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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Elon Musk é dono de 3% da economia americana; e os liberais concordam


Elon Musk, enquanto indivíduo, detém (pessoalmente) 3 por cento do PIB dos Estados Unidos, e o Telmo A. Fernandes acha muito bem. Vou repetir: o Telmo A. Fernandes pensa que é muito bom que um só indivíduo seja proprietário de 3% da riqueza gerada por um país.

Seria como se um só empresário português (sublinho: um só) fosse proprietário de 12 mil milhões de Euros em património e capital — lembro que a família Amorim, que é composta por várias pessoas, detém no total cerca de 5 mil milhões de Euros distribuídos por 6 ou 7 pessoas.

Isto significa que, teoricamente, se um só individuo fosse dono de 50% da economia portuguesa, o Telmo A. Fernandes não veria nisso nenhum mal — em nome de uma alegada meritocracia e liberdade.

É isto que me separa radicalmente dos “liberais” (como é o caso do Telmo A. Fernandes) e me faz votar no CHEGA.

Eu gosto da liberdade de mercado porque esta promove o Estado de Direito; o Telmo gosta do Estado de Direito porque este promove a liberdade de mercado. Não há reconciliação possível nestas duas posições.

O facto de o Telmo ser conservador nos costumes, é simples acidente e excepção — porque a esmagadora maioria dos liberais perfilha as ideias do Bloco de Esquerda nas áreas dos costumes e da ética.

Não ponho em causa a legitimidade de um empresário ganhar dinheiro; o que eu ponho em causa (coisa que o Telmo aparentemente não faz) é a possibilidade de um só indivíduo se tornar proprietário, por absurdo que seja, de 50% da economia de um país.

O argumentário do Telmo A. Fernandes não coloca qualquer entrave a que Elon Musk possa vir a possuir, em breve e por exemplo, 6% da economia americana. Aparentemente, para o Telmo não há limites para a expansão da “meritocracia” de Elon Musk.

Os liberais, como o Telmo, defendem uma nova versão do feudalismo; porém, é uma versão que não tem as virtudes que o feudalismo medieval tinha, porque se baseia em um quase absoluto individualismo.

O liberal (tal Telmo) incorpora o revolucionário Rousseau (nisto, coincide totalmente com a extrema-esquerda): migra ideologicamente da Razão para a sensibilidade, do geral para o individual, do objectivo para o subjectivo, do valor impessoal para o valor pessoal, do fazer para o ser — em um processo de “liberalização” (que inclui os “libertários” do Bloco de Esquerda) em que os indivíduos se tornam culturalmente mais parecidos entre si e (simultaneamente) cada vez mais pessoalmente distanciados um dos outros (anomia).

Imaginemos que a família Amorim venha um dia a deter 30% do PIB português; o Telmo A. Fernandes aplaudiria, pelo menos em tese.

O argumento do Telmo é o da “liberdade de contrato” na economia; mas esqueceu-se de dizer que Elon Musk atingiu a propriedade de 3% do PIB dos Estados Unidos depois de Donald Trump instituir a taxação tarifária em massa — e lá se vai o argumento da “liberdade de liberal trocas” do Telmo A. Fernandes.

Na Idade Média, os privilégios de um senhor feudal podiam ser retirados pelo Rei de um dia para o outro, na maior parte das vezes depois de ouvidas as Cortes; para o neo-feudalismo do Telmo A. Fernandes, a retirada de privilégios a um indivíduo rico é considerada heresia, porque os privilégios dos ricos não são considerados (pelos liberais) como privilégios, mas como direitos inalienáveis — os mesmos “liberais” que dependem do Estado para serem “liberais”, e que apregoam os seus direitos para poderem violar deveres.

Ora, esta posição do Telmo A. Fernandes, que retira (potencialmente e em tese) qualquer limite à detenção do PIB nacional por parte de um só indivíduo, é eticamente pornográfica, e só se explica por cegueira ideológica.

Dizer ao Telmo que não é aceitável que uma pessoa detenha a propriedade de 80% do PIB nacional (por absurdo que seja), não terá qualquer ressonância na consciência da criatura que defende a única legitimidade da “riqueza ociosa” que é aquela que só serve para produzir mais riqueza.

O rico, na sociedade ideal dita “liberal” do Telmo A. Fernandes (liberal, mas que depende financeiramente do Estado) não sabe utilizar o dinheiro para aquilo que melhor serve: para não ter que pensar nele.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Temos que responsabilizar os donos dos meios de Comunicação Social


A Cristina Miranda escreve aqui um texto que merece atenção, nomeadamente logo o trecho de abertura:

“O que resta hoje [do jornalismo] são estruturas de activismo político disfarçadas de informação, a operar em conluio ideológico e com objectivos que pouco ou nada têm a ver com a busca da verdade.”

O problema é que não podemos atribuir a responsabilidade apenas aos jornalistas e às respectivas chefias das Redacções. Os jornais têm dono — como escreveu G. K. Chesterton na década de 1920 do século passado:

“A principal característica da governança moderna é a de não sabermos quem governa “de facto” — mais do que “de jure”.

Vemos os políticos, mas não os seus mentores; e ainda menos vemos os mentores dos mentores; ou (o que é ainda mais importante), não vemos o banqueiro do mentor.

Lemos a notícia sem ver o editor, menos vemos o proprietário do jornal, e ainda menos vemos o grupo financeiro (provavelmente estrangeiro) que realmente fornece e apoia o proprietário.

O anonimato, que anda muito próximo da anarquia, marca a nossa época com uma espécie de enorme negação. Os homens têm especulado muito sobre o nome pelo qual o nosso tempo vai ficar na História, mas eu penso que será a Idade Sem Nome.”

Os jornalistas radicais de Esquerda — por exemplo, o Daniel Oliveira do semanário Espesso — escrevem e reflectem nos jornais as suas ideias mais extremistas porque têm o apoio dos donos (ditos “liberais”) dos me®dia, como foi o caso do Chico dos Porsches.

O mundo liberal trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita e absorve os da Esquerda; Pinto Balsemão não fez outra coisa senão isto.

Como afirmou Che Guevara em um discurso da ONU,

“Fusilamientos, sí. Hemos fusilado. Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario. Nuestra lucha es una lucha a muerte.”

Para a Esquerda radical (Partido Comunista, Bloco de Esquerda, LIVRE, e uma determinada facção do Partido Socialista, como por exemplo António Mendonça Mendes, Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves, Mariana Vieira da Silva, Alexandra Leitão, etc. ), Che Guevara está bem presente: a luta política é uma luta de morte; e os liberais (e os seus banqueiros) já aderiram à causa.

Não podemos esquecer que Pinto Balsemão fundou o canal de televisão SIC com financiamento garantido por altos dignitários do grupo de Bilderberg.

Mas — perguntaria o leitor — ¿como é que podem existir banqueiros “liberais” que apoiam e financiam a Esquerda radical?

A resposta a esta pergunta reside mutatis mutandis no conceito de “Grupo dos Trezentos”, de Fernando Pessoa [não esquecer que Fernando Pessoa tinha ascendência judia, por isso era insuspeito para falar deste assunto]. Não devemos esquecer que o regime comunista de Estaline foi financiado por Henry Ford (e pelos seus banqueiros) muito antes do inicio da II Guerra Mundial.

Em bom rigor, devemos distinguir entre o “liberalismo progressista”, que foi fundado em Inglaterra pelo Utilitarismo no fim do século XIX, e o “liberalismo tradicional” que se extingue com o triunfo cultural do Utilitarismo de John Stuart Mill — o mesmo Utilitarismo que Karl Marx dizia que era “uma moral de merceeiro inglês”, e que hoje é plenamente adoptado pela Esquerda portuguesa (Partido Comunista, Partido Socialista, LIVRE, Bloco de Esquerda e PAN).

Hoje temos uma luta de morte; mas não é só contra a Esquerda radical: é também contra o liberalismo dito “progressista” que apoia o extremismo totalitário.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Um liberal é pior do que um comunista


Chateia-me que alguém publique um texto num blogue, e não o comente — como quem diz: “não confirmo, nem desminto”; “com um vestido preto, não me comprometo!”, como dizia a saudosa Ivone Silva.

Não há dúvidas (absolutamente nenhumas!) de que Hitler era socialista — embora não fosse marxista.

Quem estudou a História do século XIX sabe que o marxismo é um forma tardia de socialismo: o socialismo francês do século XIX teve várias tendências — por exemplo, com Jean Jaurés, ou com Proudhon, ou Saint-Simon — e uma delas foi a de Fourier ou também a de Cabet.

Adolfo Hitler foi, stricto sensu, um revolucionário (ver “mente revolucionária”); ficou célebre a fase dele, proferida num comício: “Alles muss Anderes sein !” (Tudo tem que ser diferente!). Neste aspecto, Hitler não se distingue de Lenine, por exemplo: pretendiam ambos a alteração do fundamento da Natureza Humana, que é imutável.

Todo o revolucionário pretende mudar a Natureza Humana, num sentido ou noutro. Afirmar que “Hitler foi um conservador”, é um absurdo!

Nesta outra posta, o escriba escreveu acerca de Donald Trump:

“Politicamente é um conservador nacionalista; economicamente um proteccionista; Não respeita a Ordem Internacional Liberal, nem tem consideração pela globalização, defendendo abertamente políticas expansionistas (quasi imperialistas) que desrespeitam a soberania e as fronteiras de outros países;” — e as asneiras continuam prolixamente.

Victor Davis Hanson explica aqui a motivação de Trump: “Trump and 'The Art' of the 'Troll'”. Donald Trump é um troller. A ideia de que “Donald Trump pretende engordar o Estado”, só pode vir de uma mente liberal.

Um liberal é pior do que um comunista: pelo menos, este último não engana ninguém.

sábado, 26 de outubro de 2024

A espertalhona “liberal” Adriana Cardoso diz que “a Ideologia de Género não existe”

Uma gajinha tira um cursinho de merda de 3 anos de duração, tem uma carinha larocas e é “muito dada ao Macho Alfa”, e passa a ter (tomaticamente) um alvará de inteligente; passa a ser espertalhona. E é este tipo de gentinha feminista que milita no IL [Iniciativa Liberal], e defende a meritocracia liberal dos espertalhões que chulam o Estado.

Como diz o povo: “Quem tem uma c*na tem uma mina; quem tem uma p*ça tem um c*r*lho”.

É o caso de uma tal Adriana Cardoso, que afirmou o seguinte no canal do Chico dos Porsches:

« "Ideologia de género" não existe. É um termo cunhado pela extrema-direita americana. A escola pública não é neutra em questões de direitos humanos. »



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Duvidar do progressista é o único progresso


Segundo os progressistas, o conceito de “liberdade” é próprio da “extrema-direita”; ou seja, quem clama por liberdade, é fassista.


liberdade fassista web

O progressista actual, que se preze, luta contra a liberdade — contra a “liberdade política”, segundo o conceito de Hannah Arendt.

“Só um fassista inclui a liberdade política no seu ideário” — dizem os progressistas. “A liberdade é um valor fassista”.

Não tarda muito e veremos também o partido IL (Iniciativa Liberal) a afirmar peremptoriamente (já o faz de forma velada, imitando o Bloco de Esquerda) a negação da liberdade política, em nome do progresso. O “libertarismo” do IL (Iniciativa Liberal) é autoritarista, não admite correntes internas.

O progresso imbeciliza o progressista do IL (Iniciativa Liberal), de um modo tal, que o torna incapaz de ver a imbecilidade do progresso.

Segundo os progressistas, o progresso é a antítese da liberdade. A humanidade constata, com horror, que o progresso se vai tornando incurável.

Dizem eles que “não é possível ser progressista e, simultaneamente, defender a liberdade”: progresso e liberdade são (alegadamente) noções contraditórias.

Mais repulsivo do que o futuro que os progressistas involuntariamente preparam, é o futuro com que sonham: um totalitarismo a nível global.

É neste contexto, por exemplo, que os progressistas portugueses criam um novo Bilhete de Identidade (Cartão de Cidadão) com informações biométricas incrustadas — o precursor do sistema de Crédito Social chinês. O futuro preconizado pelos progressistas é uma emulação do totalitarismo chinês.

Duvidar do progressista é o único progresso.  

quinta-feira, 7 de julho de 2022

A Europa que é apenas das elites: na União Europeia, matar crianças passou a ser um “direito humano”


O parlamento europeu adoptou ontem uma “Resolução” que define a matança de seres humanos nascituros e inocentes como um “direito humano”. Matar gente, agora, é “direito humano”.

Estamos já próximos do nazismo.

O próximo “direito humano” europeu, defendido pela Esquerda acolitada pelos liberais, será o infanticídio: chegará o dia em que matar uma criança já nascida fará parte do trivial dia-a-dia, nesta Europa das elites.

sábado, 30 de abril de 2022

Ser liberal, em Portugal, é sinónimo de “ser burro”.

O “insurgente” — militante do partido IL (Iniciativa Liberal) — que escreveu no Twitter (antes das últimas eleições americanas) que o Joe Biden seria muito melhor presidente do que o Donald Trump.

mlorpa-web

Os factos não o deixam mentir: os Estados Unidos estão (literalmente) a entrar pelo cano.

“Ser liberal”, em Portugal, é sinónimo de “ser burro”. Burro, mas de nariz empinado e sorriso jumental!


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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Cotrim, o peixe da costa: outro que está obcecado com o “centro”


Rui Rio andava obcecado com o centro político, seguiu as indicações de José Pacheco Pereira e levou uma banhada eleitoral. O próximo será o Cotrim, o peixinho da costa (¿ou o peixe do Costa?).

cotrim peixe miudo web

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Mamadou Ba é uma figura pública e é detentor de um cargo político não-eleito! Seu “liberasno”!


Os americanos têm a 1ª emenda da Constituição; mas a liberdade de expressão (nos Estados Unidos) não se aplica a alguém grite “fogo!” dentro de um cinema (metaforicamente). Ou seja: até nos Estados Unidos, existe um limite para a liberdade de expressão.


Mas para um burro “liberal” — neste caso, um burro com um alvará de inteligência (ver ficheiro PDF) —, a liberdade de expressão não tem limites. Mesmo que (simbolicamente!) o Mamadou Ba grite “fogo!” dentro de um recinto fechado, o “liberal” de merda acha que o referido cidadão tem todo o direito de o fazer.


Desde logo: o Mamadou Ba não é um político eleito; mas é uma figura pública que exerce um cargo político. Só o burro “liberal” parece não ver isto.

Ou seja, sendo o Mamadou Ba uma figura pública exercendo um cargo político não-eleito, ele não tem o direito de gritar por “fogo” dentro de um recinto fechado (não levar esta metáfora ad Litteram) . Pelo contrário! O acto de uma figura pública gritar por “fogo” dentro de um recinto fechado, configura crime, se quisermos levar o Código Penal até às suas últimas consequências.

Depois, não podemos dissociar uma petição para a revogação da nacionalidade portuguesa do facto de existir um passado ou um historial de actos perpetrados pelo Mamadou Ba — como defende o burro dito liberal. Ou seja, para o liberal de merda, o histórico dos actos do Mamadou Ba não contam: só conta o presente.


Para que os “liberais” entendam, eu vou fazer um desenho:

uma coisa é o cidadão Mamadou Ba, enquanto cidadão, afirmar publicamente que “Portugal é uma merda”; outra coisa é o cidadão Mamadou Ba, enquanto figura pública e detentor de um cargo político não-eleito, afirmar publicamente que “Portugal é uma merda”. Quem não vê a diferença entre uma coisa e outra, só pode ser burro..

Daquilo que eu li, o partido CHEGA pede a revogação da nacionalidade — e não propriamente a “deportação do Mamadou Ba” (como afirma o liberasno).


O referido liberasno parte do princípio de que um indivíduo que nasce em Portugal tem o mesmíssimo direito à nacionalidade que um outro que nasceu no Senegal e se nacionalizou português.

Para os liberais, a nacionalidade portuguesa não vale um caracol! É esta uma das grandes diferenças entre o CHEGA, por um lado, e o IL (Iniciativa Liberal), por outro lado.

Ou seja, para os liberais, “um cão que nasce num estábulo é um cavalo; mas mesmo que o cão nasça num canil, pode ser considerado um cavalo”.

É este raciocínio que é adoptado pela Esquerda neomarxista, que utiliza os liberais como idiotas inúteis. Quem não percebe isto é liberasno.