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quarta-feira, 20 de maio de 2026

A crise demográfica e a aliança entre os liberais e a Esquerda radical

Primeiro submeteram o aborto a referendo por duas vezes (em 1998 e depois em 2007) — e mais vezes seriam, se a resposta do povo ao aborto teimasse em ser negativa: teríamos referendos todos os anos até que o povo se calasse e/ou anuísse.

Depois, e no seguimento da legalização do aborto “à vontadinha”, a demografia portuguesa ressentiu-se — não só pelo aborto livre entendido em si mesmo, mas sobretudo por questões culturais: o aborto patrocinado pelo Estado desvaloriza a vida humana na cultura antropológica, e torna a vida humana descartável. Ter um filho passou a ser simbólica- e culturalmente equivalente a comprar um cão.

Em todo este processo de involução civilizacional, tivemos os ditos “liberais” de mãos dadas com a Esquerda mais radical. Isto é um facto insofismável.

A Cristina Miranda (liberal) faz aqui uma análise que aborda apenas as questões técnicas / políticas da crise demográfica; mas não devemos ignorar a cultura antropológica, que está a montante da política e da economia. Ignorar ostensivamente a importância da cultura antropológica é uma característica dos liberais e da Esquerda radical, embora por razões diferentes.

“Durante anos repetiu-se o mesmo argumento para justificar quase todas as decisões difíceis sobre pensões, impostos e idade da reforma: o problema é demográfico. Vivemos mais, logo temos de trabalhar mais. A fórmula parece científica e quase neutra. Mas é uma simplificação conveniente que esconde uma realidade muito mais complexa e politicamente mais incómoda.”

A Crise das Pensões Não se Resolve Empurrando a Reforma Para a Frente

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quinta-feira, 30 de maio de 2024

O aborto ilegal é crime


A mulher deve ser criminalmente processada em caso de aborto ilegal. Ponto final.

E se se demonstrar que um homem a coagiu a abortar (ou se ele teve conhecimento da intenção de ela abortar, e nada fez contra), a pena é-lhe extensível e aplicável na mesmíssima medida.

A pena criminal não significa sempre e necessariamente prisão, mas sobretudo pena suspensa. Mas a mulher que aborta tem que ir a tribunal (o que não significa pena de prisão).

“Aborto ilegal” significa interrupção da vida humana uterina, com excepção da malformação severa do feto e de gestação por estupro. Ainda assim, o “aborto legal” será sempre sancionado por um colectivo de juízes (não pode ser só um juiz).

Portanto, a ideia de que o aborto é um direito fundamental da mulher, em quaisquer circunstâncias, é uma vergôntea do jacobinismo de 1779 que tem que ser invertido. Matar um ser humano indefeso, não pode ser um “direito fundamental” de alguém.

Em Portugal, o infanticídio já não dá pena de prisão: uma mulher que mata o seu próprio filho já nascido, apanha apenas pena suspensa.



Precisamos de uma contra-revolução de 1779; de um jacobinismo ao contrário — nem que tenhamos que eliminar os adultos que defendem o assassínio de crianças.

sábado, 13 de abril de 2024

O Anselmo Borges e a Isabel Moreira estão de acordo


Quedei-me a ler este texto do Anselmo Borges, que é uma ode aos cuidados de saúde — depois de ter lido estoutro, em que o CEO (Luc Van Gorp) de uma empresa (de raiz cristã) de seguros de saúde belga (Mutualité Chrétienne) defende a ideia segundo a qual as pessoas que estão cansadas de viver deveriam ser eutanasiadas.

Porém, tanto no caso do Anselmo Borges e no da empresa cristã de seguros belga, o aborto livre é um elefante no meio da sala.


 

Na Bélgica como no resto da Europa, a população com mais de 80 anos de idade duplicará até ao ano de 2050. A pressão financeira em torno dos cuidados de saúde, medicação e lares de idosos aumentará brutalmente.

Mais dinheiro investido em cuidados de saúde não é a solução — diz Van Gorp:

“Independentemente do montante investido em cuidados de saúde, ainda assim esse investimento não será nunca suficiente”.

Portanto, a ideia progressista (advogada também pelos defensores da eutanásia, como por exemplo a progressista Isabel Moreira) é a de criar tantas dificuldades à vida das pessoas que têm problemas de saúde que elas desejem morrer eutanasiadas.

Ou seja, não se trata apenas da eutanásia para doentes terminais ou pessoas que sofrem dores insuportáveis: qualquer doente crónico terá problemas de tratamento tais e suficientes para pedir a eutanásia.

A eutanásia transforma-se, assim, num dever social. E através do estatuto de dever social, torna-se em um imperativo ético.

Esta é a agenda utilitarista da eutanásia liderada em Portugal por Isabel Moreira, IL [Iniciativa Liberal], partido LIVRE e Bloco de Esquerda.

O leitor perguntará: ¿o que é que o belga Van Gorp tem a ver com o ex-padre Anselmo Borges?
Resposta: ambos defendem a legitimidade do aborto, embora ambos se digam “cristãos”.



O aborto está no centro do problema demográfico português e europeu. Para que as mulheres portuguesas possam abortar à vontadinha, (por exemplo) a marxista Isabel Moreira defende a imigração à vontadinha — como se imigração livre fosse a solução demográfica para o aborto livre.

Em vez de o Estado apoiar inequivocamente as famílias numerosas portuguesas, prefere apoiar equivocamente as famílias de imigrantes que, em uma segunda geração, seguirão a cultura vigente do aborto livre; portanto, o problema perpetua-se, a inversão da pirâmide social não se resolve com a imigração.

A Isabel Moreira apenas empurra o problema com a barriga. E o povo português é que paga os desmandos de uma elite política composta maioritariamente por filhos-de-puta.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Pedro Nuno Santos, Isabel Moreira, e o novo puritanismo socialista

Em Portugal, o Fidel Castro português pretende acabar com o direito à objecção de consciência, por parte dos profissionais sanitários, em relação ao aborto.




Trata-se de uma flagrante violação dos direitos fundamentais dos médicos e enfermeiros, consagrados na Constituição. Ora, esta violação dos direitos constitucionais é conduzida e pela socialista Isabel Moreira, que tem aconselhado juridicamente o Fidel Castro português: ao abrigo de um constitucionalismo bacoco, Isabel Moreira retorce a Constituição quando lhe convém e a seu bel-prazer, transformando-a em um instrumento de arremesso político e num meio de transformação totalitária da sociedade.

No Canadá, o filho do Fidel Castro transformou o seu país no terceiro, em uma lista a Ocidente, a perseguir politicamente cristãos. A consciência cristã passou a ser objecto de Inquisição por parte dos novos puritanos, nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá (os três primeiros da lista do novo puritanismo).



G. K. Chesterton definiu, e bem, o puritanismo (de todos os tempos) como a negação fundamental e radical da bondade da Criação (gnosticismo, na esteira de Rousseau), tentando encontrar, a raiz do Mal, na sociedade como um todo, e não no indivíduo descompensado que abusa e mal-usa as coisas boas e positivas que a Natureza nos provê.

Existe, actualmente e nos países ocidentais, um novo tipo de tentação totalitária que, a coberto de um novo tipo de puritanismo, pretende retirar a liberdade de opinião e de manifestação pública dos povos, controlando os me®dia que impõem a censura mitigada (auto-censura) com a sub-informação, e a mentira dissimulada através da pseudo-informação.

Fazem parte desta nova tentação totalitária a instrumentalização da ideologia LGBTQPBBQ+ , por um lado, e a manipulação eco-fascista que pretende acabar com a agricultura na Europa, por outro lado. São ambos instrumentos de fascização da sociedade, invocando sempre as pseudo-virtudes dos novos puritanos que nos impõem a mordaça e os grilhões em nome de uma qualquer utopia.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

A Europa que é apenas das elites: na União Europeia, matar crianças passou a ser um “direito humano”


O parlamento europeu adoptou ontem uma “Resolução” que define a matança de seres humanos nascituros e inocentes como um “direito humano”. Matar gente, agora, é “direito humano”.

Estamos já próximos do nazismo.

O próximo “direito humano” europeu, defendido pela Esquerda acolitada pelos liberais, será o infanticídio: chegará o dia em que matar uma criança já nascida fará parte do trivial dia-a-dia, nesta Europa das elites.

domingo, 26 de junho de 2022

A Esquerda e a cultura da morte


A personificação descomplexada e aberta do Mal, característica da Esquerda, induz-nos o conceito milenarista de “Fim dos Tempos”.

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Não é possível qualquer diálogo com a Esquerda — que inclui os “liberais” do IL (Iniciativa Liberal).

Não é possível dialogar com o irracional.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

O Utilitarismo Dialéctico, utilizado na normalização da eutanásia e na cultura da morte

oito portugueses web

“A legislação para a eutanásia ainda não foi aprovada em Portugal, o que leva a que muitos portugueses com doenças terminais ou incapacidades permanentes viajem para outros países para pôr termo à vida. É o caso da Suíça.”

Portanto, “oito cidadãos portugueses que se suicidaram na Suíça” = “muitos portugueses com doenças terminais ou incapacidades permanentes viajem para outros países para pôr termo à vida”.

“Oito portugueses = muitos portugueses”.


Este argumento — o do absolutismo da irrevogabilidade dos direitos do indivíduo, que faz dos direitos do indivíduo uma política em si mesma — está ligado a um dos dois braços da dialéctica do utilitarismo: a proposição positiva, que diz que os homens devem ser considerados como indivíduos egoístas, calculadores e racionais, e que tudo deve ser pensado e elaborado a partir do seu ponto de vista.

Esta proposição positiva é seguida, no caso da normalização da eutanásia, pelo partido IL (Iniciativa Liberal), e pela facção de Rui Rio no PSD (incluindo o José Pacheco Pereira); mas também por utilitaristas ditos “de Esquerda”, como por exemplo Isabel Moreira e a maior parte do Partido Socialista.


Em complemento dialéctico à proposição positiva supracitada (“eu quero ser dono da minha morte!”, como diz o José Pacheco Pereira), temos uma proposição normativa, que afirma que os interesses dos indivíduos, a começar pelo meu próprio, devem ser subordinados e mesmo sacrificados à felicidade geral ou do "maior número".

O argumento normativo a favor da normalização da eutanásia é o mesmo utilizado para a normalização do aborto:

“Morreu uma mulher em Portugal devido a aborto clandestino! E por isso, é necessário normalizar o aborto!”

Esta proposição normativa é seguida principalmente (mas não só) pelo Bloco de Esquerda: e quem não fizer parte do “maior número” do colectivo, está futricado, é descartável e “não conta para o totobola”. Esta é a proposição da dialéctica utilitarista utilizada para instituir um eugenismo encapotado e para “descartar” os mais indefesos da nossa sociedade.

Os defensores da normalização da eutanásia utilizam, à vez e conforme as conveniências circunstanciais, cada uma das duas proposições: ora a proposição positiva (“eu quero ser dono da minha morte!”), ora a proposição normativa (“os interesses individuais devem ser subordinados à felicidade geral”).

Estas duas proposições são contraditórias entre si; mas a utilização dialéctica das duas proposições é imbatível, do ponto de vista da argumentação, porque ela cobre todo o espectro da discussão política: o indivíduo e o colectivo — abrangendo uma axiomática do interesse (“eu quero ser dono da minha morte!”), por um lado, e uma axiomática sacrificialista (“é necessária a felicidade geral”), por outro lado, que é simultaneamente um encantamento pelo egoísmo e uma apologia do altruísmo, e tentativa de reconciliar um ponto de vista ferozmente individualista, por um lado, e por outro lado uma vertente colectiva, globalizada e holista.

A estratégia política contraditória da dialéctica utilitarista é imbatível.

A única forma de vencer a estratégia política da dialéctica utilitarista é recorrendo à violência. Não há outra forma.


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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Paula Rego


Uma pessoa que — sem qualquer arrependimento ao longo da sua vida — defendeu uma pretensa legitimidade do acto de abortar a pedido caprichoso da mulher, não merece reverência ontológica especial.

Deus tenha dó da sua (dela) alma.

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quinta-feira, 26 de maio de 2022

O Chico: um papa ambíguo, ambivalente, hipócrita e puro político


Em Outubro de 2013, defendi a ideia de que o papa Chico é um político — em contraponto a Bento XVI, que é um místico. Ou seja: o actual papa da Igreja Católica é um político revolucionário.


O Inconveniente faz uma apologia ao Chico: «“Nazis de luvas brancas”: Papa alerta médicos a não abortar em nenhum caso»


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papa-chico-montagem-webPorém, em 2013, o Chico afirmou crítica- e publicamente que “os católicos andam obcecados com o aborto”, e que deveriam preocupar-se com “outras coisas”. E mais: “¿quem sou eu para julgar?” — perguntou o Chico, referindo-se aos católicos que criticavam o aborto.

“Now Pope Francis says it’s time to drop the church’s "obsession" with divorce, contraception, homosexuality and abortion, and speak of other things”.

Pope Francis says church should not be "obsessed" with abortion, birth control and gays

O António Balbino Caldeira, do Inconveniente, é um católico acrítico e seguidista (como a maioria dos católicos, infelizmente); e está no seu (dele) direito. Porém, um papa não deve dizer uma coisa e o seu contrário, ao sabor da moda ou da sua “sede” pessoal de atenção pública.


“Tanto quanto está autorizado a resistir a um Papa que comete uma agressão física, do mesmo modo que é permitido resistir-lhe se faz mal às almas ou perturba  a sociedade e, com mais forte razão, se procurasse destruir a Igreja — é permitido, digo, opôr-se a ele não cumprindo as suas ordens e impedindo que a sua vontade seja realizada.

Não é licito, contudo, julgá-lo em tribunal, impor-lhe punição, nem o depor, pois estes são actos próprios a um superior”.

(São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, Livro II, Capítulo 29.)

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segunda-feira, 16 de maio de 2022

O diálogo político torna-se impossível, porque a irracionalidade volta a estar na moda

¿Existe, na Constituição portuguesa, um “direito ao aborto”? Resposta: não existe.

A legalização do aborto em Portugal foi definida (nos seus termos) por um referendo não-vinculativo que se repetiu por duas vezes, promovida por uma elite política apostada em minar o próprio conceito de “liberalismo” que, alegada- e aparentemente, procurava engrandecer a “liberdade individual” mediante o conceito de “autonomia”.

Vejamos esta parangona do Expresso: “Aborto: a longa guerra pelo corpo de meia Humanidade”.

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Questiono-me se o Pinto Balsemão (o dono do Expresso), que se diz ser um prócere do liberalismo, não trabalha para o iliberalismo de Putin e do Partido Comunista chinês. Em última análise, Pinto Balsemão é o responsável máximo pela política editorial do Expresso.

Para o semanário Expresso, a problemática do aborto resume-se a “uma longa guerra pelo corpo da mulher” — assim como, para o marxista José Pacheco Pereira, “quem defende a família quer o domínio do homem sobre a mulher.”

São visões do mundo que são incompatíveis com a Razão, mas que, ainda assim, pretendem impor-se, de uma forma iliberal mediante a aplicação prática do conceito de “tolerância repressiva” do marxista Herbert Marcuse.

Não há pessoa mais especializada em imbecilizar os outros do que a Isabel Moreira.

Afirmar que o problema do aborto se resume a “uma longa guerra pelo corpo da mulher” é próprio de atrasados mentais; e é claro que a Isabel Moreira teria necessariamente que participar na cúria desse Imbecil Colectivo.

Neste país, onde quer que exista um qualquer Imbecil Colectivo organizado pelos me®dia, está lá sempre a Isabel Moreira. Não há um Imbecil Colectivo em que ela não participe activamente. Não há pessoa mais especializada em imbecilizar os outros do que a Isabel Moreira. A existir um Imbecil Colectivo Nacional, a Isabel Moreira deveria ser a presidente da instituição, acolitada pelo José Pacheco Pereira.

« (...) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (por exemplo, Alemanha, 1933) »

→ Edgar Morin, ex-comunista e crítico do marxismo

Os maiores inimigos do liberalismo político vivem dentro do sistema político liberal, e vão minando o sistema por dentro. É o caso de (por exemplo) Isabel Moreira e de José Pacheco Pereira.

É impossível qualquer tipo de diálogo com a actual elite política.

Quando uma elite política (maioritária) defende a ideia da redução do aborto a “uma longa guerra pelo corpo de meia Humanidade” — trata-se de uma visão marxista (Engels) das relações entre os dois sexos — e em que o nascituro é totalmente afastado da problemática, deixa de haver possibilidade de discussão racional sobre este tema, e abre-se a porta ao populismo.

O mais recente populismo (por exemplo, Marine Le Pen) reforçou-se com a crise financeira de 2008 — porque o conceito de “liberdade económica” tornou-se irracional (transformou-se em uma ideologia que se opunha a qualquer intervenção do Estado na economia, e por uma questão de princípio).

Ou seja, o dogma dos neoliberais (por exemplo, Passos Coelho e a sua entourage), segundo o qual o Estado deveria ser reduzido a meia-dúzia de gatos pingados, e a ideia ideológica radical segundo a qual o Estado não tinha que “meter prego nem estopa” na economia, acabou por minar a estabilidade da sociedade liberal e causar o reforço dos populismos latentes.

A política identitária (por exemplo, a ideologia de género) ou a política da “absolutização da autonomia individual”, têm muito pouco de “liberal” — porque o corolário da sua aplicação prática é iliberal, como se demonstra pela postura política e ideológica não só de personagens ditas “moderadas” (Isabel Moreira do Partido Socialista e José Pacheco Pereira do PSD, por exemplo), mas também pela Esquerda em geral.

Esta nova Esquerda defende uma “cultura de cancelamento” de origem marxista cultural (ou seja, evoluiu a partir do conceito de tolerância repressiva de Herbert Marcuse), que é profundamente iliberal e que torna impossível qualquer tipo de diálogo político.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

A socialista Isabel Moreira é um monstro

A Isabel Moreira compara o caso do aborto nos Estados Unidos com o caso português, quando não há comparação possível porque o aborto nos Estados Unidos não tem prazo limite: em bom rigor, nos Estados Unidos a mulher abortar até aos nove meses de gravidez.

Ora, é isto que a Isabel Moreira pretende para Portugal: o aborto legal até ao nascimento — e, na esteira utilitarista de Peter Singer, quiçá mesmo a legalização do infanticídio. Aquela mulher é um monstro.

Todo este artigo do semanário Expresso, é pura desinformação, porque ninguém pretende proibir o aborto nos Estados Unidos, como afirma a Isabel Moreira. Aliás, daquele estafermo não se poderia esperar outra coisa: uma mulher que afirma que “um homem pode dar à luz uma criança” pretende ser a pregoeira da verdade política em Portugal.

O que o Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos se prepara para fazer é delegar nos Estados da União a responsabilidade de referendar, a nível local, a legalização do aborto e as condições específicas dessa legalização — e por uma razão: é que o aborto não é considerado um “direito humano” pela Constituição dos Estados Unidos, e portanto, o Supremo Tribunal de Justiça não tinha (em 1973) que se meter nesse assunto.

Tenham a palavra os povos dos Estados da União.

isabel moreira costa os homens podem engravidar web

Avantesmas monstruosas, como a Isabel Moreira, têm medo das decisões do povo; pretendem construir um leviatão que trate os cidadãos como débeis mentais (o Totalitarismo de Veludo).

Adenda: ¿o Pinto Balsemão ainda não morreu? Já tarda...! É um problema de saúde pública!


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sábado, 12 de fevereiro de 2022

A treta existencialista do padreco abortista Anselmo Borges


“A autoridade do sofrimento dos humilhados, dos destroçados, de todos aqueles e aquelas a quem foi negada qualquer possibilidade é ineliminável. Trata-se de uma autoridade que nada nem ninguém pode apagar, a não ser que o sofrimento não passe de uma função ou preço a pagar para o triunfo de uma totalidade impessoal.”

→ “Deus e os vencidos” (ou “O Bacorejar do Padreco Anselmo Borges”)

Foi este mesmo padreco satânico que defendeu a legitimidade do aborto (ler aqui, ou aqui em PDF). Um Padre que defendeu a legalização do aborto, vem agora falar no “sofrimento dos humilhados, dos destroçados, e todos aqueles e aquelas a quem foi negada qualquer possibilidade é ineliminável” — mas ele não se refere aos nascituros: grande desfaçatez, o bacorejar de um grande porco!

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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Quando o aborto legalizado mata, não é notícia nos pasquins


Quando uma mulher morre na sequência de um aborto (legalizado), os neomarxistas e os neoliberais dizem que é um “caso acidental” e/ou um “dano colateral”, por um lado, e, por outro lado, nem sequer é notícia de primeira página.

Quando uma mulher morre, na Polónia, devido à lei que impede o aborto, os neomarxistas e os neoliberais dizem que a morte dela poderia ter sido evitada se o aborto fosse legal, por um lado, e por outro lado, a notícia faz as parangonas dos jornais.

O pasquim Observador é um pasto abundante de neomarxistas e neoliberais. E nenhum jornaleiro do pasquim fala das vinte mil crianças assassinadas anualmente em Portugal devido ao aborto legal.

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sexta-feira, 25 de junho de 2021

O relatório Matic adoptado pelo parlamento europeu


Este tipo de informação não passa nos me®dia portugueses, vendidos ao poder político globalista; e, mais grave: é sistemicamente escondido da opinião pública.


O relatório Matic, aprovado ontem pelo Parlamento Europeu, exige a promoção do aborto em todos os países da União Europeia, como sendo um direito humano fundamental — pasme-se! Abortar é agora um “direito humano fundamental”!

Mas não só: o parlamento europeu exige o acesso à contracepção sexual gratuita por parte de crianças a partir dos 12 anos de idade, e condena (e procura restringir, por via legal) a objecção de consciência (em relação ao aborto) por parte dos médicos.

Procurei saber a orientação dos votos dos deputados portugueses, mas esta informação está “escondida” da opinião pública: quem tem má consciência esconde a sua orientação de voto.


Adenda: a página em português do parlamento europeu está escrita na língua do Brasil (por exemplo: escreve “fato”, em vez de “facto”). Já não bastava termos alienado a nossa soberania; passamos agora, também, a ser obrigados a escrever e a ler em língua estrangeira.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Na Alemanha, o embrião de uma galinha vale mais do que o embrião de um ser humano


O parlamento alemão fez passar uma lei que proíbe que os embriões de galináceos, com 6 dias de existência, sejam mortos — alegadamente porque os embriões são “sensíveis à dor”. A mesma lei proíbe a morte dos embriões por causa da prática de selecção de sexo dos futuros galináceos.

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Na Alemanha, a vida de um embrião de uma galinha está mais protegida do que a de um embrião humano — na Alemanha, o aborto de embrião humano é legal até ao fim do primeiro trimestre de gravidez; e mesmo por outras razões facilmente invocáveis, o aborto pode ser legal, mais tarde durante toda a gravidez.


“Onde houver culto e veneração dos animais, haverá sempre sacrifícios humanos.”

(G. K. Chesterton)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Os esquerdistas dizem, amiúde: “ninguém celebra o aborto”

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

O filho do Fidel Castro proibiu o aborto... de símios


O governo do Canadá, cujo primeiro-ministro é o filho de Fidel Castro, decretou a santidade da vida uterina dos macacos — por exemplo, passa a ser proibido por lei a extracção de embriões das macacas, e passa a ser proibido abortar fetos das macacas.

Há muitas crianças (humanas) abortadas no Canadá que certamente gostariam de ter nascido macacas.


“Onde houver culto e veneração dos animais, haverá sempre sacrifícios humanos.”

— (G. K. Chesterton)

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domingo, 30 de agosto de 2020

Isaías 2, 49-15


“¿Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas?

Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca esqueceria.”

— Isaías 2, 49-15


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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

O patético Rui Rio deveria meter a viola no saco

Rui Rio é um político que defende abertamente a liberalização da eutanásia; e vem agora a terreiro criticar quem defende a restrição do aborto.

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Os liberais, por um lado, e a Esquerda marxista cultural, por outro lado (les bons esprits se rencontrent... ), adoptam — em matéria de ética, moral e costumes — sistematicamente a estratégia política de “negação do universal” ou a afirmação de um nominalismo radical, em uma primeira fase da guerra cultural; porém, em uma segunda fase da guerra aberta contra a cultura cristã, os liberais e os marxistas passam a generalizar aquilo que era anteriormente — alegadamente — um caso particular “não generalizável”.

Primeiro isolam (tratam um caso como sendo “uma excepção”); e depois generalizam.

Por exemplo: o caso do aborto, naquela criança brasileira de 10 anos, será sempre um ponto de partida da estratégia política para a legalização geral do aborto no Brasil : os liberais e os marxistas partem de um caso particular (por mais defensável que seja aquele aborto, em termos éticos), para depois generalizar esse caso e sujeitar a prática do aborto a um critério universal de puro gosto pessoal.

Os liberais e os marxistas misturam (em pura e flagrante contradição), na sua estratégia política e em proporções infinitamente variáveis, uma axiomática do interesse pessoal, por um lado, e uma axiomática sacrificialista colectiva, por outro lado: a primeira, isola o indivíduo do contexto geral (nominalismo radical), e a segunda é, alegadamente, uma apologia do altruísmo no sentido da universalização de uma determinada acção (neste caso, o aborto).

Por isso (e só por isso) é que eu compreendo a atitude dos conservadores brasileiros. A guerra cultural, levada a cabo pela aliança entre liberais e marxistas, é eminentemente irracional; e perante a irracionalidade, é inútil utilizarmos a Razão.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

O inferno ético idealizado pela Esquerda


“Mais repulsivo que o futuro que os progressistas involuntariamente preparam, é o futuro com que sonham.”

Nicolás Gómez Dávila 



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