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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

A “Direita” que apoia o cripto-comunismo


Na actual Europa, há dois tipos de Direita: a democrática — que defende a liberdade segundo os princípios defendidos por John Locke — e a antidemocrática — que existe na linha ideológica de Hobbes e de Rousseau.

Obviamente que partidos políticos como por exemplo o PSD e o CDS não pertencem à Direita, na medida em que são nítida- e ideologicamente controlados pela Esquerda.

Porém, o mesmo não podemos dizer, por exemplo, do partido alemão CDU/CSU de Friedrich Merz que, ao contrário de Angela Merkel, se tem demarcado da Esquerda alemã.

O partido alemão CDU/CSU actual é um exemplo de um partido que se afirma de Direita sem prestar vassalagem à Esquerda.


Há dois grupos distintos de partidos da Direita na Europa: 1/ os Reformistas e Conservadores Europeus, e 2/ os Patriotas pela Europa.

Do primeiro grupo fazem parte, por exemplo, o “Partido da Família” da Alemanha, o partido “Fratelli d'Italia” de Giorgia Meloni, o partido “Lei e Justiça” da Polónia, e o partido “Democratas Suecos” (Suécia).

Do segundo grupo fazem parte, por exemplo, o partido “Rassemblement National” de França (de Marine Le Pen et all), o partido “Fidesz” de Viktor Órban (Hungria), o partido “Lega Nord” de Umberto Bossi e Matteo Salvini (Itália), o partido “Partij voor de Vrijheid” de Geert Wilders dos Países Baixos (Holanda), o partido espanhol VOX liderado por Santiago Abascal, e o partido português CHEGA.

Verificamos, no segundo grupo, uma clara simpatia pela Rússia antidemocrática de Putin — ou seja, existe no segundo grupo uma simpatia por regimes autoritaristas —, nomeadamente o partido espanhol VOX que é financiado por Putin através do partido húngaro de Viktor Órban; o próprio partido “Fidesz” de Viktor Órban da Hungria que é claramente contra a União Europeia e a favor da Rússia de Putin; e o partido “Rassemblement National” de Marine Le Pen que se tem financiado através da Rússia de Putin.

O partido CHEGA (tal como o partido holandês “Partij voor de Vrijheid” de Geert Wilders) encontra-se no grupo errado, na medida em que estes dois partidos apoiam as sanções económicas internacionais contra a Rússia de Putin — o que não acontece com quase todos os partidos do grupo dos Patriotas pela Europa, que se posicionam a favor da Rússia e contra as sanções económicas.

Este apoio à Rússia, por parte da maioria dos partidos do grupo “Patriotas pela Europa”, inclui uma anuência tácita em relação à política de direitos humanos de Putin, nomeadamente o apoio tácito ou mesmo explícito à perseguição política dos dissidentes russos Vladimir Kara-Murza e Alexei Navalny, por um lado, e por outro lado o apoio claro ao terrorismo de Estado instituído por Putin.

O que é surpreendente é o facto de partidos ditos “de Direita” apoiarem o cripto-comunista Putin.

Que o comunista Lula da Silva apoie Putin, não me surpreende; mas que gente que se diz da Direita apoie um ex-agente da KGB, não lembra ao careca.

Alguns dos partidos do segundo grupo tendem para a implementação de sistemas políticos autocráticos e mesmo totalitários. Não merecem o meu respeito. A guerra cultural contra a Esquerda pós-estruturalista não justifica tudo.

sábado, 25 de janeiro de 2025

O histriónico João Távora, ou quando o centro político é de esquerda


Escreveu o histriónico João Távora:

“Enganam-se os simpatizantes do Chega que reclamam para si o feito do discurso da imigração descontrolada estar a alcançar o espaço político do centro-esquerda. Na realidade julgo que a estratégia histriónica de André Ventura foi contraproducente. As causas políticas e as grandes reformas alcançam-se na conquista do centro político, não há outra forma.”


Talvez seja necessário que alguém explique ao João Távora o que é a Janela de Overton. Uma das grandes realizações do CHEGA foi a de reorientar a Janela de Overton, ou seja, mudar o centro político.

Ora, para o João Távora e compagnons do Corta-Fitas, o centro político só pode ser o que existia antes do CHEGA no parlamento: não pode ser outro, ou será heresia!.

Ou seja, o Corta-Fitas faz parte do problema que transforma o Partido Socialista, radical da Alexandra Leitão e Isabel Moreira, em “centro político”. Ou, como diria o Daniel Oliveira, “o Bloco de Esquerda é um partido social-democrata”; e o histriónico João Távora parece concordar.

Razão tinha o Eric Voegelin:

“Quando a episteme está destruída, as pessoas não páram de falar de política; mas agora só se expressam em forma de doxa”.

terça-feira, 2 de julho de 2024

A "Direitinha estercorosa" do João Távora


Convenço-me de que o João Távora é uma criatura desprezível. Aliás, já o suspeitava. É desprezível sobretudo porque escreve acerca de coisas de que não sabe, ou faz de conta que não sabe — o que vai dar no mesmo: “em política, o que parece, é”.

Escreve, ele:

«Acho muito salutar que se discuta a “cunha” e as suas potenciais perversidades numa sociedade que se quer igualitária em direitos e deveres – um mito, como sabemos

Ou seja, para aquela criatura, a luta contra a ilegalidade é um mito que decorre de uma qualquer utopia.

É esta "Direitinha estercorosa" (de que o João Távora faz parte) que se opõe ao CHEGA, e que apoia não só as teses da Esquerda mais radical, mas também as da Esquerda maçónica.


Até ao reinado de Dom Pedro II, que foi o precursor do Absolutismo em Portugal, o Rei concedia privilégios a indivíduos depois de consultadas as Cortes. Nunca, em Portugal, deixou de haver privilégios legais e dignitários desses privilégios. Ou seja, esses privilégios eram legais e até legítimos, na medida em que eram sancionados em Cortes.

Os privilégios concedidos pelo Rei poderiam ser retirados a qualquer momento, se se justificasse por qualquer motivo imperioso. Por exemplo, a traição à Pátria era motivo de retirada de privilégios pelas Cortes.


Nem na Idade Média a concessão de privilégios era ilegal. Mas esta gentalha defende a ideia segundo a qual é legítima a concessão de privilégios ilegais (vulgo “cunha”).

Dou um exemplo: até 2007, os professores descontavam para a Caixa Geral de Aposentações, em vez de descontarem para a Segurança Social. Os professores eram, então, objecto de privilégio por parte do Estado, que lhes foi retirado por José Sócrates com o apoio da "Direitinha estercorosa" liberal de que faz parte o João Távora.

À "Direitinha" liberal (PSD + CDS), incomodava-lhes os privilégios legais dos professores: e por isso juntaram-se a José Sócrates para acabar com a Caixa Geral de Aposentações.

O mesmo fenómeno uniu a "Direitinha" liberal (PSD + CDS) contra o sistema de saúde ADSE que concede privilégios legais (nomeadamente) aos professores. A ADSE tem os seus dias contados, em nome do igualitarismo ilegalista da "Direitinha estercorosa".

Ou seja, a "Direitinha estercorosa" é contra os privilégios legais, e a favor dos privilégios ilegais.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

A "Direitinha" estercorosa é a favor de privilégios ilegais

Vemos aqui um exemplo da Direita que a Esquerda gosta. Que a Esquerda goste dela, e que ela tolere a Esquerda, é problema que não nos diz respeito. É problema deles. É a “Direitinha Assunção Cristas”.




O que me chateia, naquele texto, é a defesa da legitimidade da “cunha”:

«Houve "cunhas"? - cumpriu-se então a tradição nacional, somos ainda Portugal.»


Fico enojado com esta “elite”, de uma certa “direita” estercorosa, que tenta, por um lado, justificar o Estado de Direito, mas por outro lado justifica a “cunha”. O problema é que as duas coisas (o Estado de Direito e a “cunha”) não são compatíveis.

Em um Estado de Direito, os privilégios são legais.

Não tenho nada contra os privilégios, desde que sejam legais. O que não podemos ser, é a favor de um Estado de Direito, e, simultaneamente, a favor da existência de privilégios ilegais (“cunhas”).

domingo, 23 de junho de 2024

O conceito de “bom político ladrão”: ele rouba, mas faz obra!


O Henrique Pereira dos Santos acaba por legitimar aqui o conceito do «bom político português: “rouba, mas faz obra!”».

Aliás, este conceito do “bom político ladrão” é o mesmo que reelegeu Lula da Silva, no Brasil; e eu lembro-me de o Henrique Pereira dos Santos criticar a cleptocracia lulista no Brasil. O problema da "Direitinha" é que só legitimiza o conceito de “bom político ladrão” quando o político pertence à "Direitinha": quando o político é Esquerda? cruzes canhoto!

Só um burro, ou ignorante, não vê que a continuidade de um “bom político ladrão” no Poder, pode alterar decisivamente o decurso da investigação judicial. No caso do Henrique Pereira dos Santos, não é burro nem ignorante; ele apenas faz de conta que não vê, o que faz dele um cínico. E para obnubilar o seu cinismo, acusa quem vê de “populismo judicialista”.

“Populismo” e “demagogia” são termos que a classe política dita “democrata” utiliza quando a democracia a assusta.

O Henrique Pereira dos Santos faz de conta que não existem sinais exteriores de riqueza excessiva e injustificada nos casos dos “bons políticos ladrões” que pertencem à "Direitinha" (seja no caso do Albuquerque, ou no caso do Isaltino) — tudo isto em nome de uma putativa inutilidade de banais e meras “discussões jurídicas” no Supremo Tribunal de Justiça.

É espantoso como esta gente se protege mutuamente, com exercícios académicos de retórica que tentam justificar a institucionalização da corrupção e do nepotismo na política, e, alegadamente, em nome da “democracia”.



terça-feira, 7 de maio de 2024

Wishful Thinking da "Direitinha"


“Pareceu-me que o Chega estava a fazer um caminho que o poderia levar a primeiro partido da direita. Estou a rever essa ideia, porque a ânsia de crescimento, o excesso de apetite, a vertigem da velocidade têm destas coisas ingratas: quando se atiram 100 protestos para o ar pelo gosto de protestar contra o que seja, incorre-se no risco grave, aliás, na sólida certeza de alienar quem, afinal, é alvo de 50 deles. Com as posições tomadas recentemente penso que o Chega chegou ao seu melhor resultado em março, e começará agora a minguar muito depressa.”


Uma coisa que os direitinhas não gostam é de ser direitolas... Até lhes convém escrever “Março” com letra minúscula, não vá a Esquerda criticar. Em contraponto, escrevem “Direita” em minúsculas.

Os direitinhas consideram o PSD um partido “de direita”; e o CDS da Assunção Cristas, também — já não falando no CDS de Nuno Melo que quer enviar insurrectos para as Forças Armadas.

Os direitinhas andam desesperados... o povo abriu a pestana... ou melhor: já lhes viu o cu.

É a nova geração de progressistas direitosos e campeões dos direitos de braguilha.

Prefiro a bala marxista a uma palmadinha nas costas da "Direitinha".

terça-feira, 8 de março de 2022

O tipo de “raciocínio” da "Direitinha Fachistazinha" em relação à invasão russa da Ucrânia


O silogismodas coubes” é assim:

  • a Esquerda Neanderthal e os globalistas condenam a invasão russa da Ucrânia e a morte de civis neste país.
  • Eu não gosto da Esquerda Neanderthal e dos globalistas;
  • por isso, eu apoio a matança de civis ucranianos por parte da Rússia — para ser “contra a Esquerda”.

É assim que “raciocina” a "Direitinha Fachistazinha" dos labregos das coubes”.