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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Donald Trump financiou a invasão de Ceuta por parte de Marrocos

A recente invasão de Ceuta por mais de 50 mil marroquinos foi directamente financiada pelo Partido Republicano de Donald Trump, segundo informação do ex-congressista republicano Thomas Massie.

“Republicans paid $40 MILLION of your tax dollars to Morocco to invade Spain,”Greene posted on X.”

O Partido Republicano controlado por Donald Trump ofereceu 40 milhões dólares a Marrocos para a organização da invasão de Ceuta e Melilha.

Os Estados Unidos de Donald Trump — com a colaboração próxima de Israel — são hoje um enorme problema para a segurança internacional — ao nível da Rússia de Putin. Existe pouca diferença entre Trump e Putin.

A União Europeia deveria imediatamente suspender o estatuto de Marrocos como parceiro privilegiado da União Europeia, por um lado, e, por outro lado, Espanha e Portugal devem renunciar à organização conjunta, com Marrocos, do mundial de futebol de 2030.

Finalmente, a União Europeia deveria apoiar financeiramente a independência de Porto Rico, denunciando a ocupação americana desse território; apoiar a libertação da Venezuela do jugo americano; apoiar a libertação das Ilhas Guam da ocupação americana; e propôr um referendo independentista nas Ilhas da Samoa.

domingo, 26 de julho de 2026

“Atacar alvos civis” não é a mesma coisa que “atacar civis”.

Circula, entre os me®dia, a ideia segundo a qual os Estados Unidos não devem atacar alvos civis no Irão — por exemplo, pontes, centrais eléctricas, etc. — alegadamente porque esses ataques constituem “crimes de guerra”.

Temos aqui montado um argumento sinistro transformado em lei internacional, porque o que distingue as duas (ou mais) facções de uma guerra é o de saber quem se defende (legítima defesa), por um lado, e quem pretende ocupar território sem legitimidade necessária para o fazer (“legitimidade” não é necessariamente “legalidade”), por outro lado.

O argumento de “não atacar alvos civis” retira, a quem se defende, os meios necessários para ter sucesso.

Na II Guerra Mundial, os aliados — Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália — só tiveram sucesso porque destruíram cidades alemãs inteiras, como foi o caso de Dresden que ficou em ruínas; Hamburgo foi bombardeada até à Idade da Pedra, e a monumental catedral da cidade de Colónia só escapou por mero acaso porque chegou a ser atacada.

Durante a II Guerra Mundial, ninguém pensou que “atacar alvos civis” era coisa ilegal ou desnecessária.

Porém, uma coisa é “atacar alvos civis”; outra coisa é “atacar civis”.

“Alvos civis” são infra-estruturas, paredes, muros, pontes, etc. ; “civis” são seres humanos. Convém não confundir as duas coisas.

A pergunta que se faz é a seguinte: ¿os Estados Unidos pretendem ocupar (fisicamente) o território do Irão? A resposta é não. Os Estados Unidos apenas pretendem que o regime totalitário do Irão não disponha de uma arma nuclear; e neste contexto é legítimo o ataque dos Estados Unidos a infra-estruturas iranianas (o que não significa “ataque a pessoas”).

Há quem seja estúpido o suficiente para fazer comparações estúpidas — como por exemplo: “os russos também atacam infra-estruturas ucranianas”. Só um estúpido congemina uma comparação destas.

Em primeiro lugar, os russos atacam propositadamente hospitais ucranianos. Sublinho propositadamente, porque numa guerra podem sempre existir “danos colaterais” que matem gente. Depois, os russos atacam propositadamente edifícios de habitação urbana — não se trata aqui de ataque a infra-estruturas, mas de ataques directos contra pessoas. E, por último, a Rússia conduz uma guerra de agressão ilegítima de ocupação de território alheio, na linha do que Alemanha nazi fez em relação à Polónia, à Chéquia, à Bélgica, Dinamarca e França.

A Rússia é hoje o que de mais parecido temos com a Alemanha nazi.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Donald Trump diz que “no pasa nada”, e que “a culpa é da Europa”

A dívida nacional bruta dos Estados Unidos atingiu os 124% do PIB bruto do país. Quando uma situação semelhante aconteceu em Portugal em 2012, caiu o Carmo e a Trindade; mas, nos Estados Unidos, o Trump diz que “no pasa nada”.

A vantagem dos Estados Unidos em relação a outros países endividados, é que a maior parte da dívida americana é detida (é propriedade) de cidadãos do próprio país, correspondendo ao PIB nominal de 31 triliões de US Dólares (utilizo aqui a nomenclatura anglo-saxónica).

Porém, a dívida total bruta dos Estados Unidos aumenta a um ritmo de 1 bilião (1 mil milhões) de US Dólares a cada semestre, e o custo anual dos juros consome cerca de 13% do orçamento (anual) do país.

E depois, há o défice orçamental enorme: os Estados Unidos de Donald Trump gastam 1,33 US Dólares por cada 1 dólar que arrecadam em impostos. Estamos a falar de uma diferença de 33%...

O problema não é só a dívida: é sobretudo o défice orçamental. Uma dívida até pode ser boa para a economia; o défice orçamental sistémico é de muito mau agoiro.

Quando Bill Clinton deixou a presidência dos Estados Unidos em 2001, o país tinha quatro superávites orçamentais consecutivos e uma dívida bruta total de 5,7 triliões de US Dólares; hoje, a dívida bruta total dos Estados Unidos é de mais de 39 triliões de dólares. Em 24 anos, os políticos americanos (a começar por George W Bush) arrebentaram o país...

… mas o Donald Trump diz que “no pasa nada”, e que “a culpa é da Europa”.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Todo o mundo, hoje e em Portugal, é de Esquerda! Que alívio!


Eu tenho andado arredio da blogosfera, essencialmente num período de reflexão, mas também por assombro face aos recentes acontecimentos nacionais e internacionais. Por vezes dá a sensação de que entrei numa espécie de Twilight Zone, em uma realidade nebulosa, semi-opaca, em que não se enxerga a Razão e a Lógica.

Por exemplo, quando verifiquei o apoio explicito de todos os partidos políticos portugueses (com excepção do CHEGA) a um candidato presidencial socialista, senti que toda a minha opinião política, desde os meus 18 anos, deixou de fazer sentido, como se o meu mundo político tivesse desabado.

Eu sempre pensei que havia uma Direita portuguesa; mas a verdade é que nunca houve Direita em Portugal: há, sim, partidos que, circunstancialmente, “fecham” a Esquerda à direita desta. Ser de Direita, em Portugal, é pertencer à dinâmica radical da Esquerda que esgaça a Janela de Overton.

A actual aliança entre os dois partidos do Rotativismo no sentido de censurar as redes sociais corrobora a ideia segundo a qual todo o governo é autenticamente de Esquerda se mantém uma polícia política. A actual Direita portuguesa nada mais é do que uma Esquerda desejosa de digerir em paz.

Todo o mundo, hoje e em Portugal, é de Esquerda! Que alívio!

No plano internacional, assisto, atónito, à irracionalização sistemática da política conduzida pelo estertor dos Estados Unidos enquanto líder mundial.

Por vezes fico tão estupefacto com as noticias me®diáticas que fico tolhido no meu raciocínio: é como se me dissessem que a ciência chegou à conclusão de que 2 + 2 = 25: toda a estrutura lógica desaba em nome de uma irracionalidade vencedora e imbatível. Aplica-se, aqui, o pensamento progressista segundo o qual a “lógica evolui”: ora, a “evolução da lógica” levou à sua própria negação.

Há quem diga que o mundo voltou ao século XIX; mas não é verdade: voltamos à Idade do Ferro.

sábado, 20 de dezembro de 2025

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Donald Trump deveria preocupar-se com a liberdade no seu país


Donald Trump e J. D. Vance, e o resto da tropa MAGA (Make America Great Again), dizem que não existe liberdade de imprensa na União Europeia.

Na classificação mundial da liberdade de imprensa de 2025, os Estados Unidos ocupam o lugar 57 entre 180 países, atrás da África do Sul (27), da Jamaica (26), da Namíbia (28), Cabo Verde (30), Costa Rica (36), Timor-Leste (39), Gabão (41), Tonga (46) ou Gana (52).

Os Estados Unidos de Donald Trump não têm moral nem autoridade para criticar a liberdade de imprensa na União Europeia: 14 países do TOP 20 da lista com maior liberdade de imprensa são países da União Europeia.

Donald Trump deveria preocupar-se com a liberdade nos Estados Unidos, cada vez mais ameaçada pela sua prepotência e autoritarismo bacoco.

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

1/3 dos russos não tem cagadeira em casa

Alguém escreveu aqui o seguinte, acerca da morte de Iryna Zarustka:

russos sem cagadeira

Para este opinante, a Rússia é um país mais desenvolvido do que os Estados Unidos.


Ora, acontece que cerca de 30% dos russos não tem cagadeira em casa — ou vão cagar a uma casinha fora de casa com um buraco no chão (sem saneamento básico), ou vão cagar ao monte entre o milho (com o ar puro que faz muito bem à saúde).

Por aqui vemos como a a ideologia deforma a mente humana, cristalizando o cérebro no sistema ortorrômbico ou triclínico. Para a ideologia, os factos não têm qualquer relevância.

Nos Estados Unidos temos os sem-abrigo que também cagam nas ruas das cidades (principalmente em São Francisco e Los Angeles), mas aqui é menos um problema económico do que um problema cultural (drogas, por exemplo). Ademais, os sem-abrigo americanos estão muito longe dos 30% da população do país.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Em memória de Iryna Zarutska

 Iryna Zarutska webFugiu à guerra na Ucrânia para ser assassinada nos Estados Unidos.

domingo, 20 de abril de 2025

Os Estados Unidos são hoje um inimigo dos países da União Europeia

Eu fui contra a entrada de Portugal no Euro (2000); assim como fui contra o chamado Acordo Multifibras que meteu a China, um país totalitário e de mão-de-obra escrava, na Organização Mundial de Comércio (OMC), destruindo a economia portuguesa de antanho.

Recordo que a construção do Euro e a entrada da China na OMC é obra da administração americana de Bill Clinton. Quem diz hoje o contrário disto, mente.

Ou seja, Donald Trump mente quando diz que “o Euro foi criado para f*der os Estados Unidos”. Foram os americanos que criaram o Euro (no seguimento da queda do muro de Berlim) e normalizaram o totalitarismo chinês com a entrada deste país na OMC.

Hoje, sou a favor do Euro e da União Europeia, porque os Estados Unidos mudaram de lado: os Estados Unidos de Donald Trump são hoje claramente a favor do regime de Putin e contra as democracias europeias.

Hoje, a Ucrânia e a Europa têm três inimigos formidáveis: a Rússia de Putin, os Estados Unidos de Donald Trump e a China.

Neste contexto, seria estúpido não defender a unidade dos países da União Europeia e o Euro. Donald Trump pretende a nossa miséria e mesmo destruição existencial.


sábado, 5 de abril de 2025

segunda-feira, 10 de março de 2025

Eu peço desculpa aos leitores por ter apoiado politicamente Donald Trump


Confesso que fui enganado; ou deixei-me enganar. Acreditei que um homem de 78 anos não pudesse ter uma mentalidade de adolescente.



Como escrevi noutro artigo, Donald Trump tem uma concepção de soma zero das relações dos Estados Unidos com a União Europeia, Reino Unido, Canadá, México, entre outros países: é a noção de que a desgraça dos outros é sempre boa para os Estados Unidos (“pimenta no cu dos outros, é chupa-chupa para nós”).

Donald Trump pretende recuperar / reaver, para os Estados Unidos, a indústria deslocalizada dos Estados Unidos para países de produção mais barata (por exemplo, China, Indonésia, Malásia, México). Porém, a forma como Donald Trump pretende fazer essa recuperação da indústria é própria de um Estado pária e/ou terrorista: o governo de Donald Trump não é muito diferente do governo do Irão ou da Rússia. Explico por quê.

Donald Trump pretende:

1/ baixar muito significativamente o valor do dólar americano + impôr taxas aduaneiras;

2/ simultaneamente, manter o dólar (subvalorizado) como principal moeda mundial.

Baixar o substancialmente o valor do dólar é essencial para tornar competitivas as exportações americanas, fazendo com que os industriais americanos reinvistam na indústria dentro dos Estados Unidos, e acabando assim com as deslocalizações industriais (para a China, México, etc.). Ademais, Donald Trump pretende impôr taxas aduaneiras significativas aos produtos mais baratos fabricados em outros países.

O problema do dólar com valor baixo é o de que dificilmente essa moeda se poderá manter como principal moeda internacional (como é, por exemplo, o petro-dólar). Se o dólar americano viesse a valer, por exemplo, metade do que vale hoje, seria impossível que continuasse a ser a moeda de referência mundial que é hoje.

A forma que Donald Trump encontrou para tornear esta incompatibilidade entre um dólar baixo, por um lado, e a continuação do dólar como moeda de referência mundial, por outro lado, é a destruição das economias concorrentes que detenham moedas fortes — por exemplo, a Libra inglesa, o Euro, e o dólar canadiano.

Para a estratégia de Donald Trump de recuperação industrial dos Estados Unidos, é essencial destruir as moedas fortes do Ocidente, nomeadamente a Libra inglesa, o Euro e o dólar do Canadá. Como é óbvio, destruir uma moeda de um determinado país significa destruir a sua respectiva economia. É o que Donald Trump está a fazer, com a ajuda de Elon Musk e J. D. Vance.

Donald Trump pretende destruir as economias do Ocidente (Canadá, Reino Unido, União Europeia), numa lógica de soma zero, para (alegadamente) recuperar a produção industrial perdida com as deslocalizações para países mais baratos.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Donald Trump tem um comportamento de carroceiro


Durante 70 anos, os Estados Unidos e o Reino Unido fizeram tudo para que os países da Europa não investissem muito em defesa própria. Recordo aqui a guerra diplomática que foi movida por aqueles dois países contra Portugal de Salazar, exactamente porque o Estado Novo investiu massivamente na defesa nacional.


Durante 70 anos, os Estados Unidos e o Reino Unido quiseram “pôr a pata” militar em cima dos países europeus. Porém, de repente, os Estados Unidos de Donald Trump fez uma volta de 180 graus: agora acusa os países europeus de não investirem em defesa. Para os Estados Unidos, aquilo que era válido ontem, deixou de ser válido hoje.

Isto significa que os Estados Unidos deixaram de ser um país credível e previsível: nunca saberemos o que pode acontecer na Sala Oval da Casa Branca. Não me surpreenderia que, um dia destes, um Chefe de Estado europeu fosse agredido fisicamente dentro da Casa Branca.

Donald Trump comporta-se como um elefante dentro de uma loja de porcelanas.

Donald Trump afirmou publicamente (salvo erro, na Fox News News) que “a União Europeia foi criada para f*der os Estados Unidos” (sic) — quando, em boa verdade, a origem da União Europeia é americana, por exemplo, através da iniciativa do Grupo de Bilderberg na década de 1960. Donald Trump distorce os factos para enganar o labrego americano.

Donald Trump mente, por exemplo, quando diz que os Estados Unidos gastaram, na Ucrânia, mais dinheiro em material militar do que os países da Europa — quando, na verdade, os países europeus gastaram praticamente o dobro do que os Estados Unidos gastaram com a Ucrânia, como muito bem demonstrou o major-general Isidro de Morais Pereira em uma entrevista televisiva (penso que foi na RTP3).

Donald Trump mente com a mesma facilidade com que mentia Joe Biden. A diferença é que o primeiro tem um comportamento de carroceiro.


A forma como Donald Trump vê as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia é de soma zero — o ganho dos Estados Unidos representa necessariamente a perda da União Europeia. “Os Estados Unidos só ganham se a União Europeia perder”.

Para Donald Trump, só destruindo a União Europeia, os Estados Unidos poderão ser salvos. Aliás, neste aspecto, Donald Trump coincide com Vladimir Putin: ambos pensam na Europa como um alvo a abater em função de uma relação de soma zero.

A Europa tem um problema adicional: se investir muito em defesa, Donald Trump e J. D. Vance virão provavelmente dizer que a União Europeia se tornou em uma ameaça militar.

“Preso por ter cão, e preso por não ter”. “Os cães ladram, e a caravana passa”.

A verdade é que os Estados Unidos se transformaram em inimigos da Europa. A NATO já não faz sentido.

sábado, 15 de abril de 2023

As inconsistências tipicamente americanas


A companhia americana de tabaco Philip Morris continua a operar na Rússia — apesar das sanções impostas pelo Congresso americano.

Só em 2022, a Philip Morris pagou ao Estado russo cerca de 5 mil milhões de US Dollars em impostos e, em Março passado, recebeu de Putin o prémio de “Verdadeiro Amigo da Rússia”.

Se fosse o caso da empresa portuguesa Corticeira Amorim vender meia dúzia de rolhas à Rússia, o governo americano enviava imediatamente a CIA. Mas sendo a Philip Morris a furar o bloqueio comercial imposto pelo próprio governo dos Estados Unidos, nada acontece.

São estas inconsistências americanas que aborrecem. Aliás, já vêm de longe: Rockefeller financiou o governo de Estaline, e a empresa de Henry Ford apoiou o movimento político eugenista que influenciou o holocausto nazi, apoiou o isolacionismo americano na I Guerra Mundial, e financiou directamente a Alemanha de Hitler. Tudo isto está documentado.

Phillip Morris

quinta-feira, 10 de março de 2022

Tucker Carlson e a defesa do isolacionismo americano


Vemos aqui, em baixo, uma imagem que classifica os “pivots” da Fox News segundo as suas posições políticas.

fox news anchors

Esta classificação é importante para compreender a opinião do “pivot” Tucker Carlson no que diz respeito à posição dos Estados Unidos em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia. Nos seus últimos programas, Tucker Carlson manifestou a opinião segundo a qual os Estados Unidos se devem não só afastar do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, mas devem mesmo assumir uma posição de neutralidade em relação à invasão da Rússia à Ucrânia.


Vejamos a seguinte proposição que resume a posição de Tucker Carlson:

“A guerra entre a Rússia e a Ucrânia não diz respeito aos Estados Unidos, e este país deve assumir uma posição neutral em relação a uma situação que lhe é estranha”.

Esta posição de neutralidade dos Estados Unidos em relação a conflitos externos não é nova — por exemplo, Charles Lindbergh ficou também famoso por ter defendido uma posição de neutralidade em relação à participação dos Estados Unidos na I Guerra Mundial. A posição de Charles Lindbergh, ou seja, a neutralidade dos Estados Unidos em relação a guerras na estranja, é perfeitamente aceitável se for coerente em toda a sua linha de raciocínio — o que, no caso de Tucker Carlson, não é coerente.

Vejamos agora a supracitada proposição com um aditamento que lhe confere a coerência necessária:

“ 1/ A guerra entre a Rússia e a Ucrânia não diz respeito aos Estados Unidos, e este último país deve assumir uma posição neutral em relação a uma situação que lhe é estranha. 2/ E para que esta posição de neutralidade assuma um Todo coerente, os Estados Unidos devem sair da O.T.A.N.”

Nunca veremos o Tucker Carlson defender a saída dos Estados Unidos da O.T.A.N. (ou NATO), porque isso implicaria uma decadência acelerada da influência americana no Ocidente — e embora o corolário lógico da posição de neutralidade impusesse essa saída.


Nota:

Os libertários, em geral, e os republicanos votaram em Donald Trump, assim como os “cristãos conservadores”.

Os “liberais clássicos” (os liberais que se identificam com a linha de pensamento de JFK até Bill Clinton), assim como os “liberais progressistas” (a manta de retalhos que é Esquerda radical americana), votaram em Hillary Clinton e em Joe Biden.

Os republicanos não são necessariamente “cristãos conservadores”; existem, por exemplo, os “republicanos neocons”, que são “revolucionários globalistas”, como é o caso de senador republicano Lindsey Graham, entre muitos outros.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

¿Percebem por que razão os Estados Unidos andam raivosos por causa da Ucrânia?


Vemos aqui em baixo um mapa dos gasodutos de gás russo que passam pela Ucrânia com destino à União Europeia.

gasodutos russos web


É um negócio que os plutocratas globalistas dos Estados Unidos nem conseguem cheirar o dinheiro — o que, de facto, parece justificar uma guerra nuclear com a Rússia.

Quando os plutocratas globalistas não conseguem cheirar o dinheiro dos negócios dos outros, então provocam uma guerra.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Os Estados Unidos já não são minimamente confiáveis


Eu desafio qualquer jornaleiro de merda a desmentir, com factos, a minha seguinte proposição:

“A península da Crimeia, desde o tempo dos primeiros czares russos, sempre pertenceu à soberania russa.”

mapa ucrania web


Em contraponto, a parte oriental da Ucrânia só passou a fazer parte da Rússia no século XVII na sequência da guerra entre a Rússia e a Polónia — e, mais tarde, já recentemente na era soviética, toda a Ucrânia foi absorvida pela URSS.

Ou seja, a história da Ucrânia não coincide com a história da Crimeia, por um lado; são realidades históricas muito diferenciadas. E, por outro lado, a população da Crimeia sempre foi maioritariamente russa (e não ucraniana).


Os Estados Unidos não aprendem com a História — porque este país está a ser governado por perigosos celerados: e não é só de agora: desde a presidência do Bush-pai que a percentagem de celerados foi aumentando na governança dos Estados Unidos, culminando com o actual facínora que ocupa a Casa Branca.

Em 1939, a Alemanha invadiu a Polónia Checoslováquia alegando a protecção da minoria alemã na região polaca dos sudetas. Ora, acontece que existe uma minoria étnica russa na parte oriental da Ucrânia (ver o mapa acima); e os Estados Unidos servem-se do argumento falacioso ad Hitlerum da protecção dos sudetas para dizer que os russos irão invadir a Ucrânia para proteger os russos da Ucrânia.

Os Estados Unidos estão a ser governados por uma elite política absolutamente sem escrúpulos, e é chegada a hora de os povos da Europa se unirem para denunciar a política belicista dos neocons americanos que estão a provocar uma guerra na Europa, para assim obnubilar a desgraça da política interna do psicopata João Bidé.

Os Estados Unidos (dos neocons aliados à Esquerda corrupta do João Bidé) não são minimamente confiáveis.

domingo, 23 de janeiro de 2022

A decadência dos Estados Unidos

gotham city web

“O gnosticismo é um sistema de crenças que nega e rejeita a estrutura da realidade, particularmente a realidade da natureza humana, e substitui-a por um mundo imaginário construído por intelectuais gnósticos e controlado por activistas gnósticos.”

«A morte do espírito é o preço do progresso. Nietzsche revelou este mistério do apocalipse do Ocidente quando ele anunciou que Deus estava morto e que Ele tinha sido assassinado. O assassínio gnóstico é cometido por homens que sacrificam Deus à civilização. Quanto mais as fervorosas energias da humanidade são lançadas num grande empreendimento de salvação através uma acção imanente e terrena, mais se afastam os humanos, que assim se envolvem nesse empreendimento, da vida espiritual. E dado que a vida do espírito é a imediata fonte da Ordem humana e da sociedade, o sucesso da civilização gnóstica é a própria causa do declínio da sociedade

«A civilização pode, de facto, avançar e declinar em simultaneidade ― mas não para sempre. Existe um limite em relação ao qual se dirige este ambíguo processo; o limite é alcançado quando uma seita activista que representa a verdade gnóstica, organiza a civilização em forma de um império sob seu controlo. O totalitarismo, definido como o governo existencial dos activistas gnósticos, é a forma final da civilização progressista

Eric Voegelin ― “The New Science of Politics”

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

A Esquerda está literalmente a destruir os Estados Unidos


O que está a acontecer, nos Estados Unidos, é uma tempestade perfeita.

joe-biden-rindo-web

Por um lado, a radicalização (no sentido marxista) do Partido Democrata de Joe Biden; por outro lado, o aumento da impunidade da corrupção perpetrada por uma certa “elite”, em geral, (no sentido de corrupção generalizada da “ruling class”) que inclui o corrupto Joe Biden e a sua (dele) família.

Esta combinação (nos Estados Unidos) da predominância política da aliança entre o marxismo e a corrupção das elites (compostas por uma aliança tácita entre marxistas e corruptos plutocratas), é explosiva; é uma manifestação de uma tendência para a afirmação de uma cultura do Terceiro Mundoexactamente o que aconteceu em Portugal com o regime político do monhé manhoso, em que Portugal se transformou em uma espécie de “Venezuela da Europa”.

Ou seja: sob a égide de Joe Biden, os Estados Unidos “viraram” uma espécie de “país da América Latina”.

Enquanto isto, a China ameaça (impudicamente) invadir a ilha Formosa (Taiwan), e ameaça aberta- e publicamente a Austrália com um bombardeio nuclear; os britânicos enviam tropas para a Ucrânia (alegadamente para defender este país de uma eventual invasão russa) porque já chegaram à conclusão de que os Estados Unidos estão militarmente inoperantes.

A economia americana está nas lonas, com a inflação média já na casa dos 10% e com tendência a subir ainda mais — inflação causada, em grande parte, pela própria elite corrupta do país, quando esta destruiu as fontes de produção e de distribuição de combustíveis fósseis.

A Justiça, que deve ser independente do sistema partidário, já é praticamente inexistente nos Estados Unidos — ou seja, os criminosos ligados ao Partido Democrata são já inimputáveis: a violência e a “acção revolucionária” criminosa são justificadas (e até recomendadas!) não só pela minoria marxista que controla o Poder, mas também pela elite corrupta que se aproveita da confusão ideológica e política para enriquecer desmesurada- e ilicitamente.

Com a Esquerda de Joe Biden no Poder, as desigualdades sociais aumentaram em menos de um ano. As perspectivas para o próximo futuro, nos Estados Unidos, são negras. Devemos estar preparados para o pior.