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domingo, 21 de julho de 2024

A diluição retórica do Mal


Há muitos anos, um militante do Bloco de Esquerda disse-me que “o aborto é um acto de amor”.

Vemos aqui como um mal, entendido em si mesmo (o aborto), é justificado retoricamente utilizando o argumento do “amor” no casal. O argumento é o seguinte: para que o amor vingue, no seio do casal, é (muitas vezes) necessário sacrificar a vida de um ser humano em formação.

O “argumento” supra não é racional: é puramente retórico.

A retórica é tudo o que exceda o estritamente necessário para uma pessoa se convencer a si mesma.


A retórica de pior gosto é a que renuncia às exigências estritas e mínimas da cidadania, mas sem renunciar ao seu vocabulário — como é o caso deste textículo do Henrique Pereira dos Santos acerca da corrupção na política:

“Eu compreendo que, politicamente, é muito mais eficaz falar de corrupção (do) que falar da simplificação de processos de decisão, que é onde acaba a desaguar o discurso racional sobre corrupção (a versão abrutalhada do discurso sobre corrupção acaba em discussões sobre penas, perseguições, justiça e essas coisas todas que, essencialmente, podem servir para assinalar a virtude superior de quem fala, mas são largamente inúteis para limitar a corrupção).”

→ Henrique Pereira dos Santos

O Henrique Pereira dos Santos confunde “Poder”, por um lado, e “corrupção”, por outro lado — na ânsia (irracional) de criticar o CHEGA.

A verdade, porém, é que o Poder (entendido em si mesmo) não corrompe!, apenas liberta a corrupção larvar (latente), principalmente de quem aspira irracionalmente ao Poder.

Alguns políticos actuais nem sequer se corrompem!: oxidam-se!.

Portanto, a corrupção não é uma fatalidade do Poder — ao contrário do que afirma (implicitamente) o Henrique Pereira dos Santos.

Ou seja, a “simplificação de processos de decisão” não implica necessariamente “corrupção”, mas o Henrique Pereira dos Santos argumenta que quem pretende combater a corrupção (o CHEGA) faz a ligação entre as duas coisas — tal como o militante do Bloco de Esquerda fazia a ligação entre o “amor” e o “aborto”.

É a diluição retórica do Mal.

domingo, 23 de junho de 2024

O conceito de “bom político ladrão”: ele rouba, mas faz obra!


O Henrique Pereira dos Santos acaba por legitimar aqui o conceito do «bom político português: “rouba, mas faz obra!”».

Aliás, este conceito do “bom político ladrão” é o mesmo que reelegeu Lula da Silva, no Brasil; e eu lembro-me de o Henrique Pereira dos Santos criticar a cleptocracia lulista no Brasil. O problema da "Direitinha" é que só legitimiza o conceito de “bom político ladrão” quando o político pertence à "Direitinha": quando o político é Esquerda? cruzes canhoto!

Só um burro, ou ignorante, não vê que a continuidade de um “bom político ladrão” no Poder, pode alterar decisivamente o decurso da investigação judicial. No caso do Henrique Pereira dos Santos, não é burro nem ignorante; ele apenas faz de conta que não vê, o que faz dele um cínico. E para obnubilar o seu cinismo, acusa quem vê de “populismo judicialista”.

“Populismo” e “demagogia” são termos que a classe política dita “democrata” utiliza quando a democracia a assusta.

O Henrique Pereira dos Santos faz de conta que não existem sinais exteriores de riqueza excessiva e injustificada nos casos dos “bons políticos ladrões” que pertencem à "Direitinha" (seja no caso do Albuquerque, ou no caso do Isaltino) — tudo isto em nome de uma putativa inutilidade de banais e meras “discussões jurídicas” no Supremo Tribunal de Justiça.

É espantoso como esta gente se protege mutuamente, com exercícios académicos de retórica que tentam justificar a institucionalização da corrupção e do nepotismo na política, e, alegadamente, em nome da “democracia”.



quinta-feira, 15 de abril de 2021

domingo, 28 de março de 2021

O monhé dá continuidade à corrupção do consulado do José Sócrates


Um canal do YouTube que recomendo é o da Maria Carreira; aconselho a sua subscrição antes que o YouTube o censure — tal como aconteceu ao canal do professor João Tilly, cujo canal foi censurado porque ele publicou um vídeo com o título “A Gripe”, em que criticava a política do monhé em relação ao COVID-19.

Enquanto o país está a saque pela corrupção dos sicários do monhé, o povo português está confinado e a passar muitas necessidades, o desemprego a aumentar em flecha, e o José Pacheco Pereira caladinho que nem um rato: é que a corrupção é boa quando, de algum modo, beneficia o Pacheco.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

O regime “Xuxalista” de António Costa e comandita

A corrupção “xuxalista” grassa em Portugal, sob o olhar cúmplice do PSD de Rui Rio. E ainda não chegou o “supositório” europeu bilionário relativo ao COVID-19.