Ser de Esquerda é julgar os nossos adversários não só culpados dos seus crimes, mas também culpados dos nossos próprios crimes.
Os crimes perpetrados pela Esquerda são atribuídos aos seus adversários por gentalha esquerdóide como Isabel Moreira que nunca atribui o seu fracasso aos seus erros de diagnóstico, mas antes à putativa perversidade dos factos (a culpa ou é dos outros, ou então é da Realidade).
A única forma de lidar com Isabel Moreira (Partido Socialista) é através do ódio, retribuindo-lhe o ódio que ela destila ao seu (dela) redor.
Não há outra forma. Contra o ódio, só prevalece o ódio dobrado. E este ódio estende-se ao Partido Socialista que é hoje representado “de facto” por Isabel Moreira. Hoje, falar de Partido Socialista e de Isabel Moreira, é a mesma coisa.
O COI (Comité Olímpico Internacional) acaba de decidir que, a partir das Olimpíadas de Los Angeles 2028, apenas mulheres (biológicas, passo a redundância) que passarem por um teste genético único — o exame do gene SRY, que identifica a presença do cromossoma masculino Y — poderão competir em categorias femininas. Ou seja, as atletas “trans” deixam de ser elegíveis para disputar provas femininas nos Jogos Olímpicos.
¿Alguém acredita que a Isabel Moreira irá ceder na sua posição de apoio à participação dos atletas transgéneros no desporto feminino? Não acreditem.
Eu não tenho a certeza se a posição da Isabel Moreira acerca dos “transgéneros” é puramente ideológica, ou se é essencialmente baseada no tal ódio total que ela nutre carinhosamente em relação à Realidade — ademais, existe uma identificação de posições da actual Esquerda radical (de que faz parte Isabel Moreira) com a noção expressa por Hitler, em um determinado discurso, segundo a qual “Alles Muss Anders Sein!” (“Tudo tem que ser diferente do que é na realidade!”).
É no contexto deste ódio contra a Realidade que Isabel Moreira classifica liminarmente a influência da Natureza na vida humana como sendo negativa.
A Isabel Moreira (e a extrema-esquerda) é uma espécie de antítese de Nietzsche; mas como os extremos se tocam, acaba por assimilar os tiques nietzscheanos de síntese exclusivista em relação à Natureza.
Para Nietzsche, a Natureza é tudo; para a Isabel Moreira, a Natureza é nada. Ambos dependem do que a Natureza lhes dite subjectivamente.
Tal como Nietzsche, a Isabel Moreira manipula as emoções. A diferença é que Nietzsche era um literato, ao passo que a Isabel Moreira é uma medíocre técnica na área do Direito.
Para a Isabel Moreira, a emoção legitima posições políticas auto-contraditórias que transformam a Dissonância Cognitiva provocada no povo em um instrumento para acção política.
A utilização da emoção com arma política é de uma perversidade excruciante, porque impõe como válida a ausência de Lógica no discurso político. Aliás, foi isto o que Hitler fez. Porém, Isabel Moreira vai mais longe do que Hitler foi: ela pretende justificar a afirmação positiva do Absurdo mediante o primado da emoção sobre a Razão.
Afirmar que uma mulher é o mesmo que um homem, é absurdo — mas este absurdo é afirmado, aparentemente, por Isabel Moreira com um fervor “religioso” tal, que faria corar George Orwell.
A utilização, por parte de Isabel Moreira, da afirmação do Absurdo como arma política procura inspirar no povo, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão (o medo em relação aos “fassistas”, a compaixão em relação aos transgéneros), procurando causar uma Dissonância Cognitiva geral mediante uma Estimulação Contraditória digna de um ente maligno.
A Isabel Moreira é uma anomalia, uma verdadeira aberração.

