segunda-feira, 23 de março de 2026

André Ventura bota faladura no CPAC de Viktor Órban


André Ventura discursou na reunião do CPAC (Conservative Political Action Conference) que este ano se realizou em Budapeste, na Hungria, na presidência de Viktor Órban, e em vésperas das eleições gerais neste país.

Em contraponto a André Ventura, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni — também de Direita — é inteligente, e por isso não compareceu no evento do CPAC deste ano em Budapeste.

Ou seja, André Ventura colabora com o regime corrupto húngaro que hostiliza a Ucrânia, vive de amores com o Vladimir Putin, cospe na sopa que a União Europeia lhe tem oferecido ao longo dos anos — o mesmo André Ventura que fecha os olhos à corrupção desenfreada na Hungria, ao mesmo tempo que anda com a corrupção na boca em Portugal.

Se houvesse um CPAC no Kremlin, presidido por Putin, provavelmente André Ventura faria companhia ao VOX espanhol, e estaria lá presente para arrotar umas postas de pescada.

sábado, 21 de março de 2026

A doença mortal da Igreja Católica


A Igreja Católica está moribunda. As notícias acerca do actual Papa Pachamama e dos padres progressistas e neomarxistas, revelam já uma Igreja Católica ferida de morte. A infiltração da Esquerda mais radical no seio da Igreja Católica, desde que o papa Chiquinho entrou no Vaticano, tem levado a uma derrocada, lenta mas persistente, da instituição católica.

Senão, vejamos este título de uma “notícia” da Rádio Renascença (presumivelmente católica), assinada por uma tal Manuela Pires:


doença catolica web

Imagine o leitor que 99% dos deputados do parlamento eram de Direita, e que apenas 1% eram de Esquerda. A tal Manuela escreveria o título da mesma forma: “A Direita ficou isolada.” Isto é a inversão factual da realidade, por razões estritamente ideológicas.

A Rádio Renascença é tão credível quanto o jornal Púbico; mas o problema não é esse: o problema é que, alegadamente, a Rádio Renascença é um órgão de Comunicação Social que é propriedade da Igreja Católica. A Rádio Renascença é, ou deveria ser, (supostamente) católica. É suposto que a Rádio Renascença diga a verdade, ou seja, que não diga que uma minoria “isola” a maioria.

Desde que eu fui assistir a uma missa católica, aqui no norte de Portugal, e o padreco começou a dançar samba no presbitério, ao som da música do coro, nunca mais fui a uma missa. Para mim, a Igreja Católica acabou.

quinta-feira, 19 de março de 2026

A rosa musical, dos Bandidos do Cante

O mais importante, em uma canção, é a melodia que pressupõe harmonia. E depois, é a orquestração que deverá seguir o princípio da Navalha de Ockham aplicada à arte, neste caso, aplicada à música: entre várias versões de orquestração possíveis para uma mesma canção, a orquestração mais simples possível tende a ser a mais correcta.

Ou seja, a orquestração não substitui nem se sobrepõe (em valor) à melodia da canção.

Os Bandidos do Cante criaram uma pequena maravilha, e a RTP está de parabéns. Parece que a música portuguesa entrou no caminho certo.

A versão instrumental da “Rosa”, dos Bandidos do Cante, poderia perfeitamente ser adoptada como trilha sonora de um filme, como podemos ver abaixo.

sábado, 14 de março de 2026

Morreu Jürgen Habermas, expoente máximo da Escola de Frankfurt


Não faz falta nenhuma. Que a terra lhe pese como chumbo.

Oviedo nunca foi capital do Reino Suevo


Circula na Internet um boato “pseudo-galego” segundo o qual a cidade espanhola de Oviedo terá sido a grande capital do Reino Suevo — depois de ter sido Braga, e na sequência da expansão do reino dos suevos. Este é um exemplo de como uma mentira grosseira se espalha na Internet por razões estritamente políticas.

Durante o domínio suevo na Península Ibérica, não existia ainda a cidade de Oviedo.

As capitais históricas do Reino Suevo (c. 411–585) foram:

  • Bracara Augusta (Braga, Portugal): A capital principal e mais duradoura do reino;
  • Emerita Augusta (Mérida, contígua a Castelo Branco): Serviu como sede temporária da monarquia sueva durante a expansão para o sul no século V.

Bastaria uma simples pesquisa no Google para que quem espalha esta mentira pudesse verificar o erro. Portanto, trata-se de um “erro intencional”. O “erro intencional” é mais do que uma simples mentira, é sempre ideologicamente motivado.

A cidade de Oviedo foi fundada no século VIII (ano 761), muito depois da queda do Reino Suevo em 585.

Tornou-se a capital do Reino das Astúrias durante o reinado do espanhol Afonso II, o Casto; é também reconhecida como a primeira capital do Caminho de Santiago — mas nunca foi capital do Reino Suevo.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Diogo Faro, o grande macho

“Boa parte dos homens, quando perguntados sobre que mulheres admiram, não conseguem nomear nenhuma para além das que fazem parte do círculo familiar.

Creio até haver machos tão machos que nem a própria mãe admiram, e que acham que tudo o que a senhora faz não é mais do que sua obrigação (incluindo fazer-lhes as marmitas todos os dias, apesar de já terem 40 biscas).

Quer dizer, claro que estes machos, incríveis portentos de macheza que são, conseguem nomear uma data de mulheres porque “são mesmo boas” e conseguem admirar os seus corpos, não conseguem é admirá-las para lá do binómio supra intelectual mamas – cu.”

Diogo Faro, o grande macho

diogo-faro-web

sábado, 7 de março de 2026

A indignação do liberal Henrique Pereira dos Santos com a falta de “liberdade de contratação”


Trabalhei numa empresa têxtil na década de 1980 cujo patrão tinha muitas estórias contadas pelos empregados mais antigos. Um exemplo de uma estória recorrente que me contaram: a do felatio (vulgo “broche”) como castigo para as operárias.

Foi admitida uma nova operária, “boa como o milho”, casada e com filhos; e, vai daí, o patrão deu ordens ao senhor Brites, que era o chefe de produção: “Ó Brites!, castiga-a!”.Mas castigo-a por que razão?”, retorquiu o Brites. “Inventa qualquer razão!” — responde o patrão.

Assim, o Brites castigou a operária “boa como o milho” por “dá cá aquela palha” com uma suspensão e ameaça de perda do posto de trabalho; mas o patrão, magnânimo e benevolente, mandou chamar a operária ao seu gabinete para uma entrevista para se evitar o despedimento.

Era aí que o patrão confrontava a operária “boa como o milho”: “ou me fazes um broche, ou és despedida”. Naturalmente que a operária tinha uma família, marido, e filhos para sustentar.

É este tipo de Portugal que os liberais, o PSD e o CDS de Henrique Pereira dos Santos muito subliminarmente defendem. E como o CHEGA se opõe à decadência moral do patronato em nome de uma putativa “liberdade de contratação”, o Henrique Pereira dos Santos indigna-se.