quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O maniqueísmo politicamente correcto da “ciência que só tem um lado”

 

O Carlos Fiolhais plasmou no seu (dele) blogue um texto de uma tal Vera Novais acerca da “ciência oficial”, por um lado, e dos “hereges”, por outro lado — é claro que o Carlos Fiolhais faz parte da versão correcta da ciência que é aquela que faz parte do paradigma vigente.

Pelo que compreendi, a tal Vera quis saber se o leite faz mal ou bem à saúde, e para isso parece que “recorreu à ciência” que, diz ela, “se opõe à pseudo-ciência” — para escrever um artigo sobre o assunto (artigo esse a que eu não tive acesso, e até seria prolixo e improfícuo que eu tivesse porque não é isso que me interessa agora).

O que me interessa saber, da tal Vera, é esta proposição :

“ (Ela) não tinha de ouvir dois lados da questão, tinha de ouvir apenas um: o lado da Ciência”.

É claro que o Carlos Fiolhais, o sumo-sacerdote da ciência oficial e sacrossanta (positivista) em Portugal, tinha que vir a terreiro dar a bênção à Vera Novais. O problema é que a ciência tem de facto “vários lados”, ou seja, podemos dizer que “existem vários lados da ciência”.


O politicamente correcto é hilariante

 

Um jovem empresário alemão abriu uma loja óptica e chamou-lhe “Six Million Glasses” (ver foto). No seguimento de uma polémica politicamente correcta, o empresário informou que o nome da loja se baseou no nome da série de televisão The Six Million Dollar Man”.

“A Hamburg optics store received widespread criticism for its insensitive choice of name—Six Million Glasses—which evokes a Holocaust connotation of the six million Jews killed by the Nazis as well as the image of a huge pile of glasses, disposed of by Auschwitz victims as they went to their deaths. The store announced that they will change the name to A Million Glasses.”

'Six Million Glasses' Hamburg store blasted for insensitive name

Mas o politicamente correcto não quis saber da informação do empresário, alegando que nome da loja era faxista porque não tinha em consideração o “Holocausto e os 6 milhões de judeus” mortos.

Entretanto, o empresário mudou o nome do estabelecimento para “One Million Glasses”, mas o politicamente correcto não descansa: ameaça agora instaurar um processo judicial contra o homem por “negação do Holocausto”.

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Preparem-se que vem aí mais trampa do Bloco de Esquerda !

 

O Ludwig Krippahl tem aqui um bom texto acerca da chamada “política identitária” que não passa de uma adaptação actualizada do marxismo cultural da Escola de Frankfurt, da sua Teoria Crítica e do conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse.

julio machado vaz webAliás, parece-me que o Ludwig Krippahl tem vindo a virar à Direita — ao contrário do que se passa com alguns correligionários seus, como por exemplo o dr. Morcon, que continua a perorar, aos microfones da Antena 1, a ideologia política marxista cultural que alia Freud a Marx. O problema do dr. Morcon (entre outros) é que, durante décadas, (ele) defendeu determinadas ideias que agora não pode recusar (porque “um homem inteligente nunca se retracta”), apesar das evidências que o contradizem. Se há alguém em Portugal que utilizou a ciência para negar implícita- e publicamente a ciência, foi o dr. Morcon.

O verbete do Ludwig Krippahl centra-se em uma entrevista do professor universitário canadiano Jordan Peterson a um canal britânico de televisão, durante o périplo inglês do professor para promover um seu livro que trata de ética para jovens.

Eu tomei conhecimento da existência do professor Jordan Peterson há mais de um ano, quando ele se colocou contra a lei canadiana C-16, e foi inclusivamente ouvido por uma comissão do senado canadiano. A lei canadiana C-16 é uma lei que, ao abrigo da “protecção dos direitos dos transgéneros”, impõe a toda a sociedade o totalitarismo da aceitação compulsiva da ideologia de género.

Aliás, esta será a próxima “causa fracturante” do Bloco de Esquerda depois da “eutanásia para todos”: a imposição coerciva da linguagem, por decreto-lei fascista, através da “lei dos pronomes”. Portanto, o leitor prepare-se que vem aí mais merda do Bloco de Esquerda... ! (com a aquiescência bonacheirona do António Costa e do Rui Rio, e com a falsa oposição de Assunção Cristas).

O argumento principal da ideologia de género começou por ser o de que “o género é uma construção social, não obstante o sexo ser uma realidade biológica”; mas os ideólogos do género evoluíram, e agora essa premissa já não é válida: hoje, os activistas da Ideologia de Género dizem que “o género é um factor determinado pela existência do indivíduo (é inato), ao passo que o sexo biológico é uma construção social”. E a gente tem que os aturar...!

domingo, 18 de fevereiro de 2018

A “música ligeira” está praticamente morta

 

james-last-webDesde muito pequeno que me habituaram a ouvir a chamada “música ligeira”, que era uma espécie de versões de música ritmada instrumental e orquestrada de temas clássicos ou/e modernos, desde a música clássica até à chamada “música POP”.

Por exemplo, o meu pai comprou muitos discos do maestro francês Paul Mauriat que é um exemplo de um maestro de “música ligeira”, e eu habituei-me a ouvi-lo em casa e na rádio. Mauriat morreu em 2006.

Outro maestro muito divulgado e conhecido de “música ligeira” foi o americano Ray Conniff; morreu em 2002. De repente veio-me à memória o maestro francês de “música ligeira” Franck Pourcel; fui ver à Wikipédia: morreu em 2000.

Talvez o precursor da “música ligeira” e o mais antigo terá sido o maestro americano Percy Faith: faleceu em 1976. Billy Vaughn, outro maestro e compositor americano de música ligeira, faleceu em 1991. Finalmente, o maestro alemão de “música ligeira” James Last, nascido em Bremen (Alemanha) e residindo na Florida (Estados Unidos), deixou-nos em 2015.

Salvo esteja eu errado, o único espécimen ainda vivo da “música ligeira” é o pianista e maestro francês Richard Clayderman. Já não há mais ninguém.

A crise ou mesmo o desaparecimento da “música ligeira” reflecte a crise da música contemporânea que deixou de ter criatividade e não tem qualquer qualidade harmónica, por um lado, e por outro lado traduz a falta de educação dos nossos jovens no que respeita à chamada “música clássica” — porque a “música ligeira”, de certa forma, faz a simbiose (por assim dizer) entre a música clássica e a música contemporânea.

A amálgama política portuguesa

 

Conforme eu tinha previsto aqui, o Partido Social Democrata de Rui Rio não se distingue do Partido Socialista de António Costa.

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