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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Temos que responsabilizar os donos dos meios de Comunicação Social


A Cristina Miranda escreve aqui um texto que merece atenção, nomeadamente logo o trecho de abertura:

“O que resta hoje [do jornalismo] são estruturas de activismo político disfarçadas de informação, a operar em conluio ideológico e com objectivos que pouco ou nada têm a ver com a busca da verdade.”

O problema é que não podemos atribuir a responsabilidade apenas aos jornalistas e às respectivas chefias das Redacções. Os jornais têm dono — como escreveu G. K. Chesterton na década de 1920 do século passado:

“A principal característica da governança moderna é a de não sabermos quem governa “de facto” — mais do que “de jure”.

Vemos os políticos, mas não os seus mentores; e ainda menos vemos os mentores dos mentores; ou (o que é ainda mais importante), não vemos o banqueiro do mentor.

Lemos a notícia sem ver o editor, menos vemos o proprietário do jornal, e ainda menos vemos o grupo financeiro (provavelmente estrangeiro) que realmente fornece e apoia o proprietário.

O anonimato, que anda muito próximo da anarquia, marca a nossa época com uma espécie de enorme negação. Os homens têm especulado muito sobre o nome pelo qual o nosso tempo vai ficar na História, mas eu penso que será a Idade Sem Nome.”

Os jornalistas radicais de Esquerda — por exemplo, o Daniel Oliveira do semanário Espesso — escrevem e reflectem nos jornais as suas ideias mais extremistas porque têm o apoio dos donos (ditos “liberais”) dos me®dia, como foi o caso do Chico dos Porsches.

O mundo liberal trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita e absorve os da Esquerda; Pinto Balsemão não fez outra coisa senão isto.

Como afirmou Che Guevara em um discurso da ONU,

“Fusilamientos, sí. Hemos fusilado. Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario. Nuestra lucha es una lucha a muerte.”

Para a Esquerda radical (Partido Comunista, Bloco de Esquerda, LIVRE, e uma determinada facção do Partido Socialista, como por exemplo António Mendonça Mendes, Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves, Mariana Vieira da Silva, Alexandra Leitão, etc. ), Che Guevara está bem presente: a luta política é uma luta de morte; e os liberais (e os seus banqueiros) já aderiram à causa.

Não podemos esquecer que Pinto Balsemão fundou o canal de televisão SIC com financiamento garantido por altos dignitários do grupo de Bilderberg.

Mas — perguntaria o leitor — ¿como é que podem existir banqueiros “liberais” que apoiam e financiam a Esquerda radical?

A resposta a esta pergunta reside mutatis mutandis no conceito de “Grupo dos Trezentos”, de Fernando Pessoa [não esquecer que Fernando Pessoa tinha ascendência judia, por isso era insuspeito para falar deste assunto]. Não devemos esquecer que o regime comunista de Estaline foi financiado por Henry Ford (e pelos seus banqueiros) muito antes do inicio da II Guerra Mundial.

Em bom rigor, devemos distinguir entre o “liberalismo progressista”, que foi fundado em Inglaterra pelo Utilitarismo no fim do século XIX, e o “liberalismo tradicional” que se extingue com o triunfo cultural do Utilitarismo de John Stuart Mill — o mesmo Utilitarismo que Karl Marx dizia que era “uma moral de merceeiro inglês”, e que hoje é plenamente adoptado pela Esquerda portuguesa (Partido Comunista, Partido Socialista, LIVRE, Bloco de Esquerda e PAN).

Hoje temos uma luta de morte; mas não é só contra a Esquerda radical: é também contra o liberalismo dito “progressista” que apoia o extremismo totalitário.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

As consequências do liberalismo feminista na política portuguesa


Na primeira metade da primeira década do século XXI, ouvi na rádio TSF a Teresa Caeiro (então uma militante proeminente do partido CDS) afirmar (mutatis mutandis) que “hoje já não existe Esquerda nem existe Direita”.

Era a instauração do relativismo político em Portugal. Seria isto talvez em 2002 ou em 2003, em uma entrevista radiofónica.

Teresa Caeiro fez parte de uma moda política prevalecente naquela época, seguida também por mulheres ditas “de Direita” como Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz, que valorizaram romanticamente a pusilanimidade das posições tradicionais de Direita, estas baseadas em uma diferente mundividência em relação à Esquerda marxista ou marxizante.

O relativismo político da Teresa Caeiro (et compagnons de route) baseou-se-se na visão liberal de “Fim da História” de Francis Fukuyama, mundividência esta que se revelou desastrosa para a Direita conservadora em todo o mundo Ocidental, e que deu alento ao neomarxismo sob a forma de Wokismo.

A mundividência liberal — personificada em Portugal por mulheres como Teresa Caeiro, Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz — trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita conservadora, e tenta absorver os da Esquerda.

O resultado está a vista, para quem quiser ver: o liberalismo resultou desfavorável à liberdade porque ignorou as restrições que a liberdade deve impôr a si mesma para não se auto-destruir.

Na esteira dessas mulheres ditas “liberais”, surgiram posteriormente a Assunção Cristas (que obedecia caninamente às ordens públicas da socialista Isabel Moreira), em primeiro lugar, e depois e recentemente a Mariana Leitão. Todas as mulheres citadas (e as outras mulheres “liberais”, em geral) são o exemplo da tentativa de absorver a Esquerda, ao mesmo tempo que diabolizavam a Direita tradicional.

Depois de ouvir a Teresa Caeiro na TSF, compreendi que o CDS passou a “fechar a Esquerda à direita” (o CDS passou a ser o partido da Esquerda mais à direita), por um lado, e, por outro lado, passei a ser muito céptico em relação ao papel das mulheres na política — cepticismo esse que mantenho até hoje.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Um liberal é pior do que um comunista


Chateia-me que alguém publique um texto num blogue, e não o comente — como quem diz: “não confirmo, nem desminto”; “com um vestido preto, não me comprometo!”, como dizia a saudosa Ivone Silva.

Não há dúvidas (absolutamente nenhumas!) de que Hitler era socialista — embora não fosse marxista.

Quem estudou a História do século XIX sabe que o marxismo é um forma tardia de socialismo: o socialismo francês do século XIX teve várias tendências — por exemplo, com Jean Jaurés, ou com Proudhon, ou Saint-Simon — e uma delas foi a de Fourier ou também a de Cabet.

Adolfo Hitler foi, stricto sensu, um revolucionário (ver “mente revolucionária”); ficou célebre a fase dele, proferida num comício: “Alles muss Anderes sein !” (Tudo tem que ser diferente!). Neste aspecto, Hitler não se distingue de Lenine, por exemplo: pretendiam ambos a alteração do fundamento da Natureza Humana, que é imutável.

Todo o revolucionário pretende mudar a Natureza Humana, num sentido ou noutro. Afirmar que “Hitler foi um conservador”, é um absurdo!

Nesta outra posta, o escriba escreveu acerca de Donald Trump:

“Politicamente é um conservador nacionalista; economicamente um proteccionista; Não respeita a Ordem Internacional Liberal, nem tem consideração pela globalização, defendendo abertamente políticas expansionistas (quasi imperialistas) que desrespeitam a soberania e as fronteiras de outros países;” — e as asneiras continuam prolixamente.

Victor Davis Hanson explica aqui a motivação de Trump: “Trump and 'The Art' of the 'Troll'”. Donald Trump é um troller. A ideia de que “Donald Trump pretende engordar o Estado”, só pode vir de uma mente liberal.

Um liberal é pior do que um comunista: pelo menos, este último não engana ninguém.

sábado, 26 de outubro de 2024

A espertalhona “liberal” Adriana Cardoso diz que “a Ideologia de Género não existe”

Uma gajinha tira um cursinho de merda de 3 anos de duração, tem uma carinha larocas e é “muito dada ao Macho Alfa”, e passa a ter (tomaticamente) um alvará de inteligente; passa a ser espertalhona. E é este tipo de gentinha feminista que milita no IL [Iniciativa Liberal], e defende a meritocracia liberal dos espertalhões que chulam o Estado.

Como diz o povo: “Quem tem uma c*na tem uma mina; quem tem uma p*ça tem um c*r*lho”.

É o caso de uma tal Adriana Cardoso, que afirmou o seguinte no canal do Chico dos Porsches:

« "Ideologia de género" não existe. É um termo cunhado pela extrema-direita americana. A escola pública não é neutra em questões de direitos humanos. »



domingo, 8 de setembro de 2024

Quando é o Estado chinês a violar os preceitos “liberais” e “humanitários”, os “liberais” metem a viola no saco


Eu não sou apologista de um Estado forte — embora por razões diferentes das invocadas pelo Telmo A. Fernandes. A política sábia é a arte de fortalecer a sociedade civil, e (por isso) de debilitar o Estado.

O Telmo A. Fernandes sustém a narrativa do “pensamento mágico” (a fé metastática) da “mão invisível”. A habilidade do Homem-de-Estado liberal, considerado “inteligente”, reduz-se à aproximação, o mais lentamente possível, da previsível catástrofe social. Enquanto a catástrofe, que se adivinha, se vai adiando, o liberal vai defendendo o conceito da “mão invisível” na economia — até que a merda atinja a ventoinha.

A China impõe tarifas aduaneiras ao Ocidente, mas eu nunca vi o Telmo A. Fernandes comentar este assunto; o Donald Trump impõe tarifas aduaneiras à China, e o Telmo rasga as vestes. O défice comercial entre os Estados Unidos e a China foi negativo, para os americanos, em cerca de 400 mil milhões de Euros em 2017.

O critério “liberal” do Telmo não é biunívoco; quando é a China a violar os preceitos “liberais” e humanitários, o Telmo mete a viola no saco. Por isso é que a criatura “liberal” é intrinsecamente de Esquerda.

Aliás, todo o mundo hoje é de Esquerda (que alívio !!!!!).

A “Direita” liberal do nosso tempo não é mais do que uma Esquerda de outro tempo, mas desejosa de digerir em paz.

Tal como acontece com a Esquerda, a “Direita” liberal nunca atribui o seu fracasso a erros de diagnóstico, mas antes à (alegada) perversidade dos factos — e o esquerdista típico nega-se, peremptória- e obviamente, a reconhecer que as conclusões do pensamento burguês-liberal são os princípios do próprio pensamento da Esquerda.

A elite “liberal” — a tal dos negócios contratualizados sem ética — escreve hoje as partituras musicais da sua propaganda baseando-se em temas da Esquerda.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Salazar foi um conservador (da sardinha).


A Cristina Miranda escreve aqui acerca do “fascismo”; o problema do texto, é que dele se pode inferir que o patriotismo / nacionalismo é um fenómeno político de Esquerda.

«Enquanto o marxismo mobiliza as pessoas com base apenas na sua classe, o fascismo mobiliza apelando às suas identidades nacionais e classes. Segundo ele, toda a acção privada devia ser orientada para servir a sociedade. Nesta ideologia não há distinção entre interesse privado e público pois o braço administrativo da sociedade é o Estado. Mussolini resumiu esta ideologia numa frase: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado” ».

Deste trecho, do texto da Cristina Miranda, pode-se inferir que

1/ quem apele à identidade e à união nacional, é “fassista”;
2/ quem é “fassista”, é de Esquerda;
3/ quem é patriota ou nacionalista, para além de “fassista”, é de Esquerda;
4/ só não é “fassista” quem defende um tipo de globalismo controlado por uma plutocracia internacional aliada ao caciquismo local do marxismo cultural internacionalista;
5/ quem é patriota / nacionalista, é “estatista” (o braço administrativo da sociedade é o Estado) porque defende o absolutismo do Estado.


Eu vivi durante o Estado Novo, embora muito moço. E poderia aqui assegurar, por A+B e por experiência própria, que Salazar não era de Esquerda.

A confusão começa quando não definimos “Esquerda” e “Direita(ver link).

As noções de Esquerda e de Direita são relativamente recentes: nasceram da Revolução Francesa e do jacobinismo; mas a noção e o conceito de “Estado” já vem de Aristóteles.

Não devemos associar o Estado à Esquerda, e a ausência do Estado à Direitacomo se pode inferir do texto da Cristina Miranda —, até porque um dos partidos que mais necessita do Estado para cumprir os seus desígnios ideológicos, é a IL [Iniciativa Liberal].

Os liberais, como é o caso da Cristina Miranda, só são “liberais” de nome, porque recusam (na linha de Rousseau) a predominância e a importância social das instituições intermediárias entre o indivíduo e o Estado. A atomização da sociedade é um desígnio ideológico liberal.

Aliás, esta recusa da predominância e a importância social das instituições intermediárias entre o indivíduo e o Estado também é uma característica do jacobinismo e, posteriormente, do marxismo. Um liberal é um revolucionário, uma vergôntea do jacobinismo.

Os liberais começaram por chamar de “democráticas” às instituições liberais, e acabaram por chamar de “liberais” às actuais servidões democráticas.

“Rousseau é o pai do movimento romântico iniciador do sistema que infere, de emoções humanas, factos não-humanos, e inventor da filosofia política de ditaduras pseudo-democráticas como opostas a monarquias absolutas. Desde então, os que se julgavam reformadores ou o seguiam a ele, ou seguiam ou seguiam Locke. Às vezes cooperavam e muitos não viam incompatibilidade, que se tornou pouco a pouco evidente. Hitler é vergôntea de Rousseau; Roosevelt e Churchill, de Locke.”

Bertrand Russell, “História da Filosofia Ocidental”, página 627; Livros Horizonte Lda., Lisboa, 1966

A atomização da sociedade é defendida pelos liberais (IL [Iniciativa Liberal]) e pelos libertários de Esquerda (Bloco de Esquerda), embora por razões distintas.

“Isto significa, nada menos, do que [o Estado] obrigá-lo [ao cidadão] a ser livre” (Rousseau).

Segundo Rousseau (e mais tarde, Hegel), a liberdade é o direito de obedecer à polícia.

Esta é a visão actual do liberalismo globalista da IL [Iniciativa Liberal] — e por isso é que a IL [Iniciativa Liberal] é um partido bem-visto pelos me®dia e pelas elites [ruling class] em Portugal.

“Se quando o povo, bem informado, toma deliberações, e os cidadãos não comunicam entre si, a soma das pequenas diferenças daria sempre a vontade geral e a decisão seria boa” — Rousseau

Desta proposição de Rousseau podemos inferir que todas as opiniões políticas são comandadas pelo simples interesse, que se divide em duas partes: por um lado, o interesse do indivíduo (IL [Iniciativa Liberal]), e por outro lado, o interesse comum que anula os interesses dos indivíduos entendidos enquanto indivíduos (Bloco de Esquerda). O que resulta da anulação do interesse comum em relação ao interesses individuais, é a "Vontade Geral".

Escreve Bertrand Russell (idem, página 639):

«Segundo Rousseau, o que na prática interfere com a expressão da vontade geral é a existência de associações subordinadas dentro do Estado. Cada uma quer ter a sua vontade geral, que pode ser oposta à da comunidade como todo. “Pode dizer-se que não há tantos pareceres como homens, mas há tantos como associações”. A consequência é importante: “É portanto essencial, se a vontade geral pode exprimir-se, que não haja sociedades parciais dentro do Estado, e cada cidadão pense apenas por si; tal é o sublime e único sistema estabelecido pelo grande Licurgo”. Em nota, Rousseau apoia-se em Maquiavel. »

A guerra ao associativismo na sociedade (a defesa do atomismo social) é uma característica tanto dos “liberais” da IL [Iniciativa Liberal] como dos “libertários” do Bloco de Esquerda. Estes dois partidos são uma imagem espelhada (de um e doutro).


“Ele há dois tipos de conservador: o conservador da lata e o conservador da sardinha.”
→ Agostinho da Silva

Salazar foi um conservador da sardinha.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Torna-se difícil escrever


Ainda há poucos anos, aparecia, de vez em quando, um anormal; hoje, a anormalidade é a regra.

Ora, nas actuais circunstâncias, em que quase tudo é anormal, é praticamente impossível escrever acerca da anormalidade.

diogo-faro-web

agir-webTodas as épocas exibem os mesmos vícios; mas nem todas mostram as mesmas virtudes: em todos os tempos há tugúrios, mas os palácios estão reservados apenas para algumas épocas.

Vivemos em um tempo de tugúrios morais, onde até os palácios se transformaram em fojos.

Torna-se difícil distinguir o humano, da besta. As próprias instituições tornaram-se paulatinamente irracionais — a começar pela Igreja Católica, por exemplo, quando ouvimos um recém cardeal português afirmar que “a Igreja não pretende converter os jovens”... ou quando ouvimos um primeiro-ministro dizer que “os portugueses nunca viveram tão bem como hoje”, negando assim a realidade imposta pelos factos... hoje, os factos são um instrumento de poética pessoana aplicada à política; para a classe política, em geral, não há factos: apenas há interpretações de factos — e “como vivemos em democracia, cada um interpreta os factos como quiser!”


«Narrar é enganar-se, porque narrar repousa sobre factos; e não há factos, mas apenas impressões. Certos argumentos são bem feitos; é isso que é verdade.

Não há factos, só interpretações de factos. Quem narra factos, só pode ter a certeza de que corre o risco de errar nos casos, no que narrou, e na maneira de o narrar. Quem só interpreta, dispensa um dos riscos. Certos argumentos são bem feitos, porque os factos são apenas os argumentos.»

Fernando Pessoa (“O Sentido do Sidonismo”)


o cardeal de merda webEsta ambiência, de confusão acerca dos factos, foi propositadamente criada pelas elites contemporâneas, porque sabem que o homem vulgar admira mais o que é confuso do que aquilo que é complexo. Estamos em presença de puro trabalho do Demo.

 aquecimento global assintomatico web

Essa é uma das razões por que a classe política vem eliminando a matemática do currículo escolar. O cidadão anódino mistura “confusão” e “complexidade”: as ideias confusas (propaladas pelas elites, como por exemplo o conceito de “CO2 como gás perigoso”) e as águas turvas parecem, ao vulgo humano, ser profundas.

Ora, neste ambiente [cultural, político] irracionalizado torna-se difícil exercer o nosso sentido crítico — porque teríamos que criticar quase tudo e, neste contexto, a crítica deixa de fazer sentido.

A quem pergunte, angustiado: ¿o que te calha escrever hoje? — respondamos, com probidade, que hoje só nos cabe (a nós, todos) uma lucidez impotente. O pensamento que reage à irracionalidade institucionalizada é impotente, embora lúcido: para quem parece ser incapaz de renunciar à análise do absurdo, aquele que renuncia parece-lhe impotente.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

A “neutralidade liberal” é uma grande treta, a maior aldrabice da modernidade


“Também como Rawls, Nozick termina seu livro representando a sociedade justa como moralmente libertária ao extremo, negando implicitamente a legitimidade de leis que proíbem práticas como a prostituição e a venda de drogas viciantes.”

Uma aproximação do pensamento de Nozick a Rawls.


alianca liberal webRecentemente, o liberal Carlos Guimarães Pinto (do partido IL [Iniciativa Liberal]) escreveu no Twitter que, em Portugal, os imigrantes indostânicos condutores de táxis (TVDE) não deveriam ser obrigados a falar a língua portuguesa. Ou seja: para o Carlos Guimarães Pinto, “os portugueses que se f*dam!”

Temos aqui um exemplo de uma pretensa “neutralidade” do Estado liberal que age em nome de uma alegada defesa da liberdade individual — uma “liberdade individual” radical que provoca, na sociedade, uma anomia e uma atomização social que, mais tarde, conduzirá inexoravelmente a uma qualquer formação de massa totalitária (Hannah Arendt).

neutralidade-liberal-webEm uma sociedade em que não exista um paradigma maioritária- e geralmente aceite do que é a “vida boa” (vida boa = postulado de orientação ética e moral, e de sentido de vida) que oriente o indivíduo e o colectivo, só lhe resta a busca frenética pelo interesse próprio e um utilitarismo exacerbado. Rawls (liberal de esquerda) e Nozick (libertário de direita) são defensores deste tipo de sociedade. O Carlos Guimarães Pinto obedece caninamente ao último dos dois.

Mas esta neutralidade ética e moral dos liberais e dos libertários é uma treta — como bem demonstraram MacIntyre e Sandel. A invocação (liberal) de neutralidade ética e moral do Estado é uma forma que os liberais encontraram de colocar em causa a legitimidade de um determinado paradigma cultural (clássico), na tentativa de impôr à sociedade um outro paradigma cultural, diferente mas disruptivo, e em nome de uma determinada concepção de “progresso” — uma concepção ideológica romântica da História que entende o progresso como uma lei da Natureza.

Neste contexto, o Estado liberal também não é eticamente neutro. Por exemplo, Michael Sandel [“Liberalism and the Limits of Justice”] defende a ideia de que o Estado não deve intervir no tema do aborto se se demonstrar ser verdadeira a doutrina moral que concebe o aborto como um assassínio. Ou seja, a neutralidade do Estado acerca do aborto só é admissível se se demonstrar que o aborto não é um assassínio e, por conseguinte, neste contexto o Estado deverá deixar o indivíduo exercer o direito ao aborto.

Esta aparente neutralidade do Estado liberal/libertário em relação a um paradigma clássico de “vida boa” é liberticida, embora agindo paradoxalmente em nome da liberdade — porque ignora as restrições que a liberdade deve impôr a si própria para não se auto-destruir. Por exemplo, a mentalidade liberal igualitarista da socialista Isabel Moreira nunca entenderá que os horrores modernos que a ela repugnam são o [lado do] avesso das falácias que ela admira.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

O liberalismo actual é liberticida, mas em nome da “liberdade”


John Rawls foi o precursor da versão igualitarista do liberalismo que influenciou os partidos socialistas ditos “democráticos”; mas também influenciou partidos ditos “liberais” que se dizem de Direita apenas porque defendem a propriedade privada (como é o caso do IL [Iniciativa Liberal]).

Haveria que distinguir entre liberais clássicos, por um lado, e libertários e utilitaristas, por outro lado; mas esta distinção raramente é feita.


Este artigo da professora Helena Serrão (ver ficheiro PDF), que cita John Rawls, aborda as teses deste último em relação aos conceitos de “processo contratual” da abordagem contratualista igualitarista.

Para os ditos “liberais” (mas também para os “libertários” e utilitaristas), não existe uma concepção pré-estabelecida de “vida boa” ou de “melhor sociedade”; não existe — como existe na filosofia política tradicional desde os socráticos — uma optimização de um “fim ideal da existência individual” (nem da existência comum dos seres humanos que implica uma noção de “Bem”).

Para os “liberais”, e libertários utilitaristas, a sociedade é reduzida a uma estrutura de cooperação entre pessoas que podem ter concepções diferentes do que é uma “vida boa” (felicidade) e de tal forma que as posições individuais podem ser absolutamente irreconciliáveis mas todas elas, em princípio, consideradas legítimas.

Tal como os libertários, John Rawls defende a ideia segundo a qual um qualquer princípio de coexistência que seja racionalmente defensável (independentemente de qualquer concepção substantiva) deverá ser considerado “justo”. Esse princípio de coexistência, qualquer que seja desde que seja “racional”, é reduzido a uma espécie de mecanismo que permite organizar as vidinhas das mais abstrusas idiossincrasias individuais.

É dentro desta visão “liberal”, por um lado, e “libertária” e utilitarista, por outro lado, que se situa a “estrutura de cooperação”, em que vemos, por exemplo, a Isabel Moreira (certamente seguidora de John Rawls) a defender o aborto, a eutanásia, a adopção de crianças por pares de invertidos, a Ideologia de Género, e não tarda nada, a legalização da pedofilia: tudo se reduz a um “processo contratual” entre partes, sendo que a idade de decisão e responsabilização das “partes” (em algumas áreas, por exemplo, na autonomia sexual) pode ser reduzida por processo de promulgação do Direito Positivo, por exemplo, para os 10 ou 11 anos de idade, ou até menos.

As opiniões liberais, libertárias e utilitaristas, e ditas “progressistas” (como se o progresso fosse uma lei da natureza), galopam pela História deixando um rastro de civilizações em chamas. Numa sociedade, como a actual, onde prosperam os actos mais aberrantes — o terrorismo, por exemplo —, o liberal e o libertário rendem-lhes homenagem em nome da “liberdade de consciência”.

O libertarismo e o liberalismo são liberticidas, mas em nome da “liberdade”.

Para os liberais e libertários utilitaristas, não existe “bem” se não for “justo”. Para eles, o “bem” é sinónimo de “justo”; as duas noções são coincidentes; não há “bem” independente do “justo”. O problema, aqui, é chegarmos a um acordo sobre o que é o “justo” para, depois, daí deduzir o “bem”. É neste contexto de interrogação sobre o “justo” na estrutura de cooperação entre indivíduos (processo contratual) que John Rawls escreveu o texto publicado pela professora Helena Serrão.

O liberalismo igualitarista actual (Isabel Moreira, PS da ala Esquerda, Bloco de Esquerda) não acabou com os ricos: apenas suprimiu os ricos decentes. Hoje, a sociopatia é um dos requisitos fundamentais do candidato a rico na sociedade dita “liberal”.


Para os “conservadores”, o “justo” e o “bem” são conceitos diferenciados (não se confundem), por um lado, e o “bem” é considerado um valor superior ao “justo”, por outro lado.

Ademais, (segundo os “conservadores”) os princípios que organizam uma sociedade não podem ser neutros em relação ao conceito de “bem”: ou seja, a sociedade não se pode organizar correctamente se partir do princípio de que o “bem” é o que cada indivíduo quiser que seja, limitado apenas pela lei que pode ser revogada e/ou revista ao sabor das modas. Para os “conservadores”, a vida social deve promover o “bem comum”, e não apenas satisfazer as idiossincrasias mais desviantes e mesmo aberrantes de personalidades das mais abstrusas.

Enquanto os liberais e libertários utilitaristas têm uma visão presentista da sociedade (o desligamento em relação ao passado histórico), os “conservadores” insistem no facto insofismável de que as próprias concepções individuais de “vida boa” (felicidade) não podem ser separadas das raízes individuais num contexto social que tem uma história que condiciona inexoravelmente as soluções que podemos dar aos problemas morais, e por maioria de razão, aos problemas da justiça distributiva.

Se seguirmos as ideias liberais, libertárias e utilitaristas, em toda a linha e até às suas últimas consequências, verificamos que não há nenhuma razão para que a pedofilia não venha a ser legalizada no futuro do Ocidente, dependendo apenas do “progresso da opinião pública” (Karl Popper), uma vez que as leis mais desumanas podem apenas depender da aquiescência, activa ou passiva, dos membros da comunidade (não há, a priori, uma noção comum e pública de “bem” baseada na tradição e na História).

É assim que o “justo”, do liberal e do libertário, coincide com o “bem”: depende apenas da janela de Overton, a cada momento da História, legalizar (mediante o processo contratual e a estrutura de cooperação) o que de mais monstruoso existe no ser humano (tal como aconteceu na Alemanha de 1933).

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Duvidar do progressista é o único progresso


Segundo os progressistas, o conceito de “liberdade” é próprio da “extrema-direita”; ou seja, quem clama por liberdade, é fassista.


liberdade fassista web

O progressista actual, que se preze, luta contra a liberdade — contra a “liberdade política”, segundo o conceito de Hannah Arendt.

“Só um fassista inclui a liberdade política no seu ideário” — dizem os progressistas. “A liberdade é um valor fassista”.

Não tarda muito e veremos também o partido IL (Iniciativa Liberal) a afirmar peremptoriamente (já o faz de forma velada, imitando o Bloco de Esquerda) a negação da liberdade política, em nome do progresso. O “libertarismo” do IL (Iniciativa Liberal) é autoritarista, não admite correntes internas.

O progresso imbeciliza o progressista do IL (Iniciativa Liberal), de um modo tal, que o torna incapaz de ver a imbecilidade do progresso.

Segundo os progressistas, o progresso é a antítese da liberdade. A humanidade constata, com horror, que o progresso se vai tornando incurável.

Dizem eles que “não é possível ser progressista e, simultaneamente, defender a liberdade”: progresso e liberdade são (alegadamente) noções contraditórias.

Mais repulsivo do que o futuro que os progressistas involuntariamente preparam, é o futuro com que sonham: um totalitarismo a nível global.

É neste contexto, por exemplo, que os progressistas portugueses criam um novo Bilhete de Identidade (Cartão de Cidadão) com informações biométricas incrustadas — o precursor do sistema de Crédito Social chinês. O futuro preconizado pelos progressistas é uma emulação do totalitarismo chinês.

Duvidar do progressista é o único progresso.  

sábado, 31 de dezembro de 2022

A consequência do controlo da Esquerda neomarxista sobre a “Direita liber(an)al”: a desindustrialização da Europa


Os fabricantes europeus de automóveis estão já a reavaliar os seus futuros investimentos, devido aos altíssimos preços da energia.

A desindustrialização da Europa é real, e os moinhos de vento e os painéis solares da utopia não irão resolver o problema — e tudo isto graças à acção política eficaz dos neomarxistas (que incorporam, na ideologia, o utilitarismo, conforme conselho de Peter Singer) acolitados pelos liber(an)ais [de tipo IL (Iniciativa Liberal)].

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agenda 2030 webA questão é a seguinte: ou adoptamos o nuclear, a prospecção do gás natural (incluindo o “fracking), e as hidroeléctricas — ou vamo-nos f*der todos!

Ora, é isto que a Esquerda neomarxista pretende: que nos f*damos todos ! — para que, perante uma crise extrema, exista a real possibilidade de um assalto revolucionário e totalitário ao Poder; e, entretanto, os liber(an)ais [tipo IL (Iniciativa Liberal)] fazem aquilo que sabem fazer melhor: dar o ânus. São os “idiotas úteis” de Lenine.

A ler: “The energy crisis risks dooming the electric car” (em alternativa, ler aqui em PDF).

A Esquerda neomarxista, e os “eculogistas liber(an)ais” — apresentaram (absurdamente) o automóvel eléctrico como solução (abstrusa e milagrosa) para a invenção (globalista e internacionalista) do “veneno do CO2”; mas é precisamente a “solução” que a Esquerda apresentou que inviabiliza a sua própria solução, porque aumentam os preços da energia que irá alimentar os automóveis eléctricos.

Entretanto, o número de pessoas que poderão comprar um automóvel eléctrico aproxima-se do limite possível: andar “montado” em uma viatura, no futuro da utopia eculógica, será uma realidade apenas reservada à elite neomarxista — e quiçá, para alguns liber(an)ais —: o resto do povo irá a pé ou de bicicleta (à boa maneira da China da década de 1960), obrigado à distopia da “cidade 15 minutos”.

Ou seja, a estratégia dos neomarxistas (ajudados pelos liber(an)ais) é a de limitar a mobilidade do povão — mantê-lo controlado dentro dos “15 minutos” da cidade; e mesmo a elite que tiver automóveis eléctricos não irá muito longe, uma vez que as redes públicas de abastecimento eléctrico tornam-se cada vez mais caras e não-confiáveis. Vão ter que carregar a bateria do carro em suas próprias casas e a preços astronómicos.

No último ano, os preços dos automóveis eléctricos novos aumentaram em média 36%, e a oferta (no mercado) de automóveis eléctricos usados é já superior à procura: o automóvel eléctrico constitui apenas cerca de 3% da procura retalhista de automóveis.

Votos de um Bom Ano Novo.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

A Isabel Moreira, e a “presidenta” da república em “top-less”


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O liberal, em primeiro lugar, degrada o valor dos símbolos (neste caso concreto: degrada-se o valor do símbolo do Chefe de Estado); para depois poder nivelar por baixo.


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“Onde o terrorismo e a pornografia prosperam, o liberal rende-lhes homenagem em nome da liberdade de consciência.”Nicolás Gómez Dávila

quinta-feira, 7 de julho de 2022

A Europa que é apenas das elites: na União Europeia, matar crianças passou a ser um “direito humano”


O parlamento europeu adoptou ontem uma “Resolução” que define a matança de seres humanos nascituros e inocentes como um “direito humano”. Matar gente, agora, é “direito humano”.

Estamos já próximos do nazismo.

O próximo “direito humano” europeu, defendido pela Esquerda acolitada pelos liberais, será o infanticídio: chegará o dia em que matar uma criança já nascida fará parte do trivial dia-a-dia, nesta Europa das elites.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

O diálogo político torna-se impossível, porque a irracionalidade volta a estar na moda

¿Existe, na Constituição portuguesa, um “direito ao aborto”? Resposta: não existe.

A legalização do aborto em Portugal foi definida (nos seus termos) por um referendo não-vinculativo que se repetiu por duas vezes, promovida por uma elite política apostada em minar o próprio conceito de “liberalismo” que, alegada- e aparentemente, procurava engrandecer a “liberdade individual” mediante o conceito de “autonomia”.

Vejamos esta parangona do Expresso: “Aborto: a longa guerra pelo corpo de meia Humanidade”.

aborto expresso web

Questiono-me se o Pinto Balsemão (o dono do Expresso), que se diz ser um prócere do liberalismo, não trabalha para o iliberalismo de Putin e do Partido Comunista chinês. Em última análise, Pinto Balsemão é o responsável máximo pela política editorial do Expresso.

Para o semanário Expresso, a problemática do aborto resume-se a “uma longa guerra pelo corpo da mulher” — assim como, para o marxista José Pacheco Pereira, “quem defende a família quer o domínio do homem sobre a mulher.”

São visões do mundo que são incompatíveis com a Razão, mas que, ainda assim, pretendem impor-se, de uma forma iliberal mediante a aplicação prática do conceito de “tolerância repressiva” do marxista Herbert Marcuse.

Não há pessoa mais especializada em imbecilizar os outros do que a Isabel Moreira.

Afirmar que o problema do aborto se resume a “uma longa guerra pelo corpo da mulher” é próprio de atrasados mentais; e é claro que a Isabel Moreira teria necessariamente que participar na cúria desse Imbecil Colectivo.

Neste país, onde quer que exista um qualquer Imbecil Colectivo organizado pelos me®dia, está lá sempre a Isabel Moreira. Não há um Imbecil Colectivo em que ela não participe activamente. Não há pessoa mais especializada em imbecilizar os outros do que a Isabel Moreira. A existir um Imbecil Colectivo Nacional, a Isabel Moreira deveria ser a presidente da instituição, acolitada pelo José Pacheco Pereira.

« (...) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (por exemplo, Alemanha, 1933) »

→ Edgar Morin, ex-comunista e crítico do marxismo

Os maiores inimigos do liberalismo político vivem dentro do sistema político liberal, e vão minando o sistema por dentro. É o caso de (por exemplo) Isabel Moreira e de José Pacheco Pereira.

É impossível qualquer tipo de diálogo com a actual elite política.

Quando uma elite política (maioritária) defende a ideia da redução do aborto a “uma longa guerra pelo corpo de meia Humanidade” — trata-se de uma visão marxista (Engels) das relações entre os dois sexos — e em que o nascituro é totalmente afastado da problemática, deixa de haver possibilidade de discussão racional sobre este tema, e abre-se a porta ao populismo.

O mais recente populismo (por exemplo, Marine Le Pen) reforçou-se com a crise financeira de 2008 — porque o conceito de “liberdade económica” tornou-se irracional (transformou-se em uma ideologia que se opunha a qualquer intervenção do Estado na economia, e por uma questão de princípio).

Ou seja, o dogma dos neoliberais (por exemplo, Passos Coelho e a sua entourage), segundo o qual o Estado deveria ser reduzido a meia-dúzia de gatos pingados, e a ideia ideológica radical segundo a qual o Estado não tinha que “meter prego nem estopa” na economia, acabou por minar a estabilidade da sociedade liberal e causar o reforço dos populismos latentes.

A política identitária (por exemplo, a ideologia de género) ou a política da “absolutização da autonomia individual”, têm muito pouco de “liberal” — porque o corolário da sua aplicação prática é iliberal, como se demonstra pela postura política e ideológica não só de personagens ditas “moderadas” (Isabel Moreira do Partido Socialista e José Pacheco Pereira do PSD, por exemplo), mas também pela Esquerda em geral.

Esta nova Esquerda defende uma “cultura de cancelamento” de origem marxista cultural (ou seja, evoluiu a partir do conceito de tolerância repressiva de Herbert Marcuse), que é profundamente iliberal e que torna impossível qualquer tipo de diálogo político.

sábado, 30 de abril de 2022

Ser liberal, em Portugal, é sinónimo de “ser burro”.

O “insurgente” — militante do partido IL (Iniciativa Liberal) — que escreveu no Twitter (antes das últimas eleições americanas) que o Joe Biden seria muito melhor presidente do que o Donald Trump.

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Os factos não o deixam mentir: os Estados Unidos estão (literalmente) a entrar pelo cano.

“Ser liberal”, em Portugal, é sinónimo de “ser burro”. Burro, mas de nariz empinado e sorriso jumental!


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sábado, 23 de abril de 2022

A obsessão liberal pela “igualdade” é o fundamento do novo totalitarismo

A busca pela “igualdade total” impõe um totalitarismo neognóstico que, através da ideologia, pretende alterar/modificar a estrutura fundamental da Realidade.

igualdade novo totalitarismo web

“O gnosticismo é um sistema de crenças que nega e rejeita a estrutura da realidade, particularmente a realidade da natureza humana, e substitui-a por um mundo imaginário construído por intelectuais gnósticos e controlado por activistas gnósticos.”

Eric Voegelin


O “totalitarismo” é a realidade empírica da "Vontade Geral".

Se a cultura é a expressão da alma colectiva, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

O liberal/democrata começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o bem-dotado.

Para o liberal, a “igualdade” é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias — por exemplo, com a instituição liberal do aborto como um “direito à igualdade da mulher”. As matanças liberais e democráticas pertencem à lógica de um sistema obcecado pela “igualdade”.

O liberalismo progressista e igualitarista ignora a diferença entre verdades e erros: apenas distingue a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares. Em nome da “igualdade”, o liberal degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo liberal não suprimiu os ricos e poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos decentes.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto —, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Cotrim, o peixe da costa: outro que está obcecado com o “centro”


Rui Rio andava obcecado com o centro político, seguiu as indicações de José Pacheco Pereira e levou uma banhada eleitoral. O próximo será o Cotrim, o peixinho da costa (¿ou o peixe do Costa?).

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Adolfo Mesquita Nunes: o liberal Globo-Homo que apoia o partido IL (Iniciativa Liberal)


Em 2012 escrevi um verbete com o título: “Adolfo Mesquita Nunes: o submarino” (dentro do CDS).

A agenda (política) de Paulo Portas e de Adolfo Mesquita Nunes era o de transformar o partido CDS em uma espécie de partido liberal globalista, de tipo Globo-Homo.

Estes dois estafermos, pelo que se vê, (ainda) não conseguiram levar adiante os seus (deles) desígnios — até porque entretanto surgiu o partido IL (Iniciativa Liberal) que é um partido Globo-Homo por excelência, o que retirou espaço ao projecto do “CDS Globo-Homo”.

Entretanto, o submarino Adolfo Mesquita Nunes declarou que iria votar agora no partido IL (Iniciativa Liberal) “Globo-Homo” — o que me deu razão, desde 2012! As pessoas normais têm que perceber uma coisa: estes grandes paneleiros pensam a muito longo prazo.

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A sociedade que os liberais Globo-Homo pretendem para Portugal é a que é espelhada nesta notícia do jornal britânico “The Guardian”: Trabalhadores imigrantes do sul da Ásia recebem menos de um salário mínimo para apanhar morangos em Portugal.

É este o Portugal pretendido pelos liberais Globo-Homo do partido IL (Iniciativa Liberal).

Por isso é que os jornais, em geral, e o Observador em particular, estão constantemente a dizer que “falta mão-de-obra em Portugal”: de facto, é verdade: falta mão-de-obra a ganhar menos do salário mínimo português!

Por isso é que esses criminosos (em conluio com o Partido Socialista, PAN - Pessoas-Animais-Natureza e Bloco de Esquerda, mas por razões relacionadas com a intenção de formação de uma nova classe social de miseráveis) pretendem abrir as fronteiras à imigração massiva.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

O presidente dos Estados Unidos que os liberais portugueses gostam


Os liberais portugueses — os do partido IL - Iniciativa Liberal — detestavam Donald Trump; e, em contraponto, já gostam do João Bidé.

Eis uma frase do Bidé que o o novo liberalismo respeita religiosamente:

“A minha agenda política do "Building Back Better", no valor de 3,5 biliões de dólares, não tem qualquer custo para o cidadão”.

É disto que os liberais gostam! O QI deles não dá para mais!

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

O novo feudalismo globalista


O novo feudalismo, que as elites globalistas estão a impôr ao mundo, é simultaneamente anárquico e tirânico; aliás, a anarquia ética e moral actual é a condição da nova tirania feudal.

feudalismoTal como aconteceu com a Revolução Francesa, o ataque à cultura (por parte das elites globalistas e internacionalistas) ocidental — a repressão política das tradições europeias, a criação de novos tabus e novos costumes (por exemplo, a imposição dos costumes da cultura de descarte humano de tipo LGBTQPBBQ+) em substituição dos tabus da cultura antropológica de origem cristã (porque uma cultura sem tabus é um círculo quadrado), a perseguição feroz em relação a todo o tipo de autoridade que escape do Poder do Estado (tal como defendeu Rousseau) — é essencial para a imposição de uma nova cultura de anarquia.

O processo político e cultural desenvolvido pelo liberalismo, desde a Revolução Francesa, culminou nesta nova anarquia destrutiva (que corrói a cultura e o tecido social) que é o fundamento da construção de um novo tipo de feudalismo a nível global.

A partir das ruínas da cultura ocidental, destruída pela Esquerda (apoiada pelos globalistas — como, por exemplo, os judeus George Soros, Bill Gates, ou Jeff Bezos, entre outros — em uma aliança tácita entre marxistas e a plutocracia ocidental), tende a emergir uma classe política tão poderosa e politicamente alienada quanto o fora a do extinto regime soviético, ou da actual China.

O novo feudalismo não tem propriamente uma nobreza, mas antes tem uma aristocracia constituída pelos caudilhos políticos locais (de cada país, ou zona do globo) coordenados pela plutocracia globalista — não é por acaso que todos os primeiro-ministros de Portugal têm que ir, em primeiro lugar, ao beija-mão às reuniões de Bilderberg.

E, o feudalismo actual tem um clero secular e ateísta, constituído por uma amálgama dita “intelectual” dos ideólogos da nova anarquia, e dos “jornalistas” do regime — o jornalismo do novo feudalismo já não informa o povo, como acontecia até há poucas décadas: em vez disso, o novo jornalismo tem a missão de instruir o povo, ou seja, de formatar ideologicamente o povo, à maneira da China comunista ou do regime soviético.

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E quem se atrever a colocar em causa a nova formatação ideológica compulsiva (não só através dos “jornaleiros” de serviço e dos polígrafos desta vida, mas também através da chamada "Big Tech”), é enviado para um novo tipo de Gulag: o Gulag digital, onde a sua existência apodrece, sem possibilidade de partilha de ideias com outros seres humanos.

E, finalmente, o novo feudalismo tem uma absoluta necessidade do seu Terceiro Estado e dos novos servos da gleba (o povo que verá a mobilidade social, defendida pelo liberalismo clássico, anulada pelas elites) — que são aqueles a quem a aristocracia e o clero secularista dizem garantir uma boa vida sem os incómodos da detenção de propriedade privada”, tal como é defendido nas reuniões de Bilderberg e de Davos: é o que está inscrito no ideário político dos conceitos de “Building Back Better” e de "Great Reset": a criação dos novos descamisados do mundo (os novos Sem-Terra, desta vez criados com a cumplicidade da Esquerda), que são necessários à construção do novo feudalismo globalista.