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sábado, 20 de dezembro de 2025

A Direitinha Educadinha ou os “católicos” do papa Chico

OJoão Távora é um exemplo da Direitinha Educadinha que marcou o consulado da Assunção Cristas no CDS.

É aquela "Direitinha" que não diz “caralho” para não ser malcriada. É a "Direitinha" da Linha de Cascais que nega concordar com a visão económica do Cotrim, porque lhe fica mal: afinal, o papa Chico discordava do Cotrim apenas na área da economia; em tudo o resto, estavam de acordo.

Quando penso na Assunção Cristas fico com os cabelos em pé.

Não me esqueço que a Isabel Moreira (Partido Socialista) mandava calar a Assunção e esta vinha logo a terreiro pedir desculpa por ter falado. É esta, a "Direitinha" da Assunção Cristas e do João Távora: vomita para cima dos da Direita propriamente dita, e absorve e recupera os da Esquerda.

Na esteira da "Direitinha" politicamente correcta da Assunção Cristas (e da "Direitinha" paneleira de Paulo Portas e de Adolfo Mesquita Nunes), João Távora pretende obliterar o CHEGA — não vá a Esquerda ficar chateada com ele, e mandá-lo calar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

A Lei 67/2025 ou Lei dos Okupas, e a Direita esquerdista do PSD/CDS


Desde que Paulo Portas se apoderou do CDS (1997), eu sempre disse que “o CDS fecha a Esquerda à direita” — ou seja, a Esquerda tinha e tem um espectro político que vai da extrema-esquerda (Bloco de Esquerda) até ao chamado “centro político” (CDS).

O CDS só foi de Direita com Adriano Moreira e Manuel Monteiro, e talvez com Lucas Pires. A partir da tomada de poder, no partido, de Paulo Portas, o CDS tem vindo “a fechar a Esquerda à direita”.

Hoje, o PSD absorve o CDS de Nuno Melo, e ambos os partidos “fecham a Esquerda à direita”.

A lei dos Okupas, ou seja, a Lei 67/2025 de 24 de Novembro, é um exemplo de uma lei de uma pseudo-direita maçónica:

  • com a alteração do Código Penal, estabelece as penas para os Okupas;

  • mas, através da alteração do Código de Processo Penal, a alteração referida do Código Penal é “minada” através da definição clara da possibilidade de discricionariedade de juízo por parte do juiz (Artº 200, nº 8), por um lado, e por outro lado através da revogação automática da culpa e da pena aplicável no Código Penal se “tiver lugar a desocupação voluntária do imóvel” (idem, nº 9).

Ou seja: eu ocupo uma casa, o juiz pode ou não (discricionariamente) obrigar a desocupação imediata; mas se eu sair da casa voluntariamente, segue-se que então não há crime e nada me acontece.

Esta lei é de Esquerda.

sábado, 25 de janeiro de 2025

O histriónico João Távora, ou quando o centro político é de esquerda


Escreveu o histriónico João Távora:

“Enganam-se os simpatizantes do Chega que reclamam para si o feito do discurso da imigração descontrolada estar a alcançar o espaço político do centro-esquerda. Na realidade julgo que a estratégia histriónica de André Ventura foi contraproducente. As causas políticas e as grandes reformas alcançam-se na conquista do centro político, não há outra forma.”


Talvez seja necessário que alguém explique ao João Távora o que é a Janela de Overton. Uma das grandes realizações do CHEGA foi a de reorientar a Janela de Overton, ou seja, mudar o centro político.

Ora, para o João Távora e compagnons do Corta-Fitas, o centro político só pode ser o que existia antes do CHEGA no parlamento: não pode ser outro, ou será heresia!.

Ou seja, o Corta-Fitas faz parte do problema que transforma o Partido Socialista, radical da Alexandra Leitão e Isabel Moreira, em “centro político”. Ou, como diria o Daniel Oliveira, “o Bloco de Esquerda é um partido social-democrata”; e o histriónico João Távora parece concordar.

Razão tinha o Eric Voegelin:

“Quando a episteme está destruída, as pessoas não páram de falar de política; mas agora só se expressam em forma de doxa”.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O Insurgente Mário Amorim Lopes, que se diz de “Direita”


A maioria esmagadora dos indivíduos da Direita portuguesa andam a mamar nas tetas do Estado: por um lado, diabolizam o Estado (na esteira da linha ideológica de Passos Coelho); mas, por outro lado, são (um mais, outros menos) dependentes das prebendas do Estado.

insurgente-mal-webOu seja: por exemplo, o indivíduo do Insurgente que escreveu este tuite aqui ao lado é dos maiores hipócritas que existem na política portuguesa (apesar de tudo, reconheço que a Esquerda não é hipócrita quando pretende e defende para si as vantagens de um Estado ladrão).

Não sei como este Mário Amorim Lopes se alcandorou a “opinador” político influente na nossa praça da “Direita” — porque só um burro não consegue distinguir o Donald Trump enquanto indivíduo (com as suas idiossincrasias), por um lado, e a linha política que este defende, por outro lado.

Confundir o Donald Trump (enquanto pessoa), por um lado, e a linha ideológica herdada de Von Mises que Donald Trump segue, por outro lado — é próprio de um asno.

Eu posso não gostar pessoalmente de Donald Trump; mas não confundo o Donald Trump e a linha política adoptada por ele.

Ora, aquela cavalgadura do Terreiro do Paço, que se diz de “direita”, faz essa confusão — talvez para prestar vassalagem aos donos do Estado que lhe dá de mamar.

A chamada “Direita portuguesa” é política-, ideológica- e eticamente muitíssimo pobre.

É, em geral, composta por gente de muito inferior qualidade intelectual e ética, quando comparada com a gente de Esquerda.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Os “Efectivamente”


« Agora não há dia em que os “efectivamente” não sintam necessidade de mostrar a sua repulsa por André Ventura, mas daqui por umas semanas para aí andarão frenéticos a demarcar-se do bode expiatório então de turno até porque, como é mais que certo, a propósito da eutanásia, alguém, entre os que se lhe opõem, escreverá ou dirá algo de menos cauteloso ou menos certo.
E de imediato, não o duvido, logo começará o ciclo do “não, antes pelo contrário”, “de modo algum”… e será quase com alívio que, antes que Fevereiro acabe, a eutanásia será aprovada porque assim, pelo menos por uns tempos, não se terá de tomar partido, e os “efectivamente” terão algum sossego.»

→ Helena Matos, “Racismo, dizem eles e os “efectivamente” concordam”


os-efectivamente-web

sábado, 18 de janeiro de 2020

O partido Chega de André Ventura já entrou em decadência


Tal como aconteceu com a "Direitinha" que é o PSD de Rui Rio e o CDS de Assunção Cristas, o CHEGA do André Ventura já assimilou e interiorizou a campanha de pânico moral imposta pela Esquerda; e, por isso, o partido CHEGA entrou já em decadência.

Para que o partido CHEGA pudesse crescer substancialmente, teria que passar (para o povo) a ideia de que não é permeável às invectivas ideológicas da Esquerda.

A razão por que o PSD de Rui Rio e, principalmente o CDS de Assunção Cristas, diminuíram drasticamente o seu apoio popular, foi a ideia — aceite pelo povo — segundo a qual estes dois partidos “obedecem” ideologicamente à Esquerda (excepto na economia).

A tentativa de André Ventura em colocar o CHEGA ao “centro” — como se o “centro” não fosse uma posição relativa! — vai desmobilizar o partido. Requiescat in pace!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Quando o Bloco de Esquerda e a Direitinha se abraçam

Cerca de 180 directores de empresas americanas concordam com a Esquerda radical (de tipo “Bloco de Esquerda”): “a restrição do aborto é má para o negócio”.

180 CEOS-ABORTO-WEB

Vemos como a Direitinha (tipo Insurgente) concorda com a esquerda radical (tipo Bloco de Esquerda), nesta como noutras matérias. Talvez por isso é que a Catarina Martins disse (eu ouvi) que “O Bloco de Esquerda é a salvação do capitalismo”.


Recordando um texto de Olavo de Carvalho:


« Há muitos motivos para você ser contra o socialismo, mas entre eles há dois que são conflituantes entre si: você tem de escolher. Ou você gosta da liberdade de mercado porque ela promove o Estado de Direito, ou gosta do Estado de Direito porque ele promove a liberdade de mercado. No primeiro caso, você é um “conservador”; no segundo, é um “liberal”.

(…)

Ou você fundamenta o Estado de Direito numa concepção tradicional da dignidade humana, ou você o reinventa segundo o modelo do mercado, onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes.

(…)

O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado. O liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários.

O conservadorismo é a civilização judaico-cristã elevada à potência da grande economia capitalista consolidada em Estado de Direito.

O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de Direito. »

— Olavo de Carvalho, “Por que não sou liberal” ; ler o resto.

sábado, 8 de junho de 2019

Manuel Monteiro a Presidente da República


...e eu, que sou monárquico, abriria uma excepção e até iria votar nas eleições presidenciais...

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