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terça-feira, 16 de março de 2021

Um postal dedicado aos “liberais” Insurgentes e ao IL (Iniciativa Liberal)


Aquando das eleições americanas no passado mês de Novembro, um tal Insurgente de seu nome Mário Amorim Lopes (MAL), escreveu no Twitter que preferia “de longe” que o João Bidé ganhasse as eleições (em vez de Donald Trump);

mas não foi o único: vários “insurgentes” criticaram ferozmente o Donald Trump durante os quatro anos em que este foi presidente. E mesmo no Blasfémias, “liberais” como o Gabriel Silva ou o Telmo Três Nomes, não se cansaram de criticar o Donald Trump “por ser de direita”.

Pergunto-me se os referidos “liberais” — que apoiaram e torceram pelo João Bidé — são, de facto, liberais. Das duas, uma: ou são “liberais socialistas”, ou são “liberais de merda”. Venha o diabo e escolha.

joao-bide-impostos-web

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Mamadou Ba é uma figura pública e é detentor de um cargo político não-eleito! Seu “liberasno”!


Os americanos têm a 1ª emenda da Constituição; mas a liberdade de expressão (nos Estados Unidos) não se aplica a alguém grite “fogo!” dentro de um cinema (metaforicamente). Ou seja: até nos Estados Unidos, existe um limite para a liberdade de expressão.


Mas para um burro “liberal” — neste caso, um burro com um alvará de inteligência (ver ficheiro PDF) —, a liberdade de expressão não tem limites. Mesmo que (simbolicamente!) o Mamadou Ba grite “fogo!” dentro de um recinto fechado, o “liberal” de merda acha que o referido cidadão tem todo o direito de o fazer.


Desde logo: o Mamadou Ba não é um político eleito; mas é uma figura pública que exerce um cargo político. Só o burro “liberal” parece não ver isto.

Ou seja, sendo o Mamadou Ba uma figura pública exercendo um cargo político não-eleito, ele não tem o direito de gritar por “fogo” dentro de um recinto fechado (não levar esta metáfora ad Litteram) . Pelo contrário! O acto de uma figura pública gritar por “fogo” dentro de um recinto fechado, configura crime, se quisermos levar o Código Penal até às suas últimas consequências.

Depois, não podemos dissociar uma petição para a revogação da nacionalidade portuguesa do facto de existir um passado ou um historial de actos perpetrados pelo Mamadou Ba — como defende o burro dito liberal. Ou seja, para o liberal de merda, o histórico dos actos do Mamadou Ba não contam: só conta o presente.


Para que os “liberais” entendam, eu vou fazer um desenho:

uma coisa é o cidadão Mamadou Ba, enquanto cidadão, afirmar publicamente que “Portugal é uma merda”; outra coisa é o cidadão Mamadou Ba, enquanto figura pública e detentor de um cargo político não-eleito, afirmar publicamente que “Portugal é uma merda”. Quem não vê a diferença entre uma coisa e outra, só pode ser burro..

Daquilo que eu li, o partido CHEGA pede a revogação da nacionalidade — e não propriamente a “deportação do Mamadou Ba” (como afirma o liberasno).


O referido liberasno parte do princípio de que um indivíduo que nasce em Portugal tem o mesmíssimo direito à nacionalidade que um outro que nasceu no Senegal e se nacionalizou português.

Para os liberais, a nacionalidade portuguesa não vale um caracol! É esta uma das grandes diferenças entre o CHEGA, por um lado, e o IL (Iniciativa Liberal), por outro lado.

Ou seja, para os liberais, “um cão que nasce num estábulo é um cavalo; mas mesmo que o cão nasça num canil, pode ser considerado um cavalo”.

É este raciocínio que é adoptado pela Esquerda neomarxista, que utiliza os liberais como idiotas inúteis. Quem não percebe isto é liberasno.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O Insurgente Mário Amorim Lopes, que se diz de “Direita”


A maioria esmagadora dos indivíduos da Direita portuguesa andam a mamar nas tetas do Estado: por um lado, diabolizam o Estado (na esteira da linha ideológica de Passos Coelho); mas, por outro lado, são (um mais, outros menos) dependentes das prebendas do Estado.

insurgente-mal-webOu seja: por exemplo, o indivíduo do Insurgente que escreveu este tuite aqui ao lado é dos maiores hipócritas que existem na política portuguesa (apesar de tudo, reconheço que a Esquerda não é hipócrita quando pretende e defende para si as vantagens de um Estado ladrão).

Não sei como este Mário Amorim Lopes se alcandorou a “opinador” político influente na nossa praça da “Direita” — porque só um burro não consegue distinguir o Donald Trump enquanto indivíduo (com as suas idiossincrasias), por um lado, e a linha política que este defende, por outro lado.

Confundir o Donald Trump (enquanto pessoa), por um lado, e a linha ideológica herdada de Von Mises que Donald Trump segue, por outro lado — é próprio de um asno.

Eu posso não gostar pessoalmente de Donald Trump; mas não confundo o Donald Trump e a linha política adoptada por ele.

Ora, aquela cavalgadura do Terreiro do Paço, que se diz de “direita”, faz essa confusão — talvez para prestar vassalagem aos donos do Estado que lhe dá de mamar.

A chamada “Direita portuguesa” é política-, ideológica- e eticamente muitíssimo pobre.

É, em geral, composta por gente de muito inferior qualidade intelectual e ética, quando comparada com a gente de Esquerda.

sábado, 6 de janeiro de 2018

O burro Insurgente

 

A burrice no Insurgente não tem limites. Em primeiro lugar, porque se acredita no que se publica no NYT. Só de burro. E depois porque parece que é proibido processar judicialmente o autor de um determinado livro devido ao seu conteúdo.

Confundir “processo judicial por difamação ou injúria”, por um lado, com “proibição de publicação de um livro”, por outro lado — só pode vir de uma cavalgadura alfabetizada.

Não há como classificar a incapacidade mental da maior parte dos escrevinhadores do Insurgente.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A imbecilidade não tem limites

 

“A Alemanha hoje é a Europa onde podíamos viver, caso a maioria dos países tivesse encetado as reformas que os alemães levaram a cabo com o socialista Gerhard Schröder.”

O Insurgente imbecil

O primeiro-ministro holandês recomendou a Jean-Claude Juncker que vá visitar um psiquiatra; mas o Jean-Claude Juncker é um romântico, e não um imbecil insurgente qualquer: neste último caso, não há psiquiatria que valha: é um problema genético.

Quando não se distingue a estrada da Beira, por um lado, da beira da estrada, por outro lado, não há cura possível. É congénito.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os futuros exemplos de intelectualidade de Portugal (quiçá, os novos ‘Marcelos dos Amanhãs que Cantam’)

 

O blogue Insurgente é uma mistela ideológica; não é um albergue espanhol: é mais uma casa de putas (faça-se justiça ao Blasfémias que é coerente, goste-se ou não dele).

Dou como exemplo duas “postas”: a primeira compara as atrocidades do nazismo e do imperialismo japonês, por um lado, com as duas bombas atómicas americanas lançadas no Japão, por outro lado — colocando a luta pela liberdade e pela democracia dos aliados no mesmo nível da guerra lançada pelo regime de Hitler, por exemplo. Inqualificável. É esta merda de gente que vai herdar a intelectualidade portuguesa. Só lhe falta colocar no mesmo nível de comparação o Kim Jong-un e o Donald Trump.

Outro exemplo, é esta outra “poia” que diz que “a xenofobia é um instinto básico como a inveja ou o medo”. Trata-se de uma não-definição à moda do Bloco de Esquerda. O Insurgente é o Bloco de Esquerda da não-esquerda. O autor do texto é, com certeza, outro intelectual português com grande futuro na vida política.

Segundo o argumento do intelectualóide de urinol lisboeta com grande futuro:

  • se eu sinto medo de alguém que me aponta uma pistola, trata-se de um “instinto básico” da minha parte, ou seja, não é um medo consciente: trata-se de uma “fobia”, que é inconsciente por definição e natureza.

E, seguindo o mesmo raciocínio, é possível — através da evolução cultural — não sentir medo racionalizado de alguém que nos aponta uma pistola e continuar saudável mentalmente.

Segundo o referido autor, a inveja é também um “instinto básico”, ou seja, não existe tal coisa como inveja conscientemente interiorizada. E finalmente compara a relação com os ciganos, por um lado, com a relação com turistas, por outro lado — que é uma comparação genial e que não lembra nem ao careca nem ao Marcelo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Os burros confundem “globalização”, por um lado, e “globalismo”, por outro lado

 

burro com oculos 300 webSão burros de propósito; burros voluntários, imbuídos de uma estupidez natural; temos hoje as elites culturais mais estúpidas de que há memória na História de Portugal.

Globalização” não é a mesma coisa que “globalismo — como pretendem dizer o André Azevedo Alves e um tal João Carlos Espada (ver ficheiro PDF, para memória futura). Burrice. Burros que pretendem enganar a populaça.

G. K. Chesterton escreveu: “Sem educação, encontramo-nos em um perigo mortífero e horrível que consiste em levar a sério as pessoas educadas”.

É urgente que o povo se eduque para que possa ver que os Alves e os Espadas deste país vão nus.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Outro insurgente com Q.I. de muçulmano

 

“Não faltam entusiastas dos autoritarismos/totalitarismos que vão de coisas como o Bloco, Podemos, Corbyn ou Siriza até ao Wilders, Le Pen ou AfD. O status quo democrata-liberal é uma merda não é?”

Insurgente, filho de primos direitos

Noutro dia escrevi aqui acerca do Síndroma Parasítico da Avestruz que consiste em não reconhecer quaisquer diferenças entre objectos ou fenómenos inseridos em uma mesma categoria, o que é característica do politicamente correcto. Ver exemplo neste vídeo.

Por exemplo, meter no mesmo saco o Podemos (marxista), por um lado, e Geert Wilders (libertário, anti-marxista e anti-totalitarismo islâmico), por outro lado, só pode vir de gente que padece de uma doença mental grave (Síndroma Parasítico da Avestruz) que pode ter origem genética (endogamia) ou epigenética.

Seria a mesma coisa comparar o Trump e o Kim.

Kim Jong-un-web

Os liberais portugueses (PSD) deveriam ser proibidos de criticar o José Pacheco Pereira

 

Um Insurgente apresentou este gráfico abaixo com este título: “Foi o livre comércio e a globalização que nos permitiu escapar da pobreza, não a política”.

evolução-pib-relativo-1974-2000-web


Em primeiro lugar, parece que Portugal começou a ter o livre comércio depois dos outros países do mundo; dá a impressão de que o Estado Novo era contra o comércio livre — a não ser que “livre comércio” signifique “défice endémico da balança de transacções”, e, assim sendo, não vejo como se escapa à pobreza com esse défice endémico.

Em segundo lugar, vejam que desde o 25 de Abril de 1974 até ao ano 2000, o PIB português relativo subiu apenas 5 pontos percentuais (em 26 anos!), o que dá um crescimento real e relativo da economia de 0,2% por ano!; e se tivermos em consideração a crise económica e financeira de 2011, a economia portuguesa estará hoje nos mesmos níveis relativos de 1974 (sublinho: nível relativo).

Em terceiro lugar, a chamada “globalização” é hoje a mesma coisa que “globalismo”. E “globalismo” é uma ideologia política que colocou Portugal nos mesmos níveis de economia relativa de 1974 — não obstante a muleta da União Europeia e o apoio do BCE [Banco Central Europeu].

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Os chinocas podem ser proteccionistas; mas os outros, não!

 

Há no Ocidente uma espécie de tendência para o suicídio, seja na cultura antropológica ou na economia; e a tal ponto que se a China, por exemplo, protege (de várias maneiras) a sua economia, as cabeças bem pensantes do Ocidente acham normal; mas se os Estados Unidos fazem o mesmo, então já é “proteccionismo”.

E são essas luminárias suicidárias que transformam a economia política em uma ciência exacta; desenham um gráfico qualquer e atribuem-lhe a exactidão de um axioma. E pensam exactamente (sem tirar nem pôr) como pensa o George Soros (o tal que levou o Banco de Inglaterra à falência). É desta estirpe de animais suicidários de que se constitui o capitalismo actual.

"Those who will not even admit the Capitalist problem deserve to get the Bolshevist solution."

→ G. K. Chesterton

Por isso é que temos uma geringonça a governar Portugal: é produto dos “liberais” que temos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O argumento neoliberal da inferioridade ontológica portuguesa

 

“O Reino Unido e a Irlanda efectivamente usaram um modelo de nacionalizações temporárias, com posterior privatização. Este modelo é interessante, mas não o podemos aplicar a Portugal esquecendo-nos de um factor de contexto relevante: estamos em Portugal. Em Portugal, como a Caixa aliás ilustra, o banco serviria para atender a interesses e caprichos políticos, e é questionável se a gestão sob batuta pública seria mais eficaz. Olhando para a Caixa, a conclusão seria um rotundo não”.

Argumentos contra a nacionalização do Novo Banco (Insurgente)

É a merda da ideologia: quando o Reino Unido e a Irlanda procedem segundo a cartilha neoliberal, os portugueses são inteligentes e deveriam seguir-lhes o exemplo. Quando o Reino Unido e a Irlanda são pragmáticos e fogem à ideologia, os portugueses são uma merda e não podem seguir-lhes o exemplo.

Podemos ver também o enviesamento ideológico de sinal contrário em Paul Krugman: o défice excessivo é bom se for de esquerda; se for de direita, é mau.

Toda a gente com bom senso sabe que a melhor solução para o Novo Banco é a nacionalização temporária temporária, estúpido! Limpa a cera dos ouvidos!

sábado, 24 de dezembro de 2016

A estupidez dos liberais

 

Um liberal é quase tão perigoso quanto um comunista. Partem ambos da ideologia para a realidade: segundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;
2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;
3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Vejam aqui um exemplo de uma teoria liberal aplicada a priori em relação a Donald Trump.

“Um país não se desenvolve, não enriquece, só com menos impostos e mais despesa pública.”

¿Onde é que Donald Trump defendeu um “aumento da despesa pública”? Onde? O liberal de serviço está a especular segundo a cartilha oficial. Cortar muito na despesa de uma área e investir um pouco mais noutra não lhe passa pela cabeça (foi por isso que Passos Coelho falhou e fodeu a direita portuguesa).

“O proteccionismo de Trump até pode criar um aumento temporário dos salários e do emprego. Mas um país fechado não inova e, mais cedo ou mais tarde, é ultrapassado por outros que produzem melhor e mais barato”.

A filha-da-putice do liberal (que só existe no Ocidente) diz que o proteccionismo trumpista não inova; mas o proteccionismo chinês já inova: a inovação depende da nacionalidade. O proteccionismo chinês inova porque copia o que é dos outros e a um preço mais barato devido a Dumping do Estado chinês que os liberais adoram. Segundo os liberais, o proteccionismo chinês é fixe e recomenda-se, ao passo que Donald Trump é um filho-de-puta.

“A que se junta a inflação, um risco natural para qualquer país que feche as portas à globalização. A inflação: essa forma de austeridade que tantos desejam e que afecta especialmente os que ganham menos e que têm mais dificuldade para fazer frente ao aumento dos preços. Para a evitar, a Reserva Federal já anunciou o aumento das taxas de juros e promete mais em 2017”.

dtO liberal é burro; mas é professor universitário!

Quando um Banco Central aumenta as taxas de juro é porque prevê (ou já existe) um “aquecimento da economia”. A inflação (ao contrário da deflação que acontece actualmente na União Europeia), desde que controlada, é um factor positivo para a economia. Vejam aqui, por exemplo, as taxas de inflação na China.

Eu compreendo que um liberal português não goste de Donald Trump: as políticas de Trump não serão “amigas da União Europeia”, e por isso, também de Portugal.

Mas um liberal que se preze não compreende que um americano não é um português, ou que um chinês não é um alemão — porque um liberal, à semelhança do comunista, parte da premissa da “igualdade” entre toda a gente; um liberal não compreende que há nações mais iguais do que outras.

sábado, 12 de novembro de 2016

Os liberais são contra a democracia, mas também a favor da democracia

 

Por um lado, Trump ganhou e é “mais um episódio da luta contra os valores do mercado (liberalismo)”; mas, por outro lado, “um liberal não distingue pessoas: crê que estas devem escolher, sendo as suas escolhas, certas ou erradas, aquilo a que se chama mercado”. Mas quando o sistema político americano escolheu Trump, o liberal já distingue pessoas. O liberal distingue pessoas apenas quando lhe dá jeito.

Lembre-se o leitor que quem escreveu isto é um professor universitário. Por aqui vemos o estado a que chegou a Academia. Já não se distingue entre a imigração legal, por um lado, e a imigração ilegal, por outro lado: para o professor universitário, toda a imigração é legal. Ou seja, o liberalismo passou a ser completa irracionalidade.

A “globalização” passou a ser uma espécie de entidade metafísica (dotada de vida própria) que está acima da populaça.

Essa entidade metafísica hipostasiada está acima da democracia que os ditos liberais defendem. Hoje, um liberal é alguém que depende da democracia para existir enquanto liberal, mas que condena a democracia em nome da deusa “Globalização”. Ou seja, um liberal é simultaneamente contra e a favor da democracia.

E quando a democracia assusta os liberais, dizem eles que é “populismo”.

sábado, 28 de maio de 2016

É Rousseau, estúpido!

 

Quando alguém da Esquerda pensa com lógica (coisa rara, aliás), sou obrigado a dar-lhe razão (por muito que me custe; e por vezes custa-me muito). Mas em Portugal há um maniqueísmo generalizado: a Esquerda diz que Direita nunca tem razão, e vice-versa; a Esquerda começou com a tolerância repressiva, e agora a Direita imitou a Esquerda. A política transformou-se em manicómio.

Na sequência da ideia de José Rodrigues dos Santos segundo a qual “o fascismo evoluiu a partir do marxismo”, um Insurgente (que é professor universitário, e por isso não tem desculpa), parece corroborar essa ideia:


“Não li o mais recente livro de José Rodrigues dos Santos mas, independentemente da sustentação que essa afirmação possa ter (ou não) no livro, a verdade é que está longe de ser um disparate, podendo a ligação entre marxismo e fascismo ser razoavelmente defendida por vários prismas. Dentro das limitações inerentes a um artigo como este, gostaria de realçar duas: as muitas semelhanças práticas entre regimes de inspiração marxista e fascista e as similitudes no plano ideológico”.

De Marx a Mussolini

E depois o professor universitário (com alvará de inteligência e tudo!) elabora uma lista de “similitudes” entre o marxismo e o fascismo, fazendo de conta de que as diferenças culturais são de tal grandeza que tornam as “similitudes” despiciendas.


O que há em comum entre o fascismo e o marxismo é, em primeiro lugar, o Romantismo do século XVIII, e mais precisamente o Contrato Social de Rousseau e o seu conceito de "Vontade Geral". E depois o marxismo adicionou o Positivismo à receita de Rousseau.

A “vontade geral” de Rousseau não é idêntica à vontade da maioria ou até à da totalidade dos cidadãos.

Rousseau entende a “vontade geral” como a vontade do corpo político que se assume arbitrariamente como intérprete da vontade do povo, na medida em que Rousseau considera a sociedade civil como uma pessoa e com atributos de uma personalidade ― tal como Hobbes ― que inclui o atributo da vontade. Segundo Rousseau, a sociedade civil não é (ou não deve ser) um conjunto de indivíduos organizados, mas antes uma pessoa colectiva.

Segundo Rousseau, o que interfere com a expressão da “vontade geral” é a existência de “associações subordinadas” ― ou seja, comunidades da sociedade civil ― dentro do Estado. Segundo Rousseau, cada uma delas quer ter a sua vontade geral, que pode ser oposta à da comunidade como um Todo. Escreve Rousseau:

»pode dizer-se não que há tantos pareceres como homens, mas tantos como associações. (…) É portanto essencial, se a vontade geral pode exprimir-se, que não haja sociedades parciais dentro do Estado, e cada cidadão pense apenas por si; tal é o sublime e único sistema estabelecido pelo grande Licurgo«.

rosseauAs consequência práticas ― e se levadas até ao limite delas ― das ideias de Rousseau são as de que o Estado teria que proibir as igrejas ― excepto a igreja do Estado, que no caso português é cada vez mais a Maçonaria ―, proibir partidos políticos, sindicatos e todas as organizações de homens com interesses económicos e/ou políticos semelhantes. O resultado seria obviamente o Estado corporativista e/ou totalitário, em que o cidadão nada pode, isto é, em nome do diálogo directo entre o cidadão, entendido como indivíduo isolado, por um lado, e o Estado, por outro lado, Rousseau condena assim o cidadão à subordinação impotente inerente ao anonimato total.

O conceito negativista de democracia, segundo Rousseau, tem além do mais, uma outra particularidade: ele baseia-se na democracia da cidade-estado grega, e particularmente na democracia de Esparta em antagonismo com a democracia de Atenas. Porém, Rousseau diz que a democracia é de realização impossível porque o povo não pode estar sempre reunido para deliberar sobre os negócios públicos. Escreve Rousseau:

“Se o povo fosse composto por deuses, o governo seria democrático. O governo perfeito não é para os homens”.

Em consequência, aquilo a que os democratas chamam de “democracia”, Rousseau e os seus herdeiros ideológicos, chamam de “aristocracia electiva”, que ele quer dizer ser o melhor governo mas que não é possível em todos os países:

o clima não deve ser nem muito quente nem muito frio; a produção não deve exceder muito o necessário porque senão o demónio do luxo é inevitável; e o melhor é confinar a “aristocracia electiva” ao controlo de uma elite política, do que difundir a democracia na população.

Com tais limitações estabelecida por Rousseau para aquilo que ele entende por democracia, há largo campo aberto a um governo despótico.

O Contrato Social foi a "bíblia" da maioria dos chefes da Revolução Francesa ― incluindo Robespierre que era amigo íntimo de Rousseau ―, mas como é a sorte das bíblias, não foi bem lido e ainda menos compreendido por muitos discípulos: a sua teoria da “vontade geral” tornou possível a identificação mística do chefe com o povo, o que levou ao caudilhismo que não precisa de ser confirmado por coisa tão mundana como a urna de voto.

Hegel seguiu Rousseau para formatar a autocracia prussiana que levou à primeira grande guerra. Robespierre reinou segundo os princípios de Rousseau, e segundo este foram também formatados os princípios de afirmação política dos jacobinos. As ditaduras russas e alemã do século passado ― principalmente a última ― foram consequências da doutrina de Rousseau.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A direita lambe-cus da esquerda

 

Há um idiota que escreve no Insurgente que dá pelo nome de Carlos Guimarães Pinto:

“Eu concordo com muitos dos argumentos aqui expostos pelo Luis Aguiar-Conraria. Também a mim me preocupa alguma obsessão da direita com as questões de costumes, como se o estado devesse intervir (ou sequer tivesse a capacidade de o fazer de forma relevante) na forma como a sociedade evolui. Com excepção da questão do aborto, da qual não falarei agora, alinho em geral nas causas do liberalismo nos costumes. Não partilharia alguns artifícios retóricos usados pelo Luis, mas não serei eu a atirar a primeira pedra nestes assuntos”.

A opção laica

O idiota preocupa-se com a “obsessão da Direita com as questões de costumes”, o que parece significar, por contraposição, que a Esquerda não se preocupa com os costumes. “A Direita é obsessiva em matéria de costumes, mas a Esquerda não é”. Segundo o idiota, com a Esquerda, o Estado não intervém na forma como a sociedade evolui.

Existe uma certa “direita lambe-cus da esquerda”: passam a vida a lamber o cu à esquerda. Vive de um permanente sentimento de culpa em relação à esquerda. É uma direita masoquista, que passa a vida a bater com mão no peito perante o altar do radicalismo de esquerda.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Não!, nunca fui Charlie, estúpido!

 

Nunca fui Charlie. E por uma razão: sendo a crítica livre, deve ser racional.

Qualquer religião não está acima da crítica racional. Nada está acima da crítica racional. Mas o que o Charlie Hebdo faz não é crítica racional: há quem lhe chame “humor”; eu chamo-lhe paródia de mau-gosto.

Por isso é que o estúpido que escreveu isto não tem razão — porque uma crítica racional (passo a redundância) não faz do escárnio e do mal-dizer fins em si mesmos.

Eu posso criticar o Islão, ou o Cristianismo, ou o Budismo, ou a maçonaria, ou qualquer outra religião — mas de uma forma racional, utilizando argumentos inteligentes e racionais. Outra coisa, bem diferente, é o ataque gratuito, irracional, grotesco, brutamontes, ignorante, aos símbolos de qualquer instituição (seja qual for). E só um estúpido não vê a diferença.

(Ele há uns espertalhões que escrevem umas coisas)

domingo, 27 de setembro de 2015

Perfeito exemplo do que é a "Vontade Geral" segundo Rousseau

 

«Por muito que ofenda o espírito pretensamente democrata mas essencialmente acéfalo dos nossos tempos, a “vontade popular” não existe.

O “povo”, enquanto entidade colectiva mais ou menos etérea, não se pronuncia nem tem vontade. Quem se pronuncia são os vários indivíduos que integram o dito “povo”, expressando cada um deles a sua – muito sua – vontade individual. E o resultado eleitoral que sai do somatório das várias cruzinhas que são colocadas nos boletins de votos preenchidos pelos indivíduos que se dão ao vão trabalho de ir votar não forma uma vontade colectiva.

Aquilo que umas eleições apuram não é a “vontade popular”, mas qual a dimensão de cada um dos conjuntos de vontades individuais que, sendo iguais umas às outras, se agregam.

Nas eleições legislativas de 4 de Outubro, não estaremos a apurar qual é a “vontade” do “povo português”, mas apurar quantos portugueses preferem a coligação PSD/CDS, quantos preferem o PS, quantos preferem o PCP, quantos preferem o BE, e por aí fora. E qualquer solução governativa que o apuramento dessas preferências torne possível será igualmente legítimo do ponto de vista “democrático” – ou dito de forma mais precisa, “representativo”.»

Este “post” foi escrito por um militante do Partido Social Democrata — o que revela a maleita comum em muita gente desse partido. Segundo o texto, a voto expresso por uma maioria de indivíduos não expressa uma vontade da maioria. O politicamente correcto também existe no Partido Social Democrata; e neste caso traduz-se na negação do conceito de juízo universal.

Pode acontecer que não exista, em um determinado momento ou em umas eleições, uma clara vontade de uma maioria expressa em um determinado projecto político. Ou seja, o povo pode estar dividido. Mas a divisão do povo — que é composto por indivíduos — não significa que não exista uma vontade da maioria que, no caso da divisão, não é consonante ou convergente.

A vontade da maioria de indivíduos, consonante ou dissonante, é a vontade popular.

O que o escriba do Partido Social Democrata defende é outra coisa: a "Vontade Geral", segundo Rousseau. A "Vontade Geral" não é a mesma coisa que “vontade da maioria” (ou vontade popular). Não sei se o idiota do Partido Social Democrata se deu conta, mas o que ele defende é um princípio potencialmente totalitário.

A ideia segundo a qual “o povo é uma entidade abstracta” vem de Hobbes e depois Rousseau, e esteve na origem dos totalitarismos do século XX.

Desde que Cantor descobriu a teoria dos conjuntos que constatamos uma evidência que é eterna: um grupo é constituído por indivíduos; mas o grupo não se reduz a cada um dos indivíduos. Um grupo de indivíduos, por mais efémero que seja a sua constituição, é uma categoria. E sem categorias não é possível analisar e compreender a realidade.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Marine Le Pen, o Insurgente e o Jugular

 

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Começo por dizer que, se eu fosse francês, não votaria na Front Nationale de Marine Le Pen,  a não ser por voto de protesto contra o sistema político; por várias razões, e fundamentalmente porque a Front Nationale é tão radicalmente laicista quanto o Partido Socialista francês.

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Eu vou mais pelo secularismo, por exemplo, de um UKIP (United Kingdom Independent Party); vou mais por aqui, mas vou mais longe: em minha opinião, a Igreja Católica deveria fazer parte do protocolo de Estado, e portanto, fui contra a posição do Partido Social Democrata que há anos se aliou à  Esquerda e à  maçonaria para revogar a tradição portuguesa da presença da Igreja Católica nos protocolos de Estado que vigorava desde a fundação de nacionalidade.

Segundo o critério do Insurgente, o UKIP, sendo um partido nacionalista e que defende até a saída do Reino Unido da União Europeia, é um partido socialista.