quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O Luís Monta-o-negro e a mentalidade de “ele rouba, mas faz obra”

Desde o inicio da década de 1980 que prevaleceu em Portugal a valorização do político que “rouba mas faz obra”.

Eu ouvi muitas vezes o dito popularucho do “ele rouba mas faz obra” — referindo-se a um qualquer político.

Era tacitamente permitido ao político roubar em pequenas coisas (ao estilo de Luís Neves) em determinadas condições, e a própria fiscalização policial e judicial era propositadamente relaxada.

Era o tempo em o Tuga roubava bicicletas em Amesterdão; mas esse tempo acabou — com excepção do actual político que “rouba meia dúzia de sulipas, mas faz obra”.

Com a golpada de José Sócrates, a mentalidade da maioria do povo mudou — mas o Luís Monta-o-negro não se deu conta da mudança.

José Sócrates não se contentou com pequenos roubos: deu uma golpada de milhões de Euros no Estado. E o povo acordou: com José Sócrates, já não se tratava de roubar bicicletas ou sulipas como acontecia até aí, mas a classe política passou a entrar numa de “desbundar” com o património do Estado.

A recente eleição de Isaltino Morais (2021) para presidente da Câmara Municipal de Oeiras veio revelar que o povo ainda premeia o político “ladrão mas que faz obra”.

E, em geral, a classe política aplaudiu a eleição de Isaltino Morais, porque esta veio revelar que o caso de José Sócrates tinha caído no esquecimento ou sido desvalorizado por uma parte do povo: afinal, continua a ser legitimado que o político “roube mas faça obra”.

Luís Monta-o-negro representa a continuidade da mentalidade da classe política que se norteia pelo princípio do “ele rouba, mas faz obra”.

Por detrás de Luís Monta-o-negro está a maçonaria que coordena o sistema de privilégios políticos à margem da lei.

Assim como, nas empresas, existe um organograma oficial (para inglês ver) e outro real (que é o que realmente conta), também em Portugal existe um sistema de privilégios políticos oficial, e outro real que está à margem da lei escrita: o sistema de privilégios real é uma tradição do sistema político vigente que extrapola a lei escrita. Esse sistema real (não legal) de privilégios é controlado pela maçonaria.

Por isso é que o Luís Neves é protegido pelo Partido Socialista de José Luís Carneiro e pelo PSD de Luís Monta-o-negro: o respeitinho dos partidos políticos pela maçonaria é coisa linda.

O Luís Neves é o arquétipo do político que rouba sulipas mas que ajuda os maiorais nepotistas a fugir ao fisco e a roubar prolificamente.

Os ladrões de bicicletas acabaram em Amesterdão, mas os ladrões de sulipas continuam em Portugal com o beneplácito da maçonaria. Mas não perdem pela demora: chegará o momento do ajuste de contas — tão certo como o destino.

sábado, 5 de setembro de 2026

Os brasileiros que me perdoem, mas isto não é língua portuguesa

A elite “intelectual” portuguesa está a trabalhar afincadamente para transformar a cultura portuguesa em um deserto — ou, neste caso, numa mancha de floresta amazónica que não distingue a diversidade da vegetação.

Chamo aqui à colação um tal Carlos Rocha, que, alegadamente, é «Licenciado em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mestre em Linguística pela mesma faculdade e doutor em Linguística, na especialidade de Linguística Histórica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professor do ensino secundário, coordenador executivo do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, destacado para o efeito pelo Ministério da Educação português.»

unesp web

Este senhor “intelectual” português classifica, como sendo uma expressão linguística de bom português, a expressão “em meio a”apenas porque uma universidade brasileira sanciona a expressão. Ou seja, se um dia a UNESP vier a terreiro dizer que “o Tupi Guarani faz parte da língua portuguesa”, o senhor Carlos Rocha, como bom “intelectual” português, irá dizer “ámen” e assinar por baixo (com as duas mãos).

russia em meio a web

É isto que temos. O Ciberdúvidas transformou-se em organismo acrítico que se limita a ratificar as decisões brasileiras acerca da língua que é suposta ser portuguesa. Não é aceitável que um “mestre em Linguística” português sancione uma qualquer expressão idiomática como sendo “portuguesa”, apenas porque consta de um dicionário brasileiro mais ou menos obscuro.

A expressão “em meio a” é tão portuguesa como a expressão “toda semana” que vemos aqui em baixo.

airbus toda semana web

O jornalismo brasileiro começa já a ter problemas com o plural sintáctico: em vez de “todas as semanas”, o intelectual brasileiro já adopta “toda semana”: de uma assentada, o jornalista e o intelectual brasileiro eliminam o plural e o artigo definido.

Os intelectuais portugueses, maioritariamente de Esquerda, estão a trabalhar para a desertificação da língua portuguesa: por isso é que a literatura portuguesa actual é um deserto: vou a uma livraria e só se edita e publica esterco como sendo “literatura portuguesa”.

Ou, como escreveu Virgílio na Eneida, “apparent rari nantes in gurgite vasto”: os escritores portugueses de qualidade desaparecem num mar vasto de mediocridade onde impera agora a vulgaridade confrangedora da língua brasileira.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Donald Trump, Milei, e as ilhas Falkland

Voltou a estar na moda atacar o Reino Unido utilizando as ilhas Falkland. Desta vez, é Donald Trump que apoia Milei que falhou a sua revolução na economia Argentina; e como a revolução de Milei falhou, vira o disco e toca o mesmo: fazer uma nova guerra para ocupar as ilhas Falkland.


Donald Trump está por detrás de várias guerras no planeta — para além das guerras que ameaça empreender. Ontem soube-se, por um almirante americano, que Donald Trump planeia atacar militarmente o Canadá; e já sabemos que também pretende invadir e ocupar a Gronelândia — para além de já ter retirado o apoio político e militar à Coreia do Sul, desrespeitando os militares americanos mortos na guerra da Coreia.

O movimento MAGA (Make America Great Again) de Donald Trump não é um movimento político conservador: faz parte de uma certa “direita” revolucionária de tipo AfD (Alternative für Deutschland) na Alemanha, ou Marine Le Pen em França, que são claramente apoiadas pela Rússia do cripto-comunista Putin.

Políticos conservadores na Europa temos, por exemplo, Jacob Rees-Mogg em Inglaterra, Giorgia Meloni em Itália, André Ventura em Portugal, e pouco mais. Tenho dúvidas em relação ao conservadorismo de Santiago Abascal do VOX (Espanha) e a Péter Magyar da Hungria, que me parecem adeptos de uma certa “direita” revolucionária financiada por Putin.


As ilhas Falkland foram descobertas e ocupadas pelos ingleses em 1690, pelo capitão John Strong, que lhes chamou “Ilhas Falkland” em homenagem ao Visconde Falkland.

Em 1764, o francês Louis de Bougainville — o mesmo que deu o nome às buganvílias da América do Sul — estabeleceu a primeira cidadela nas ilhas, a que chamou de “Port Louis”, e chamou às ilhas de “Malouines”. No ano seguinte (1765), o capitão inglês John Byron atracou na ilha Saunders e fundou a cidadela de “Port Egmont”, reclamando as ilhas para a coroa britânica.

Em 1767, os espanhóis deram o ar de sua graça e compraram a colónia das “Malouines” aos franceses, e mudaram o nome da cidadela de Port Louis para “Puerto Soledad”; e a seguir expulsaram os ingleses da cidadela de Port Egmont.

Em 1811, os espanhóis abandonaram as ilhas “Malouines” (devido às guerras peninsulares) e os ingleses voltaram a ocupar as ilhas Falkland.

Em 1820, pela primeira vez, a Argentina reclama a posse das ilhas a que chamou “Malvinas”.

Em 1845, o Reino Unido designou, como capital das ilhas Falkland, a cidade de Stanley.

Em 1982, a junta militar Argentina invadiu as ilhas, e a Argentina foi derrotada pelas forças armadas britânicas num conflito armado que durou 74 dias, resultando na morte de 649 argentinos, 255 britânicos, e 3 habitantes civis das ilhas.

Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido, instituiu o British Nationality Act 1983 que garantia a nacionalidade britânica aos ilhéus. A nova Constituição das Falkland, instituída em 2009, atribuiu plena autonomia ao governo das Falkland.

Num referendo realizado em 2013 supervisionado por observadores internacionais, 99,8% dos ilhéus votaram a favor da permanência das Falkland no Reino Unido.

Apesar do voto do povo das Falkland, Milei e Donald Trump estão se borrifando para a democracia e pretendem ocupar as ilhas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

A filha-da-putice de Aguiar-Branco

O presidente do paralamento,

«José Pedro Aguiar-Branco, assinala "insuficiências na delimitação do objecto e dos fundamentos" inerentes ao inquérito parlamentar requerido pelo Chega, que "não permitem, na sua actual formulação, determinar a constituição obrigatória da comissão".

Nesse sentido, o presidente da Assembleia da República solicita à bancada do partido de André Ventura que proceda "à reformulação do objecto e dos respectivos fundamentos, suprindo as insuficiências identificadas, sob pena de rejeição" da admissão do requerimento.»

Aguiar-Branco rejeitará comissão de inquérito sobre Luís Neves se Chega não alterar requerimento

Isto significa o seguinte:

Se, por exemplo, no decurso do processo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do CHEGA, existirem indícios noticiados pela Comunicação Social segundo os quais o Luís “Al Capone” Neves terá alegada- e eventualmente assassinado alguém, esses novos indícios noticiados pela Comunicação Social não poderão ser considerados pela CPI em curso, porque o “objecto e o fundamento” da CPI não tinham sido previamente identificados aquando da admissão do requerimento por Aguiar-Branco, algum tempo antes.

A ser verdade esta limitação imposta a uma investigação de uma CPI, o Aguiar-Branco é um filho-de-p*ta requintado e de alto coturno — porque encontrou uma forma de limitar e restringir a liberdade de uma qualquer investigação parlamentar. Já vivemos em um Totalitarismo de Veludo.

Além de ser um filho-de-p*ta, a exigência que o Aguiar-Branco faz é ilegal, à luz da Constituição.

domingo, 23 de agosto de 2026

Acerca do anonimato dos serviços do Estado

Há dias fui a uma repartição de Finanças para resolver um problema de pagamento de impostos indevido, e a funcionária que me atendeu pessoalmente disse-me que ela não me poderia ajudar a resolver o problema, e indicou-me o sítio das Finanças na Internet para “tentar”  (sic) resolver o referido problema.

Ou seja, na função pública em geral, e nas Finanças em particular, as pessoas já não contam — nem as pessoas que estão dentro do balcão, nem os utentes e contribuintes.

A impessoalização dos serviços de impostos é a melhor forma que o Estado encontrou para roubar impunemente o cidadão vulgar — porque a elite (a ruling class) está salvaguardada por um sistema político nepótico e corrupto, controlado à distância pela maçonaria.

Ora, uma sociedade em que a lei não se aplica igualmente a toda a gente é uma sociedade altamente corrupta — como é o caso de Portugal.

Uma das características dos sistemas políticos totalitários é precisamente a impessoalização do Estado, onde os direitos do cidadão são alienados por intermédio (desta feita) de um novo tipo de burocracia mais sofisticada.

A retirada do ser humano das decisões que afectam directamente o cidadão (a retirada propositada do pensamento lógico no que respeita às decisões administrativas) é uma forma de burocracia mascarada de “informatização do sistema”; é uma nova burocracia que a classe política actual encontrou para poder governar de forma arbitrária e discricionária, com desrespeito manifesto e visível pelo Estado de Direito.

Quando um político de relevo levar um tiro na testa, pode ser que a elite acorde.

sábado, 22 de agosto de 2026

A ideia de que “mudar uma palavra muda a Realidade”

Hoje está na moda, nos círculos intelectualóides de língua inglesa, escrever CE (Common Era) em vez de AD (Anno Domini). Certos intelectualóides de urinol portugueses traduziram a palavra para E.C. (Era Comum), em vez de d.C. (Depois de Cristo).

Ora, acontece que CE (Common Era) é a mesma coisa que AD (Anno Domini); significam o mesmo.

Seria semelhante que chamasse de “Manel” ao “Manuel”: o objecto das duas palavras é o mesmo (o homem em causa é o mesmo). A razão de se substituir o nome de uma mesma coisa, por outro nome com o mesmo significado, neste caso concreto só se pode atribuir a uma estaurofobia aguda e patológica. Ou então pretende-se eliminar o conceito de “símbolo e substitui-lo por meros sinais que são essencialmente aleatórios e arbitrários — o que entra em profunda contradição com a teoria marxista da “Reificação” (Karl Marx, Lukacs –> Escola de Frankfurt) que critica precisamente a de-simbolização e a coisificação da realidade humana.

Imagine o leitor que eu não gosto da palavra “pau”, por razão de uma determinada conotação sexual, e passo a chamar-lhe “trintrim”.

Ora, a mudança de nome não retira ao “pau” a sua natureza intrínseca que é a de “um ramo de árvore” ou “vara”. Não é por eu lhe chamar “trintrim”, em vez de “pau”, que o objecto em causa deixa de ser “um ramo de árvore” ou “vara”.

Quem muda os nomes às coisas, acreditando (patologicamente) que a realidade muda com a mudança de nomes, é um apóstolo consciente ou inconsciente do movimento revolucionário que se desenvolveu, em forma “hardcore”, com os jacobinos na Revolução Francesa e com o positivismo de Augusto Comte, e mais tarde (em modo “intelectualóide”) com Karl Marx.

O marxismo sempre teve um problema em relação aos “factos”.

Karl Marx escreveu que “a ciência burguesa é ideologia”, e que a verdadeira ciência jaz no método filosófico estabelecido no “Das Kapital” que penetra “por detrás das aparências” (gnose) até à essência social que a burguesia quer esconder. Ou seja, para Marx a ciência experimentalista é ideologia, e o materialismo dialéctico do “Das Kapital” é a verdadeira ciência.

Marx tinha uma certa aversão aos factos e à realidade.

Lenine dizia que “os factos são teimosos” – em sentido crítico em relação aos factos, e no sentido em que seria necessário criticar e até combater os factos. Lukacs escreveu (“História e Consciência de Classe”, 1923) queo empiricismo é uma ideologia burguesa” “empiricismo” tomado no sentido de experimentação científica, e tudo isto no sentido de se tentar salvar o marxismo dos malditos assaltos provenientes da Realidade.

É neste contexto de animosidade marxiana — em relação aos factos e ao empírico — que se desenvolveu o cientismo controlado pela ideologia, por um lado, e a anti-ciência inerente ao desconstrutivismo relativista radical de Derrida e de Foucault em relação à verdade na ciência que tem marcado a Esquerda radical a partir do fim da década de 1970, mas que se exacerbou a partir da queda do muro de Berlim.

A partir da queda do muro e com a derrocada do comunismo, os neomarxistas passaram a atacar a sociedade pelos flancos: por exemplo, através da imanentização do éschatos na cultura antropológica procurando a destruição das economias ocidentais utilizando a ideologia do Aquecimento Global, ou minando culturalmente as instituições por dentro sem deixar impressões digitais.

Quando se faz um esforço para mudar o nome de “pau” para “trintrim” sem se mudar a natureza física e ontológica do objecto do nome (“um ramo de árvore” ou “vara”), pretende-se alterar a realidade na qual o referido objecto persiste enquanto facto.

Ou seja, pretende-se mudar a cultura humana (a cultura antropológica, na sua relação com os objectos) — sem que daí resulte uma mudança da natureza intrínseca dos objectos: a realidade não muda, mas os idiotas intelectuais acreditam que ela mudou com a mudança do nome.

Ser de Esquerda é lutar encarniçadamente contra a História e contra a Natureza Humana.

A ideia — dos herdeiros culturais do marxismo (conscientes) — é a de que ao usar o nome CE (Common Era) em vez de AD (Anno Domini), a memória histórica de Jesus Cristo, na cultura antropológica, desaparece do conceito de início da contagem do tempo da actual Era.

Seria como se o sistema político procurasse cobrir / tapar as cruzes e crucifixos de todas as igrejas do país para assim ocultar (na cultura antropológica) a origem cristã da nossa cultura que é espelhada nos edifícios públicos. Isto já foi tentado na União Soviética, sem sucesso; mas os idiotas não desistem.

sábado, 15 de agosto de 2026

Putin irá usar a bomba nuclear na Ucrânia

Questionamo-nos acerca da obstinação de Putin em relação à anexação e ocupação da Ucrânia pela Rússia.

Porém, a História demonstra-nos que a obstinação de Putin tem fundamento histórico: a limpeza étnica e a anexação da Circássia no século XIX, em uma guerra de eliminação étnica dos circassianos que durou de 1763 a 1864 (101 anos).

Durante 101 anos, a Rússia moveu uma guerra existencial contra a Circássia, eliminou 95% da população original, e os circassianos que não foram mortos pelos russos (entre 1,5 e 2 milhões de pessoas assassinadas), tiveram que fugir ou foram deportados para o império otomano (Turquia).

Para além da Turquia, existem hoje pequenas comunidades de circassianos na Jordânia, na Síria e em Israel. Os poucos circassianos que vivem no território ocupado pela Rússia, e que foram poupados à selvajaria russa (cerca de 86 mil pessoas), vivem hoje divididos em várias repúblicas da federação russa, como por exemplo as repúblicas russas da Adigueia, Cabardino-Balcária e Carachai-Cherkessia).

Ora, este é o exemplo que Putin estabeleceu para a ocupação russa da Ucrânia:

1/ a guerra não tem um tempo delimitado: pode durar 100 anos ou mais.

2/ se Putin achar que é necessário, a Rússia eliminará totalmente a população ucraniana.

Ora, nem Hitler imaginaria a possibilidade de uma guerra de ocupação com 100 anos de duração; pelo contrário, o conceito de Blitzkrieg nazi foi o oposto de uma guerra prolongada no tempo.

O problema russo, que ameaça a Europa e o Japão, só de resolverá com a união do Ocidente — o que não acontecerá enquanto Trump for presidente dos Estados Unidos.