segunda-feira, 16 de maio de 2022

O diálogo político torna-se impossível, porque a irracionalidade volta a estar na moda

¿Existe, na Constituição portuguesa, um “direito ao aborto”? Resposta: não existe.

A legalização do aborto em Portugal foi definida (nos seus termos) por um referendo não-vinculativo que se repetiu por duas vezes, promovida por uma elite política apostada em minar o próprio conceito de “liberalismo” que, alegada- e aparentemente, procurava engrandecer a “liberdade individual” mediante o conceito de “autonomia”.

Vejamos esta parangona do Expresso: “Aborto: a longa guerra pelo corpo de meia Humanidade”.

aborto expresso web

Questiono-me se o Pinto Balsemão (o dono do Expresso), que se diz ser um prócere do liberalismo, não trabalha para o iliberalismo de Putin e do Partido Comunista chinês. Em última análise, Pinto Balsemão é o responsável máximo pela política editorial do Expresso.

Para o semanário Expresso, a problemática do aborto resume-se a “uma longa guerra pelo corpo da mulher” — assim como, para o marxista José Pacheco Pereira, “quem defende a família quer o domínio do homem sobre a mulher.”

São visões do mundo que são incompatíveis com a Razão, mas que, ainda assim, pretendem impor-se, de uma forma iliberal mediante a aplicação prática do conceito de “tolerância repressiva” do marxista Herbert Marcuse.

Não há pessoa mais especializada em imbecilizar os outros do que a Isabel Moreira.

Afirmar que o problema do aborto se resume a “uma longa guerra pelo corpo da mulher” é próprio de atrasados mentais; e é claro que a Isabel Moreira teria necessariamente que participar na cúria desse Imbecil Colectivo.

Neste país, onde quer que exista um qualquer Imbecil Colectivo organizado pelos me®dia, está lá sempre a Isabel Moreira. Não há um Imbecil Colectivo em que ela não participe activamente. Não há pessoa mais especializada em imbecilizar os outros do que a Isabel Moreira. A existir um Imbecil Colectivo Nacional, a Isabel Moreira deveria ser a presidente da instituição, acolitada pelo José Pacheco Pereira.

« (...) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (por exemplo, Alemanha, 1933) »

→ Edgar Morin, ex-comunista e crítico do marxismo

Os maiores inimigos do liberalismo político vivem dentro do sistema político liberal, e vão minando o sistema por dentro. É o caso de (por exemplo) Isabel Moreira e de José Pacheco Pereira.

É impossível qualquer tipo de diálogo com a actual elite política.

Quando uma elite política (maioritária) defende a ideia da redução do aborto a “uma longa guerra pelo corpo de meia Humanidade” — trata-se de uma visão marxista (Engels) das relações entre os dois sexos — e em que o nascituro é totalmente afastado da problemática, deixa de haver possibilidade de discussão racional sobre este tema, e abre-se a porta ao populismo.

O mais recente populismo (por exemplo, Marine Le Pen) reforçou-se com a crise financeira de 2008 — porque o conceito de “liberdade económica” tornou-se irracional (transformou-se em uma ideologia que se opunha a qualquer intervenção do Estado na economia, e por uma questão de princípio).

Ou seja, o dogma dos neoliberais (por exemplo, Passos Coelho e a sua entourage), segundo o qual o Estado deveria ser reduzido a meia-dúzia de gatos pingados, e a ideia ideológica radical segundo a qual o Estado não tinha que “meter prego nem estopa” na economia, acabou por minar a estabilidade da sociedade liberal e causar o reforço dos populismos latentes.

A política identitária (por exemplo, a ideologia de género) ou a política da “absolutização da autonomia individual”, têm muito pouco de “liberal” — porque o corolário da sua aplicação prática é iliberal, como se demonstra pela postura política e ideológica não só de personagens ditas “moderadas” (Isabel Moreira do Partido Socialista e José Pacheco Pereira do PSD, por exemplo), mas também pela Esquerda em geral.

Esta nova Esquerda defende uma “cultura de cancelamento” de origem marxista cultural (ou seja, evoluiu a partir do conceito de tolerância repressiva de Herbert Marcuse), que é profundamente iliberal e que torna impossível qualquer tipo de diálogo político.

sábado, 14 de maio de 2022

A culpa é do mexilhão

“O Ministério Público de Évora arquivou a queixa contra o ex-ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita, do governo socialista, e o seu chefe de segurança no caso do atropelamento mortal do trabalhador Nuno Santos, da empresa que fazia limpeza da via, pelo carro em que seguia o ministro ao km 77,6 da A6, sentido Estremoz-Évora, perto de Azaruja, em 18-6-2021.”

A culpa é do… motorista

cabrita-650-web

O Manifesto dos novos revolucionários

“Depois de terem participado na edição deste ano do Festival da Canção com "Povo Pequenino", um dos melhores temas a concurso, os FADO BICHA desviam atenções para o álbum de estreia. E já não falta muito para o podemos ouvir: "Ocupação" ficará disponível nas plataformas digitais a partir de 3 de Junho e tem produção de Luís Clara Gomes (ou seja, Moullinex).

(…)

Relato de uma vida dupla atormentada pelo desejo, o tema carrega no humor para disparar farpas à hipocrisia e à homofobia internalizada. O videoclip, realizado por Marcelo Pereira e Pedro Maia, convida o comediante Hugo van der Ding para encarnar o malogrado protagonista e narrador, acompanhando-o numa vida nocturna e sigilosa à beira do Tejo com uma estética queer inspirada em figuras como Divine ou Klaus (também não está distante de alguns retratos de uns Soft Cell nos anos 80). E tanto a música como as imagens fazem esperar um dos discos nacionais com mais fulgor e personalidade deste Verão, sem meias palavras ou gestos”

Viver como um homem

novo manifesto web

Miguel Poiares Maduro: um socialista no PSD


No regime do actual (Estado português), as classes com interesses opostos não são tanto a burguesia (os ricos) e o proletariado (os pobres), mas antes a classe que paga impostos e a classe que vive de impostos.

Miguel Poiares Maduro faz parte da classe que vive dos impostos que outros pagam.

numerus clausus web

Ora, é este mesmo Miguel Poiares Maduro (que vive dos impostos dos outros) que vem criticar a regressividade do alegado “imposto” chamado “propina universitária” — quando, de facto, não se trata de um imposto, mas de um mecanismo de selecção que impõe um Numerus Clausus.

No Estado Novo, este Numerus Clausus era garantido por duas vias: 1/ selecção dos alunos ao longo do ensino secundário (ou Escola Técnica, ou Liceu); 2/ selecção dos melhores alunos do Liceu (meritocracia). E as propinas universitárias tinham um valor simbólico!

No Estado socialista do Miguel Poiares Maduro, em que os alunos passam de ano sem saber, o Numerus Clausus é uma propina proibitiva. E depois dizem eles (os socialistas) que os “fassistas” eram os outros!


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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Kierkegaard, e “a prova para acreditar”


1/ Do ponto de vista da ortodoxia católica, Kierkegaard é um herético, assim como o fideísmo é incompatível, por exemplo, com as ideias de S. Tomás de Aquino, ou mesmo com as de Santo Anselmo de Aosta.

2/ Ao contrário do que se passa com a filosofia: antes que se colocasse a religião cristã ao serviço do homem (como defende aqui a professora Helena Serrão), foi preciso que alguém se pusesse ao serviço de Deus.

A religião não é conclusão de um raciocínio, nem exigência da Ética, nem estado de sensibilidade, nem instinto, nem produto social: a religião não têm raízes no Homem — ao contrário do que se passa com a filosofia.

3/ A professora Helena Serrão escreve:


“A busca do sentido [da vida] é precisamente a tentativa de resolver o conflito que não é resolúvel em termos intelectuais, pelo contrário, intelectualmente não há uma síntese, intelectualmente só há antítese. Trata-se de acreditar sem que intelectualmente haja provas ou evidências sensíveis.”


Temos que saber o que significa “prova”, ou “evidências sensíveis” que parece serem sinónimos.

Em matemática, a “prova” é reduzida à sua expressão mais simples já que consiste em deduzir um resultado a partir de regras propostas e explicitadas (por exemplo, a “prova dos nove”).

Em filosofia, e na medida em que o discurso filosófico está assente no princípio da não-contradição, a “prova por redução ao absurdo” – que consiste em demonstrar que nos contradizemos – conserva alguma eficácia.

De facto, não há prova em filosofia se nos recusarmos a ser convencidos: só há demonstrações sob a forma de discursos parciais cuja coerência nos pode remeter, segundo os casos: 1/ para uma autoridade exterior; 2/ para um sistema de referência crítica que reduz a filosofia à sua própria epistemologia; 3/ para a ambição “admissível” ou “inadmissível” de um discurso uno e total.

Segundo Karl Popper, não é possível compreender totalmente uma teoria formulada, porque é impossível conhecer todas as suas conclusões lógicas — ou seja, é impossível excluir o surgimento de contradições internas dentro de uma teoria.

A verdade científica não pode ser provada com certeza nem através da experiência e nem através da intuição intelectual, porque na ciência não existe nenhum indicador infalível para a verdade.

O teórico das ciências alemão, Wolfgang Stegmüller, defendeu mesmo que a noção de “verdade” não pertence à ciência, mas antes pertence à teologia.

Em bom rigor, não pode ser encontrado uma “prova” concludente para uma “evidência” tão simples como a existência de um mundo exterior a nós próprios. Kant chamou a isto “o escândalo da razão”.

A moderna teoria da ciência formula, com Karl Popper, uma versão mais moderada do “escândalo da razão” de Kant: segundo Karl Popper, “o mundo exterior [a nós próprios] é uma hipótese de trabalho para a ciência da natureza”.

O coimbrinha Carlos Fiolhais, amigo do Putin; e o alegado Aquecimento Global Antropogénico

E ele a dar-lhe. Gente como o Carlos Fiolhais é responsável pelo pânico energético que, por exemplo, encorajou a invasão da Ucrânia por parte de Putin.

Os próceres do capitalismo reúnem-se periodicamente em Davos (Suíça) para determinar, com uma exactidão matemática, quantos graus vai subir a temperatura do planeta se não voltarmos todos ao tempo das cavernas.

Os próceres do capitalismo reúnem-se periodicamente em Davos para determinar, com uma exactidão matemática, quantos graus vai subir a temperatura do planeta se não voltarmos todos ao tempo das cavernas.

Seria estúpido alguém dizer que o Carlos Fiolhais não sabe disto; claro que sabe: e é cúmplice.

Os filhos-de-puta que inventaram o mito das “mudanças climáticas”, cujas consequências imediatas são a criação de impedimentos ao desenvolvimento dos países mais pobres do mundo, já conseguiram os seus objectivos. E Carlos Fiolhais faz parte desse grupo.

Enquanto os países pobres — em África, por exemplo — têm que voltar ao paleolítico porque os próceres do capitalismo globalista exigem que utilizem “energias verdes”, são esses amigos plutocratas do Carlos Fiolhais que, em nome de um método cientificista dogmatizado, conseguem prever com uma exactidão divina quantos graus vai subir a temperatura do planeta nos próximos séculos.

À cabeça da “cruzada do clima” estão (hoje) os países desenvolvidos, controlados pela plutocracia globalista que o Carlos Fiolhais caninamente serve.

Porém, a inspiração para esta “cruzada do clima” nasceu na extinta URSS, ao mesmo tempo que os países comunistas ignoravam, para eles próprios, aquilo que recomendavam aos países não-comunistas — esta aliança (aparentemente contra-natura) entre os plutocratas globalistas, por um lado, e a Esquerda Neanderthal, por outro lado, não é inexplicável: por detrás deste absurdo, estão enormes interesses económicos, muitos deles inconfessáveis.

A teoria apocalíptica e catastrofista do Aquecimento Global Antropogénico caracteriza-se pelo abandono do método científico (trata-se da politização da ciência, ou cientismo, defendido pelo Carlos Fiolhais ), pela obsessão pelo “modelo informático” (ou “ídolo de silício”); e a falta de escrúpulos demonstrada por gente como o Carlos Fiolhais que, ao permitir a manipulação de uma menina de 15 anos (Greta T.), revelaram a repugnância do seu modus operandi.

Sem ter um Plano B como garantia, os países da Europa renunciaram a fontes fidedignas de energia — por exemplo, a energia nuclear de última geração: limpa e eficaz, e cada vez mais segura. Esta renúncia a fontes alternativas e fiáveis de energia causou o pânico energético na Europa que deu força a Putin.

Carlos Fiolhais tem as mãos manchadas de sangue do povo ucraniano.

O pacifismo comunista continua activo

A Raquel Varela insurge-se com a despesa do Estado em Defesa de 2% do PIB — tentando ocultar o facto de a Rússia gastar cerca de 50% do seu PIB em “Defesa”. Ou seja, depreende-se da Raquel Varela, que o aumento da despesa do Estado com a defesa nacional para 2% do PIB é culpa do Marcelo, e pouco ou nada tem a ver com Putin.

Os comunistas continuam “pacifistas” — e desde o tempo de Estaline. O que mudou foi a linguagem.


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