Pesquisei no Google “dinastia alauita” e saiu-me este resultado em alegada “língua portuguesa”:
“Dinastia alauita é a atual família real do Marrocos. Os alauitas chegaram no Magrebe Ocidental (futuro Marrocos) no século XIII vindos da Arábia e ocuparam Tafilete. A dinastia foi fundada em 1631 por Ali Xarife, em meio aos tumultos que findaram o Sultanato Sádida no início do século XVII, e seu filho Arraxide pacificou o país e logrou tomar controle de todo o Marrocos.”
Isto não é português: é brasiguês. É digno de um analfabeto funcional ou, o que é pior, de um apedeuta de tipo Lula da Silva.
Imaginem que eu escrevo:
“Daniel Chapo é o actual presidente do Moçambique”.
Ou
“João Lourenço é o presidente da Angola”.
Qualquer angolano ou moçambicano diria que eu, se assim escrevesse, seria um analfabeto funcional; mas, no Brasil, quem assim escreve é editor da Wikipédia!.
Depois, o insigne editor da Wikipédia em “português” escreve:
“A dinastia foi fundada em 1631 por Ali Xarife, em meio aos tumultos que findaram o Sultanato Sádida”.
“Em meio aos” ?! “Em meio aos” o c*r*lho! e a put*-que-pariu!
Em português correcto:
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“Daniel Chapo é o actual presidente de Moçambique”.
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“João Lourenço é o presidente de Angola”.
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“Pedro Sánchez é o presidente do governo de Espanha”.
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“Macron é o presidente de França”.
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“Carlos III é o rei de Inglaterra.”
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“Maomede VI é o rei de Marrocos”.
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“Bassirou Diomaye Faye é o presidente do Senegal”.
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“Merz é o chanceler da Alemanha”.
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“Ulf Kristersson é o primeiro-ministro da Suécia”.
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“Donald Tusk é o primeiro-ministro da Polónia.”
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“Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos”.
E por aí fora...
Estas coisas aprendem-se com a tradição cultural, com a leitura de obras clássicas escritas em língua portuguesa, e com a familiaridade intelectual com a língua falada. Não há Lula da Silva que o valha…
