É impressionante como toda a Esquerda — incluindo o PSD que é uma facção da Esquerda — apoia o ministro Luís Neves, o que demonstra a enormíssima força que a maçonaria detém na sociedade portuguesa.
A maçonaria portuguesa é absolutamente capaz de transformar um crime em um acto virtuoso utilizando a mesma estratégia superveniente dos jacobinos e da Revolução Francesa: o Poder da manipulação da linguagem.
O que é extraordinário é que aquilo a que se convencionou chamar de “Direita institucional portuguesa” (PSD e CDS) submete-se caninamente ao mesmo critério de avaliação política ditado pela Esquerda através do controlo da linguagem / narrativa dos seus agentes nos me®dia.
A ideia segundo a qual “a linguagem muda a realidade” (a Fé Metastática) provêm (sobretudo) da Revolução Francesa e, consequentemente, dos jacobinos; e por seu (deles) intermédio, foi formatado pela maçonaria francesa a que se convencionou chamar de “irregular”.
A maçonaria é uma instituição revolucionária no estrito sentido ideológico do termo.
Por exemplo, muita gente não sabe que os bolcheviques e os mencheviques era duas facções do mesmo partido, do Partido Social Democrata Russo, que se definiram como facções no Segundo Congresso do dito partido em 1904. Mas o nome “menchevique” (que significa “minoria”) foi-lhe atribuído pela facção opositora, os bolcheviques — quando na realidade, a facção dita “menchevique” era a maioritária.
Ou seja, o acto de chamar de “minoria” a uma facção (os mencheviques) que era, de facto, maioritária, deu vantagem política à facção realmente minoritária bolchevique.
Isto significa que o libelo da etiquetagem / classificação através da linguagem, tal como defendido pelos jacobinos e pela maçonaria, parece ter dado sucesso a quem o tem utilizado.
Fortaleceu-se, assim, a convicção de que é possível mudar a Realidade através da mudança das palavras.
Quando o Sérgio Sousa Pinto (Partido Socialista), meio bêbado e a mando da maçonaria, vem à televisão dizer que o ministro Luís Neves não fez nada de errado — o Pinto pretendeu manipular a linguagem / narrativa para isentar ministro de qualquer responsabilidade nos actos que cometeu; e, mais grave, ataca a imprensa por abordar estes assuntos de “lana caprina” e sem importância que “afastam as pessoas válidas da política” (sic).
Através da utilização de etiquetas — por exemplo, “o CHEGA é fassista”, etc. — pessoas como o Sérgio Sousa Pinto acreditam que é possível descartar os factos da realidade em que vivemos, classificando-os como sendo ilusões.
O que está em causa é o Poder sobre a Realidade (o Poder dos novos deuses sobre a matéria de facto).
Os revolucionários pretendem que a Realidade se adapte à ideia que eles têm dela, e utilizam a linguagem para domar a Realidade.
As etiquetas — “o CHEGA é fassista”, etc — funcionam como palavras mágicas, feitiços lançados sobre a oposição política, palavras mágicas e feitiços que têm (pensam eles) a virtude de alterar a estrutura fundamental da Realidade.
Os revolucionários — como o Sérgio Sousa Pinto — conjuram o triunfo das palavras sobre as realidade das coisas concretas.
Por exemplo, se eles dizem que “o CHEGA é fassista”, automaticamente o CHEGA passa a ser “fassista”, e o contra-argumento racional passa a ser fútil, e qualquer resistência à classificação do slogan torna-se até perigosa.
