sexta-feira, 19 de junho de 2026

Portugal deve começar a pensar em programar a saída da União Europeia

Políticos franceses e alemães, alguns de nomeada e ligados aos partidos tradicionais do “sistema”, defendem agora que o poder de decisão dentro da União Europeia (comissão + conselho) deve ser restrito a apenas seis países: França, Alemanha, Holanda, Itália, Espanha e Polónia.

Ou seja: seis países passam a mandar na Europa, e o resto obedece sem “piar”.

Isto significa, desde logo, que a actual responsável da União Europeia para os negócios estrangeiros, a estoniana Kaja Kallas, será demitida e o seu cargo extinto, para ser substituído por um novo cargo e por um qualquer ministro francês ou alemão; e significa também que os outros países da União Europeia não serão consultados — pelos menos, oficialmente — acerca das decisões que se tomam na União Europeia.

Ora, uma nação sem dignidade é um pasto de bovinos.

A nova política europeia que se desenha retira a dignidade aos países pequenos da União Europeia.

Nos Estados Unidos, por exemplo, todos os estados federais têm a mesma e igual dignidade na sua representação no Senado (que é uma espécie de Conselho de Ministros, na União Europeia). Ora, é esta igual dignidade de representação que o novo leviatão dos poderosos da Europa pretende retirar aos países pequenos da União Europeia.

Em princípio, Portugal pode sair da União Europeia sem sair do tratado de Schengen — como acontece, por exemplo, com a Suíça, que não faz parte da União Europeia mas assinou o tratado de Schengen —, a não ser que o actual poder na União Europeia aja de má-fé em relação a Portugal (o que é sempre uma possibilidade).

É claro que, para a retirada de Portugal da União Europeia, não podemos contar com o Partido Socialista e com o Partido Social Democrata; teremos que tentar convencer o CHEGA acerca da importância da dignidade multissecular da Nação Portuguesa.

Se for para sermos humilhados, então que se f*da a União Europeia.

Isabel Moreira e o recurso aos “técnicos” ideológicos para manipular a ciência

Quando a ciência actual recusa a categorização empírica da realidade observável, já não é ciência: em vez disso, é pura ideologia política.

“O parecer da Ordem dos Médicos, citado pela deputada, aponta falhas nos projectos de lei apresentados. O documento alerta para uma confusão entre diferentes conceitos médicos e jurídicos.

Segundo o parecer, “algumas propostas legislativas assentam em imprecisões conceptuais relativas à distinção entre identidade de género, incongruência de género e disforia de género, bem como numa compreensão simplificada da complexidade do sexo biológico, que não reflecte o conhecimento médico actual”.

Isabel Moreira usa parecer da Ordem dos Médicos para criticar projectos sobre identidade de género

Por absurdo, a Ordem dos Médicos poderia dizer o seguinte:

“O ser humano não é um animal bípede, reflectindo o conhecimento médico actual”.

Porém, a verdade é que todos nós verificamos que a esmagadora maioria dos seres humanos são bípedes a partir do segundo ano de vida — com excepção dos humanos com síndroma de Uner Tan.

Ou seja, a ciência propriamente dita diz que os seres humanos podem ser categorizados naqueles que têm o síndroma de Uner Tan, e por isso são quadrúpedes, por um lado, e os que não têm a síndroma de Uner Tan e por isso são bípedes, por outro lado.

No exemplo que dei, o que a Ordem dos Médicos poderia dizer é o seguinte (isto é uma metáfora):

“Há pessoas com o síndroma de Uner Tan, e por isso não podemos dizer que os seres humanos são bípedes”.

É a recusa do juízo universal. É o nominalismo (recusa da categorização) levado ao absurdo por motivação puramente ideológica, embora com a chancela de “ciência”.

Ademais, a Ordem dos Médicos não define “identidade de género”. A Wikipédia define assim “identidade de género”:

“A identidade de género é o sentido pessoal que cada um tem do seu próprio género”.

Esta “definição” é tautológica. Seria como eu definisse a “cor branca” da seguinte forma:

“A cor branca é clara.”

ou definisse a luz:

“A luz é o movimento luminoso dos corpos luminosos”.

— isto é pura tautologia.

É por demais evidente que a ciência, por sua própria natureza, não se ocupa do sujeito, ou seja, do indivíduo como ser humano. Só podemos fundamentar a noção de “sujeito” em uma forma tautológica, ou seja, baseando-a na experiência subjectiva.

O conhecimento científico concebe acções determinadas e determinísticas; não concebe a autonomia, o sujeito, tão pouco a consciência e a responsabilidade. Esta última é não-senso e não-científica. As noções de autonomia, sujeito, consciência e responsabilidade, pertencem à ética e à metafísicae não à ciência positiva.

A Ordem dos Médicos deveria ter só um pouquinho de vergonha — já que a Isabel Moreira nunca terá vergonha na cara.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Os patrões adoptam a linguagem da extrema-esquerda

migrante web

O patronato “liberal” adopta a linguagem da Esquerda mais radical. Por exemplo, o uso do adjectivo “migrante”, em lugar de “imigrante”, por parte do patrão Francisco Calheiros.

Há várias razões para a substituição de “imigrante” por “migrante”.

Desde logo porque o adjectivo “migrante” pressupõe uma deslocação de um território para outro mas com carácter provisório: os migrantes, em princípio, não se fixam definitivamente no território de arribação. Neste sentido, o substantivo “migração” é sinónimo de “transumância” — que também se aplica aos animais: por exemplo, às aves de arribação, ou à migração de aves.

Por outro lado, o adjectivo “migrante” não significa necessariamente a deslocação de um país para outro: pode significar a deslocação de uma região para outra região dentro de um mesmo país — ao passo que “imigrante” tem uma conotação internacional: o imigrante/emigrante passa sempre fronteiras nacionais.

Por exemplo, uma pessoa que tenha vivido em Lisboa e vá viver para o Porto, é um “migrante” — e não um “imigrante”: um imigrante e/ou um emigrante passam sempre fronteiras nacionais.

Portanto, o patronato e a extrema-esquerda estão de acordo em suavizar o impacto brutal do fenómeno da imigração na cultura antropológica e na coesão social portuguesas através da substituição de conceitos que possam colocar em risco as suas estratégias políticas “liberais” e antipatriotas.

Ainda irei ver o Francisco Calheiros como deputado do LIVRE, e a Cláudia Azevedo como coordenadora do Bloco de Esquerda.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

European Union Minority Report

Em 2002 saiu um filme de ficção política com o título “Minority Report” que abordava o tema da oposição entre o comportamento humano determinístico ou pré-determinado, por um lado, e o livre-arbítrio comportamental, por outro lado. No filme, que se passava no ano de 2054, a elite política criou um sistema que permitiria que os crimes pudessem ser previstos (no tempo) com precisão, para assim prevenir a sua ocorrência no futuro. Ora, o Minority Report já acontece hoje, em 2026, na União Europeia.

Na lei penal, a intenção (de cometer um crime) é punível. Por exemplo, um indivíduo pega numa pistola e atira sobre outro, mas falhou a mira, ou seja, não atingiu o alvo. Embora não tenha atingido o alvo, o tribunal verifica a intenção de alvejá-lo. Esta intenção é punível.

Definindo: a intenção, do ponto de vista moral e jurídico, é o objectivo e o motivo de um determinado acto, considerado independentemente do próprio acto, isto é, independentemente da realização/consumação do próprio acto.

Porém, o juízo da intenção de alguém não pode ser subjectivista, sob pena de se transformar a Justiça em um campo de batalha ideológico.
A intenção de um acto deve ser demonstrada com consequências objectivas desse mesmo acto — e não por uma mera especulação subjectivista acerca de putativas consequências futuras e determinísticas desse acto.

Por exemplo (isto é uma metáfora): eu estou sentado a beber cerveja numa esplanada, e um polícia cassa-me a carta-de-condução, prevendo que eu iria conduzir a viatura ébrio, e por isso, a cometer um crime. Para o polícia, ele estaria a antecipar-se ao crime, prevenindo-o, baseando-se em uma alegada intenção minha de conduzir bêbado que decorre de eu estar a beber cerveja na esplanada. Isto é, em resumo, o Minority Report aplicado à União Europeia de 2026.

Porém, mais grave ainda: na actual União Europeia, a verdade dos factos, objectivamente verificados, não conta (em determinados casos) para a atribuição (ou não) do estatuto de “crime”.

Por exemplo: se um indivíduo é condenado em tribunal por assalto a um Banco, e eu lhe chamo publicamente de “ladrão”, esta minha adjectivação não é (por agora) considerada como sendo difamação — porque se baseia na verdade dos factos.

Na actual lei, chamar “ladrão” a um ladrão condenado em tribunal, não é difamação; mas a União Europeia quer mudar isto: em alguns casos muito especiais (e privilegiados), chamar “ladrão” a um ladrão vai começar a ser punível por lei na União Europeia.

Eu escrevo, por exemplo:

“O Alberto foi condenado em tribunal por assalto a um Banco, e por isso ele é objectivamente um ladrão”.

Na actual União Europeia, eu posso ser condenado em tribunal pela intenção de estigmatizar o Alberto — dependendo do estatuto social do Alberto. A verdade dos factos passa a ser irrelevante para o tribunal: o que conta é a minha putativa intenção, julgada subjectivamente pelo Ministério Público e pelos juízes. Os tribunais passam a julgar sistematicamente a intenção independentemente dos factos. Entramos já no totalitarismo judicial.


Um tribunal belga condenou o cidadão e ex-deputado belga Dries Van Langenhove a pagar uma avultada coima ao Estado por mencionar publicamente “factos incómodos”.

No dia 26 de Maio de 2026, um tribunal belga condenou Langenhove a pagar 4.000 Euros de multa por apresentar publicamente dados estatísticos acerca da imigração em massa, da criminalidade, e do falhanço do multiculturalismo. Estamos perante a criminalização da realidade observável e verificável, o que se traduz na negação institucionalizada do empirismo e da ciência.

Dizer a verdade passou a ser crime.

O próprio tribunal reconheceu que os factos apresentados por Langenhove, acerca da imigração em massa, são verdadeiros; mas considerou a verdade dos factos como sendo irrelevante.

O “juiz” escreveu:

“Mesmo que todas as declarações feitas por Langenhove se baseiem em provas científicas e estatísticas, isso não altera a intenção criminosa. Langenhove não é acusado de divulgar informações falsas. É acusado de apresentar factos de forma a incitar o ódio contra as pessoas com base num ou mais dos critérios protegidos pela Lei Anti-racismo.”

Ou seja, o tribunal condenou Langenhove pelo crime de intenção de cometer um futuro crime. Eis o European Minority Report.

Na União Europeia, dizer a verdade passou a ser “incitamento à violência”. Passou a ser proibido dizer a verdade.

sábado, 13 de junho de 2026

Precisamos muito de Roger Scruton

O Tiago Freitas escreve aqui acerca do caso do inglês Henry Nowak. O texto é aceitável do ponto de vista do arrazoado, mas ele não abordou as origens do problema, talvez para não incomodar os colegas de Redacção.

O caso de Henry Nowak só foi divulgado nos me®dia devido à influência da chamada “extrema-direita” inglesa; se não existisse o “fassista” Tommy Robinson e o partido “rassista” Restore Britain, o caso de Henry Nowak seria abafado pelos me®dia fielmente seguidores da Longa Marcha (gramsciana) Através das Instituições. Ora, isto também não foi dito pelo Tiago Freitas, sob pena de ser acusado de tecer loas aos “fassistas”, em nome da liberdade.

Vivemos tempos difíceis, em que dizer a verdade é um acto reaccionário ou anti-revolucionário. 

Os ingleses fazem a distinção entre “fairness” e “justice”; “justice” diz respeito à norma jurídica, entendida em si mesma, aplicável universalmente; “fairness” identifica-se com o conceito aristotélico de “equidade” — conceito este que foi brutalmente corrompido pela Esquerda através da aplicação ideológica Marcuseana da “tolerância repressiva”: a Longa Marcha Através das Instituições é sinónimo de “longa marcha marxista através da corrupção da linguagem”.

Hoje, só são consideradas “imparciais” as criaturas que aceitam, sem pestanejar, as teses da Esquerda gramsciana (por exemplo, LIVRE, Bloco de Esquerda, ala esquerda do Partido Socialista); e por isso temos hoje a validação política de injustiças simétricas em nome da aplicação prática da “tolerância repressiva”.

A utopia é o clima tutelar das matanças modernas (a esquerda neomarxista, e a uma certa “direita” que não passa de uma manifestação do movimento revolucionário invertido) ideologicamente justificadas.

Em todo o utopista espreita-nos um sargento da polícia.

A igualdade revolucionária — que evoluiu ideologicamente para o privilégio das minorias — é hoje a condição psicológica prévia de “decapitações” políticas friamente conduzidas e ditas “científicas”.

No dealbar do século XXI, verificamos a predominância de quartéis no Leste (Rússia, China) e de bordéis a Oeste; a luta actual é, de facto, cultural.

Os quartéis do Leste apenas tiram partido da fraqueza da nossa cultura (ocidental) de lupanar.

Ao mesmo tempo que nos impõem coercivamente as bandeiras LGBTQPBBQ+ nos edifícios públicos, o esquerdalho gramsciano (que controla o chamado “centro político”) protege institucionalmente o Islamismo como doutrina revolucionária: e tudo o que seja anticristão ou, pelo menos, não-cristão, é valorizado pelas elites colonizadas pelo marxismo cultural. É assim que, por exemplo, as igrejas católicas de Paris se transformam agora em locais de espectáculo circense, a mando do Poder político dito “secular”.

Nunca foi tão pertinente, como é hoje, a leitura da obra de Roger Scruton, que desde 1968 “topou” a estratégia da Esquerda com uma clarividência extraordinária.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

domingo, 31 de maio de 2026

Não ficarão impunes

“Aquele que despreza o pobre, insulta o seu Criador; o que ri de um infeliz, não ficará impune.”

Provérbios 17:5

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