sábado, 14 de março de 2026

Morreu Jürgen Habermas, expoente máximo da Escola de Frankfurt


Não faz falta nenhuma. Que a terra lhe pese como chumbo.

Oviedo nunca foi capital do Reino Suevo


Circula na Internet um boato “pseudo-galego” segundo o qual a cidade espanhola de Oviedo terá sido a grande capital do Reino Suevo — depois de ter sido Braga, e na sequência da expansão do reino dos suevos. Este é um exemplo de como uma mentira grosseira se espalha na Internet por razões estritamente políticas.

Durante o domínio suevo na Península Ibérica, não existia ainda a cidade de Oviedo.

As capitais históricas do Reino Suevo (c. 411–585) foram:

  • Bracara Augusta (Braga, Portugal): A capital principal e mais duradoura do reino;
  • Emerita Augusta (Mérida, contígua a Castelo Branco): Serviu como sede temporária da monarquia sueva durante a expansão para o sul no século V.

Bastaria uma simples pesquisa no Google para que quem espalha esta mentira pudesse verificar o erro. Portanto, trata-se de um “erro intencional”. O “erro intencional” é mais do que uma simples mentira, é sempre ideologicamente motivado.

A cidade de Oviedo foi fundada no século VIII (ano 761), muito depois da queda do Reino Suevo em 585.

Tornou-se a capital do Reino das Astúrias durante o reinado do espanhol Afonso II, o Casto; é também reconhecida como a primeira capital do Caminho de Santiago — mas nunca foi capital do Reino Suevo.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Diogo Faro, o grande macho

“Boa parte dos homens, quando perguntados sobre que mulheres admiram, não conseguem nomear nenhuma para além das que fazem parte do círculo familiar.

Creio até haver machos tão machos que nem a própria mãe admiram, e que acham que tudo o que a senhora faz não é mais do que sua obrigação (incluindo fazer-lhes as marmitas todos os dias, apesar de já terem 40 biscas).

Quer dizer, claro que estes machos, incríveis portentos de macheza que são, conseguem nomear uma data de mulheres porque “são mesmo boas” e conseguem admirar os seus corpos, não conseguem é admirá-las para lá do binómio supra intelectual mamas – cu.”

Diogo Faro, o grande macho

diogo-faro-web

sábado, 7 de março de 2026

A indignação do liberal Henrique Pereira dos Santos com a falta de “liberdade de contratação”


Trabalhei numa empresa têxtil na década de 1980 cujo patrão tinha muitas estórias contadas pelos empregados mais antigos. Um exemplo de uma estória recorrente que me contaram: a do felatio (vulgo “broche”) como castigo para as operárias.

Foi admitida uma nova operária, “boa como o milho”, casada e com filhos; e, vai daí, o patrão deu ordens ao senhor Brites, que era o chefe de produção: “Ó Brites!, castiga-a!”.Mas castigo-a por que razão?”, retorquiu o Brites. “Inventa qualquer razão!” — responde o patrão.

Assim, o Brites castigou a operária “boa como o milho” por “dá cá aquela palha” com uma suspensão e ameaça de perda do posto de trabalho; mas o patrão, magnânimo e benevolente, mandou chamar a operária ao seu gabinete para uma entrevista para se evitar o despedimento.

Era aí que o patrão confrontava a operária “boa como o milho”: “ou me fazes um broche, ou és despedida”. Naturalmente que a operária tinha uma família, marido, e filhos para sustentar.

É este tipo de Portugal que os liberais, o PSD e o CDS de Henrique Pereira dos Santos muito subliminarmente defendem. E como o CHEGA se opõe à decadência moral do patronato em nome de uma putativa “liberdade de contratação”, o Henrique Pereira dos Santos indigna-se.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Em caso de dúvida "Woke" acerca da sua inocência, mata-se o suspeito

O leitor, se for minimamente inteligente, perceberá por que razão surgiu o fenómeno “Donald Trump”: uma autocracia disfarçada — a do politicamente correcto ""Woke"" que temos na União Europeia — clama por outra autocracia de sinal oposto — a do movimento MAGA (Make America Great Again).

O argentino Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, foi suspenso pela UEFA: antes mesmo de qualquer investigação, o sistema político "Woke" vigente parte imediatamente do princípio de que o branco é necessariamente criminoso e o negro é sempre a vítima. Os negros são sempre considerados as vítimas imaculadas: são todos uns anjos.

Basta ao negro apontar o dedo ao branco, e este está imediatamente f*d*do. É como aquele movimento "Woke" chamado de “ME TOO”: basta a uma mulher acusar um homem de qualquer malfeitoria e este vai logo bater com os costados na pildra.

Por estas e por outras é que surgiu o fenómeno “Donald Trump” nos Estados Unidos.

As pessoas aperceberam-se de que existe um novo tipo de racismo, desta feita contra os brancos e contra as suas raízes culturais e históricas. Eu não concordo em quase tudo com o Donald Trump, mas entendo a natureza do fenómeno MAGA (Make America Great Again).

Por exemplo, no jogo do passado fim-de-semana entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães, a polícia proibiu a exibição de um cartaz, por parte dos adeptos do Braga, que continha os seguintes dizeres em latim:


“Antes de lhe ser dado um nome, já havia terra./ Antes de ser cidade, já havia povo./ Das gentes antigas nasceu Bracara Augusta,/ onde as armas, a lealdade e a terra se tornaram uma só”.

bracara augusta web

Vai daí, a polícia decidiu que o cartaz era “fascista” e confiscou-o; mas não disse por que razão o cartaz seria “fassista”; talvez por exibir uma cruz templária: a estaurofobia tomou conta das nossas instituições públicas e políticas. Entre os políticos que temos, impera o horror à cruz.

A polícia não percebeu o que estava escrito no cartaz, em latim; mas, pelo sim pela não, confiscou o cartaz mesmo sem saber por quê.

O mesmo se passa com a UEFA: mesmo sem saber se o pretinho da sorte brasileiro falou verdade, puniu imediatamente o branco. Punir o branco sem razão está na moda; proibir a divulgação das raízes culturais e históricas dos brancos é um imperativo racista das elites que nos governam.

Por isso é que o Donald Trump se torna legítimo (infelizmente).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Todo o mundo, hoje e em Portugal, é de Esquerda! Que alívio!


Eu tenho andado arredio da blogosfera, essencialmente num período de reflexão, mas também por assombro face aos recentes acontecimentos nacionais e internacionais. Por vezes dá a sensação de que entrei numa espécie de Twilight Zone, em uma realidade nebulosa, semi-opaca, em que não se enxerga a Razão e a Lógica.

Por exemplo, quando verifiquei o apoio explicito de todos os partidos políticos portugueses (com excepção do CHEGA) a um candidato presidencial socialista, senti que toda a minha opinião política, desde os meus 18 anos, deixou de fazer sentido, como se o meu mundo político tivesse desabado.

Eu sempre pensei que havia uma Direita portuguesa; mas a verdade é que nunca houve Direita em Portugal: há, sim, partidos que, circunstancialmente, “fecham” a Esquerda à direita desta. Ser de Direita, em Portugal, é pertencer à dinâmica radical da Esquerda que esgaça a Janela de Overton.

A actual aliança entre os dois partidos do Rotativismo no sentido de censurar as redes sociais corrobora a ideia segundo a qual todo o governo é autenticamente de Esquerda se mantém uma polícia política. A actual Direita portuguesa nada mais é do que uma Esquerda desejosa de digerir em paz.

Todo o mundo, hoje e em Portugal, é de Esquerda! Que alívio!

No plano internacional, assisto, atónito, à irracionalização sistemática da política conduzida pelo estertor dos Estados Unidos enquanto líder mundial.

Por vezes fico tão estupefacto com as noticias me®diáticas que fico tolhido no meu raciocínio: é como se me dissessem que a ciência chegou à conclusão de que 2 + 2 = 25: toda a estrutura lógica desaba em nome de uma irracionalidade vencedora e imbatível. Aplica-se, aqui, o pensamento progressista segundo o qual a “lógica evolui”: ora, a “evolução da lógica” levou à sua própria negação.

Há quem diga que o mundo voltou ao século XIX; mas não é verdade: voltamos à Idade do Ferro.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Boicote do mundial de futebol aos jogos a realizar nos Estados Unidos


A Federação Alemã de Futebol já veio a público manifestar a forte possibilidade de boicotar os jogos de futebol da Alemanha em território americano; e a França e a Espanha também já colocam essa possibilidade. Países como a Áustria, Bélgica, Países Baixos, e a Noruega, também colocam a possibilidade de seguir a Alemanha e a França no boicote aos seus jogos em território americano.

Isto significa que os países europeus, em geral (como a excepção dos palhaços da Federação Portuguesa de Futebol, da Inglaterra, Escócia, País de Gales, Eire, Irlanda do Norte, Eslováquia, Suíça), poderão jogar no México e/ou no Canadá.

Convenhamos que as sete melhores selecções da Europa podem não jogar nos Estados Unidos por razões de segurança em relação aos seus adeptos: o regime de Donald Trump é imprevisível, e é possível que adeptos europeus sejam assassinados a sangue-frio pela polícia federal trumpista.