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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Interceção, intercessão e interseção: o absurdo do Acordo Ortográfico


Dantes, em vez de “interceção” (com o segundo “e” fechado) conforme o Aborto Ortográfico, escrevíamos “intercepção” que vem do verbo “interceptar” (e não do verbo “intercetar”, porque o segundo “e” é aberto). Eu leio literalmente e pronuncio “interceptar” com o “p”.

Já “intercessão” vem do verbo “interceder”, e portanto a grafia está correcta, sendo que o segundo “e” é fechado.

“Interseção” é uma corruptela acordita de “intersecção” que vem do verbo “interseccionar” — em que os dois “cc” abrem a vogal “e” imediatamente anterior.

A língua portuguesa está a ser destruída por intelectuais de merda.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Dedico a vitória de Donald Trump aos jornaleiros e comentadeiros, como seguem:


Em primeiro lugar, os jornaleiros e comentadeiros em relação aos quais nutro e alimento cuidadosamente um infinito ódio de estimação, a ver:

Ricardo “Chamuças” Costa (SIC), Paulo Baldaia, Mafalda Anjos, Miguel Prata Roque (SIC) , Ana Sá “Varoufucker” Lopes (CNN), Daniel Oliveira (SIC), Luís Costa Ribas (CNN), Ana “MRPP” Gomes (SIC), Raquel Varela (RTP), Carmo Afonso (RTP), Manuel Carvalho (RTP), Pedro Marques Lopes (SIC).

Em segundo lugar, os jornaleiros e comentadeiros que eu não odeio, mas pelos quais nutro um profundo e profícuo sentimento de desprezo:

Anselmo Crespo (CNN), Raquel Abecassis (SIC), Rui Calafate (CNN), António Nogueira Leite (PSD), Maria João Avilez, Sérgio Sousa Pinto – Partido Socialista (CNN), Miguel Sousa Tavares (SIC), Joaquim Vieira (RTP), Inês Pedrosa (RTP), Clara Ferreira Alves (SIC), Carlos Magno (CNN), Vítor Gonçalves (RTP), António José Teixeira (RTP).

Em terceiro lugar, os jornaleiros e comentadeiros que não merecem o meu ódio de estimação, e nem sequer merecem o meu desprezo — dada a sua insignificância ontológica e intelectual:

Pedro Tadeu (CNN), Valentina Marcelino (Diário de Notícias), Luís Maia (SIC), Paulo Saragoça da Matta, Francisco Mendes da Silva (SIC), José Eduardo Martins (SIC), Pedro Delgado Alves (SIC), Adriana Cardoso (SIC), António Costa Pinto (RTP), André Freire (RTP), Pedro Costa (CNN), Catarina Marques Rodrigues (SIC), Miguel Monjardino (SIC), Ana Miguel dos Santos (CNN), Tenente General Marco Serronha (CNN), Pedro Benevides (CNN), Francisco Pereira Coutinho (CNN), Judite Sousa (NOW), Natália Carvalho (Antena 1), Pedro Bello Moraes (CNN), Pedro Ivo Carvalho – Jornal de Notícias (RTP).

A todos (eles e elas) desejo um péssimo quadriénio, repleto de mentiras e de ódio nos me®dia. 




quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Jornalistas sabujos, sem dignidade, sevandijas, invertebrados

Talvez o melhor verbete publicado pelo Telmo A. Fernandes no Blasfémias. Gostei particularmente do conceito de “jornalistas sabujos”, ou seja, sem dignidade, sevandijas, invertebrados.

Os jornalistas portugueses, em geral (em juízo universal) transformaram-se em comissários políticos de um Totalitarismo de Veludo financiado e controlado pelos sibaritas do costume que pululam pelos gabinetes do Terreiro do Paço e pelas lojas ocultas da capital-do-império-que-já-não-existe.



sábado, 20 de fevereiro de 2021

O neo-português dos me®dia


Vem aqui um merdoso das ilhas falar na “morte da língua portuguesa” (lá irei, num outro artigo). Mas, a ser verdade que a língua portuguesa está moribunda, os me®dia são os seus principais coveiros.

observador-a-tentarem-web

Senão, vejamos um exemplo do Observador:

“PSP apanhou 129 passageiros a tentarem viajar de avião sem poderem”.


Para o referido merdoso escritor liberal, o Observador escreve português correcto. E por isso é que a língua anda pela hora da morte.

Por exemplo, se eu escrever:

“Eu impedi 3 pessoas de entrarem em minha casa sem avisarem”.

“Ó loas!”, diz o merdoso liberal escrevinhador! Nunca o português foi tão “correto” quanto escrito pelos me®dia!

sábado, 17 de junho de 2017

Luís Reis Torgal é um exemplo dos burros que formatam a cultura em Portugal

 

Vemos um texto que eu acharia inverosímil de ser escrito acerca de Fátima, da autoria de um tal Luís Reis Torgal.

Desde logo a ideia do escriba segundo a qual “a História não julga, mas procura a interpretação objectiva”.

Ora, “interpretar” pode ter vários sentidos (várias definições reais): 1/ pode ser “tornar claro”, encontrar um sentido escondido, dar uma significação; 2/ ou pode ser deformar, desfigurar — por exemplo, dar a um texto ou a um acontecimento histórico um sentido que ele não tem; 3/ ou abordar uma obra ou um acontecimento de maneira a exprimir-lhe sentido.

Qualquer leitura da História implica a valorização de um sentido que não pode ser dissociado das orientações ou mesmo dos ensinamentos do historiador.

Sendo a História escrita por homens, e sendo que “interpretar” é compreender de maneira nova e diferente a cada instante, é falsa a proposição segundo a qual “a História não julga, mas procura a interpretação objectiva”.

No texto, a politização do fenómeno de Fátima é levada a um nível próprio de um mentecapto:

“Ficou claro — porque a História não julga, mas procura a interpretação objectiva — que a mensagem de Fátima se foi modificando desde 1917, tendo sempre como limites a própria política do Estado e da Igreja. Por isso, se ela é nacionalista (recordem-se os cânticos que se continuam a entoar nos templos e nas procissões) e anti-comunista, nunca foi antifascista e nem sequer antinazi, apesar da guerra, das perseguições racistas e do Holocausto”.

Existe aqui uma falsa dicotomia própria dos estúpidos como o Torgal: o facto de se ser eventualmente anti-comunista, não significa que se seja automática- e necessariamente “faxista” e nazi.

Fernando Pessoa, que foi contra a Igreja Católica (que ele chamava de “Cristismo”, em vez de Cristianismo) , escreveu o seguinte:

Ao contrário do catolicismo, o comunismo não tem doutrina. Enganam-se os que supõem que ele a tem. O catolicismo é um sistema dogmático perfeitamente definido e compreensível, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.

O comunismo não é uma doutrina porque é uma anti-doutrina, ou uma contra-doutrina. Tudo quanto o Homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é, de civilização e de cultura — tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem.”

→ Fernando Pessoa, “Ideias Filosóficas”

Ora, isto não significa que Fernando Pessoa apoiasse o “faxismo” de Mussolini: pelo contrário, desancou nele quanto pôde. O facto de se ser anti-comunista não significa que “tomaticamente” se seja “faxista”. Mas Torgal vê a coisa a preto e branco, em um maniqueísmo próprio do puritanismo gnóstico modernista.

O texto do Torgal é um absurdo. Por exemplo, confunde e mistura “acidente” com a “essência” de um fenómeno — quando diz que

“é indubitável que Fátima é, acima de tudo, um fenómeno político, de oposição da Igreja ao laicismo e ao anticlericalismo republicanos (recorde-se, porém, que não há anticlericalismo sem haver clericalismo)”.

Desde 1832 que não havia em Portugal “clericalismo” propriamente dito — ou seja, clericalismo como força política e económica organizada.

O “anti-clericalismo” da I república era fictício; foi uma necessidade republicana de criação de um inimigo interno, como sempre acontece com as revoluções. A revolução francesa matou mais gente em apenas um mês e em nome do ateísmo, do que a Inquisição em nome de Deus durante toda a Idade Média e em toda a Europa”. (Pierre Chaunu, historiador francês).

Em suma: ó Torgal!: vai a bardamerda!


ateismo-web