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sábado, 16 de outubro de 2021

Karl Popper não tinha razão, em relação ao bi-partidarismo


Karl Popper defendeu acerrimamente o sistema bi-partidário na democracia representativa — como acontece, por exemplo, em Inglaterra, nos Estados Unidos e na Austrália. O argumento de Karl Popper era o de que o sistema de apenas dois partidos (que se alternam no Poder) dá maior estabilidade política e governabilidade — aliás, este foi um dos temas de uma conferência realizada em Lisboa por Karl Popper, a convite do então P.M. Mário Soares (não me lembro agora da data, mas foi na década de 1980).

imperio mundial do dinheiro webPorém, o sistema bi-partidário (definido pelo sistema de votação) fazia muito sentido na década de 1980, mas já não faz tanto sentido hoje, como podemos ver no que se está a passar em países como a Austrália, a Nova Zelândia, Reino Unido e mesmo nos Estados Unidos, quando os dois partidos do regime estão de acordo em relação à construção de um regime político repressivo, em que grande parte dos anseios da maioria da população são ignorados.

A aproximação do PSD de Rui Rio (e de Pacheco Pereira) ao Partido Socialista do monhé Costa está, em tudo, relacionada com uma tentativa de “australização” do regime político português; mas essa “australização” saiu “furada” com o aparecimento do partido CHEGA.
Resta agora ao Rui Rio e ao monhé alterar o sistema de votação português.

Nos países chamados de “anglo-saxónicos” (Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Canadá Nova Zelândia), caracterizados por sistemas de votação que favorecem o bi-partidarismo (de alternância no Poder), os dois partidos de Poder estão totalmente controlados pelos agentes do globalismo plutocrata — ou, como diz Olavo de Carvalho, pelos agentes do “império mundial do dinheiro”.

Neste sentido, Donald Trump foi considerado persona non grata pelo próprio partido republicano americano; Donald Trump ganhou as eleições com o voto do povo, mas não com o apoio das elites do seu próprio partido.
De facto, nos Estados Unidos, o partido republicano, por um lado, e o partido democrata, por outro lado, estão de acordo em quase tudo — incluindo na política de ausência de fronteiras e imigração massiva e sem qualquer controle fronteiriço.

Na Austrália, os dois partidos de alternância no Poder chegaram a um acordo, que consiste em instituir um regime orwelliano e submetido caninamente ao “império mundial do dinheiro”, em substituição da democracia representativa propriamente dita. O mesmo se passa (em graus diferentes) na Nova Zelândia, e mesmo no Reino Unido.

Depois da ditadura sanitária — ou seja, depois da ditadura do controlo sanitário covideiro —, virá o controle monetário que gerará a rarefacção ou mesmo desaparecimento do dinheiro vivo em circulação; depois virá o controlo de acesso à Internet por intermédio da identificação numérica individual. No fim da linha repressiva, só restará ao povo o recurso à violência contra a classe política, para defender a liberdade.

fosforos em cadeia web

Em Portugal, o fenómeno do “encolhimento” eleitoral do Bloco de Esquerda (e previsível “encolhimento” da facção da Isabel Moreira no Partido Socialista de Sócrates, da Fernanda Câncio, do Ascenso Simões e do monhé Costa) tem a ver com a tentativa de afastamento do Cristianismo da praça pública, para se instituir “um regime que se lambuza gostosamente na merda e no mijo” da ética e da moralidade. É a isto que chamamos (também) de “marxismo cultural”.

O método de Hondt português permite o fácil aparecimento de novos partidos que contrariem o monopólio bi-partidário do Poder , como é o caso do partido CHEGA.

sábado, 4 de setembro de 2021

¿O que existe em comum entre o Pacheco e o PAN? São perigosos!

O absurdo tomou conta da nossa realidade política, social e cultural — e a tal ponto que se torna penoso, até, escrever sobre ela, na medida em que devemos ter a preocupação de sintetizar a mensagem escrita, não a tornando complexa em um mundo controlado pelo minimalismo do Twitter e/ou do FaceBook. Ora, não há nada mais absurdo do que sintetizar o absurdo.


O Miguel Sousa Tavares escreve acerca do PAN – Pessoas-Animais-Natureza (ler em PDF); raramente estou de acordo com ele mas, desta vez, assino por baixo.

“Um partido, dito animalista, cujo fanatismo e ignorância podem conduzir à extinção de espécies animais e ao empobrecimento do mundo rural, podem afastar as pessoas da natureza como ela é, tornar as suas vidas mais pobres e mais tristes, é um partido perigoso.”


Ora, é disto que o José Pacheco Pereira não fala; mas desata aos berros por causa de um cartaz de campanha eleitoral da social-democrata Susana Dias (ler em PDF). E a razão é simples: o José Pacheco Pereira tem um arquétipo mental totalitário — o puritanismo pós-modernista, o gnosticismo actualizado.

susana dias sistema web

Para o Pacheco, não é incomum ou anormal que a Esquerda pretenda proibir tudo e mais alguma coisa; pelo contrário, o espírito puritano do Pacheco acha até normal que se proíba tudo com o que ele não concorde (sem qualquer consulta popular directa; o Pacheco é contra os referendos; o Pacheco é o “Rei-filósofo”, segundo Platão.

O Pacheco, para além de ser um dos mais activos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo, assume o papel de “consciência ideológica” do Partido Social-democrata.

“… quando alguém de uma candidatura autárquica da Amadora coloca noutro município um grande cartaz a dizer "No dia 26 de Setembro o sistema vai tremer", este cartaz cujo conteúdo é tipicamente do Chega, mas não é do Chega, faz parte da natural liberdade de expressão que a democracia assegura. O problema é onde ele está: em frente da Assembleia da República. O "sistema" é aquilo que a Assembleia da República personifica, a democracia.”

Para o Pacheco, Democracia = Esquerda. São sinónimos.

jpp-marxTudo o que não seja da Esquerda é anti-democrático. Trata-se do maniqueísmo característico dos puritanos e gnósticos de todos os tempos — o maniqueísmo de que ele acusa a toda a gente que não é de Esquerda.

É surpreendente como aquela besta enganou tanta gente, durante tanto tempo. E não nos esqueçamos que foi o Cavaco Silva (acolitado pelo Pedro Santana Lopes) que o guindou na política.

Para o Pacheco, o “sistema” (que a Susana Dias critica) é a “democracia” que, por sua vez, é a “Esquerda”.

“Sistema” = Democracia = Esquerda.

Por isso, na visão míope do Pacheco, quem se atreve a criticar a Esquerda, está “tomaticamente” a condenar a própria “democracia”.

Há muito tempo que o Pacheco deveria ter sido sumariamente expulso do PPD/PSD — mas a cobardia política dos sucessivos dirigentes deste partido tem tido custos avultados, como podemos ver hoje com os números das intenções de voto.

O Pacheco, enquanto comissário ideológico do Politburo do P.S.D., pretende transformar este partido em uma espécie de “partido suplente do Partido Socialista” — e está a conseguir isso, através de uma estratégia de “agit-prop” repugnante.

Para o Pacheco, a democracia só existe se as diferenças ideológicas entre os vários partidos se resumem às diferenças de prioridades na acção política. Ou seja: “estamos todos de acordo, uns com os outros e em praticamente tudo — excepto no que diz respeito às prioridades na execução das várias políticas (com que todos concordamos)”. Para o Pacheco, é nisto que consiste a “democracia”.

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segunda-feira, 22 de março de 2021

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é a favor do aborto de nascituros humanos e da eutanásia dos velhos


O PAN (Pessoas-Animais-Natureza), que é um partido que é a favor do aborto livre de nascituros humanos, e da legalização da eutanásia dos velhos — pretende agora que se instalem câmeras de vigilância nos matadouros, alegadamente porque dizem eles que existem maus tratos aos animais.

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Sinceramente: não há cu que os aguente! A minha crença na democracia vai de mal a pior.


O sufrágio popular é hoje menos absurdo do foi que no dealbar da modernidade — não porque as maiorias sejam mais cultas, mas antes porque as minorias (as elites) são muito menos cultas.

A democracia é o regime político onde o cidadão confia os interesses públicos a quem não confiaria jamais os seus interesses privados.

As matanças de seres humanos — o aborto, a eutanásia, as guerras modernas de morticínios massivos — pertencem à lógica do sistema democrático; ao passo que as antigas matanças (as guerras da pré-modernidade) pertenciam ao ilogismo do Homem.

A minha crença na bondade da democracia tem vindo a extinguir-se, perante as doutrinas democráticas que, em primeiro lugar, inventam os males que denunciam, para depois justificar o bem que proclamam.

Cada vez mais me convenço que as instituições democráticas são tentativas de institucionalizar o que não é passível de ser institucionalizado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

A morte anunciada da democracia na América


1/ Há mais de dez anos, eu fiz referência, neste espaço, ao conceito de “sinificação”. Naquela altura, muita gente se riu daquilo a que chamou de “teoria da conspiração”. Hoje, verificamos como o fascismo chinês tende a ser copiado (pelas elites) não só na Europa, mas também nos Estados Unidos.

2/ O popular Barack Hussein Obama, nas duas eleições que ganhou (2008 e 2012), teve um máximo de cerca de 66 milhões de votos.

¿Alguém, no seu bom juízo, acredita que o João Bidé ganhou as eleições de 2020 com 80 milhões de votos?!

3/ Os me®dia portugueses têm ocultado cuidadosamente os factos relevantes do processo político americano decorrido durante o ano de 2020.


“O mundo burguês trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita e absorve os da Esquerda”
→ Nicolás Gómez Dávila

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4/ A plutocracia globalista (leia-se, “World Economic Forum”) aliou-se tacitamente à actual Esquerda internacionalista, contra o Estado-Nação.

É neste contexto, de uma aliança contra-natura entre a plutocracia globalista e a Esquerda internacionalista, que uma massiva fraude eleitoral foi gizada nos Estados Unidos para assim derrotar o último bastião mundial do patriotismo. O João Bidé é o produto dessa imensa fraude eleitoral que anuncia a morte da democracia na América.

a) Note o leitor de que não estou aqui a falar de pequenos incidentes de fraude eleitoral, normais em qualquer processo de eleições: existem, confirmados, dezenas de milhar de testemunhos prestados sob juramento que denunciam uma massiva fraude eleitoral, principalmente nos chamados “swing states” (Wisconsin, Pensilvânia, Arizona, Nevada, Michigan).

b) Hoje, pelo menos metade da população americana já não acredita do regime político vigente dito "democrático”, e a grande maioria acredita que o voto se vai tornando irrelevante — porque é a elite (a ruling class) que determina o resultado das eleições, a bem ou a mal, e utilizando métodos mais ou menos ilícitos e/ou ilegítimos.

c) A actual Esquerda desligou-se da classe trabalhadora; ou seja, sacrifica os interesses dos trabalhadores nacionais em nome de um internacionalismo aventureiro que entrega o Poder político aos plutocratas globalistas.

Por sua vez, os plutocratas globalistas financiam os movimentos de Esquerda que, através de acções mais ou menos violentas, causam intencionalmente instabilidade na economia americana.

d) O que se passa actualmente nos Estados Unidos, mutatis mutandis, é uma guerra movida pela plutocracia globalista — e com o apoio da Esquerda —, contra o proletariado americano.

Quem defende hoje a classe trabalhadora americana é a Direita.


« LIBERTÉ, égalité, fraternité.

O programa democrático cumpre-se em três etapas: etapa liberal: que fundou a sociedade burguesa, sobre cuja índole nos remetemos aos socialistas; etapa igualitária: que funda a sociedade soviética, sobre cuja índole nos remetemos à nova esquerda; etapa fraternal: que é o prelúdio dos drogados americanos que copulam em amontoados colectivos.»

→ Nicolás Gómez Dávila

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5/ O "World Economic Forum" — leia-se, “o capitalismo desligado dos povos” —, congeminou em Junho de 2020, na sua reunião em Davos (Suíça), o conceito de "Great Reset" — com o apoio nomeadamente da ONU do Guterres, das maiores empresas multinacionais (plutocracia), do papa Chico, entre outros —, tirando assim proveito do vírus saído do laboratório chinês de Wuhan a que chamamos de “COVID-19”.

6/ Em resumo: o "Great Reset" pretende aproveitar a crise económica artificial criada pelo vírus chinês COVID-19, para promover uma agenda política global radical de esquerda nas chamadas "alterações climáticas" (as mãos dos plutocratas lavam, assim, as mãos da Esquerda) — como se o clima nunca tivesse mudado desde que há atmosfera na Terra —, promoção da governança mundial plutocrata (não democrática: as mãos da Esquerda lavam, assim, as mãos dos plutocratas), de políticas anti-demográficas (por exemplo, “inclusão” LGBTQPBBQ+ ou/e promoção cultural do aborto até aos 9 meses de gravidez, e da eutanásia a pedido do freguês), entre outras políticas radicais e elitistas contra a Natureza Humana.

«O Absolutismo, seja intelectual ou político, é o pecado capital contra o método hierárquico. É a usurpação, por um dos termos do sistema, das liberdades dos outros.»
→ Nicolás Gómez Dávila

7/ Pelo menos desde Platão que os “intelectuais” defendem a ideia de que o povo deve ser governado por uma elite (gnóstica), e independentemente da vontade popular — não obstante Karl Popper ter bastamente demonstrado que, ao longo da História, os povos têm errado menos do que as elites governantes.

Platão chamou a esse Poder absoluto e praticamente discricionário, desligado da vontade popular, de Poder do “Rei-Filósofo”. Porém, a História demonstra-nos claramente que governar é tarefa que excede a capacidade de uma elite.

sábado, 7 de novembro de 2020

O sistema de voto democrático está ferido de morte; resta-nos ganhar o Poder utilizando a força


“Hopeful thought for today: the regime has secured a short term victory at a terrible price, by shattering the illusions of free speech, fair process, and political impartiality that sustain liberalism.

Many institutions that used to carefully shroud their true views, at least for form’s sake, are now openly cheering the regime. The temptation of victory proved too great, and the result has been the self-undermining of the regime’s legitimacy. In the long term that is more important than anything that happens in the next few years.”

→ Cornelius Adrian Comstock Vermeule, professor de Direito na universidade de Harvard.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

A “geração melhor preparada de sempre”, ou o Partido Socialista do Monhé das Cobras


Em um tuite entretanto apagado pelo próprio, o presidente da juventude socialista, Tiago Santos, escreveu o seguinte:

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“Relembrando que Trump perdeu nos votos, ou seja no voto popular. Xi JINPING é nomeado por diversos órgãos muitos democraticamente eleitos.

Acho que a definição de democracia vai para além da democracia representativa. E por muito que a democracia seja importante.”

É esta gente que critica e condena o CHEGA e o André Ventura.

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

A ligação entre “processo de promulgação”, por um lado, e a "Vontade Geral", por outro lado


A Helena Matos denuncia aqui o (actual) problema da degenerescência do Estado parlamentar em Portugal: por via do “processo legislativo”, o legislador pode fazer absolutamente tudo o que quiser; e, ainda assim, continua a chamar “Direito” ao conjunto de “processos legislativos” que ilegitimamente manipula.


O princípio de “discussão pública” das leis é, em consequência, totalmente substituído pelo princípio asséptico e antidemocrático de "Vontade Geral", segundo Rousseau.

A partir do momento em que todos os problemas económicos e sociais se tornam “estatais”, o Estado passa a gerir burocraticamente os diferentes interesses sociais; surge então o Estado administrativo, em substituição do Estado parlamentar; e quem controla o novo Estado administrativo são os dignitários da "Vontade Geral".

No contexto da “democracia de massa” e com a emergência do Estado administrativo (em substituição do Estado parlamentar), a lei perde a sua dimensão geral e abstracta [Carl Schmitt, “Legalidade e Legitimidade”, 1932] — o legislador passa a adequar sistematicamente a norma jurídica ao facto isolado, transformando o Direito em um amontoado de contradições intrínsecas e num exercício político de arbítrio discricionário, ou mesmo em uma prática de actos gratuitos por parte da elite legisladora.

A discussão pública das leis é substituída por uma negociação oculta nos bastidores do parlamento, dominados por várias coligações e grupos de interesse — “parece que o Estado moderno se tornou naquilo a que Max Weber vê nele: uma grande empresa” [idem].

Estamos a entrar por um caminho muito perigoso. O problema é o de que, depois de embrenhados por esse caminho, só poderemos sair dele por intermédio da violência e da dissolução do Estado parlamentar.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O idiota Marcelo e o populismo

 

Hoje não se discutem ideias: colocam-se rótulos nas pessoas. Por isso é que o Marcelo Rebelo de Sousa é um idiota.

Segundo o idiota Marcelo, quando alguém não concorda com uma determinada mundividência defendida pela plutocracia internacionalista, então esse alguém é “populista”. O seja, quem não concorda com o George Soros (ou com o Bilderberger Pinto Balsemão), por exemplo, ou é fassista ou é populista.

“Populismo” é o termo utilizado pelos “democratas” — como é o caso do Marcelo Rebelo de Sousa — quando a democracia os assusta.

Esta coisa de colocar rótulos nas pessoas com que não concordamos, e sem dar mais explicações, é irracional. A irracionalidade voltou a estar na moda.

Segundo a Wikipédia, o populismo é uma filosofia política que apoia os direitos e o poder do povo na sua luta contra uma elite privilegiada; mas eu diria que não se trata de uma “elite privilegiada” — porque não tenho qualquer problema em relação aos privilégios concedidos pela sociedade a certos indivíduos —, mas antes de uma elite (elite que não é um escol) que não se identifica com o povo (sendo que “povo” é o conjunto de membros de uma determinada nação).

Por isso, a melhor definição de “populismo” é a seguinte:

O populismo é uma filosofia política que apoia os direitos e o poder do povo na sua luta contra uma elite ilegítima, elite essa que é exclusiva- e politicamente escorada no conceito anti-democrático e jacobino de "Vontade Geral".

Ou seja, o idiota Marcelo Rebelo de Sousa nega a democracia ao mesmo tempo que diz defendê-la, na medida em que apoia o leviatão anti-democrático que é a União Europeia, alegadamente em nome da “luta contra o populismo”. E os estúpidos do regime vêm logo apoiar em uníssono o idiota-mor Marcelo.

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domingo, 11 de março de 2018

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Isabel Moreira, a dona da Constituição

 

Em Portugal há uma dona da Constituição: é a deputada socialista e “constitucionalista” Isabel Moreira. Ninguém se atreve a contestar qualquer “opinião” da Isabel Moreira acerca da Constituição — porque a Isabel Moreira não dá opiniões: dá ordens! No âmbito da Constituição, a Isabel Moreira ordena.

sábado, 25 de novembro de 2017

Se isto é democracia, então acabe-se com ela !

 

“I protest against the power of mad minorities to treat the majority as if it were another minority. But still more do I protest against the conduct of the majority if it surrenders its representative right so easily”.

→ G. K. Chesterton


O conceito de “democracia” está a ser utilizado pelas elites (marxistas culturais aliados aos globalistas da laia de George Soros) para enganar os respectivos povos; senão vejamos um caso que serve de exemplo para a grande fraude democrática.

Sandwich é uma pequena vila inglesa com cerca de 5 mil habitantes. Uma das igrejas da vila, dedicada a S. Pedro, existe desde (pelo menos) o século XII, e desde o século XVIII que tem um relógio que acciona o sino que marca o tempo a cada 15 minutos.

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Desses 5 mil habitantes da vila, houve um só (1) habitante que se queixou às autoridades locais acerca do toque do sino. Em consequência da queixa de uma (1) só pessoa (entre cinco mil), as autoridades locais mandaram desligar o sino da igreja.

Há mais de trezentos anos que o sino da igreja marca as horas na vila de Sandwich— até que um neurótico pós-moderno, provavelmente um burocrata espiritualmente embrutecido e ateu, se sentiu incomodado com o toque do sino.

Entretanto, os habitantes da vila uniram-se em um manifesto que reuniu 85% da população no sentido de que a ordem de desligar o sino fosse anulada. Ou seja, mais de 3.500 pessoas da vila assinaram uma petição contra os interesses de uma (1) só pessoa, e o resultado foi que essa maioria foi ignorada pelas autoridades; e o sino continuou desligado por causa de uma (1) só pessoa.


¿O que é que leva a que a opinião de uma só pessoa possa ter maior valor político do que a opinião de (pelo menos) 3.500 pessoas?

Resposta: no Ocidente, a democracia tem vindo a ser minada por dentro do próprio sistema político, e sem que os criminosos (neomarxistas aliados aos globalistas) deixem impressões digitais. E é essa elite que mina a democracia que diaboliza o Donald Trump.

A ideia segundo a qual a opinião de uma só pessoa pode ter mais valor político mais do que a opinião de milhares pessoas, é uma ideia da Esquerda marxista cultural que se afirmou paulatinamente a partir da queda do muro de Berlim. Essa ideia escora-se no princípio marxista cultural do “direito de protecção das minorias”, no fundo, contra os interesses das maiorias.

Obviamente que este princípio marxista cultural da “protecção das minorias” serve de pretexto para minar o princípio democrático da prevalência do interesse da maioria da população.

Temos verificado que os países ocidentais, em geral, têm vindo a sacrificar os interesses da maioria em favor dos interesses de pequenos grupos minoritários: é assim que a nova Esquerda tem vindo a minar a democracia a partir de dentro do sistema.

A nova Esquerda (marxista cultural) — uma avantesma que saiu dos escombros da derrocada do comunismo — leva assim o utilitarismo até às suas consequências mais radicais, chegando ao ponto de, em nome do princípio utilitarista da “maior felicidade para o maior número”, sacrificar os interesses da esmagadora maioria da população para salvaguardar o interesse de uma só pessoa — porque o que está em causa, para as elites marxistas culturais que já governam a Europa, não é o “direito” dessa pessoa (ou daquele pequeno grupo): mas antes é o de saber se esse putativo “direito” dessa pessoa pode contribuir para minar e destruir a ordem cultural da sociedade.

Por outro lado, através da radicalização do utilitarismo, as elites marxistas culturais pretendem impôr à população o princípio da anulação da democracia em função das suas interpretações arbitrárias e discricionárias acerca do que consistem “os direitos das minorias”.

Os “direitos das minorias” são hoje aqueles que as elites marxistas culturais (aliadas aos globalistas) quiserem que sejam. E a maioria do povo não tem voto na matéria.

Se isto é “democracia”, então acabemos com ela, e depressa!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Esta classe política dita democrática não serve; ou o fim da democracia

 

Lendo aqui um bom pequeno texto (ver em ficheiro PDF) do Henrique Raposo acerca da dita “emancipação da mulher”; há quem lhe chame “autonomia”, desvirtuando o conceito de “autonomia”.

isabel-moreira-tinder-webDe desgraça em desgraça, o Ocidente pós-moderno (e Portugal também) tem hoje que escolher entre o radicalismo marxista cultural que sustenta o feminismo, por um lado, ou, por outro lado, o radicalismo islâmico que trata hoje a mulher como nunca o Cristianismo a tratou, até mesmo na Idade Média!

O problema cultural apontado pelo Henrique Raposo é agravado por “galináceos com vagina importante” — como por exemplo, Isabel Moreira, Paula Teixeira da Cruz, Teresa Leal Coelho, Raquel Varela, Catarina Martins e as outras esganiçadas do Bloco de Esquerda, etc. — que formam opinião em Portugal. Não me esqueço de a Isabel Moreira aconselhar publicamente às mulheres a frequência do TINDER.

A pergunta que se faz é a seguinte: ¿como é possível que uma criatura moralmente enfezada, como é a Isabel Moreira (entre outras quejandas), possa formatar a opinião pública?

E já agora outra pergunta: ¿quem controla os me®dia? Quando gente da pior espécie moral, como é por exemplo o psicopata Pinto Balsemão, detêm um certo Poder nos me®dia, não nos podemos admirar que gentalha como a Isabel Moreira ou a Catarina Martins tenha a primazia da opinião publicada.

Quando verificamos a decadência cultural da nossa sociedade, temos que seguir as conclusões e soluções até às últimas consequências.

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Quando a democracia defendida por gente da laia do Bilderberger Pinto Balsemão (por exemplo) conduz a sociedade para uma cultura antropológica decadente, somos obrigados pela lógica e pela razão a colocar em causa a própria democracia.

A democracia só é benéfica para a sociedade se existir nesta um verdadeiro “escol” (que não é a mesma coisa que “elite”) — no sentido dado por Fernando Pessoa a “escol”.

Quando o escol português é constituído por gente eticamente invertebrada e sociopata, como (por exemplo) Pinto Balsemão, não há democracia que se aconselhe: neste caso, a democracia conduz à completa desestruturação e decadência da nossa sociedade.

Ademais, a democracia é incompatível com o internacionalismo (ou seja, com o sacrifício da soberania) que a classe política defende: defender a democracia (como faz o Pinto Balsemão, por exemplo) e simultaneamente defender a alienação da soberania portuguesa em nome de um qualquer internacionalismo (por exemplo, o federalismo europeísta), é uma contradição em termos.

Por isso é que invertebrados morais e sociopatas, como por exemplo o Paulo Rangel, pertencem a uma escória nacional que faz da auto-contradição um instrumento de luta política (ver estimulação contraditória).

O que está a acontecer — não só em Portugal, mas no Ocidente em geral — é que a democracia tem vindo a conduzir as sociedades a uma polarização política que serve essencialmente os radicais marxistas sociopatas da laia do José Pacheco Pereira ou do Fernando Rosas (por exemplo), e o futuro da sociedade deixa de ter um grau credível de previsibilidade.

Em suma: só é possível uma boa democracia, em uma sociedade nacionalista/soberanista (ou seja, em uma nação soberana) e com um escol.

sábado, 15 de julho de 2017

O Carlos Fiolhais acredita na construção da União Europeia, e por isso questiona a democracia que é nacionalista por defeito

 

O Carlos Fiolhais cita aqui um texto de um tal Brennan que diz que é um “cientista político”. Começo a ler o texto, e desato a fazer perguntas: por exemplo,

¿o que é “um governo que produza melhores resultados”? ¿quais são os critérios que definem os “melhores resultados”? ¿o que são “formas de governo que afectam a virtude moral e intelectual dos cidadãos”? ¿o que é a “virtude moral”? ¿o que é a “virtude intelectual”?

Quando começamos a fazer perguntas, o texto do Brennan vai perdendo sentido. Aliás, o conceito de “cientista político” — ou “politólogo”, como está agora em moda — causa-me comichões no cérebro. Quando alguém se anuncia como “politólogo”, só sai “poli-tolo”.

Esta “coisa” da construção política supranacional e antidemocrática que é o leviatão da União Europeia tem levado cérebros lustrosos (como, por exemplo, o Carlos Fiolhais ou o Anselmo Borges, e sobretudo “coimbrinhas”) a pensar como outrora pensou Hobbes acerca do sistema político; como escreveu Bertrand Russell acerca de Hobbes:

“[Hobbes] tem graves defeitos, que não permitem pô-lo na primeira fila [dos filósofos]. Não suporta subtilezas e tem grande tendência para cortar o nó górdio. As suas soluções são lógicas mas pecam por omissão de factos não enquadráveis”.

Esta descrição de Hobbes poderia aplicar-se ao “politólogo” Brennan. E se o Bertrand Russell disse isto de um seu compatriota, imaginem o que ele diria de Rousseau que, na linha de Hobbes, inventou o conceito de "Vontade Geral  que está na base dos totalitarismos do século XX que o Brennan implicitamente defende, para gáudio dos intelectualóides de urinol “europeístas” da nossa praça.

O problema da análise política começou há mais de 2 mil anos com Platão, que fez a seguinte pergunta:

“¿Quem deve governar?”

O corolário histórico desta pergunta gerou duas posturas políticas distintas com o advento da Idade Clássica: a do romântico Rousseau, com a sua "Vontade Geral", por um lado; e por outro lado a do empirista John Locke.

De Rousseau e da sua "Vontade Geral" herdamos, por exemplo, o Salazarismo e/ou o Partido Comunista Português, ou/e o Bloco de Esquerda; de John Locke herdamos a ideia da democracia britânica ou/e da Constituição Americana com a sua primeira emenda.

Os cabrões ideológicos da laia do Brennan — que estão literalmente a soldo da plutocracia globalista — fazem de conta que a manipulação política supranacional (ou, por outras palavras, a corrupção política proveniente da estranja) através do poder do dinheiro não tem qualquer influência na abstenção política dos votantes.

Ou seja, os sofistas pós-modernos, a soldo da plutocracia internacional, fazem de conta que o poder da economia financeira globalista, que se exerce sobre o poder político nacional, não existe.

E toda a retórica do Brennan é baseada na ideia de que não existe qualquer poder do dinheiro que se sobreponha a um qualquer poder político, por um lado; e por outro lado, baseia-se na na ideia de “nação” como uma “entidade metafísica” que, enquanto tal, está obsoleta face à ciência política (leia-se, “cientificismo paradigmático”) em voga (e em vaga) que já aboliu as entidades metafisicas — estupidamente fazendo de conta de que uma qualquer negação da metafísica também não é, ela própria, uma forma de metafisica.

Segundo o princípio de Pareto, 20% dos cidadãos são mais activos politicamente do que 80% deles.

Mas isso não significa que seja legítimo retirar a priori os direitos políticos dos 80% menos activos politicamente — como defende o Brennan e outros filhos da puta da nossa praça e em nome da construção do leviatão europeu, inserida em uma política globalista de sinificação das regiões do globo.

Verificamos, através das ideias do Brennan, como o libertarianismo pode ser uma forma de fascismo.

¿Quem deve governar?

Karl Popper — na linha de John Locke — deu-nos a resposta: para evitar recorrentes guerras civis e constante derramamento de sangue, deve governar quem o povo elegeu a cada período eleitoral — mesmo que os 20% do princípio de Pareto sejam mais activos do que a maioria do povo.

E, para além do problema de ¿quem deve governar?, as eleições baseiam-se na nação que tem que ter um escol que não se confunde com o povo, e nem se confunde necessariamente com os 20% a que o Brennan chama de “hooligans”.

Sem nação, não há democracia.

Por isso é que, cada vez mais, vemos manifestações contra a democracia por parte das luminárias que defendem a construção do leviatão da União Europeia — como por exemplo, o Paulo Rangel, o Anselmo Borges ou o Carlos Fiolhais; tudo gente pouco recomendável.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A democracia terá que ser repensada

 

Em minha opinião, só deveria votar quem pagasse impostos ao Estado (ou seja, em que o saldo fosse favorável ao Estado).

Se eu pago 100 ao Estado e recebo 200 do Estado, não deveria poder votar — porque quem mama nas tetas do Estado faz tudo o que for possível para que o Estado lhe dê ainda mais mama, votando sempre para que o Estado seja cada vez maior e se transforme em um leviatão.

Isto aplica-se a homens e mulheres, com excepção dos reformados que já ganharam o direito ex-cátedra ao voto.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Donald Trump “tem que ser assassinado: é um político desonesto” (diz a esquerda)

 

O que é imperdoável, num político, é cumprir as promessas eleitorais. Essa é uma das razões por que os me®dia e a Esquerda andam atordoados com Donald Trump: ele é considerado desonesto e tem que ser assassinado.

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domingo, 31 de julho de 2016

A inversão democrática da relação entre a Autoridade e o Poder

 

“Cum potestas in populo auctoritas in senatus ist” → Cícero.

(“O poder está no povo, e a autoridade está no senado”).

Isto era no tempo dos romanos. Hoje é o contrário: o poder está no senado e a autoridade está no povo. Mas como o povo está dividido, a Autoridade é difusa e quase extinta.

sábado, 9 de julho de 2016

A sinificação e a revolução sexual andam de mãos dadas

 

“Dentro de 20 anos, em 2035, 24,1% da força de trabalho em Portugal será considerada “velha”, alerta um novo estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado sexta-feira, dia 8 de Julho. O valor representa uma subida explosiva. Actualmente, essa proporção ronda já os 14,9%. Em Espanha, Itália e Grécia irá mais do que duplicar.”

→ FMI. Dentro de 20 anos, 24% dos trabalhadores serão velhos


Se, segundo o FMI, o envelhecimento da população de um país tem como consequência uma diminuição da produtividade (a tese da “regressão económica”), então ¿por que razão os mais ricos do mundo promovem activamente o envelhecimento das populações das nações?

“Population control groups are taking advantage of a leadership transition period in Tanzania, and are intensifying their activities in the country. Their mission is a frightening one: reducing the number of poor people in order to reduce poverty. This outrageous and backwards strategy is awkwardly promoted under the false name of women’s empowerment and choice, the preferred choices being abortion, contraception, and sterilization”.

→ Eliminating the poor is not a solution to poverty


Conforme constatou a alemã Gabriele Kuby, o ataque à demografia é promovido pelos mais ricos do mundo (Bill Gates, Rothschild, Rockefeller, George Soros, etc.) que controlam a ONU e os me®dia.

“These attacks on the foundations of a healthy, viable society create masses of uprooted people who are easily manipulated. It is not only the strategy of the UN and EU, but of a network of UN-agencies like WHO and UNICEF, global NGOs like IPPF and ILGA, global corporations like Apple, Microsoft, Google, Facebook, billionaire foundations like Rockefeller and Gates, supported by the mainstream media”.

→ How a rolling sexual revolution is crushing freedom

sinificaçãoSendo verdadeira a tese da “regressão económica”, do FMI, ¿por que razão as elites mundiais tudo fazem para promover essa regressão económica? Dá-nos a sensação de que os mais ricos do mundo tudo fazem para promover uma regressão económica a nível global — o que pareceria ser uma contradição.

A verdade aponta para um facto: as elites mundiais defendem uma regressão económica global que sacrifique a demografia. Partem de dois princípios fundamentais:

  1. a factura a pagar pela regressão económica, devido à crise demográfica, será sempre paga pelas populações locais, e os interesses futuros da elites globalistas serão sempre salvaguardados;
  2. a regressão económica colocará em crise a democracia representativa, e as elites estabelecerão acordos políticos com as ditaduras locais ou regionais, maioritariamente marxistas.

Analisemos este segundo ponto: ¿por que razão “as elites estabelecerão acordos políticos com as ditaduras locais ou regionais, maioritariamente marxistas”? Porque os totalitarismos são a forma mais eficaz de garantir lucro fácil, e os globalistas contam com o apoio das classes políticas locais que, em nome de um ideal igualitarista para consumo interno, promovam uma qualquer ditadura nacional ou regional.

Vejam o exemplo da China: ergue-se lá uma nova classe de super-ricos chineses que coabitam com um regime totalitário: chama-se a isso “sinificação”. Ao mesmo tempo que a restrição da expansão demográfica segue o seu curso, a democracia é negada por uma classe política dominante e controladora, ao mesmo tempo que se forma uma elite super-rica.


A sinificação é a forma que o fascismo tomou no século XXI. A sinificação é a aliança entre a Esquerda (marxista) global e internacionalista, e os mais ricos do mundo.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O sofisma de Pedro Arroja sobre a democracia

 

O Pedro Arroja diz que os portugueses não se conciliam com a democracia, e que no Canadá é que é bom porque lá existe democracia:

“Não que nos faltem grandiosas declarações de apego à democracia. Mas, depois, os actos, sobretudo por parte daqueles que fazem as grandiosas declarações, não correspondem ao espírito ou cultura democrática. A diferença está nos detalhes e é uma miríade de detalhes que postos em conjunto produzem este resultado. A cultura dos portugueses é uma cultura monárquica, de soberanos e súbditos.”

O que se passa hoje com Hillary Clinton a fugir dos pingos da chuva da Justiça americana, ¿é democracia? E o Canadá do actual primeiro-ministro canadiano ¿é democracia?

A democracia está em crise em todo o mundo — e não só em Portugal. Se o Pedro Arroja fosse buscar o exemplo democrático da Suíça, já concordaria eu com ele; mas o exemplo do actual Canadá, não lembra ao diabo.

Ademais, o Pedro Arroja estabelece uma falsa dicotomia entre democracia, por um lado, e monarquia, por outro lado — como se uma grande parte das democracias não fossem monarquias (Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Noruega, Bélgica, Holanda, Espanha, etc., e o próprio Canadá foi, até há pouco tempo, um território sujeito à monarquia britânica).

terça-feira, 5 de julho de 2016

O liberal Henrique Raposo é contra os referendos

 

“Se a democracia directa é veneno, um referendo à Brexit é 605 forte, ideal para suicídios. E “suicídio” é mesmo a palavra certa. Para começar, é o suicídio da própria ideia de democracia. Impressiona ver como ninguém contesta um referendo que colocou 17 milhões contra 16 milhões, impressiona ver como a maioria das pessoas encara um decisão política como se estivéssemos perante um jogo de futebol, como se ganhar por um fosse suficiente para uma decisão desta magnitude, no fundo, impressiona ver a derrota silenciosa da democracia constitucional, representativa e liberal perante a barbárie da democracia directa. Isto não é democracia. Um referendo não é democracia.

Um referendo, sobretudo um referendo que aborda questões dramáticas como a secessão de uma confederação de estados, não é a democracia que desenvolvemos no Ocidente”.

→ Henrique Raposo

Muitas vezes fico espantado com os “liberais” que temos. Vejam como o Henrique Raposo confunde Democracia Directa, por um lado, com Democracia Participativa, por outro lado. Hoje, ser liberal é não confiar no povo; e se não confiam no povo, melhor seria que os liberais fossem coerentes e assumissem o absolutismo político.

Segundo o raciocínio do Henrique Raposo, o referendo do Brexit foi mau porque “colocou 17 milhões contra 16 milhões”; a) chegamos à conclusão de que a maldade do referendo está no seu resultado, e não no referendo em si mesmo: se o resultado do referendo fosse de 32 milhões contra 1 milhão, o Henrique Raposo já não teria problemas com o referendo do Brexit; b) mas, simultaneamente, o Henrique Raposo utiliza o resultado do referendo para criticar todos os referendos, entendidos em si mesmos.

Ficam algumas perguntas: ¿por que razão “o referendo não é democracia”? ¿O que é “a democracia que desenvolvemos no Ocidente”? O Henrique Raposo não dá respostas; a visão que ele tem da democracia é dogmática.

A teoria do Contrato Social foi inventada no século XVII (Hobbes, Locke) e no século XVIII (Rousseau). Não sei se o Henrique Raposo (e os liberais) se deu conta de que, há trezentos anos, não havia nem Internet nem globalização. Quem se atém religiosamente à doutrina clássica do Contrato Social não se actualizou: o mundo mudou, mas parece que continuamos a viver no século XVIII. O Contrato Social foi criado basicamente por três razões:

1/ combater a arbitrariedade do Poder;
2/ afirmar a ordem social como resultado de uma convenção (contra Aristóteles);
3/ combater o direito divino dos reis.

Hoje, em vez de combater “o direito divino dos reis”, o Contrato Social serve para combater o “direito divino da classe política”. E em tudo, os três pontos supracitados mantêm-se válidos: o que mudou são os meios e instrumentos da sua aplicação.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

É isto que os defensores da União Europeia defendem

 

Dizem eles que o controlo de fronteiras é sinónimo de “xenofobia”; então, segue-se que a defesa do Estado-Nação é uma manifestação de xenofobia. E como sem Estado-Nação não há democracia, a xenofobia só pode ser eliminada através de um Estado totalitário.