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sábado, 20 de dezembro de 2025

A Direitinha Educadinha ou os “católicos” do papa Chico

OJoão Távora é um exemplo da Direitinha Educadinha que marcou o consulado da Assunção Cristas no CDS.

É aquela "Direitinha" que não diz “caralho” para não ser malcriada. É a "Direitinha" da Linha de Cascais que nega concordar com a visão económica do Cotrim, porque lhe fica mal: afinal, o papa Chico discordava do Cotrim apenas na área da economia; em tudo o resto, estavam de acordo.

Quando penso na Assunção Cristas fico com os cabelos em pé.

Não me esqueço que a Isabel Moreira (Partido Socialista) mandava calar a Assunção e esta vinha logo a terreiro pedir desculpa por ter falado. É esta, a "Direitinha" da Assunção Cristas e do João Távora: vomita para cima dos da Direita propriamente dita, e absorve e recupera os da Esquerda.

Na esteira da "Direitinha" politicamente correcta da Assunção Cristas (e da "Direitinha" paneleira de Paulo Portas e de Adolfo Mesquita Nunes), João Távora pretende obliterar o CHEGA — não vá a Esquerda ficar chateada com ele, e mandá-lo calar.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

“Racismo” não é sinónimo de “existência de raças”


Ele há um tipo de politicamente correcto que, não sendo monopólio da Esquerda, tem um medo da Esquerda que se péla. É o caso do politicamente correcto vindo do António Balbino Caldeira.

racismo-pc-web


Uma das características do politicamente correcto é a negação da realidade; é olhar para a realidade e negá-la: por exemplo, quando se nega a existência de “etnias antropo-biológicas” (vulgo “raças”). É o caso do António Balbino Caldeira : nega a existência de raças. É uma expressão do politicamente correcto.


Antes de mais, vamos definir “racismo” (quando definimos uma coisa, o politicamente correcto foge a sete pés!):

“Racismo” é a doutrina  ou teoria  segundo a qual existe uma hierarquia entre raças, e vontade de preservar a “raça superior” de qualquer cruzamento.


orgulho-racista-webA afirmação da superioridade de uma raça ou de um povo é justificação, a partir deste axioma na definição supracitada, para o pretenso direito à dominação de outros grupos ou raças considerados como inferiores.

Para o politicamente correcto em geral, a diferença é sinónimo de hierarquia; e numa sociedade igualitarista extremada, até a Não-esquerda pretende negar a objectividade de qualquer diferença que não pertença à subjectividade da pessoa — ou seja: “as diferenças subjectivas existem; as objectivas não existem”; o império (politicamente correcto) da subjectividade erradica o mundo objectivo.

O problema do politicamente correcto da Não-esquerda é que confunde (ou mistura) a diferença (ou seja, a existência objectiva de raças diferentes), por um lado, com o racismo e/ou a xenofobia, por outro lado.

Ou seja, reconhecer a evidência da existência objectiva de raças, não é sinónimo racismo — ao contrário do que o ABC parece pensar.

Por exemplo, olhar para um chinês da Manchúria e para um dinamarquês descendente dos Vikings, e afirmar que “não existem raças” é puro delírio interpretativo. É claro que existem raças. Mas o ABC parece dizer que não: “não existe qualquer diferença entre um chinês e um dinamarquês” (parece dizer ele): “a aparente diferença é pura ilusão de óptica!”

O ABC faz lembrar o Groucho Marx : “¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?!”.

Ora a diferença entre raças (na espécie humana) não significa necessariamente que uma determinada raça (em termos gerais) seja superior a outra raça qualquer (a definição de racismo). Esta confusão entre “diferença”, por um lado, e “hierarquia”, por outro lado, é uma característica da influência do marxismo na cultura da Não-esquerda a que pertence o ABC.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

¿Como é possível o Sardica escrever no sítio da Rádio Renascença?

 

Um tal Sardica escreve no sítio da Rádio Renascença utilizando argumentos ad Hominem contra o André Ventura. Hoje parece estar na moda ir buscar a história de vida inteira de um indivíduo para justificar a crítica a uma única frase dele.

Por exemplo: eu não concordo com uma declaração de Fulano; e vou vasculhar a vida privada dele, descobrir que ele é cornudo, que o pai dele era bastardo, que a mãe fazia bolos para fora, que a irmã frequenta o Bairro Alto até altas horas, etc., — para que possa com maior autoridade de direito  fazer a crítica ideológica à declaração do Fulano em relação à qual eu não concordo. É o que faz o Sardica em relação ao André Ventura e às suas declarações acerca dos ciganos em geral.

Eu quero lá saber se o Ventura participava em programas de televisão, ou não. O que me interessa saber é se ele tem ou não razão quando diz que “os ciganos se sentem acima da lei” e que “vivem à custa do Estado”.

Ir buscar a vida privada do homem para criticar uma pequena declaração dele, só lembra ao Sardica.

E são as luminárias do estilo Sardica, que se julgam os donos da “democracia boa”, que justificam a lei a rolha e a repressão da liberdade de expressão — quando eles não se concentram nas ideias e preferem falar de pessoas e das suas vidinhas.

Não contente com a utilização da falácia lógica ad Hominem, o Sardica passa a seguir ao ataque ignorando o conceito de juízo universal. Diz ele que “também há brancos de classe média delinquentes, e devemos falar deles”. Ou seja: de forma implícita, a existência de “brancos de classe média delinquentes” justifica que “os ciganos se sintam acima da lei” (falácia Tu Quoque).

Diz o Sardica (como todos os idiotas da elite nacional) que as declarações do Ventura sobre os ciganos foram “infelizes”. Mas então não se percebe por que razão continuam a malhar em ferro frio em relação a essas declarações: se são “infelizes”, se não são pertinentes, se não têm razão de ser, então que não se fale mais delas.

Por um lado, o Sardica critica a “infelicidade” da liberdade de expressão do Ventura e do dr. Gentil Martins; mas por outro lado, o Sardica critica o politicamente correcto. Ou seja, o Sardica critica uma coisa e, simultaneamente, o seu contrário.

Esta Rádio Renascença está na linha do CDS/PP de Assunção Cristas: não é carne nem é peixe. E, com jeitinho, ainda iremos ver o Daniel Oliveira como director da Rádio Renascença; é apenas uma questão de “evolução”.

Escreve a avantesma:

“Ao exagero de linguagem de André Ventura ou de Gentil Martins (e note-se que só para este efeito os coloco lado a lado...), responde-se com o zelo pidesco da criminalização da opinião alheia; a diferença torna-se, em algumas mentes, um verdadeiro delito de opinião.”

Mas ¿o Ventura “exagerou” em alguma coisa?! Sejamos honestos: o que ele disse é verdade! ¿E o dr. Gentil Martins mentiu quando disse que “a homossexualidade é uma anomalia”?! ¿Por que é que o Sardica escreve no sítio da Rádio Renascença?

terça-feira, 25 de abril de 2017

Outro insurgente com Q.I. de muçulmano

 

“Não faltam entusiastas dos autoritarismos/totalitarismos que vão de coisas como o Bloco, Podemos, Corbyn ou Siriza até ao Wilders, Le Pen ou AfD. O status quo democrata-liberal é uma merda não é?”

Insurgente, filho de primos direitos

Noutro dia escrevi aqui acerca do Síndroma Parasítico da Avestruz que consiste em não reconhecer quaisquer diferenças entre objectos ou fenómenos inseridos em uma mesma categoria, o que é característica do politicamente correcto. Ver exemplo neste vídeo.

Por exemplo, meter no mesmo saco o Podemos (marxista), por um lado, e Geert Wilders (libertário, anti-marxista e anti-totalitarismo islâmico), por outro lado, só pode vir de gente que padece de uma doença mental grave (Síndroma Parasítico da Avestruz) que pode ter origem genética (endogamia) ou epigenética.

Seria a mesma coisa comparar o Trump e o Kim.

Kim Jong-un-web

sábado, 21 de janeiro de 2017

O síndroma do “país inviável”: tudo como dantes, no quartel de Abrantes

 

Há uma casta de liberais em Portugal que padece do “síndroma do país inviável”; um deles é Pinto Balsemão (que também nem morre, nem a gente almoça), que afirmou um dia em um programa da SICn que “se Portugal tivesse metade da sua população, seria um país viável” — o que é contraditório, porque teria ainda um mercado menor; mas é assim que os Bilderbergers liberais pensam de Portugal.

TIme Agosto 1975Então ¿o que diríamos da Islândia, que tem uma população de 300 mil habitantes com um PIB per capita de 50 mil US Dollars? ¿Também é um “país inviável”? Ou a Suíça, ¿também é um “país inviável”?

Em consequência do síndroma do “país inviável”, os liberais defendem a ideia segundo a qual “ou o Euro, ou o caos” — sendo que o caos é o “país inviável”. Sem o Euro, o país é inviável (esquecendo-se que a Islândia, ou a Dinamarca, ou a Suíça, por exemplo, não têm Euro).

O liberal Insurgente de serviço é tão idiota que menciona os anos de inflação alta em Portugal sem referir que ela foi devida ao PREC  [Processo Revolucionário em Curso] e aos anos que se lhe seguiram. E depois, fala do Euro como se fosse a antítese da inflação e do PREC  [Processo Revolucionário em Curso] que ele não mencionou. Ou seja, compara alhos com bugalhos.

A instabilidade política em um pequeno país cria instabilidade económica, e cria automaticamente uma desconfiança na moeda desse país; basta isto para criar inflação, porque a moeda vai sendo desvalorizada de modo “deslizante” em função dessa desconfiança política. Mas num país sem instabilidade política — por exemplo, a Dinamarca que também não tem Euro —, a moeda é credível e a inflação é baixa, embora o país seja pequeno.

O problema de Portugal é que tem uma esquerda marxista e radical na ordem dos 30% dos votos (contando com a ala radical do Partido Socialista), e por isso é que o país é inviável. Enquanto não limparmos o sebo à elite dessa tropa, nem sequer o Euro nos salva. E já agora: há que tratar dos patrões analfabetos funcionais que temos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A flor cheirosa

 

O João Távora confunde “grosseria”, por um lado, com “verdade”, por outro lado. Quando a verdade incomoda, é grosseria.

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Rui Ramos e a liberdade comercial

 

Entre o Fernando Rosas e o Rui Ramos, traçamos a mediana da contemporaneidade portuguesa. Ambos fazem parte do problema da actualidade.

O Rui Ramos confunde aqui a liberdade comercial, por um lado, com dumping, por outro lado. A minha experiência com o comércio com a China demonstrou-me a existência de dumping  apoiado pelo Estado chinês. Mas, para o Rui Ramos, o dumping  faz parte da globalização: em liberdade, vale tudo, até arrancar olhos.

O comércio com a China não é livre — ao contrário do que o Rui Ramos defende. Quando o Estado chinês subsidia as exportações, o comércio deixa de ser livre. Ou seja, por muito que custe ao Rui Ramos, o Donald Trump tem razão.

Também é extraordinário que o Rui Ramos tente justificar a imigração desenfreada com o argumento de “uma sociedade a envelhecer”: aqui, entre o Rosas e o Ramos não há qualquer diferença.

Não vou escalpelizar o texto todo do Rui Ramos, porque não há espaço nem tempo. Apenas digo que o Rui Ramos repugna-me tanto quanto me repugna o Fernando Rosas: ambos são radicais nas suas mundividências respectivas, e chamam “radicais” aos que têm qualquer senso crítico em relação à realidade.

quarta-feira, 2 de março de 2016

O ataque ad Hominem a Vladimir Putin

 

Temos aqui um texto enviesado. Aliás, a “técnica” utilizada é comum: pega-se num texto escrito em uma língua estrangeira e apenas se trata uma parte dele; e quem não sabe inglês fica restringido a uma informação tratada parcialmente. Chama-se a isso sub-informação.

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Vamos lá ver alguns argumentos do textículo brasileiro supracitado:

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

No que diz respeito aos Estados Unidos, Olavo de Carvalho é cego

 

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Vemos aqui um vídeo que verificamos os russos a atacar bases do I.S.I.S. na Síria. Aqui vemos outro vídeo de helicópteros russos atacando o I.S.I.S.

A pergunta é a seguinte: ¿vocês acreditam no que os vossos olhos vêem, ou acreditam no que diz o Olavo de Carvalho?

Aqui vemos Putin a explicar quem criou o I.S.I.S..

O Olavo de Carvalho encontra-se em dissonância cognitiva no que diz respeito aos Estados Unidos; está em estado de negação: não consegue aceitar a realidade. E a realidade é que a política dos Estados Unidos no Próximo Oriente é essencialmente a mesma desde o Bush-pai até Obama. E a eleição presidencial, seja de quem for, não irá alterar nada: a política americana vai por um caminho decadente e sem retorno, porque é controlada por uma dúzia de plutocratas.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Quando se trata dos americanos, não existe qualquer negacionismo

 

O negacionismo histórico só existe em relação aos crimes de guerra nazis e comunistas. Os vencedores da História não precisam negar nada: a própria vitória garante-lhes a negação.

“Em Agosto do ano passado, o Ministério da Educação da região de Sverdlovsk, ordenou que fossem retiradas das bibliotecas todas as obras do historiador Antony Beevor, precisamente devido ao facto de este historiador já ter exposto os crimes soviéticos em vários dos seus escritos, especialmente na obra intitulada A Queda de Berlim: 1945, que incomodou de tal forma as autoridades do Kremlin, a ponto de estas terem feito pesadas críticas ao seu autor. Este negacionismo dos crimes cometidos pelo Exército Vermelho por parte do regime de Putin é absolutamente patético.”

Dos Crimes Sexuais Cometidos Pelo Exército Vermelho Contra as Mulheres Alemãs

Embora a informação supracitada necessite de referência a fontes primárias, vamos aceitá-la como verdadeira. Portanto, as autoridades russas actuais negam a versão sobre os factos do historiador Antony Beevor.


bias“One of the enduring narratives of World War II is that during the invasion of the Third Reich, British and American troops largely behaved well, and it was the soldiers of the Soviet Union's Red Army who raped hundreds of thousands of German females, aged from eight to 80.

However, a new book published in Germany makes the shocking and disturbing claim that the Americans raped a staggering 190,000 women in the decade from the invasion until West Germany became a sovereign country in 1955.”

Did Allied troops rape 285,000 German women? That's the shocking claim in a new book. But is the German feminist behind it exposing a war crime - or slandering heroes?


Naturalmente que o livro da alemã Miriam Gebhardt é uma narrativa falsa:
  • em primeiro lugar, porque ela é feminista, e as feministas nunca têm razão; se uma feminista disser que 1 + 1 = 2, é óbvio que é falso.
  • em segundo lugar, a narrativa do livro é falsa porque toda a gente sabe que os soldados aliados eram santos, imbuídos de uma missão divina de libertação da humanidade em relação ao comunismo diabólico. Não cabe na cabeça de ninguém que os soldados americanos violassem mulheres alemãs.


O negacionismo das violações de mulheres alemãs por parte de soldados aliados dos americanos faz-se de duas formas:

  1. através da afirmação, na cultura antropológica, da superioridade moral americana (a actual Esquerda aprendeu com os americanos a lição da superioridade moral);
  2. através da detracção ad Hominem de quem nega a superioridade moral americana.

Os americanos não precisam de negar nada. O negacionismo americano faz parte da cultura antropológica, e é “natural”.