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domingo, 25 de maio de 2025

Aristóteles, e o Modernismo e Pós-modernismo



A professora Helena Serrão cita aqui Aristóteles (o ateniense) em um texto que versa os temas da política e da Justiça. Em aditamento, Helena Serrão questiona-se acerca dos actuais “líderes [políticos] que ignoram a comunidade que representam, e que se motivam pela ganância”.

O assunto é muitíssimo complexo e liga-se, em primeiro lugar, com a Modernidade; e depois com a Pós-modernidade — com a Modernidade, quando o Iluminismo é colocado em causa pelo Idealismo de Hegel e seus apaniguados coevos e futuros (como por exemplo, a cáfila da Escola de Frankfurt ou o irracionalismo de Heidegger); na Pós-modernidade, quando o Iluminismo é finalmente “assassinado” pelo irracionalismo de Derrida e pela sua tropa fandanga (entre outros notórios e notáveis malucos de Esquerda).

A actual atomização da sociedade deriva, em grande parte, da forma como o Modernismo organizou o trabalho, em que ninguém sabe concretamente para quem trabalha, nem quem concretamente trabalha para si. E a Esquerda foi uma das grandes beneficiárias deste Modernismo.

A classe política é sempre produto das ideias prevalecentes no Zeitgeist. Sempre.

E o Zeitgeist actual é maioritariamente irracional, fruto de um acumular de erros graves — ao longo de muitas décadas — da concepção da Realidade, desde Hegel até Derrida. O corolário lógico do descalabro das ideias psicóticas desde Hegel até Fukuyama, passando por Derrida, é a actual situação internacional em que a irracionalidade impera e o subjectivismo relativista dita a prevalência impune do narcisismo exacerbado nas classes políticas.

Em Portugal, basta olhar paras as estações de televisão (e os me®dia em geral) e verificar a prevalência deste fenómeno de irracionalismo instituído nas “classes dirigentes” (os ingleses chamam-lhe “ruling class”): desde logo, desapareceu, da cultura portuguesa, o conceito de “escol” (muito bem ilustrado por Fernando Pessoa): hoje, os políticos constituem-se como uma classe social separada do comum dos mortais, em uma espécie de apartheid político, acolitada por comentadeiros e jornaleiros coordenados por gentalha como, por exemplo, Cláudia Azevedo (SONAE) que financia afanosamente o défice de exploração deste jornalixo que temos.

É uma “pescadinha de rabo-na-boca”: o jornalixo promove positivamente a classe política elitista junto da opinião pública, e a classe política, por sua vez, compensa materialmente o jornalixo e os seus patronos. “Uma mão lava a outra”. Por isso é que nunca vimos, por exemplo, o Partido Comunista a criticar abertamente os donos do pasquim “Público”.

Estamos em presença de um irracionalismo político pós-moderno potenciado por esteróides. Os tecidos sociais gangrenam, quando os deveres da maioria se transformam nos direitos de minorias.

Por exemplo, isto acontece quando a elitista Isabel Moreira defende a negação do Direito Natural, pespegado no Direito Positivo (ver ficheiro PDF), paradoxal- e contraditoriamente concebendo o “progresso anti-natural” como uma lei da natureza.

A ciência foi “tomada” / dominada pela ideologia irracionalista pós-moderna: hoje, é a classe política irracionalista que valida e chancela a ciência, e já não os cientistas propriamente ditos.

Em Portugal, é gentalha como a Isabel Moreira que carimba a “boa ciência” (através do conceito de “consenso científico” politicamente correcto) e repudia a “má ciência” que é aquela que não corrobora a ideologia do Zeitgeist.

sábado, 1 de setembro de 2018

A política nos me®dia

 

tv_propaganda-web« O que há nas nossas (salvo seja) televisões não é política. É propaganda do “sistema”, tão solícita que envergonharia o “sistema” caso este tivesse pingo de vergonha.

É prestação de serviços, disfarçada de “objectividade”, às espectaculares figuras que mandam nisto. É um interminável rol de “comentadores” indignos de comentário.

É o descaramento dos “debates” desprovidos de contraponto ou decoro.

Às vezes, arrisca-se breve incursão por temas “internacionais”, espaço reservado à condenação do sr. Trump e das “mudanças climáticas”, fora outros desabafos assim profundos.

Para escrever sobre política, meus caros, é vital ignorar aquilo que as televisões vendem no lugar da política: uma feira de horrores sem o bálsamo do cuspidor de fogo ou, se não incluirmos certas activistas, da mulher barbuda.»

O fim da televisão (O Homem-a-dias)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O absolutismo pode ser invocado a nível supranacional

 

“De todas as mentiras democráticas, nenhuma mais irrisória do que a da soberania do povo. Da soberania advém a faculdade de declarar o interesse nacional e o poder de o defender; mas o povo nunca atinge o grau de consciência e a unidade de pensar que o exercício da soberania exige”.

O Reaccionário


É exactamente este o argumento invocado pelos euro-federalistas — da laia do Paulo Rangel, por exemplo — para justificar a alienação da soberania portuguesa em favor da soberania (não-representativa) do leviatão da União Europeia sobre Portugal.

Ou seja: todo o argumento político absolutista (a nível nacional) pode se invocado para aniquilar a soberania nacional em favor de um poder supra-nacional (também este) absolutista.

Até ao reinado de D. Pedro II, sempre existiram Cortes em Portugal; ou seja, o absolutismo político (propriamente dito) não existia em Portugal até ao início do século XVIII. Foi no fim do reinado de D. Pedro II que as Cortes se foram tornando raras, sendo abolidas no reinado do seu filho D. João V.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Contra a igualdade politicamente correcta do merdívoro Luís Aguiar-Conraria

 

“Quem reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que se penalize quem é bem dotado. A igualdade é a condição psicológica prévia de decapitações científicas e frias.”

→ Nicolás Gómez Dávila


Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.

O Ludwig Krippahl faz aqui uma crítica ao alienado, igualitarista, politicamente correcto e merdívoro Luís Aguiar-Conraria. Parece-me extraordinário como uma qualquer publicação dê abrigo à narrativa alienada do Luís Aguiar-Conraria...!

Naturalmente que o Ludwig Krippahl estudou biologia, o que o transforma em uma espécie de “reaccionário” em relação à consensualidade do esquerdalho no respeitante à “igualdade dos géneros”. Mas o Ludwig Krippahl não se refere a “sexos”, mas antes a “géneros” — o que significa que ele não consegue distinguir-se totalmente do ambiente merdícola em que medra a merdalha da laia do merdívoro Luís Aguiar-Conraria.

“Géneros” tem utilização gramatical; “sexos” tem utilização biológica.


igualitarismoDepois, o Ludwig Krippahl entra em contradição em relação à educação das crianças, porque uma criança não pode ter a liberdade que deve ter um adulto. Por isso é que a filha dele não vê certamente filmes pornográficos — embora ele diga que a filha dele vê uma série de desenhos animados em que uma criança tem “dois pais” (dois homens). 
É óbvio que não é a mesma coisa; trata-se de uma analogia: as crianças têm que ser educadas, e não ver filmes pornográficos faz parte de uma boa educação, independentemente de os filmes pornográficos poderem ter, ou não, qualquer influência na dita “orientação sexual” da criança.

A aceitação, desde tenra idade, da ideia da possibilidade de uma criança ter “dois pais” ou “duas mães”, não é educação na tolerância: em vez disso, é educação na permissividade — porque só se tolera aquilo com que se não concorda, e uma criança não tem ainda espírito crítico suficiente para concordar, ou não, em algumas matérias mais complexas. O que o Ludwig Krippahl defende para a filha dele é uma lobotomia cultural homossexualista e politicamente correcta comparável ao igualitarismo defendido pelo merdívoro Luís Aguiar-Conraria.


Em uma sociedade onde todos se crêem iguais, a inevitável superioridade de uns poucos faz com que outros se sintam fracassados.

Inversamente, em sociedades onde a desigualdade é a norma, cada qual se instala na sua própria diferença, sem sentir a urgência nem conceber a possibilidade de se comparar com outros.

Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.


“Ser esquerdista é crer que os presságios de catástrofe são augúrios de bonança.”

→ Nicolás Gómez Dávila

sábado, 25 de novembro de 2017

O caso Paulo Rangel contra Pedro Arroja

 

O Pedro Arroja afirmou no Porto Canal (salvo erro, neste canal de televisão) que “Paulo Rangel é um politiqueiro e um jurista de vão-de-escada”. E Paulo Rangel meteu um processo judicial contra Pedro Arroja, por alegada “difamação”.

Vamos fazer aqui uma pequena reflexão acerca das acções de ambos (de Pedro Arroja e de Paulo Rangel).

domingo, 18 de junho de 2017

Enquanto um primeiro-ministro não for assassinado, a classe política não muda

 

O incêndio de Pedrogão que já matou 43 pessoas é produto directo ou indirecto de uma classe política irresponsável e um sistema jurídico falido e ineficaz.

Não vale a pena falar sempre do mesmo: legislação penal ridícula para os incendiários que chega mesmo a protegê-los com “tratamento psiquiátrico”, uma Polícia Judiciária descapitalizada e sem recursos humanos e científicos, uma vigilância das florestas praticamente inexistente (reduziram os guardas-florestais e acabaram com os guarda-rios do tempo de Salazar).

Por falar em Salazar: já lhe temos saudades...

A situação só mudará quando um primeiro-ministro levar um tiro na cabeça. Quem tem cu tem medo. Só com o assassínio de um “cão grande” a classe política mudará alguma coisa.

domingo, 21 de maio de 2017

Como um deputado socialista escapou a trabalho comunitário e à prisão

 

Um artigo de uma tal Sílvia Caneco foi apagado pela revista Visão. Mas ficou o CACHE. Ó Sílvia!: C'um caneco! Também guardei o CACHE em ficheiro PDF, para memória futura.

Como um deputado escapou a trabalho comunitário

“Deputado do PS foi condenado a trabalho comunitário por conduzir embriagado, mas faltou às sessões. Salvou-se de ir preso com a ajuda de um membro da sua comissão política”.

deputado-escapa-a-justiça

domingo, 26 de março de 2017

Posição política

 

Podemos ver aqui um “simulador político”; aqui, em baixo, está uma imagem que resume a minha posição política que eu considero muito próxima da realidade:

poliitical-simulator-web

  • Sou mais liberal (53,4%) do que autoritarista (46,6%). Vêm daí as minhas reservas e cuidados em relação a um qualquer tipo de ditadura.
  • Sou mais conservador (72,3%) do que progressista (27,7%). Ou seja: ao contrário do que os estúpidos de Esquerda dizem, ser “conservador” não significa que se seja de extrema-direita ou mesmo de Direita.
  • Sou de Direita, mas apenas em 54,4%. Ou seja, estou mais ou menos ao centro. Isto reflecte-se na concepção da economia: entre a regulação (50,6%) e a desregulação da economia (49,4%), estou praticamente no meio.
  • Sou a favor de um Orçamento de Estado mínimo (em 58,6%), ou seja, que o Estado não se meta muito na vida do cidadão. Mas naquilo que compete intrinsecamente ao Estado (Defesa, Forças Armadas, polícia, política monetária, recursos naturais,etc.), sou a favor de uma estatização em 58%.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Comunitarista (direita)

 

"You're on the right and collective quadrant of the political compass! You believe in a strong military, an efficient government to intervene when necessary, low taxes and a free market economy. You value tradition, hard-work, and you tend to respect religious authority. You're patriotic and skeptical of people looking for a hand out. You believe in government institutions and you have a strong sense of belonging to those with the same nationality as you. You believe in individual freedoms, but you also take into account tradition and social order. Anarchy and communism are your worst nightmares! Ronald Reagan is most likely one of your personal heroes!"

--> The Definitive Political Orientation Test

 

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sábado, 21 de janeiro de 2017

O síndroma do “país inviável”: tudo como dantes, no quartel de Abrantes

 

Há uma casta de liberais em Portugal que padece do “síndroma do país inviável”; um deles é Pinto Balsemão (que também nem morre, nem a gente almoça), que afirmou um dia em um programa da SICn que “se Portugal tivesse metade da sua população, seria um país viável” — o que é contraditório, porque teria ainda um mercado menor; mas é assim que os Bilderbergers liberais pensam de Portugal.

TIme Agosto 1975Então ¿o que diríamos da Islândia, que tem uma população de 300 mil habitantes com um PIB per capita de 50 mil US Dollars? ¿Também é um “país inviável”? Ou a Suíça, ¿também é um “país inviável”?

Em consequência do síndroma do “país inviável”, os liberais defendem a ideia segundo a qual “ou o Euro, ou o caos” — sendo que o caos é o “país inviável”. Sem o Euro, o país é inviável (esquecendo-se que a Islândia, ou a Dinamarca, ou a Suíça, por exemplo, não têm Euro).

O liberal Insurgente de serviço é tão idiota que menciona os anos de inflação alta em Portugal sem referir que ela foi devida ao PREC  [Processo Revolucionário em Curso] e aos anos que se lhe seguiram. E depois, fala do Euro como se fosse a antítese da inflação e do PREC  [Processo Revolucionário em Curso] que ele não mencionou. Ou seja, compara alhos com bugalhos.

A instabilidade política em um pequeno país cria instabilidade económica, e cria automaticamente uma desconfiança na moeda desse país; basta isto para criar inflação, porque a moeda vai sendo desvalorizada de modo “deslizante” em função dessa desconfiança política. Mas num país sem instabilidade política — por exemplo, a Dinamarca que também não tem Euro —, a moeda é credível e a inflação é baixa, embora o país seja pequeno.

O problema de Portugal é que tem uma esquerda marxista e radical na ordem dos 30% dos votos (contando com a ala radical do Partido Socialista), e por isso é que o país é inviável. Enquanto não limparmos o sebo à elite dessa tropa, nem sequer o Euro nos salva. E já agora: há que tratar dos patrões analfabetos funcionais que temos.

domingo, 15 de janeiro de 2017

O partido liberal português que é socialista

 

Começo a ter pouca vontade de escrever aqui no blogue. Um dia destes fecho-o sem anunciar que foi fechado — porque, por exemplo, quando leio que se pretende fundar um partido liberal que fica situado entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, não me apetece escrever sobre o assunto, e sobre nada. Apetece-me insultar os filhos da puta.

“Liberalismo” vem do latim “liberalis”, que significa “benfeitor”, “generoso”.

Em filosofia política, o liberalismo é o conceito do qual John Locke foi um dos primeiros representantes, e que faz do sujeito individual, dotado de direitos inalienáveis (direito à propriedade, à liberdade, etc.), a fonte e o centro das relações sociais.

Em economia política — que é o que nos mais interessa num partido liberal! —, o liberalismo é o princípio associado ao liberalismo político de que se falou acima, mas segundo o qual as leis do mercado devem continuar a ser livres, pois são naturais (por exemplo, a lei da oferta e da procura), e dependem delas mesmas o equilíbrio entre a produção, a distribuição e o consumo (Adam Smith).

A função do Estado liberal deve ser a de garantir os direitos individuais, e a sua autoridade apresenta, então, limites: os seus diferentes poderes (executivo, legislativo, judicial) devem ser separados. Para o liberal, a igualdade é reduzida à igualdade de direitos, e não à igualdade social. A igualdade social, própria do Partido Socialista e da Esquerda em geral, supõe que o Estado intervenha para “corrigir o livre jogo da sociedade civil”, o que é sempre interpretado pelo liberalismo como funesto para a liberdade.

Ou seja, um liberal não é um socialista.

Dizer que o novo partido liberal fica politicamente situado entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, é dizer que o liberalismo é socialismo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A indiscrição contra o Donald Trump é boa; mas a indiscrição do José António Saraiva já é má

 

“Irrita-me solenemente o discurso unanimista contra Donald Trump, mas na verdade confesso que fiquei estupefacto com o baixo nível da conversa do candidato republicano que o Washington Post trouxe à luz do dia e que para o caso julgo ser pouco relevante se era privada ou pública. Não sou melhor nem pior que ninguém mas por defeito de educação prezo uns valores mínimos de estética (que é sempre um reflexo da ética), exigíveis a qualquer pessoa, mas mais ainda na proporcionalidade da sua responsabilidade social. Dito isto estou inclinado a admitir que a indiscrição do WP neste caso está no domínio do serviço público”.

João Távora


“Da promiscuidade entre política e jornalismo (este mera câmara de ressonância daquela) que o livro dá imagem, verificamos que o principal (único?) objecto da política é, ao cabo e ao resto, a sua própria publicidade. Ora o livro demonstra essa desgraça dando de caminho a degradação de costumes, a falta de carácter, a ânsia de protagonismo, a vaidade, a ganância, a ostentação e o vício dos protagonistas retratados. Serem eles com isso tudo que os identifica a transmitir a pequena História deste tempo desgraçado e pela pena dum deles, jornalista, é irónico. Talvez daqui o maior choque e raiva que o livro causou. Essa gente menor não queria ficar assim impressa para o futuro? Mas, que dizer? Ele merecem!...
— Que a democracia lhes seja pesada! — Eis o valor do livro do arq.º Saraiva”.

Dos fracos já reza a História

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Manuel Maria Carrilho e a sociedade emasculada de Engels

 

O Pedro Arroja põe-se a jeito com algumas teorias abstrusas; por exemplo, a de que a sociedade portuguesa é feminina. Se “a sociedade portuguesa é feminina” (como diz o Pedro Arroja), ¿o que dizer das sociedades alemã e nórdicas, por exemplo?

mulheres-be-web

isabel-moreira-jc-webO que se está a passar na Europa é um fenómeno cultural marcadamente marxista (gramsciano) que passa pela instrumentalização dos me®dia no sentido da emasculação do homem, e a promoção de uma sociedade matriarcal (matriarcado) tal como aconselhado por Engels.

E, por outro lado, a emasculação do homem é defendida como uma solução para o Aquecimento Global, uma vez que o feminismo defende a ideia de que os flatos dos bebés causam o Aquecimento Global; ou seja: para o feminismo politicamente correcto marxista, quanto mais paneleiros, menos Aquecimento Global.

Nessa sociedade de eunucos e emasculados, por um lado, e de amazonas lésbicas, por outro lado, o homem tem um estatuto social inferior — como podemos inferir da opinião da Isabel Moreira acerca Manuel Maria Carrilho.

Na sociedade de Engels, a mulher tem sempre razão nos seus actos (mesmo quando pratica o infanticídio, por exemplo). E o modelo da sociedade de Engels voltou a estar na moda com merda de gente como o panasca Foucault ou psicopata Peter Singer que é ensinada nas nossas universidades.

domingo, 24 de julho de 2016

O problema dos meios e dos fins na política (as éticas ontológica e a teleológica)

 

“Um trabalhador pode roubar numa fábrica onde é maltrato? Eu acho que não. Um jovem desempregado pode pedir dinheiro aos pais para evitar um trabalho de 400 euros que o vai desagastar? Eu acho que não. Acho que ele deve aceitar o trabalho e organizar-se no trabalho, se necessário clandestinamente, para conseguir aumento de salários – não acho legitimo que sejam os pais reformados a pagar esse preço. Como vêem não é tão fácil como parece, esta questão de meios e fins. Não temos nenhuma unanimidade neste ponto”.

Meios e Fins (Raquel Varela)

Se utilizarmos a razão, podemos chegar a um princípio unânime (mas não unanimista) acerca dos meios e fins da política. Dou como exemplo o conceito de Notrecht de Hegel.

O conceito de Notrecht, segundo Hegel, baseia-se no Direito Natural e significa basicamente “direito de necessidade”.

O direito à propriedade privada deve ser respeitado, mas há situações de perigo extremo – por exemplo, a miséria – que comprometem princípios morais inalienáveis – como por exemplo o direito à vida – em que o sujeito viola o direito à propriedade – por exemplo, quando um pobre rouba um pão para não morrer de fome –, cometendo assim, um delito jurídico e uma falta moral.

Neste caso, impõe-se legitimamente que o direito de necessidade (Notrecht) faça valer o direito a viver em detrimento do direito de propriedade. Esse direito a viver, que decorre do direito de necessidade (Notrecht) excede as simples considerações de circunstâncias atenuantes do delito jurídico, e exige a intervenção de uma “potência ética superior que vele pela sobrevivência de cada um”.

“Com efeito, por um lado, há violação infinita da existência empírica [no caso do pobre que rouba o pão], portanto, ausência total de direito, enquanto, por outro lado, mais não há do que violação de uma existência empírica limitada e singular da liberdade”. → Hegel, “Filosofia do Direito”

domingo, 8 de maio de 2016

sexta-feira, 4 de março de 2016

A Itália teve uma Cicciolina; nós temos um Coelho

 

Convenhamos que, entre o mal, o menos.

ciccio-coelho

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O passaporte português é o sexto mais valioso do mundo

 

¿Lembram-se das críticas da Esquerda em relação à política dos Vistos Gold de Paulo Portas?

O resultado dessa política está aí: o passaporte português é o sexto mais valioso do mundo, no mesmo nível do passaporte do Canadá e da Suíça.

passaporte

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O Partido Comunista irá extinguir-se rapidamente

 

Tradicionalmente, o Partido Comunista não adoptava uma ética utilitarista. Karl Marx dizia que “o utilitarismo é uma moral de merceeiro inglês”. Álvaro Cunhal dedicou a sua tese de doutoramento em Direito à justificação da legalização do aborto: o aborto era de tal modo repugnante para ele, que ele dedicou a tese inteira do seu doutoramento para justificar a sua legalização.

Desde a morte de Álvaro Cunhal, o Partido Comunista abandonou “progressivamente” a sua tradição não-utilitarista, em parte devido à influência do fenómeno Bloco de Esquerda, e por outra parte devido ao isolamento ideológico que sofreu dentro da União Europeia do Euro.

Isto faz com que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista sejam hoje intermutáveis: tanto faz votar num como no outro. A distinção não-utilitarista do Partido Comunista desapareceu.

À partida, o problema colocar-se-ia assim: a probabilidade do Bloco de Esquerda substituir o Partido Comunista é tão grande como a do Partido Comunista substituir o Bloco de Esquerda no eleitorado. joao-semedo-autonomia-web

Mas, para além do utilitarismo adoptado pelo Bloco de Esquerda, o Partido Comunista terá que seguir à risca o Culto da Autonomia 1 (a perversão do conceito iluminista de “autonomia” segundo Kant) que também caracteriza o Bloco de Esquerda.

O princípio utilitarista da “maior felicidade para o maior número”, sendo repugnante para Karl Marx, ainda tem qualquer coisa de colectivo; mas o Culto da Autonomia, que caracteriza o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e uma parte do Partido Social Democrata, destrói qualquer desígnio colectivista real, e transforma os partidos de Esquerda em meros projectos de poder apenas pelo Poder.

O Culto da Autonomia é, no seu fundamento, incompatível com qualquer partido marxista-leninista. Quando o Partido Comunista tenta ignorar esta contradição, desfigura-se e copia o original que é o Bloco de Esquerda. Entre a cópia e o original, os eleitores tendem instintivamente a seguir o original. Por isso é que o Partido Comunista tem os dias contados em Portugal.

eutanasia-velharias


Nota
1. A autonomia de Kant pode definir-se 1/ como liberdade no sentido negativo, isto é, como independência em relação a qualquer coacção exterior (o cidadão), 2/ mas também no sentido positivo, como legislação da própria Razão pura prática (o legislador).

A autonomia da vontade é, segundo Kant, “o princípio supremo da moralidade” (“Fundamentação da Metafísica dos Costumes”). Segundo Kant, uma acção não pode ser verdadeiramente moral se não obedece a razões sensíveis exteriores à razão legislativa. Por exemplo, segundo Kant, se ajo por amor à Humanidade, não ajo por dever, mas por sentimento.

Ora, uma acção cuja máxima se baseia num sentimento não pode aspirar à universalidade e servir de lei a todo o ser racional. Em contrapartida, e seja qual for o meu sentimento em relação à Humanidade, “tratar a Humanidade na minha pessoa e na pessoa de qualquer outro, sempre simultaneamente como um fim, e não simplesmente como um meio”, é a máxima exigível universalmente, um dever para todos; a vontade que determina a sua acção a partir dela, é uma vontade autónoma, na medida em que se submete livremente à lei da razão pura prática.

Ou seja, para Kant, a autonomia consiste em ser simultaneamente “cidadão e legislador”: a vontade do Bem é ela própria uma criação livre.

A radicalização do princípio da autonomia de Kant, que ocorre na contemporaneidade, consiste grosso modo em adoptar a liberdade em sentido negativo (o “cidadão”) e excluir o sentido positivo da função da Razão no papel do “legislador”, transformando a autonomia em subjectivismo puro e não passível de universalidade, levando à atomização da sociedade.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

António Serzedelo e a censura do pensamento que pode não ter sido pensado

 

Tulip Siddiq é uma deputada muçulmana no parlamento britânico. Vemo-la, no vídeo abaixo, a defender no parlamento a ideia da proibição de entrada de Donald Trump em Inglaterra. Um deputado conservador interpela a muçulmana e diz o seguinte:

“Muitas pessoas inglesas concordam com Donald Trump. ¿Acha que devemos expulsar essas pessoas também?”

 


Esta censura do pensamento — a polícia politicamente correcta do pensamento — pode ser constatada também no discurso de António Serzedelo, o chefe português do movimento político dos invertidos.

Alegadamente (não há provas disto), o presidente do Sporting Clube de Portugal (Bruno de Carvalho) terá dito, entre amigos, o seguinte em relação ao árbitro de futebol Luís Ferreira:

“Só não lhe dei um chuto no rabo porque, olhando para a figura dele, tive medo que gostasse”.

António Serzedelo quer que Bruno de Carvalho peça desculpa por algo de que não tem a certeza de que terá dito. Para o movimento político gayzista, a mera hipótese de alguém poder ter dito eventualmente qualquer coisa que lhe desagrade, é já motivo de censura e de detracção pública.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Não é loucura: é ignorância induzida!

 

Por vezes dou razão aos que criticam a democracia, porque a democracia pretende dar legitimidade à ignorância, por um lado, e por outro lado consegue fazer da ignorância uma manifestação de sabedoria. Dou como exemplo uma publicação no Twitter:

islamo-lgbt

¿Como é possível compatibilizar o Islão, por um lado, e por outro lado o movimento LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]?

Alguém poderá pensar: “trata-se de uma manifestação isolada”. Não é! Aquele burro que publicou aquilo pode ser ignorante, mas a sua ignorância é induzida pelas elites da Esquerda. Aquela burrice não saiu dele por acaso: foi programada, como se pode ver (também) aqui.

Uma pessoa (ou um movimento político) pode ser radical se tiver, no seu ideário, alguma razão (“radical” vem de “raiz”: o retorno à raiz das situações e dos problemas). O que não se admite é que se seja radical sem razão.

A radicalização estupidificada do discurso de esquerda deixa pouco espaço de manobra à sociedade em geral. A radicalização absurda da Esquerda não tem outro remédio senão a exigência da radicalização em sentido contrário — o que significa, literalmente, colocar em causa a democracia.


desfazendo-o genero