Isabel Moreira irá ceder na sua posição de apoio à participação dos atletas transgéneros no desporto feminino? Não acreditem.

Eu não tenho a certeza se a posição da Isabel Moreira acerca dos “transgéneros” é puramente ideológica, ou se é essencialmente baseada no tal ódio total que ela nutre carinhosamente em relação à Realidade — ademais, existe uma identificação de posições da actual Esquerda radical (de que faz parte Isabel Moreira) com a noção expressa por Hitler, em um determinado discurso, segundo a qual “Alles Muss Anders Sein!” (“Tudo tem que ser diferente do que é na realidade!”).

É no contexto deste ódio contra a Realidade que Isabel Moreira classifica liminarmente a influência da Natureza na vida humana como sendo negativa.

A Isabel Moreira (e a extrema-esquerda) é uma espécie de antítese de Nietzsche; mas como os extremos se tocam, acaba por assimilar os tiques nietzscheanos de síntese exclusivista em relação à Natureza.

Para Nietzsche, a Natureza é tudo; para a Isabel Moreira, a Natureza é nada. Ambos dependem do que a Natureza lhes dite subjectivamente.

Tal como Nietzsche, a Isabel Moreira manipula as emoções. A diferença é que Nietzsche era um literato, ao passo que a Isabel Moreira é uma medíocre técnica na área do Direito.

Para a Isabel Moreira, a emoção legitima posições políticas auto-contraditórias que transformam a Dissonância Cognitiva provocada no povo em um instrumento para acção política.

A utilização da emoção com arma política é de uma perversidade excruciante, porque impõe como válida a ausência de Lógica no discurso político. Aliás, foi isto o que Hitler fez. Porém, Isabel Moreira vai mais longe do que Hitler foi: ela pretende justificar a afirmação positiva do Absurdo mediante o primado da emoção sobre a Razão.

Afirmar que uma mulher é o mesmo que um homem, é absurdo — mas este absurdo é afirmado, aparentemente, por Isabel Moreira com um fervor “religioso” tal, que faria corar George Orwell.

A utilização, por parte de Isabel Moreira, da afirmação do Absurdo como arma política procura inspirar no povo, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão (o medo em relação aos “fassistas”, a compaixão em relação aos transgéneros), procurando causar uma Dissonância Cognitiva geral mediante uma Estimulação Contraditória digna de um ente maligno.

A Isabel Moreira é uma anomalia, uma verdadeira aberração.

segunda-feira, 23 de março de 2026

André Ventura bota faladura no CPAC de Viktor Órban


André Ventura discursou na reunião do CPAC (Conservative Political Action Conference) que este ano se realizou em Budapeste, na Hungria, na presidência de Viktor Órban, e em vésperas das eleições gerais neste país.

Em contraponto a André Ventura, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni — também de Direita — é inteligente, e por isso não compareceu no evento do CPAC deste ano em Budapeste.

Ou seja, André Ventura colabora com o regime corrupto húngaro que hostiliza a Ucrânia, vive de amores com o Vladimir Putin, cospe na sopa que a União Europeia lhe tem oferecido ao longo dos anos — o mesmo André Ventura que fecha os olhos à corrupção desenfreada na Hungria, ao mesmo tempo que anda com a corrupção na boca em Portugal.

Se houvesse um CPAC no Kremlin, presidido por Putin, provavelmente André Ventura faria companhia ao VOX espanhol, e estaria lá presente para arrotar umas postas de pescada.

sábado, 21 de março de 2026

A doença mortal da Igreja Católica


A Igreja Católica está moribunda. As notícias acerca do actual Papa Pachamama e dos padres progressistas e neomarxistas, revelam já uma Igreja Católica ferida de morte. A infiltração da Esquerda mais radical no seio da Igreja Católica, desde que o papa Chiquinho entrou no Vaticano, tem levado a uma derrocada, lenta mas persistente, da instituição católica.

Senão, vejamos este título de uma “notícia” da Rádio Renascença (presumivelmente católica), assinada por uma tal Manuela Pires:


doença catolica web

Imagine o leitor que 99% dos deputados do parlamento eram de Direita, e que apenas 1% eram de Esquerda. A tal Manuela escreveria o título da mesma forma: “A Direita ficou isolada.” Isto é a inversão factual da realidade, por razões estritamente ideológicas.

A Rádio Renascença é tão credível quanto o jornal Púbico; mas o problema não é esse: o problema é que, alegadamente, a Rádio Renascença é um órgão de Comunicação Social que é propriedade da Igreja Católica. A Rádio Renascença é, ou deveria ser, (supostamente) católica. É suposto que a Rádio Renascença diga a verdade, ou seja, que não diga que uma minoria “isola” a maioria.

Desde que eu fui assistir a uma missa católica, aqui no norte de Portugal, e o padreco começou a dançar samba no presbitério, ao som da música do coro, nunca mais fui a uma missa. Para mim, a Igreja Católica acabou.

quinta-feira, 19 de março de 2026

A rosa musical, dos Bandidos do Cante

O mais importante, em uma canção, é a melodia que pressupõe harmonia. E depois, é a orquestração que deverá seguir o princípio da Navalha de Ockham aplicada à arte, neste caso, aplicada à música: entre várias versões de orquestração possíveis para uma mesma canção, a orquestração mais simples possível tende a ser a mais correcta.

Ou seja, a orquestração não substitui nem se sobrepõe (em valor) à melodia da canção.

Os Bandidos do Cante criaram uma pequena maravilha, e a RTP está de parabéns. Parece que a música portuguesa entrou no caminho certo.

A versão instrumental da “Rosa”, dos Bandidos do Cante, poderia perfeitamente ser adoptada como trilha sonora de um filme, como podemos ver abaixo.

sábado, 14 de março de 2026

Morreu Jürgen Habermas, expoente máximo da Escola de Frankfurt


Não faz falta nenhuma. Que a terra lhe pese como chumbo.