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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Quando o aborto legalizado mata, não é notícia nos pasquins


Quando uma mulher morre na sequência de um aborto (legalizado), os neomarxistas e os neoliberais dizem que é um “caso acidental” e/ou um “dano colateral”, por um lado, e, por outro lado, nem sequer é notícia de primeira página.

Quando uma mulher morre, na Polónia, devido à lei que impede o aborto, os neomarxistas e os neoliberais dizem que a morte dela poderia ter sido evitada se o aborto fosse legal, por um lado, e por outro lado, a notícia faz as parangonas dos jornais.

O pasquim Observador é um pasto abundante de neomarxistas e neoliberais. E nenhum jornaleiro do pasquim fala das vinte mil crianças assassinadas anualmente em Portugal devido ao aborto legal.

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sábado, 20 de fevereiro de 2021

O neo-português dos me®dia


Vem aqui um merdoso das ilhas falar na “morte da língua portuguesa” (lá irei, num outro artigo). Mas, a ser verdade que a língua portuguesa está moribunda, os me®dia são os seus principais coveiros.

observador-a-tentarem-web

Senão, vejamos um exemplo do Observador:

“PSP apanhou 129 passageiros a tentarem viajar de avião sem poderem”.


Para o referido merdoso escritor liberal, o Observador escreve português correcto. E por isso é que a língua anda pela hora da morte.

Por exemplo, se eu escrever:

“Eu impedi 3 pessoas de entrarem em minha casa sem avisarem”.

“Ó loas!”, diz o merdoso liberal escrevinhador! Nunca o português foi tão “correto” quanto escrito pelos me®dia!

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

O Bugalho esbugalhado


O Observador deveria ter mais cuidado com os jornaleiros que adopta.


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A estupidez “liberal” consiste nisto: eles bem querem ser “progressistas” e alinhar com o politicamente correcto (fica bem!); mas depois levam com uma data de “seus fassistas!” na tromba, e já não sabem para onde se virar.

sábado, 9 de maio de 2020

sexta-feira, 7 de junho de 2019

O jornal “Observador” é a pior merda que existe nos me®dia


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O “Diário de Notícias”, por exemplo, ou o jornal “Púbico”, não enganam ninguém. Mas o Observador pretende passar uma imagem de neutralidade e de imparcialidade, quando, em boa verdade, não difere dos outros me®dia.


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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal para o Bispo Lindinho e para o Anselmo Borges

 

Ainda hoje há, em Portugal, pessoas que nasceram em um dia e foram registados em outro dia meses mais tarde (o que torna impossível uma carta astrológica decente). Mas, ainda assim, o Bispo Lindinho e o Anselmo Borges preocupam-se em alimentar a burrice endógena de certas meninas do Observador.

O Bispo Lindinho (o do Porto), tal como acontece com o “Padre” Anselmo Borges, anda à procura de protagonismo; e na saga do protagonismo, não se preocupam muito com a destruição de símbolos ancestrais da nossa cultura antropológica, e/ou símbolos do Cristianismo.

Pois, se segundo as duas referidas luminárias, “ninguém sabe quando nasceu Jesus Cristo”, ¿por que razão não poderia Ele ter nascido na noite de 24 para 25 de Dezembro?

E mesmo que Ele não tivesse nascido na noite de 24 de Dezembro para 25 de Dezembro, por que razão isso é tema de preocupação? A minha bisavó paterna nasceu num determinado dia e foi registada com data de seis meses depois, e consta que nem por isso deixou de existir, e que viveu o mais feliz possível.

Portanto, a tentativa de referenciar historicamente o ano, o dia, a hora e o minuto do nascimento de Jesus Cristo é uma tentativa de destruir o simbolismo cristão do Natal. É disso que se ocupa o Bispo Lindinho (nomeado pelo papa-açorda Chiquinho) e o seu sequaz Anselmo Borges: destruir símbolos do Cristianismo.

Mas as meninas de Odivelas (perdão!), do Observador, conseguiram ainda mais preciosa informação do Bispo Lindinho e do Anselmo Borges.

Numa altura (século XXI) em que é possível a uma virgem engravidar por fertilização in vitro, o Bispo Lindinho e o Anselmo Borges vêm dizer que isso são coisas modernas conseguidas pela ciência do deus-homem: o Deus criador do universo não poderia ter realizado tal coisa! Só o deus-homem seria capaz de fazer com que uma virgem parisse!

O que é extraordinário é um Bispo da Igreja Católica dizer que no século XXI é possível a uma virgem parir, devido a ciência do deus-homem; mas, simultaneamente, afirmar que no século I não seria possível que um arcanjo (mensageiro de Deus) visitasse a virgem Maria anunciando o nascimento de Jesus Cristo (porque é disto que se trata, com a ideia da exclusividade da “virgindade teológica” de Maria).

Eles, as duas luminárias, não têm dúvidas acerca da impotência de Deus!, face à prepotência do deus-homem.

Em suma: segundo o Bispo Lindinho, o deus-homem é capaz de façanhas que o Deus Criador não tem a estatura necessária para conseguir. Meus caros: é disto que temos! Contentem-se!

sanidade-sociedade

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Maria João Marques merecia viver sob a lei islâmica

 

mjmQuem frequenta este blogue sabe que não simpatizo com o Islão, e muito menos com a lei islâmica (Sharia); mas quando leio (quando me chamam à atenção) os textos da Maria João Marques, apetece-me mudar de ideias.

Vou chegando à conclusão de que a mulher ocidental, em geral, não dá o devido valor à liberdade que a sociedade lhe concedeu. A Maria João Marques é o exemplo chapado do feminismo estúpido e estupidificante.

Mas vamos ao texto:

 

1/ Na imagem abaixo vemos, a cor azul, as zonas dos Estados Unidos de maioria crónica da Esquerda (partido democrático) que a Maria João Marques apoia; e imediatamente abaixo as maiores taxas de criminalidade nos Estados Unidos.

 

crime-rate

No entanto, a Maria João Marques escreve isto:

Apelando a um eleitorado que maioritariamente nunca saiu dos Estados Unidos (os estados tradicionalmente votantes nos republicanos são os que têm a menor taxa de passaportes emitidos), a proposta de um orgulhosamente sós calhou bem. Trump propõem-se estancar mais que o movimento internacional de mercadorias; foi também da circulação informação, de ideias, de tecnologia.

Não é só nos Estados Unidos que as ideias protecionistas e isolacionistas têm fôlego. O Brexit não é nada além disso, e vamos ver para onde irá a União Europeia. São também umas ideias filhas diletas da ignorância”.

Desde logo, a obediência ao Acordo Ortográfico diz bem da estupidez da criatura; vou percebendo por que razão o Observador não vai longe. E surpreende que, para a Maria João Marques, o povo ordeiro (aquele que gosta da lei e da ordem) são os ignorantes: para a Maria João Marques, os espertos e inteligentes vivem nas zonas da Esquerda marcadas a azul.

2/ Liberais de pacotilha, como é o caso da Maria João Marques, são “submarinos da Esquerda internacionalista ” — porque não distinguem, por exemplo, o livre comércio, por um lado, e o Dumping, por outro lado; quando o chamado “livre comércio” alimenta uma escandalosa e formidável competição económica desleal, vemos gente estúpida (como é o caso da Maria João Marques) a defendê-lo.

Quando a competição económica não tem lei nem regras justas; quando vale tudo, e até uma escravatura moderna — vemos o escumalho a que chamam “liberais” lambendo as suas escrófulas ideológicas.

trabalho infantil no mexico

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O convite à resignação, perante o terrorismo islâmico

 

“Antes, a Igreja Católica absolvia os pecadores; hoje, absolve os pecados” — Nicolás Gómez Dávila

Perante o terrorismo islâmico que degolou um sacerdote dentro de uma igreja francesa , “a única solução é rezar”diz o Padre Portocarrero de Almada. Recordemos o que nos disse Dietrich Bonhoeffer: “O silêncio em relação ao Mal é, em si mesmo, um mal: Deus não deixará de nos responsabilizar. Não falar é falar. Não agir é agir”.

Não chega rezar. É preciso agir. Se “a única solução é rezar”, o Padre Portocarrero de Almada torna-se cúmplice do mal. Quando não agimos, absolvemos os pecados, e não o pecador.

Dietrich  Bonhoeffer

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O Rui Ramos é um idiota chapado

 

A estupidez do Rui Ramos clama aos céus; faz a crítica da situação em que se encontra a Europa face à islamização, mas não apresenta soluções; o Rui Ramos encarna uma espécie de “Teoria Crítica” da Direita politicamente correcta: critica tudo e todos, mas não apresenta soluções.

Diz o Rui Ramos que “os terroristas abusam do Islão”; o seu discurso é muito parecido com o do Bloco de Esquerda. A filha-da-putice do Ramos é indizível — como se a acção dos terroristas não fosse recomendada pelo próprio Alcorão. Ele faz a crítica da situação a que chegamos, mas continua a dizer que “o Islão não é nada daquilo”.

O Rui Ramos não aguentaria um debate público de cinco minutos com gente consciente; ele vale-se da inconsciência do politicamente correcto, e sabe que a gente consciente é afastada sistematicamente dos me®dia. O Rui Ramos é um idiota perigoso.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A burrice do Conraria

 

Não sei quem é o Conraria, nem me interessa saber. Interessa dizer que o tipo é burro.

1/ falácia do espantalho

Para justificar a ideia segundo a qual deveriam ser atribuídas quotas a mulheres independentemente do mérito, o Conraria vai buscar o exemplo da má gestão do BES feita por 1 homem.

2/ não tem a noção de juízo universal

Se disserem ao Conraria que “os homens correm mais rápido do que as mulheres”, o Conraria dirá que “não é verdade!”, dando o exemplo da Rosa Mota.

3/ os capitalistas são irracionais

O Conraria pensa que o investimento real (sublinho: real) na economia, é irracional: segundo ele, os investidores na economia real actuam em função de preconceitos não verificados empiricamente. Ou seja, para o Conraria, o investimento na economia real segue uma espécie de ideologia que não tem correspondência com a realidade.

4/ o Conraria contraria a experiência

Uma série de documentários realizados na Noruega, verifica que as tendências são diferentes nos dois sexos desde praticamente o nascimento.

5/ o Conraria confunde “sociedade matriarcal”, por um lado, e “igualdade entre os sexos”, por outro lado

Numa sociedade matriarcal, também não existe igualdade entre os sexos. Ou seja, não é a relação de poder entre os sexos que elimina a diferença dos papéis sociais entre os sexos. O Conraria pensa que “diferença” é sinónimo de “hierarquia”.

6/ o Conraria cita “estudos” da lengalenga politicamente correcta

Eu vivi entre a tribo Macua, em Moçambique, que é uma sociedade matriarcal. Vi por experiência própria:

a/ o tipo de competição entre mulheres é diferente do tipo de competição entre homens; a competição entre mulheres não exige nem hegemonia nem aperfeiçoamento. Por isso, o Conraria compara alhos com bugalhos citando “estudos científicos” parecidos com aqueles que dizem que “os gays já nasceram assim”.

b/ As sociedades matriarcais são, em geral, mais pobres do ponto de vista da economia, exactamente porque o tipo de competição feminino é diferente do masculino.

c/ Para o Conraria, a razão pela qual há muito mais homens a conduzir carros de F1 ou aviões a jacto de combate, não tem nada a ver com uma maior tendência masculina para o risco, mas antes é uma “construção social”.

d/ Para o Conraria, a testosterona é igual ao estrogénio: a diferença entre as duas hormonas é “socialmente induzida”.
Puta-que-pariu!

Percebe o leitor por que razão não leio o Observador? (via).

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

'Somos todos anormais' — diz o Observador acerca dos 'vários tipos de famílias'

 

No sítio do Observador (que se diz “de direita”) aparece o seguinte artigo:

“Duas mães por inseminação, dois pais por adopção, uma mãe lésbica solteira e uma mãe transgénero. Famílias LGBT vindas de toda a Europa juntaram-se em Lisboa.

Uma mensagem comum: somos todos normais”.

somos-todos-normaisSe somos todos normais, segue-se que não existe norma; e se não existe norma, segue-se somos todos anormais. Portanto, em vez de se dizer que “somos todos normais”, deveria ser dito pelo Observador que somos todos (alegremente) anormais.

A norma é o critério ou princípio que rege a conduta ou o comportamento, ou ao qual nos referimos para fazer um juízo de valor; e é "normativo" qualquer juízo ou discurso que enuncie tais princípios. Se não existe norma, então não faz sentido fazermos um qualquer juízo de valor; passa a ser legítima a lei da selva.

Ser “normativo” é privilegiar ou até mesmo procurar impôr valores, e só uma comunidade de valores pode fundar a adesão a um juízo normativo.

No caso da tese do Observador, o juízo normativo consiste na ausência de normas — na medida em que somos todos anormais. A aceitação do conceito de “anormalidade universal” é uma forma de “inclusão social”: para não discriminarmos o anormal, passamos a incluir toda a gente na anormalidade.

domingo, 13 de setembro de 2015

O jornal Observador, a Ideologia de Género, a afirmação da noção quântica de “família” ou “a família matemática”

 

O jornal Observador diz que não é de Esquerda; mas faz a apologia da Ideologia de Género. A ideia de uma certa “direita” neoliberal é a de “recuperar” o ideário de Esquerda de forma a esvaziar sua (desta) agenda política — nem que seja defendendo que o absurdo tem lógica.

Este texto no Observador, que defende a Ideologia de Género, baseia-se em uma só proposição fundamental:

« Isabel socorre-se de vários estudos e defende que “o que importa numa família é a relação entre os membros, e não a constituição da mesma. É a relação e não o formato da família que proporciona bem-estar”. »

Todo o resto do relambório é uma narrativa de uma ideologia política que nada tem de lógica nem de ciência. Portanto, vamo-nos concentrar nessa proposição.

foi cesarianaSegundo a proposição supracitada, uma família pode ser tudo o que se quiser em função da relação entre os membros — uma vez que a constituição (a forma, ou a estrutura) da família não importa. É isto que está lá escrito. Bom... se uma família pode ser tudo o que se possa imaginar, então a família passa a ser nada, porque deixa de existir uma noção prática e concreta de “família”. É isto que o jornal Observador defende: não deve existir, pelo menos em teoria, uma definição de “família”.

Há nessa proposição uma contradição: por um lado, “é a relação que importa”, e não a estrutura (a forma interna da família); mas, por outro lado, a dita proposição baseia-se na noção de “estrutura”, segundo as ditas “ciências sociais”, que consiste em uma totalidade organizada que não se reduz à soma das suas partes, mas definindo-se, pelo contrário, pelas relações de independência e de solidariedade do conjunto dos elementos que a constituem.

Ou seja, a proposição supracitada afirma que “a estrutura da família não importa”, mas baseando-se, nessa afirmação, na noção de “estrutura” das ditas “ciências sociais”. Estamos perante uma redundância, ou melhor, estamos perante uma tautologia.

Esta contradição é muito difícil de ser apreendida pelo cidadão normal. Ou seja, a Ideologia de Género aproveita-se da ignorância geral do cidadão, e por isso é que é perigosa. Penso mesmo que a propaganda da Ideologia de Género deveria ser proibida por lei.

¿O que é uma “relação”?

No sentido comum, “relação” é qualquer laço que una um termo ou um objecto a outro. Um sistema de relações entre elementos quaisquer e permutáveis – por exemplo, um jogo de cartas – é uma “estrutura”.

As ciências formais (por exemplo, a matemática) consideram o sistema lógico das relações independentemente dos elementos que associam. Na matemática, por exemplo, a axiomatização consiste na abstracção do sentido dos termos para considerar apenas as relações.

O modelo da relação é uma categoria do acidente (Aristóteles) que coloca duas noções em determinada relação. Por outro lado, as coisas (ou os termos) existem independentemente das relações (Bertrand Russell e empirismo).

Na física quântica, não existem objectos, mas apenas relações entre objectos.

Quando se afirma que “o que importa numa família é a relação entre os membros, e não a constituição da mesma. É a relação e não o formato da família que proporciona bem-estar” — para além da negação tautológica segundo a qual “uma estrutura não é uma estrutura” — , o que se está a afirmar é as relações dentro de uma família são relações quânticas.

Segundo o jornal Observador, a família baseia-se em um modelo matemático segundo o qual as relações existem independentemente dos elementos que associam. A axiomatização do sentido de “família” consiste na abstracção do sentido dos termos que a compõem para considerar apenas as relações.

Hoje, o conceito de “família” — segundo o Observador e a Ideologia de Género — é um conceito quântico e matemático. É uma abstracção, e por isso não pode ser sequer um conceito, porque a noção científica de “conceito” só faz sentido por meio de uma experiência concreta. Em ciência, os conceitos não têm sentido no absoluto; a sua definição é apenas operacional.

Portanto, segundo o jornal Observador e a Ideologia de Género, não existe sequer um conceito de “família”; e, se não existe um conceito de “família”, também não existe uma noção de “família”. A família passa a ser tudo e nada ao mesmo tempo.

Ora, é este absurdo que é publicado no jornal Observador em nome do “pluralismo”. Talvez tenha chegado o tempo de voltarmos à censura da imprensa.

sábado, 6 de junho de 2015

O Observador e a defesa do super-estado da União Europeia (adenda)

 

“A humanidade não existe sociologicamente, não existe perante a civilização.

Considerar a humanidade como um todo é, virtualmente, considerá-la como nação; mas uma nação que deixe de ser nação passa a ser absolutamente o seu próprio meio. Ora um corpo que passa a ser absolutamente do meio onde vive é um corpo morto.

A morte é isso — a absoluta entrega de si próprio ao exterior, a absoluta absorção no que o cerca. Por isso, o humanitarismo e o internacionalismo são conceitos de morte, só cérebros saudosos do inorgânico o podem agradavelmente conceber.

Todo o internacionalista deveria ser fuzilado para que obtenha o que quer: a integração verdadeira no meio a que tende a pertencer. Só existem nações, não existe humanidade.”

(Fernando Pessoa)


Em um verbete anterior demonstrei que Paulo Almeida Sande ou é burro, ou faz-se de burro (o que é ainda pior). Este verbete é uma adenda à burrice do professor.

Desde logo, estou no essencial de acordo com o que foi escrito aqui.

Mas isso não significa que eu seja contra o liberalismo económico se este for regulado pelo Estado. Aliás, não é possível liberalismo económico sem regulação. A chamada “competição livre”, na economia ortodoxa, é uma concepção artificial fechada por meio de restrições legais. Em contraponto, a “competição livre” conforme a entendem os utilitaristas liberais [ver utilitarismo] — como os do Observador, do blogue Blasfémias ou do Insurgente — não é livre de modo nenhum. Para os liberais utilitaristas, a “livre competição” global é a vitória dos animais que mais se parecem com os capitalistas bem sucedidos. A competição livre dos utilitaristas liberais está próxima da competição darwiniana: não há regra contra a pancada abaixo da cintura; não há lei entre animais.

Para falarmos de “nacionalismo”, temos que saber exactamente do que estamos a falar. O conceito de nacionalismo é “pau para toda a colher”.

No dicionário podemos ver uma definição nominal de “nacionalismo”: “patriotismo”; “nacionalidade”.

Dizer, como Paulo Sande diz, que “nacionalismo é guerra” é a mesma coisa que dizer que “patriotismo é guerra”.

É aqui que o liberalismo utilitarista se aproxima do socialismo herdeiro das ideias de Bentham (socialismo esse que difere, nos seus fundamentos, do socialismo de Karl Marx, uma clivagem ideológica que separa o Partido Comunista do Partido Socialista: o utilitarismo, a que Karl Marx chamou de “moral de merceeiro inglês”). Ora, um professor de uma universidade católica não deve, por princípio, abraçar o utilitarismo. O que há (nomeadamente) em comum entre o Partido Socialista de António Costa e o liberalismo do Observador e dos outros referidos, é a ética utilitarista.

Se “patriotismo é guerra”, então a Pátria, ou seja, a nação, alegadamente é “a causa da guerra”. Isto supõe que se não existissem nações e, consequentemente, Estados, não haveria guerra no mundo. A ideia abstrusa de Paulo Sande é que de que em um mundo sem nações e com um Estado Planetário (ou com um leviatão da União Europeia), a guerra acabava. Os que não concordassem com as políticas do governo planetário teriam que se exilar em Marte ou em Saturno. O princípio que se extrapola das ideias de Paulo Sande são totalitárias, mas expressas em nome do “fim da guerra” e da “defesa da liberdade”.

À luz do Direito Natural, toda a guerra defensiva é absolutamente legítima. A ideia de se acabar com a guerra não constitui um direito (assim como o casamento não é um direito, a não ser que se conceba que alguém se case consigo próprio, porque os direitos são individuais).

«Um povo, sobretudo se se sentiu oprimido, pode a princípio simpatizar com o movimento liberalista; mas, tarde ou cedo, de desconfiar dele, passa a odiá-lo. O caso é simples. Ou o liberalismo segue o seu caminho lógico e justo, ou não o segue.

Se o segue, entra, mais tarde ou mais cedo, em conflito com privilégios que a ele, povo, tocam já de perto, porque privilégios todos os têm, reais ou esperados.

Se não o segue, que é o que em geral acontece — dada a impossibilidade radical da operação do liberalismo e os atritos que quotidianamente encontra ao tentar existir — vai o liberalismo gradualmente desviando-se do seu primitivo intuito, porventura sincero, e torna-se uma mera arma de espoliação para os políticos sem escrúpulos, modo de viver dos Lloyd Georges e dos Clemenceaux da charlatinice política internacional.

Mero implemento de ambiciosos, quando não positivamente de ladrões, o liberalismo acaba por despertar as iras do povo, quando o caso se não dê de no povo, por decadente, já não haver a possibilidade sã da ira legítima.

O caso é pois, que, sendo assim anti-egoísta, o liberalismo é radicalmente anti-popular. Para se ser “liberal” é preciso ser-se inimigo do povo, não ter contacto nenhum com a alma popular, nem a noção das noções instintivas que lhe são naturais e queridas. Teoria, de resto, originada por emissários da aristocracia inglesa, no seu conflito com a velha monarquia; espalhada, depois, por homens de letras franceses, mais como arma contra a Igreja que contra o Ancien Regime, o liberalismo ainda hoje se conserva fiel à sua origem extra-popular.

Hoje, porém, são os transviados do povo quem teoriza — os infelizes que saíram do povo e, perdido o contacto em ele e com os seus instintos naturais, não subiram, porém, a nenhuma das aristocracias que o esforço pode conquistar, eternos intermédios da vida social, sem cultura verdadeira, sem posição conquistada, sem valor interna ou externamente definido. Escravos de todas as invejas e de todas as falências, o seu subconsciente indisciplinado espontaneamente os leva a colaborar em quanto seja obra de dissolução social, traidores naturais a tudo, excepto à sua própria incompetência para tudo. Tão triste e débil época é a nossa que as próprias teorias falsas desceram de categoria nas pessoas dos seus sequazes.

Feito, assim, por quem ou não é povo, ou já não sabe sentir como povo, que admira que este sistema venha eivado de todos os vícios anti-instintivistas, de todas as raivas anti-naturais?

Ainda se o liberalismo compensasse o ser anti-egoístico com o ser, de qualquer forma, um aspecto do sentimento patriótico; se, por exemplo, a teoria liberal tivesse por base o ser aplicada só a uma determinada nação — a dos seus teóricos — com o fim, absurdo mas explicável, de dar a essa nação a superioridade, pelo “gozo da liberdade”, sobre todas as outras, até certo ponto, talvez o liberalismo equilibraria o mal que lhe advém da outra parte da sua tese.

Mas se há traço característico do liberalismo é o de ser extensivo a toda a humanidade, de ser uma panaceia universal. E, assim, nem esta defesa absurda que fosse, lhe resta.

O assunto comportaria, a não ter que limitar-se, uma série muito mais extensa de considerações, entre as quais a menos interessante não seria, por certo, a demonstração de que um povo são é espontaneamente aristocratista ou monárquico; de que nunca um povo foi liberal ou democrático; de que nunca um povo defendeu, de seu, senão os seus egoísmos, indivíduo a indivíduo, a sua pátria, colectivamente; que nunca, nunca, excepto por doença da sociedade, ou perversão da decadência, os seus “direitos” as suas “justiças” foram assunto por que um homem do povo desse esforço de se levantar de um banco ou de tirar as mãos das algibeiras

→ Fernando Pessoa, Do Sufrágio Político e da Opinião Pública.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O Observador e a defesa do super-estado da União Europeia

 

“Por nacionalismo entende-se um grupo de indivíduos que partilham a mesma lealdade a um grupo étnico ou nacional”.

O Nacionalismo é a Guerra (via).


1/

O idiota que concebeu esta definição de “nacionalismo” escreve no Observador — como não podia deixar de ser. Imaginem que eu definia assim “luz”:

“A luz é o movimento luminoso dos corpos luminosos”.

Trata-se de uma tautologia. Por exemplo, outra tautologia só possível em uma articulista do Observador: “o liberalismo é um movimento político e económico liberal a favor do liberalismo político e económico”. E os leitores do Observador, na sua maioria ignaros, batem palmas.

Portanto, a definição de “nacionalismo”, por parte do idiota do Observador, é uma tautologia. Por outro lado, não é possível definir “nacionalismo” sem primeiro definir “nação”:

“Uma nação é uma comunidade natural em que cada indivíduo se inscreve em função do seu nascimento, da existência de uma História, de uma língua e de uma cultura antropológica comuns.”

A nação (e, por isso, a nacionalidade) é, por definição e natureza, imposta ao indivíduo por nascimento. Mas o indivíduo pode mudar de nação e de nacionalidade — é livre de adquirir outra nacionalidade que não a original. Neste caso, o indivíduo tem a possibilidade de escolher entre a nação originária e uma outra nação de adopção que raramente deixará de ser adoptiva enquanto prevalecer nele a memória da cultura e a língua da nação de origem.

Portanto, temos dois tipos de nacionalidade: 1/ a que decorre da comunidade de origem, e 2/ a que pode decorrer de um contrato em relação a determinados princípios fundamentais celebrado com uma determinada comunidade nacional diferente e de emigração.

2/

Napoleão foi o campeão do liberalismo — económico e político. E foi também o campeão das nações: por isso é que Napoleão fez a guerra contra os conglomerados aristocráticos da Europa de finais do século XVIII, destruindo os impérios monárquicos e instaurando as várias nacionalidades europeias. Ou seja, o liberalismo económico e político foi fundado na nação.

Agora está na moda — como se verifica pelo idiota do Observadorser liberal mas contra a nação. Ou seja, a própria origem histórica e conceptual do liberalismo (“liberalismo” no sentido europeu o termo, ou seja, económico e político, mas não no sentido americano) é negada em nome do liberalismo. Esta contradição pode ser apenas aparente — a não ser que o escriba do Observador, para além de idiota, seja estúpido —, porque o que se pretende é diabolizar as nações europeias para que se possa formar uma super-nação: o leviatão da União Europeia sob a égide de um alegado “federalismo”. O idiota observador pretende a criação de uma super-nação sem fundamentos nacionais: mas essa super-nação já é boa!

3/

O idiota identifica necessariamente “nação” e “Estado”.

“O Estado é o conjunto das instituições – políticas, jurídicas, militares, administrativas, económicas – que organizam uma sociedade num determinado território.”

A noção de Estado pressupõe, em primeiro lugar, a permanência do Poder: o Estado apenas surge quando o Poder se institucionaliza, ou seja, quando deixa de estar exclusivamente incorporado na pessoa de um chefe: é esta permanência do Poder que exprime a seguinte fórmula: “O Rei morreu, Viva o Rei!” (por isso é que o Absolutismo monárquico foi contra o Estado).

Em segundo lugar, o Estado pressupõe a “coisa pública”: se o Poder do Estado não pertence a um seu detentor, se não é sua propriedade pessoal (não há tal coisa como “dono do Estado”), é porque define um espaço público, comum a todos. Neste sentido, podemos dizer que qualquer Estado é uma “res publica” (do latim, “coisa pública”), mesmo tratando-se de uma monarquia. Por exemplo, a monarquia inglesa ou a dinamarquesa são “res publicae”.

Para além da confusão entre “nação”, por um lado, e “Estado”, por outro lado, o idiota observador defende implicitamente um super-estado que é a União Europeia — um super-estado sem rosto e sem identificação com uma qualquer nação propriamente dita.

4/

Se tomarmos por exemplo o movimento radical islâmico I.S.I.S., este faz a guerra em nome de um Estado islâmico que não tem uma nação, mas antes é um aglomerado de nacionalidades. Ademais, Napoleão, como campeão do liberalismo, fez a guerra contra os não-liberais do século XVIII. Ou seja, segundo o observador idiota, parece que há uma guerra boa e uma guerra má; e parece que o Estado islâmico faz a guerra porque é uma nação (o Estado islâmico é, alegadamente, “nacionalista”).

5/

Já vos falei aqui do que é o Observador, ressalvadas raras excepções: uma merda.

terça-feira, 31 de março de 2015

Segundo a Carolina Santos, a mulher quando está com o cio “dá” para todos

 

A julgar pela lógica da escriba do Observador — tal como as cadelas, as mulheres quando estão com o cio “dão” para todos os cães. Aliás, ela (a escriba) deve saber isso por experiência própria.

Quem escreve no Observador deveria saber o que é a falácia de apelo à natureza, e deveria saber filtrar as notícias da “ciência” que não passam de cientismo. Enquanto o Observador não elevar o nível real (porque existe um nível formal que é convencionado) dos seus colaboradores, não terá grande futuro senão no campo da política partidária.

A sociobiologia é uma lástima e segue estupidamente o pior do evolucionismo que não acabou propriamente com Deus, mas acabou certamente com o ser humano. E é esta gente, que reduz a mulher a uma cadela, que escreve no Observador.