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quarta-feira, 11 de junho de 2025

O jogo de palavras de Peter Singer e dos defensores da validade moral da eutanásia


Peter Singer escreve aqui (mutatis mutandis): « não existe diferença (moral) entre “matar”, por um lado, e “deixar morrer”, por outro lado».

Ou seja, para o Peter Singer e para a Esquerda radical — que inclui o Partido Socialista da Isabel Moreira —, quando um médico recusa tratamento (ortotanásia) para manter artificialmente a vida de um doente terminal, para ele (Peter Singer), do ponto de vista moral, a ortotanásia é a mesma coisa que “matar o doente” (eutanásia).

Naturalmente que o Peter Singer joga com as palavras: em vez de ortotanásia, fala em em “eutanásia passiva” que pode ser definida assim:


«Eutanásia passiva ou indirecta, verifica-se quando a morte do paciente ocorre, dentro de uma situação terminal, ou porque não se inicia uma acção médica ou pela interrupção de uma medida extraordinária, com o objectivo de minorar o sofrimento.»

Vejamos, agora, a definição de “ortotanásia”:

«Ortotanásia é o termo utilizado pelos médicos para definir a morte natural, sem interferência da ciência, permitindo ao paciente morte digna, sem sofrimento, deixando a evolução e percurso da doença.»

Segundo as definições respectivas, “ortotanásia” é a mesma coisa que “eutanásia passiva”. “Eutanásia passiva” é um sofisma.

Tanto uma como a outra pressupõem os cuidados paliativos que reduzam ou eliminem a dor.


O que Peter Singer faz é distinguir ou diferenciar acções que são iguais ou têm efeito semelhante — e por isso classifica uma determinada forma de eutanásia de “eutanásia passiva” que, segundo ele, é diferente da eutanásia propriamente dita.

Por exemplo, uma pessoa que está em um estado de coma prolongado no tempo, e a quem é retirado o apoio vital ao estado de coma, é vítima de eutanásia. Porém, a essa forma de eutanásia, o Peter Singer chama de “eutanásia passiva” — induzindo o leitor incauto em erro.

A concessão do apoio vital ao doente em estado de coma não é distanásia, porque o doente vive sem a necessidade de acções médicas agressivas: por exemplo, dar água a beber (intravenosa) a um doente em estado de coma não é distanásia; mas retirar-lhe a água de beber é eutanásia, embora o Peter Singer lhe chame (alegadamente sendo coisa distinta) de “eutanásia passiva”.

Ou seja, Peter Singer parte de um sofisma baseado em palavras que significam o mesmo mas em relação às quais ele faz uma distinção artificial.

Já não é a primeira vez que a professora Helena Serrão cita textos de Peter Singer — o que significa que falta massa cinzenta à primeira para avaliar criticamente os textos do segundo.

Quando Peter Singer, defende a opinião (utilitarismo) segundo a qual os seres humanos com deficiências físicas graves não têm qualquer direito à vida, justifica a sua opinião, por um lado, com a situação real de um deficiente grave —“uma vida que não vale a pena” (diz ele, sic); mas, por outro lado, também com a utilidade que representa, para a sociedade, não ter encargos materiais com essas pessoas deficientes.

Assim, em primeiro lugar, o referido utilitarista incorre em um Sofisma Naturalista — dado que não podemos tirar conclusões morais a partir de um facto. E depois, ele pressupõe a existência de um consenso acerca do valor e dos custos convenientes de uma vida humana — consenso esse que não existe, de facto.

A incoerência da teoria ética de Peter Singer

Quando analisamos uma teoria ética, devemos ter em atenção três problemas:

1/ a consistência ou coerência interna da teoria ética;
2/ a consistência ou coerência da teoria ética em relação a outras concepções do autor da dita;
3/ a resposta da teoria ética de acordo com os nossos sentimentos éticos, ou de acordo com os sentimentos éticos do senso-comum.

Se, em relação aos pontos 1 e 2, a conclusão é negativa, ou a teoria ética não é válida, na medida em que existe um qualquer erro intelectual; mas se for negativa em relação ao ponto 3., não podemos dizer que o autor errou mas apenas que não estamos de acordo com a teoria.

Peter Singer baseia a sua teoria ética na oposição ao conceito de “especismo”.

O termo “especismo” foi cunhado pelo psicólogo inglês Richard Ryder e adoptado pelo “eticista” australiano Peter Singer. Neste contexto, o especismo é (alegadamente) uma doutrina ética segundo a qual o ser humano, ou seja, o homo sapiens, é superior aos outros animais do ponto de vista ontológico, do ponto de vista biológico, e do ponto de vista moral.

O argumento de Peter Singer contra o “especismo” – a que podemos chamar “animalismo”, porque não encontramos até agora qualquer terminologia nesse sentido –, é o de que a pertença a uma determinada espécie biológica não tem qualquer importância moral, biológica e ontológica.

Contudo, a teoria ética de Peter Singer — o “animalismo” — , como antítese do “especismo”, é incompatível com o darwinismo que considera o homo sapiens como o produto último da evolução biológica (ponto 2). Mas Peter Singer adopta também o darwinismo (ponto 1) na sua concepção ética. Ou seja, existe uma incoerência ou um inconsistência interna entre a teoria ética de Peter Singer (contra o especismo), por um lado, e outras concepções filosóficas dele (a favor da evolução darwinista).

Portanto, Peter Singer incorre em um erro intelectual grave e a sua teoria Ética não é válida. E a professora Helena Serrão tinha a absoluta obrigação de saber disto.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

O parlamento do País de Gales rejeita a eutanásia

« “Care Not Killing” welcomes today's vote by the Welsh Parliament rejecting assisted suicide

"This is an encouraging result and proves the more people, including parliamentarians hear about implications of legalising state assisted killing the more they reject changing the law, because they see how it would put pressure on the elderly, terminally ill and disabled people to end their lives prematurely. This is exactly what we have seen in the handful of places who have legalised state assisted killing.”

 


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Vamos fazer uma angariação de fundos para oferecer à Isabel Moreira uma Cápsula Suicida


A coisa está na moda, e a Isabel Moreira gosta muito de modas disruptivas, que lhe dão um tesão desgraçado. Com jeitinho, podemos convencê-la a seguir a moda do Sarcô (Cápsula Suicida).


A “morte Sarcô” é induzida com uma carrada de azoto nos pulmões, causando asfixia. A Isabel Moreira iria adorar. O próprio inventor do Sarcô diz que o suicida demora 6 minutos a bater as botas com asfixia ofegante e espasmódica. Seis minutos ofegante e com espasmos violentos. C’a Fixe!, meu!

Não há ninguém mais politicamente ofegante e espasmódica do que a Isabel Moreira: assentava-lhe que nem uma luva! O Sarcô seria bom para nós... e para ela.

Os Estados Unidos adoptaram recentemente a pena-de-morte por asfixia utilizando o azoto. Naturalmente que a Esquerda e os liberais (passo a redundância) condenam e criticam o uso americano de azoto para matar criminosos.

Nos Estados Unidos, é até proibido matar animais usando azoto; mas a pena-de-morte auto-induzida de seres humanos, utilizando o azoto, está na moda. A Esquerda adora-a.



domingo, 29 de setembro de 2024

Eutanásia: estamos em presença de uma guerra entre o Bem e o Mal



José António Saraiva
escreveu aqui um texto com o título “Juntos pela Morte” em que, baseando-se na realidade e nos factos, explica racionalmente por que razão a eutanásia não é passível de ser regulada pelas leis dos homens. Aconselho a leitura do texto.

Penso que gente como “Francisco Pinto Balsemão, Cotrim Figueiredo, Rui Rio ou Rui Rocha, e marxistas como Francisco Louçã, Catarina Martins ou Rui Tavares , bem como a inevitável Isabel Moreira” e Daniel Oliveira, não são propriamente deficientes cognitivos: portanto, essas criaturas podem entender o conteúdo do texto do José António Saraiva, tão bem ou melhor do que eu; o problema é que eles recusam reconhecer publicamente a lógica do entendimento proposto pelo José António Saraiva; o não-entendimento público do referido texto é voluntário e propositado. É como se olhássemos para uma pedra, reconhecêssemos que a pedra é uma pedra, mas depois disséssemos ao mundo que o referido objecto não é uma pedra, que é um pau.

“É preciso enganar o mundo”, é o mote dos “liberais” aliados aos marxistas.




Ou seja, há uma componente maligna na estrutura da atitude que reconhece a realidade, mas que a nega em relação ao mundo, no sentido da decepção.

Há aqui uma “aliança do mal”, entre os chamados “liberais”, por um lado, e marxistas, por outro lado.

Theodore Dalrymple escreveu o seguinte:

“Quando uma pessoa é obrigada permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar.”

Em nome de uma putativa e alegada “defesa da liberdade individual”, liberais e marxistas aliam-se para retirar a liberdade ao povo português, criando emasculados em massa através das mentiras massificadas através dos me®dia, e da negação pública da realidade objectiva.

Pretendem que a sociedade inteira coopere com o Mal. Estamos em presença de uma guerra sem quartel entre o Bem e o Mal.



sábado, 13 de abril de 2024

O Anselmo Borges e a Isabel Moreira estão de acordo


Quedei-me a ler este texto do Anselmo Borges, que é uma ode aos cuidados de saúde — depois de ter lido estoutro, em que o CEO (Luc Van Gorp) de uma empresa (de raiz cristã) de seguros de saúde belga (Mutualité Chrétienne) defende a ideia segundo a qual as pessoas que estão cansadas de viver deveriam ser eutanasiadas.

Porém, tanto no caso do Anselmo Borges e no da empresa cristã de seguros belga, o aborto livre é um elefante no meio da sala.


 

Na Bélgica como no resto da Europa, a população com mais de 80 anos de idade duplicará até ao ano de 2050. A pressão financeira em torno dos cuidados de saúde, medicação e lares de idosos aumentará brutalmente.

Mais dinheiro investido em cuidados de saúde não é a solução — diz Van Gorp:

“Independentemente do montante investido em cuidados de saúde, ainda assim esse investimento não será nunca suficiente”.

Portanto, a ideia progressista (advogada também pelos defensores da eutanásia, como por exemplo a progressista Isabel Moreira) é a de criar tantas dificuldades à vida das pessoas que têm problemas de saúde que elas desejem morrer eutanasiadas.

Ou seja, não se trata apenas da eutanásia para doentes terminais ou pessoas que sofrem dores insuportáveis: qualquer doente crónico terá problemas de tratamento tais e suficientes para pedir a eutanásia.

A eutanásia transforma-se, assim, num dever social. E através do estatuto de dever social, torna-se em um imperativo ético.

Esta é a agenda utilitarista da eutanásia liderada em Portugal por Isabel Moreira, IL [Iniciativa Liberal], partido LIVRE e Bloco de Esquerda.

O leitor perguntará: ¿o que é que o belga Van Gorp tem a ver com o ex-padre Anselmo Borges?
Resposta: ambos defendem a legitimidade do aborto, embora ambos se digam “cristãos”.



O aborto está no centro do problema demográfico português e europeu. Para que as mulheres portuguesas possam abortar à vontadinha, (por exemplo) a marxista Isabel Moreira defende a imigração à vontadinha — como se imigração livre fosse a solução demográfica para o aborto livre.

Em vez de o Estado apoiar inequivocamente as famílias numerosas portuguesas, prefere apoiar equivocamente as famílias de imigrantes que, em uma segunda geração, seguirão a cultura vigente do aborto livre; portanto, o problema perpetua-se, a inversão da pirâmide social não se resolve com a imigração.

A Isabel Moreira apenas empurra o problema com a barriga. E o povo português é que paga os desmandos de uma elite política composta maioritariamente por filhos-de-puta.

sexta-feira, 15 de março de 2024

João Caupers, Isabel Moreira, e a institucionalização da eutanásia


Não podemos confiar, exclusivamente ao Direito, as decisões sobre a vida ou morte de uma pessoa; não nos esqueçamos que o holocausto nazi, e/ou os Gulag soviéticos, foram perpetrados de forma legal. Aquilo que é legal não é necessariamente legítimo.

«De acordo com o Presidente do Tribunal Constitucional à data, João Caupers, "a este respeito considerou o tribunal que o direito a viver não pode transfigurar-se num dever de viver em quaisquer circunstâncias".»

O Caupers confunde “dever”, por um lado, e “necessidade”, por outro lado — o que revela impreparação para lidar com problemas desta índole. João Caupers é apenas um técnico; não passa disso.

O “dever” distingue-se, em primeiro lugar, contrariamente do que sugere o Caupers, da “necessidade”, que se impõe a todos e não deixa qualquer alternativa — por exemplo, temos necessidade de comer, para viver, quer queiramos ou não.

A obrigação (quando coincide com o dever), pelo contrário, implica a vontade e a liberdade de escolha — por exemplo, “devo dizer a verdade” implica a possibilidade de não o fazer. O “dever” tende, assim, a confundir-se com “obrigação”, embora nem toda a obrigação seja dever: os deveres ligados a uma função, ou mesmo a um compromisso, não são ainda o dever moral.

De facto, o verdadeiro dever é distinto de qualquer móbil sensível: cumprir o dever não traz vantagem material, independentemente de todo o contexto ou condições particulares — é o imperativo categórico: “Age unicamente de acordo com o princípio que desejes poder tornar-se numa lei universal” (Kant).

Em suma: o dever é apenas a intenção e a vontade de fazer as coisas bem, exigência puramente desinteressada, motivada simplesmente pelo respeito pela lei (seja esta a lei divina, a lei natural e/ou a lei dos homens), e mais precisamente, do seu carácter universal.

A utilização do conceito de “dever” neste contexto por parte do Caupers, revela ou ignorância ou perversidade própria do relativismo esquerdopata caracterizado por um nominalismo radical que destrói o Direito e a nossa cultura.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

A Isabel Moreira é muito fraquinha


“No Código Penal há conceitos mais indeterminados do que o TC exige na eutanásia”diz a Isabel Moreira.

conceitos indeterminados web

1/ Um conceito é, por sua própria natureza, indeterminado1.

Acerca de um qualquer conceito, podemos escrever uma biblioteca inteira e, ainda assim, o referido conceito não ficaria determinado.

O que é (e tem que ser) determinado1, é uma noção. E o Tribunal Constitucional procura encontrar definições, e não conceitos.

A Isabel Moreira não sabe a diferença entre um conceito e uma noção.

O que o Tribunal Constitucional exige é a definição de termos, ou seja, exige noções claras (e não, conceitos).

A noção de “conceito indeterminado” é uma redundância.

2/ No caso de leis que jogam com a vida e com a morte de seres humanos (como é o caso da lei da eutanásia), estas não podem ser comparáveis com eventuais indeterminações de leis inócuas do Código Penal, no que diz respeito à existência da vida humana.

Quem não sabe a diferença entre, por exemplo, a lei das inundações (artigo 272 do Código Penal), por um lado, e a lei da eutanásia, por outro lado, não deveria ter acesso à definição do Direito.

As pessoas, em geral, ainda não perceberam quem é a Isabel Moreira. Muito fraquinha.


Nota
1. A determinação é a operação lógica pela qual suspendemos o curso do pensamento, referindo-o a um objecto preciso — e, consequentemente, a determinação formula-se como abordagem da definição. “Toda a determinação é negação” [Espinosa] do que um determinado objecto não é → o que conduz à definição.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

O critério jurídico do semanário Expresso: “o Direito depende apenas das opiniões dos juízes”


Para o Expresso, as decisões jurídicas dependem exclusivamente das pessoas que as tomam — ou seja, o Direito não tem uma estrutura formal válida em si mesma.


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Isto significa que, para o semanário de Pinto Balsemão, o Estado de Direito — no sentido lockeano da “liberdade política” — depende exclusivamente das opiniões da classe política que pode, por exemplo, restringir arbitrariamente a liberdade do cidadão a qualquer momento e sob qualquer pretexto (como aconteceu com a política covideira das restrições de liberdade).

Ora, se as decisões do Tribunal Constitucional acerca de um determinado assunto, dependem apenas das opiniões dos juízes Manuel, Joaquim e Alberto, então segue-se que o Estado de Direito é apenas uma figura de retórica, e o Direito resume-se (por Zeus!) às contingências impostas pela lei da natureza, reduzindo o Direito ao facto — implicitamente isto significa a recusa do próprio Direito e em favor da violência, e da legitimação, em qualquer circunstância, da força bruta do Estado.

No “Górgias”, de Platão, a personagem Cálicles apoia a ideia (do Expresso) de que o Direito depende apenas da opinião do juiz todo-poderoso.

Adenda:

Pinto Balsemão tem feito muito mal à sociedade portuguesa. Talvez tenha chegado o tempo de nos vermos livre dele.

Que lhe pese a terra como chumbo.

sábado, 24 de dezembro de 2022

O Partido Socialista — de António Costa e de Isabel Moreira — parece invencível; como os dinossauros desaparecidos

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Em tempo de Natal, o Partido Socialista impõe um discurso de eutanásia e de morte.

A lei da eutanásia — tal como, antes desta, a lei do aborto — serve para que se contribua decisivamente para eliminar o espírito genuíno de Natal da nossa cultura antropológica.

O ódio ao Cristianismo tomou conta do Partido Socialista, com a assimilação política de radicais utilitaristas, como por exemplo, a Isabel Moreira.

A legalização da eutanásia tem menos a ver com o invocado “sofrimento terminal”, do que com uma ruptura cultural radical que se traduz no triunfo do Utilitarismo ateísta na nossa cultura, que retira ao ser humano a sua alma, e trata as pessoas idosas como animais velhos e inúteis.

Essa gente vai ter que pagar isto com língua de palmo.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

O Utilitarismo Dialéctico, utilizado na normalização da eutanásia e na cultura da morte

oito portugueses web

“A legislação para a eutanásia ainda não foi aprovada em Portugal, o que leva a que muitos portugueses com doenças terminais ou incapacidades permanentes viajem para outros países para pôr termo à vida. É o caso da Suíça.”

Portanto, “oito cidadãos portugueses que se suicidaram na Suíça” = “muitos portugueses com doenças terminais ou incapacidades permanentes viajem para outros países para pôr termo à vida”.

“Oito portugueses = muitos portugueses”.


Este argumento — o do absolutismo da irrevogabilidade dos direitos do indivíduo, que faz dos direitos do indivíduo uma política em si mesma — está ligado a um dos dois braços da dialéctica do utilitarismo: a proposição positiva, que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista.

Esta proposição positiva é seguida, no caso da normalização da eutanásia, pelo partido IL (Iniciativa Liberal), e pela facção de Rui Rio no PSD (incluindo o José Pacheco Pereira); mas também por utilitaristas ditos “de Esquerda”, como por exemplo Isabel Moreira e a maior parte do Partido Socialista.


Em complemento dialéctico à proposição positiva supracitada (“eu quero ser dono da minha morte!”, como diz o José Pacheco Pereira), temos uma proposição normativa, que afirma que os interesses dos indivíduos, a começar pelo meu próprio, devem ser subordinados e mesmo sacrificados à felicidade geral ou do "maior número".

O argumento normativo a favor da normalização da eutanásia é o mesmo utilizado para a normalização do aborto:

“Morreu uma mulher em Portugal devido a aborto clandestino! E por isso, é necessário normalizar o aborto!”

Esta proposição normativa é seguida principalmente (mas não só) pelo Bloco de Esquerda: e quem não fizer parte do “maior número” do colectivo, está futricado, é descartável e “não conta para o totobola”. Esta é a proposição da dialéctica utilitarista utilizada para instituir um eugenismo encapotado e para “descartar” os mais indefesos da nossa sociedade.

Os defensores da normalização da eutanásia utilizam, à vez e conforme as conveniências circunstanciais, cada uma das duas proposições: ora a proposição positiva (“eu quero ser dono da minha morte!”), ora a proposição normativa (“os interesses individuais devem ser subordinados à felicidade geral”).

Estas duas proposições são contraditórias entre si; mas a utilização dialéctica das duas proposições é imbatível, do ponto de vista da argumentação, porque ela cobre todo o espectro da discussão política: o indivíduo e o colectivo — abrangendo uma axiomática do interesse (“eu quero ser dono da minha morte!”), por um lado, e uma axiomática sacrificialista (“é necessária a felicidade geral”), por outro lado, que é simultaneamente um encantamento pelo egoísmo e uma apologia do altruísmo, e tentativa de reconciliar um ponto de vista ferozmente individualista, por um lado, e por outro lado uma vertente colectiva, globalizada e holista.

A estratégia política contraditória da dialéctica utilitarista é imbatível.

A única forma de vencer a estratégia política da dialéctica utilitarista é recorrendo à violência. Não há outra forma.


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quinta-feira, 2 de junho de 2022

A “liberdade de escolha” da eutanásia, mas a prostituição já não tem direito a “liberdade”

Gostaria de saber a opinião pessoal dos seguintes políticos acerca da “legalização” da prostituição:

  • José Pacheco Pereira
  • Isabel Moreira
  • Catarina Martins
  • José Manuel Pureza
  • João Cotrim de Figueiredo
  • António “monhé” Costa
  • Rui Rio

Eu gostaria de saber, mas nunca ouvirei essas opiniões pessoais: o segredo é a alma do negócio; e o silêncio mantém a coerência forçada de quem defende a “liberdade de escolha” em relação à eutanásia.


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sexta-feira, 27 de maio de 2022

Eis por que o CHEGA teve sucesso (até agora)


José Ribeiro e Castro escreveu um artigo acerca da tentativa do Partido Socialista da Isabel Moreira em controlar o Tribunal Constitucional.

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A grande diferença entre a Esquerda a que pertence a Isabel Moreira, por um lado, e a Direita da Assunção Cristas e do José Ribeiro e Castro, por outro lado, é a de que a Esquerda da Isabel Moreira diz pública- e claramente ao que vem: não esconde que pretende censurar opiniões diferentes, sobre matérias ditas “fracturantes”. A Isabel Moreira joga abertamente ao ataque.

Em contraponto, José Ribeiro e Castro joga à defesa: coloca a sua posição ideológica barricada, por detrás dos putativos “direitos” exarados na Constituição — “direitos”, esses, em relação aos quais a Isabel Moreira está-se borrifando.

Para a Isabel Moreira, os direitos individuais consagrados na Constituição só são válidos se jogarem a favor das suas (dela) posições ideológicas. Não sendo esse o caso, ela está-se cagando para os “direitos”.

Uma das razões — senão a principal — por que o CDS desapareceu, foi esta estratégia política titubeante, polida, educadinha e tíbia (exemplificada pelas atitudes políticas de Assunção Cristas) de jogar sistematicamente à defesa: a Isabel Moreira atacava-a nas redes sociais, e a Assunção Cristas pedia desculpa nos me®dia.

A estratégia da Direita não pode ser defensiva, politicamente correcta, educadinha: a Isabel Moreira tem muito pouco de “educada”. A Isabel Moreira tem que ser confrontada com a crueza estramontada que caracteriza as suas próprias atitudes.

Quid Pro Quo.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

¿Por que razão a Isabel Moreira defende a legalização da eutanásia?

isabel-moreira-bw-nome-400-webOs partidos políticos que defendem clara- e abertamente a legalização da eutanásia são: o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, o IL (Iniciativa Liberal).

A deputada socialista Isabel Moreira é talvez a mais notória defensora da legalização da eutanásia.

A eutanásia já foi legalizada, por exemplo, na Suíça, na Holanda, na Bélgica e no Canadá. No início do processo de legalização, foi sempre invocada a liberdade do indivíduo optar pela morte se estiver numa situação de doença “fatal” (terminologia da Isabel Moreira) e terminal.

Porém, com o decorrer do tempo, a eutanásia no Canadá já passou a ser concedida pelo Estado independentemente do estado terminal ou “fatal” de uma doença.

No Canadá, a mais recente reforma da lei da eutanásia prevê que uma pessoa possa pedir ao Estado a gratuitidade do suicídio assistido se essa pessoa for pobre, ou desempregada, ou sem-abrigosem que essa pessoa sofra de qualquer doença “fatal” e terminal. E, a partir de Março de 2023, qualquer pessoa que alegue sofrer de uma depressão psicológica pode pedir ao Estado o suicídio assistido gratuito.


O processo de desumanização social através da eutanásia é progressivo (e progressista).



A legalização da eutanásia, defendida pela Isabel Moreira, pretende que a “evolução da opinião pública” faça “evoluir” a lei no sentido de:
  1. normalizar (na cultura antropológica) o suicídio medicamente assistido, independentemente da existência de uma qualquer doença;
  2. normalizar o eugenismo (por exemplo, com a eutanásia de crianças deficientes), por um lado, e normalizar o darwinismo social utilitarista que elimina os mais fracos (por exemplo, os mais velhos, os sem-abrigo, os pobres, os doentes, etc.), por outro lado.

“Em política, o que parece, é!” (António de Oliveira Salazar) E parece ser isto o que a Isabel Moreira defende com a legalização da eutanásia.

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Adenda:
Num dos seus livros, Karl Popper explicou o conceito de “evolução da opinião pública”: quando as elites (ruling class) pretendem impôr ao povo uma determinada mundividência esdrúxula e/ou revolucionária, conseguem passar legislação apostando na “evolução da opinião pública” através da sonegação de informação (sub-informação), da propaganda carregada de emoção (pseudo-informação), e através da injecção de doses massivas de informação que causem uma dissonância cognitiva generalizada na população, dando origem a uma espiral do silêncio.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Em Espanha, o negócio da eutanásia já vai de vento em popa


A eutanásia em Espanha foi normalizada no ano passado, mas o negócio do tráfico legalizado de órgãos humanos já começa a mexer. Não há nada como a legalização da eutanásia para dinamizar a economia espanhola (que está no charco), e pôr o PIB a crescer.

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E nem de propósito: uma conselheira socialista na área da economia, e autarca na zona de Madrid, escreveu seguinte no Twitter:

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“A economia espanhola cresceu uns 5%, mas não nos esqueçamos que partíamos de -10%. Ora isto leva a um crescimento económico de 15%, o que é algo histórico.”

O socialismo também é isto: aproveitamento da eutanásia para negócios de órgãos humanos, e teoria económica que faria corar de vergonha um aluno do ensino secundário.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Bilderberg, "World Economic Forum", o Grupo dos Trezentos, Klaus Schwab, a eutanásia e Jacques Attali


Os “fact-checkers”, que fazem parte dos me®dia controlados e submetidos pela plutocracia globalista, dizem que a seguinte citação de Jacques Attali é falsa; porém, esses “fact-checkers” enganam-se no título do livro de Attali de onde é retirada citação: os “fact-checkers” dizem que a “falsa citação” diz respeito ao livro de Attali intitulado “Verbatim” — o que é falso!

O verdadeiro título do livro de Attali (de onde se extrai essa citação) é o “The Future of Life”, publicado pelo jovem Attali em 1981 (tinha 38 anos), livro esse que já não consta da lista bibliográfica de Attali (foi retirado, não só do mercado, mas também da lista de autoria). Neste livro, de 1981, Attali publica uma série de entrevistas com Michel Salomon, e foi publicado pela editora francesa “Éditions Seghers” dentro de uma colecção com o nome de “Les Visages de L'Avenir”.

Jaques Attali é um judeu de ascendência sefardita, por um lado, e um Bilderberger, por outro lado. Só dentro destas duas condicionantes pessoais conseguiu ele o renome mundial que tem — porque, em boa verdade, Attali é um personagem vulgar: não há nada de excepcional nas ideias de Attali excepto a sua condição de judeu membro do Grupo dos Trezentos, e membro da estrutura nuclear do grupo maçónico de Bilderberg.


«O futuro terá como missão encontrar formas de reduzir a população [mundial]. Começamos com os mais velhos, porque logo que estes passem os 60/65 anos, tendem a viver mais tempo do que produzem, e isso tem custos elevados para a sociedade.

Depois, os mais fracos, e os inúteis que não contribuem para a sociedade porque haverá tendencialmente cada vez mais gente dentro destas categorias; e, seguem-se, depois, os estúpidos. Estes grupos deverão ser alvo de eutanásia, que deverá ser um utensílio essencial nas sociedades do futuro, e em todos os casos.

É claro que não poderemos executar gente, ou construir campos de concentração. Essa gente será eliminada acreditando que é para o seu próprio bem. O excesso de população e a existência de gente inútil têm um enorme custo económico. Do ponto de vista social, também, é muito melhor que a máquina humana tenha um fim abrupto do que ir-se deteriorando gradualmente.»

“The Future of Life” (1981), Jacques Attali, Interviews with Michel Salomon, Les Visages de L’Avenir Collection, Éditions Seghers.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

A coerência supina do José Pacheco Pereira

Dito pelo José Pacheco Pereira na TSF, hoje (mutatis mutandis):


“Sou a favor da legalização da eutanásia a pedido, porque o cidadão é dono do seu corpo”.


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Mas quando se trata da sua (dele) defesa da vacinação obrigatória do COVID-19, o Pacheco já muda de ideias em relação à “propriedade do corpo”.

É desta merda que se faz a “intelectualidade” portuguesa.


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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Na lei da eutanásia, não se trata de “incoerência de um texto reformulado à pressa”: é mesmo propositado!


«Para a Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), os motivos apontados por Marcelo Rebelo de Sousa são prova da “incoerência de um texto reformulado à pressa”».

Médicos católicos agradecem veto da lei da eutanásia

eutanasia-velhariasÉ espantoso como ninguém diz o óbvio: a segunda versão da lei da eutanásia (que seguiu para o presidente da república para promulgação) foi alterada propositadamente; não se trata de “um texto reformulado à pressa”.

A segunda versão da lei da eutanásia proposta pela Esquerda (o PSD de Rui Rio também é de esquerda) é ambígua e plurivalente no que diz respeito às razões invocadas para a eutanásia — o que abre a porta ao suicídio administrado a pedido por razões puramente subjectivas.

Por exemplo, “doença incurável” pode ser um determinado tipo de enxaqueca.

“Doença grave” pode ser uma qualquer doença que dificulte (mas não impeça totalmente) a autonomia do individuo.

“Doença fatal” pode ser uma doença que mate daqui a 10 anos ou mais — por exemplo, conheci um caso de um indivíduo com esclerose lateral amiotrófica que viveu mais 15 anos após a identificação da doença.

Esta segunda versão da lei da eutanásia é propositada; a Esquerda pretende instituir a eutanásia a pedido, independentemente da natureza terminal de uma qualquer doença.

Trata-se da aliança entre a plutocracia globalista e os caciques nacionais (e regionais) de Esquerda: é preciso reduzir os custos sociais e hospitalares causados pelos mais fracos — trata-se de uma ideologia malthusiana e social-darwinista que é comum a uns e outros.


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Ele vetou a lei da eutanásia…

maria amelia web

quinta-feira, 25 de março de 2021

Os quatro golpes de misericórdia na república


Vale a pena ler este texto assinado por José Ribeiro e Castro.

“Para passarem a lei [da eutanásia], PS e PSD esconderam dos programas eleitorais, em 2019, a intenção de o fazerem, levando os eleitores ao engano. Primeiro golpe na República.

A seguir, com 100 mil cidadãos a pedir referendo, rejeitaram-no. Segundo golpe na República.

Depois, aprovaram tudo à mistura com o maior pico da covid19, centenas de mortes por dia e em estado de emergência. Terceiro golpe na República.

Enfim, urdiram o plano imbatível: "Se o Tribunal Constitucional não vem até nós, subimos nós a vergar o tribunal." Quarto golpe na República, golpe fatal.”



eutanasia-jack-elam-web


isabel-moreira-straightjacket-webO que eu acho estranho, actualmente, é o facto de a Esquerda mais radical apontar exemplos de funcionamento do sistema político americano como sendo paradigmas a seguir. Há alguma coisa de muito podre no reino da Dinamarca, perdão, nos Estados Unidos.

Depois, temos o problema do regime político actual, que é a convergência entre o Bloco de Esquerda (o Pureza, neste caso) e o Partido Socialista (Isabel Moreira).

Isabel Moreira é o meu ódio de estimação; só a imagem da criatura causa-me um revolutear estomacal. É mesmo nojo.

A aliança entre o Pureza (Bloco de Esquerda) e a Isabel Moreira (Partido Socialista) faz lembrar aqueles que, não conseguindo ganhar o jogo dentro do campo, tentam ganhar o jogo na secretaria; e ainda assim clamam que pretendem aldrabar as regras do jogo em nome das suas boas intenções e do puritanismo mais virtuoso.

Toda a gente sabe por que razão o Tribunal Constitucional não vê com bons olhos esta lei radical da eutanásia; o Tribunal Constitucional sabe perfeitamente que o que está em causa não é a tolerância em relação a excepções de pessoas em fase de doença terminal: o que está em causa é a normalização da barbaridade na nossa sociedade.

O que está em causa é a normalização de gente como a Isabel Moreira na política.

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