quarta-feira, 20 de maio de 2026

A crise demográfica e a aliança entre os liberais e a Esquerda radical

Primeiro submeteram o aborto a referendo por duas vezes (em 1998 e depois em 2007) — e mais vezes seriam, se a resposta do povo ao aborto teimasse em ser negativa: teríamos referendos todos os anos até que o povo se calasse e/ou anuísse.

Depois, e no seguimento da legalização do aborto “à vontadinha”, a demografia portuguesa ressentiu-se — não só pelo aborto livre entendido em si mesmo, mas sobretudo por questões culturais: o aborto patrocinado pelo Estado desvaloriza a vida humana na cultura antropológica, e torna a vida humana descartável. Ter um filho passou a ser simbólica- e culturalmente equivalente a comprar um cão.

Em todo este processo de involução civilizacional, tivemos os ditos “liberais” de mãos dadas com a Esquerda mais radical. Isto é um facto insofismável.

A Cristina Miranda (liberal) faz aqui uma análise que aborda apenas as questões técnicas / políticas da crise demográfica; mas não devemos ignorar a cultura antropológica, que está a montante da política e da economia. Ignorar ostensivamente a importância da cultura antropológica é uma característica dos liberais e da Esquerda radical, embora por razões diferentes.

“Durante anos repetiu-se o mesmo argumento para justificar quase todas as decisões difíceis sobre pensões, impostos e idade da reforma: o problema é demográfico. Vivemos mais, logo temos de trabalhar mais. A fórmula parece científica e quase neutra. Mas é uma simplificação conveniente que esconde uma realidade muito mais complexa e politicamente mais incómoda.”

A Crise das Pensões Não se Resolve Empurrando a Reforma Para a Frente

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domingo, 17 de maio de 2026

Procuradora Eunice Miranda do tribunal de Almodôvar, e o Lumpemproletariado

 Existe uma necessidade urgente de expulsar os comunistas do sistema judicial português.

Hoje, — e ao contrário do que Karl Marx defendeu — ser comunista é eleger o Lumpemproletariado como a nova classe revolucionária.






domingo, 10 de maio de 2026

Temos um generalato megalómano ou corrupto

Têm vindo a terreiro várias opiniões de generais das Forças Armadas Portuguesas defendendo a compra do caça F-35 que só é operacional dentro de um ecossistema controlado estritamente pelos americanos.

Ou seja: temos generais que têm a mania das grandezas, e são tão intelijumentos que pretendem colocar as Forças Armadas sob a dependência total de gentalha como Donald Trump.

É preciso informar os “Milicosintelijumentos portugueses que os radares mais modernos já detectam o F-35. E que este avião é o menos interessante em todos os outros componentes operacionais (ver imagem abaixo) — a não ser que se pretenda que o Pentágono comande as Forças Armadas Portuguesas.

caças

Por exemplo, o F-35 tem uma disponibilidade operacional de 30 a 50% — ou seja, pelo menos 50% do tempo útil, o avião está parado em hangar —, ao passo que o sueco Gripen tem uma disponibilidade operacional de 70 a 85%. Ou seja, os generais portugueses têm a mania que são ricos.

Qualquer dos caças concorrentes — o Eurofighter, o Rafale e Gripen — é melhor ou mais útil do que o F-35. Por exemplo, no custo de operação por hora, a diferença é abismal; e a diferença de custo de apoio em base aérea é enorme.

Só compra o F-35 quem está vendido aos interesses americanos. Temos que começar a investigar as contas bancárias dos generais portugueses.

A Constituição portuguesa defende a pedofilia e o Lumpemproletariado

A minha experiência com tribunais, em Portugal, tem-me revelado que uma grande parte dos juízes ou são radicais de Esquerda ou têm distúrbios mentais — o que, na prática, vai dar no mesmo. Por isso, devemos limitar ao máximo possível a discricionariedade de decisão dos juízes: dar poder lato de decisão aos juízes significa minar a estrutura do Estado de Direito em nome de um denominado “bem maior” desenhado por psicopatas.

“Na discussão conjunta dos diplomas, os grupos parlamentares e deputados únicos foram unânimes em condenar a violência sexual contra menores, mas divergiram quanto à constitucionalidade de ser aplicada automaticamente aos condenados por crimes sexuais, por um certo período, a pena acessória de proibição de trabalho com crianças ou de inibição do exercício de responsabilidades parentais, algo actualmente deixado ao critério dos tribunais”.

Parlamento voltou a chumbar pena acessória de castração química de pedófilos reincidentes

Por exemplo: em 1998, um meliante entrou em minha casa para roubar, e eu fiz da cara dele um oito, dentro da minha casa. Um juiz barbudo e comunista de Gaia condenou-me a pagar uma indemnização choruda ao ladrão, e ainda me deu uma ensaboadela moral dizendo que “o roubo é uma mera e simples transferência de propriedade que não justifica violência” (sic).

É deste calibre merdoso que é constituído uma grande parte da judicatura portuguesa.

Em 2016 fui testemunha em um julgamento, e a juíza expulsou-me da sala de audiência a altos berros, alegando que eu estava a influenciar as outras testemunhas mediante o meu “pesado silêncio” (sic).

Poderia dar aqui mais uma mão-cheia de experiências com juízes mentalmente disturbados. Ser juiz, hoje, é ser tendencialmente esquerdóide ou dependente de substâncias psicotrópicas com ou sem receita médica.

Actualmente, confiar no livre escrutínio dos juízes é loucura. Tal como aconteceu com os padres católicos, a condição dos juízes em Portugal é social- e eticamente estercorosa.

A actual Constituição portuguesa foi feita para proteger comportamentos desviantes (por exemplo, a pedofilia), por um lado, e o Lumpemproletariado, por outro lado. É uma Constituição marcadamente maçónica.

Quando os partidos do sistema utilizam o argumento da “constitucionalidade”, ou da falta desta, para se absterem do combate decisivo à pedofilia, verificamos todos que o que a elite política (e maçónica) pretende é rasgar a Janela de Overton no sentido da tolerância cultural e jurídica em relação à pedofilia, numa primeira fase, tendo em vista a legalização e normalização do comportamento pedófilo.

Temos uma Constituição amiga da pedofilia. E temos a obrigação de acabar com ela.

sábado, 9 de maio de 2026

A burrice de Espinoza

A essência do pensamento de Espinoza é a defesa (dele) da possibilidade de o ser humano chegar, através do exercício da Razão (ou da ciência), à unidade com a substância única (panteísmo) a que ele chama de “Deus”.

“Os homens, as mulheres, as crianças, todos na verdade, podem igualmente obedecer, mas não serem sábios. Se dizemos que não é necessário compreender os atributos de Deus mas, acreditar nisso com toda a simplicidade e sem demonstração, está-se em pleno sonho: porque as coisas invisíveis, e que não são senão objecto do espírito, não podem ver-se sobre outra perspectiva para além da demonstração; razão por que o que não a possui não vê absolutamente nada dessas coisas…”

Deus requer ignorância do fiel

Isto seria coisa semelhante a que um cientista físico actual defendesse a ideia de que é possível, ao ser humano e através do exercício da Razão (ou seja, da ciência), compreender todo o universo (incluindo a essência da antimatéria, da matéria escura, dos buracos negros, da física quântica, etc.). Um cientista ateu dirá que sim, que “é possível ao ser humano compreender todo o universo... talvez daqui a 25 mil milhões de anos!”

O cientista ateu é muito optimista e romântico.

Quem estudou suficientemente a Filosofia sabe que Espinoza foi um gnóstico (ver gnose). O gnosticismo parasitou o Cristianismo desde a fundação deste, ou seja, desde a Antiguidade Tardia, e esse parasitismo continuou através da Idade Média — por exemplo, com Joaquim de Fiore, Espinoza, e muitos renascentistas —, entrou pela Idade Moderna adentro com Hegel e quejandos românticos alemães, depois Nietzsche, e mais tarde dominou a contemporaneidade do pensamento dos séculos XX (por exemplo, Heidegger, o Pós-modernismo) e XXI.

A diferença entre um gnóstico medieval, por um lado, e um cristão propriamente dito, por outro lado, é a de que a gnose (ou gnosticismo) é uma qualquer doutrina metafísica de salvação religiosa por intermédio do conhecimento intelectual, e por isso sem o dom directo da Graça Divina — ao passo que o Cristianismo pressupõe o dom directo da Graça de Deus (“graça” é proveniente do grego “Kharis”, que significa “benevolência”, “encanto”: é a dádiva proveniente de Deus relativa à salvação da alma, à remissão dos pecados, e à constância na provação).

A diferença entre Espinoza e um cristão normal é que Espinoza pensa que pode abarcar a compreensão do conceito de Deus (ou de universo) através da Razão humana, enquanto que o cristão adopta uma postura mais humilde e realista, porque sabe que o ser humano jamais conseguirá meter o universo inteiro dentro de um laboratório.

Ou seja: Espinoza é burro, mas é classificado pelos intelectuais como sendo “inteligente”; o cristão é inteligente, mas é classificado pelos intelectuais como sendo “burro”.

E não há mais nada a dizer acerca de Espinoza.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Donald Trump diz que “no pasa nada”, e que “a culpa é da Europa”

A dívida nacional bruta dos Estados Unidos atingiu os 124% do PIB bruto do país. Quando uma situação semelhante aconteceu em Portugal em 2012, caiu o Carmo e a Trindade; mas, nos Estados Unidos, o Trump diz que “no pasa nada”.

A vantagem dos Estados Unidos em relação a outros países endividados, é que a maior parte da dívida americana é detida (é propriedade) de cidadãos do próprio país, correspondendo ao PIB nominal de 31 triliões de US Dólares (utilizo aqui a nomenclatura anglo-saxónica).

Porém, a dívida total bruta dos Estados Unidos aumenta a um ritmo de 1 bilião (1 mil milhões) de US Dólares a cada semestre, e o custo anual dos juros consome cerca de 13% do orçamento (anual) do país.

E depois, há o défice orçamental enorme: os Estados Unidos de Donald Trump gastam 1,33 US Dólares por cada 1 dólar que arrecadam em impostos. Estamos a falar de uma diferença de 33%...

O problema não é só a dívida: é sobretudo o défice orçamental. Uma dívida até pode ser boa para a economia; o défice orçamental sistémico é de muito mau agoiro.

Quando Bill Clinton deixou a presidência dos Estados Unidos em 2001, o país tinha quatro superávites orçamentais consecutivos e uma dívida bruta total de 5,7 triliões de US Dólares; hoje, a dívida bruta total dos Estados Unidos é de mais de 39 triliões de dólares. Em 24 anos, os políticos americanos (a começar por George W Bush) arrebentaram o país...

… mas o Donald Trump diz que “no pasa nada”, e que “a culpa é da Europa”.

terça-feira, 28 de abril de 2026

O Carlos Moedas, o Rui Tavares e a Mariana Mortágua devem estar felizes e radiantes

radar de okupaOs socialistas espanhóis começaram a instalar uma nova geração de radares nas estradas de Espanha que não controlam a velocidade, mas antes filmam os interiores dos veículos que passam: são os chamados “radares de ocupação” com câmaras de inteligência artificial capazes de fazer prova de que o condutor circula sozinho dentro do carro, implicando uma multa de 200 Euros em caso de prevaricação.

Imaginem a felicidade de Carlos Moedas se a moda pega em Lisboa! Se juntarmos os “radares de ocupação”, por um lado, e a “cidade 15 minutos”, por outro lado, temos o homenzinho orgásmico.