domingo, 25 de junho de 2017

O Júlio Machado Vaz e as “humanidades”

 

julio machado vaz webVinha, há pouco tempo, no carro e ouvi na rádio o Júlio Machado Vaz confundir “ciências sociais”, por um lado, e “humanidades”, por outro lado. Para o Júlio Machado Vaz, “humanidades” é sinónimo de “ciências sociais” — quando ele se referiu à sociologia como sendo um ramo das “humanidades”.

Ciências Sociais é um ramo das ciências, distinto das humanidades, que estuda os aspectos sociais do mundo humano, ou seja, a vida social de indivíduos e grupos humanos. Isso inclui antropologia, estudos da comunicação, marketing, administração, arqueologia, geografia humana, história, ciência política, ciência da religião, contabilidade, estatística, economia, direito, psicologia social, filosofia social, sociologia, e serviço social”.

Wikipédia

A sociologia faz parte das ciências sociais. Aconselho o Júlio Machado Vaz a ler a Wikipédia antes de ir dar lições para a Antena 1 da rádio pública.

Das “humanidades” ou “ciências humanas” fazem parte, por exemplo, a filologia ou o estudo de línguas vivas ou mortas (por exemplo, o latim ou o grego antigo), a filosofia, teoria da arte, cinema, administração, dança, teoria musical, design, literatura, etc..

A Alemanha de Merkel transforma-se em uma espécie de Cuba islâmica

 

Angela-Merkel-crazy-WEBA repressão de Angela Merkel em relação à liberdade de expressão é medonha, digna de um regime ditatorial. E é esta Alemanha que pretende guiar a União Europeia.

O regime de Angela Merkel — apoiado pela União Europeia — está a enviar cidadãos alemães para a prisão por simples delito de opinião. E são estes estupores europeístas que criticam Donald Trump.

A simples crítica ao Islamismo é considerada pelo regime de Angela Merkel como “crime de ódio” e passível de prisão preventiva.

Nos últimos dias, o regime ditatorial alemão fez buscas em 36 casas e prendeu outras tantas pessoas por terem feito críticas ao Islamismo no FaceBook. A mera crítica ideológica ao Islamismo é considerada pelo regime europeísta de Angela Merkel como sendo de “extrema-direita” e “crime de ódio”.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A lógica é imanente, e Causa Primeira é transcendente

 

O Domingos Faria invoca um burro com um alvará de inteligente que escreveu um livro, para citar um argumento que coloca em causa o princípio da razão suficiente de Leibniz (e não de Espinoza, como escreveu o Domingos Faria) que reza assim:

“Nenhum facto pode ser verdadeiro ou real, ou nenhum juízo pode ser correcto, sem uma razão suficiente.”


Há vários erros no raciocínio do burro letrado, mas talvez o principal seja o exarado no ponto 5:

“Se S é necessária, então P é necessária. [de PRS e necessidade da implicação]”

Acontece que se uma Causa Primeira é necessária, não se segue que um determinado efeito (dessa causa) seja necessário— desde logo porque a Causa não se confunde (como seria lógico) com um qualquer seu efeito.

A proposição supra só teria alguma legitimidade “lógica” se a Causa Primeira fosse imanente, ou seja, se ela pertencesse à mesma Realidade dos seus possíveis efeitos (possibilidade ou probabilidade) segundo o princípio da causalidade — mas então teríamos que explicar, por exemplo, por que razão as partículas elementares (que são efeitos de uma Causa, ou seja, existem por uma qualquer razão suficiente) aparecem e desaparecem do universo como que por magia, vindas do Nada e para o Nada.

¿De onde vêm, e para onde vão, essas partículas elementares que aparecem e desaparecem continuamente no universo?

Para qualquer pessoa “inteligente” é difícil aceitar que no centro da Física, que pretende ser a ciência dos fundamentos de todo o universo, as leis da nossa razão deveriam ser anuladas.

E isto porque, ao contrário do que defendeu Einstein, “Deus lança mesmo os dados” — no sentido em que os efeitos enquanto factos têm uma probabilidade objectiva (e não uma probabilidade subjectiva humana, devida à falta de conhecimento científico): a “casualidade” (os acontecimentos “por acaso”) e a “a-causalidade” (aquilo que parece não ter causa) não são expressão dos nossos conhecimentos limitados, mas sim são constitutivas da própria Realidade.

É neste sentido que se fala em probabilidade objectiva, por contraposição a uma probabilidade meramente subjectiva, baseada apenas numa falta de conhecimento das razões causais.

Ou seja, o princípio da causalidade (que é exclusivamente imanente) foi refutado pela própria ciência atómica.

Mas essa refutação não significa que, 1/ não exista uma Causa primeira que determina a existência de uma probabilidade objectiva que pode ser contingente na sua condição de causa segunda, e por isso, 2/ não significa que essa probabilidade objectiva, enquanto efeito, seja necessária. Aqui, David Hume tem razão.

Ademais, o raciocínio do lógico em causa é uma tautologia— a inferência pretende ser sempre verdadeira quaisquer que sejam os valores de verdade atribuídos a priori às proposições.

A lógica não se pode fechar em si mesma e fazer de conta que a ciência não existe. Quando isso acontece, aparecem lógicos burros que escrevem livros. Hoje, vivemos em um mundo em que é legítimo dar a uma pessoa estúpida uma resposta estúpida em relação a uma pergunta estúpida — porque o pensamento e as crenças não coincidem.

A regressão do Islão

 

Vemos neste vídeo abaixo o presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser, em um comício em 1958, rindo-se da Lei do Hijab.

 

 

Estamos em 2017 e a lei do Hijab está em vigor no Egipto.

Ao contrário do que defende o Anselmo Borges, o papa Chico não tem razão em quase nada

 

O Anselmo Borges, que (entre outros) representa, na cultura, a aberração que é o papa Chico, manifesta aqui o desejo de que houvesse uma História sem “vencidos” nem “vencedores”.

papa-freak-webÉ difícil perceber o que o Anselmo Borges pretende dizer; ¿será que ele desejaria que os vencedores da História (a existirem) fossem outros?; por exemplo, ¿aqueles que “perderam” com a queda do muro de Berlim? Ou ¿será que ele pretenderia eliminar, da Realidade, qualquer forma de “vencedores” e de “vencidos”? (eliminando qualquer tipo de “hierarquia histórica”), ¿fazendo da realidade aquilo que ele deseja?, ¿fazendo com que o universo fosse feito à medida dele?

De uma forma ou de outra, parece certo que o Anselmo Borges tem um parafuso desapertado.

Desde logo porque a interpretação hegeliana que ele faz da História — que esteve na moda nas academias durante o século XX e que influenciou até o Salazar, e que é própria dos marxistas — é incompatível com a interpretação católica original, que é uma História cíclica, na sua origem. Para o católico propriamente dito — que não é o Anselmo Borges ou o papa-açorda — a questão de saber se se vence ou se se perde na História, é praticamente irrelevante.

Sobre a concepção histórica de Hegel, que se baseia na dialéctica, Nicolás Gómez Dávila (o grande reaccionário católico que faria o Anselmo Borges vomitar de nojo, Graças a Deus) escreveu:

A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair um atributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.”

Este conceito de Nicolás Gómez Dávila mete o Anselmo Borges (e a sua concepção hegeliana da História) numa pia. Como se diz em inglês: Let him sink in!


É certo que houve um desenrolar da História, uma sucessão de factos que fez a História.

Os homens fazem a História que os faz; a História faz os homens que a fazem; os homens fazem a sua história sem a fazer.1

É nesta última proposição (os homens fazem a sua história sem a fazer) que reside a noção de uma influência transcendente na História — não pelo “Destino” de Vico, de Espinosa ou de Fernando Pessoa; não pela “Ideia” de Hegel, porque são ambos conceitos exclusivamente imanentes tão caros ao Anselmo Borges e ao papa-açorda; mas antes pelo conceito newtoniano de “Deus presente no universo e que, sem a Sua presença permanente, mas exógena (alguém que está presente e que condiciona uma determinada realidade, mas não pertence à essência da realidade em que está presente e que condiciona), o universo e a História não poderiam existir”.

Ao contrário do que defende o Anselmo Borges, o papa Chico não tem razão em quase nada. Por exemplo: aplicar a casuística  ao sacramento  da Eucaristia  não lembra ao careca, mas lembra muito bem a Satanás e aos seus acólitos dentro da Igreja Católica .


Nota
1. (Edgar Morin).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Justin Trudeau sai ao seu pai Fidel, o que faz dele literalmente um filho-de-puta (1)

 

Há quem diga que o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, é filho de Fidel Castro, não só porque a mãe do Justin era muitíssimo promíscua do ponto de vista sexual, mas também porque ela visitou várias vezes (sozinha) o Fidel em Cuba — e já não falando nas evidentes parecenças físicas entre pai e filho. Os filhos da puta têm normalmente o azar de “sair muito ao lado do pai”.

Na primeira foto em baixo vemos o Fidel Castro na companhia da puta mãe de Justin Trudeau e com o seu filho ao colo. Na segunda foto vemos uma comparação entre o pai e o filho já adultos; e na terceira composição fotográfica vemos três comparações separadas pelo tempo. Quem disser que o Justin Trudeau não é filho de uma puta, é cegueta de todo.

No segundo verbete desta pequena série sobre o filho de uma grande puta promíscua que era a mãe do Justin Trudeau, iremos falar sobre a lei orwelliana C-16 que entrou em vigor no Canadá, que, em nome da liberdade, retira a liberdade ao povo canadiano.

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Se ser etnocêntrico é ser racista, então os negros e os muçulmanos são muito racistas

 

A Esquerda e o politicamente correcto (marxismo cultural) enganam o povo quando confundem propositadamente o racismo, por um lado, e o etnocentrismo e a xenofobia, por outro lado.

welcome-refugeees-gay-webTodavia, o etnocentrismo e a xenofobia são constantes culturais normais e inerentes a qualquer ser humano: todo o indivíduo — repito: todo o indivíduo, seja preto, seja branco, amarelo ou azul — tem uma tendência natural para se identificar com as normas da sua própria cultura, para a valorizar, e para rejeitar o outro nas trevas da barbárie.

Mas a Esquerda diz “que não”: diz que o “etnocentrismo”, quando expresso da parte do europeu, é sinónimo de “racismo”; ou seja, segundo a Esquerda, o europeu etnocêntrico é “racista”; mas (segundo a Esquerda) se o etnocêntrico for preto, já não é racista.

A ideia da Esquerda, ao estigmatizar o etnocentrismo europeu (mas já não o de outras culturas) classificando-o de “racismo”, é o de eliminar as identidades culturais dos povos europeus.


A teoria do racismo é outra coisa, diferente do etnocentrismo e da xenofobia (que é natural em qualquer cultura antropológica); a teoria do racismo apareceu muito recentemente na História do século XIX, por exemplo, com o “Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas”, de Gobineau (1856) que exalta a raça ariana. 1


Quando a Esquerda portuguesa — por exemplo, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista, o Partido Socialista, e o Partido Social Democrata que fecha a Esquerda à direita — diz que “o etnocentrismo português ou europeu é a mesma coisa que racismo”, o que ela está a fazer é a tornar legítimo o próprio racismo.

Em vez de separar o etnocentrismo natural, por um lado, e o racismo, por outro lado, a Esquerda mistura os dois conceitos de tal forma que o próprio racismo passa a ganhar uma justificação racional na nossa cultura antropológica.

É uma questão de tempo e veremos (aliás, já está a acontecer na Europa!) que o racismo será justificado mediante a legitimação natural do etnocentrismo e da identidade cultural, e isto por culpa da Esquerda e do politicamente correcto em geral, uma vez que se misturam estes conceitos e reduzem todos eles ao “racismo”.


Nota
1. O racismo pode ser de “dominação”, que é aquele que justifica a exploração económica, como por exemplo, o apartheid na África do Sul; ou o racismo “diferencial”, de tipo nazi ou árabe-islâmico, que em que as outras raças não são assimiláveis nem inferiorizáveis e devem ser exterminadas.