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sábado, 30 de abril de 2022

Ser liberal, em Portugal, é sinónimo de “ser burro”.

O “insurgente” — militante do partido IL (Iniciativa Liberal) — que escreveu no Twitter (antes das últimas eleições americanas) que o Joe Biden seria muito melhor presidente do que o Donald Trump.

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Os factos não o deixam mentir: os Estados Unidos estão (literalmente) a entrar pelo cano.

“Ser liberal”, em Portugal, é sinónimo de “ser burro”. Burro, mas de nariz empinado e sorriso jumental!


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sábado, 23 de abril de 2022

A obsessão liberal pela “igualdade” é o fundamento do novo totalitarismo

A busca pela “igualdade total” impõe um totalitarismo neognóstico que, através da ideologia, pretende alterar/modificar a estrutura fundamental da Realidade.

igualdade novo totalitarismo web

“O gnosticismo é um sistema de crenças que nega e rejeita a estrutura da realidade, particularmente a realidade da natureza humana, e substitui-a por um mundo imaginário construído por intelectuais gnósticos e controlado por activistas gnósticos.”

→ Eric Voegelin


O “totalitarismo” é a realidade empírica da "Vontade Geral".

Se a cultura é a expressão da alma colectiva, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

O liberal/democrata começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o bem-dotado.

Para o liberal, a “igualdade” é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias — por exemplo, com a instituição liberal do aborto como um “direito à igualdade da mulher”. As matanças liberais e democráticas pertencem à lógica de um sistema obcecado pela “igualdade”.

O liberalismo progressista e igualitarista ignora a diferença entre verdades e erros: apenas distingue a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares. Em nome da “igualdade”, o liberal degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo liberal não suprimiu os ricos e poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos decentes.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto —, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

É isto que a aliança entre o IL (Iniciativa Liberal), e o Partido Socialista do monhé, pretende para Portugal


escravatura em serpa

“Cerca de duas centenas de imigrantes moldavos estarão a ser escravizados em Serpa, cidade do concelho de Beja. Além de trabalharem horas a fio sem condições, nem sempre auferem um salário. A remuneração, suspeita-se, estará a ser enviada para uma pessoa que se encontra fora do país.”

→ é disto que o IL (Iniciativa Liberal) gosta!

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Pedro Pinto é o homem ideal para promover uma aliança entre o CHEGA e a IL (Iniciativa Liberal)


Uma coisa é a lei; outra coisa, diferente, é a legitimidade.

Uma lei ilegítima não deve ser considerada como tal. Ou a lei é a forma jurídica do costume ou da tradição ; ou então é um atropelo à liberdade (individual e colectiva), ou seja, é lei ilegítima.

pedro pinto web

Para Pedro Pinto — e também para o Cotrim — basta que um cão nasça num estábulo para ser “tomaticamente” um cavalo.

A mentalidade liberal — como são as de Pedro Pinto e/ou a de Cotrim — não entende, jamais, que os horrores da História que a espantam e lhe causam repúdio, são o envesso das falácias que ela própria admira.

isto e uma banana web

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Cotrim, o peixe da costa: outro que está obcecado com o “centro”


Rui Rio andava obcecado com o centro político, seguiu as indicações de José Pacheco Pereira e levou uma banhada eleitoral. O próximo será o Cotrim, o peixinho da costa (¿ou o peixe do Costa?).

cotrim peixe miudo web

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

¿O que significa “Globo-Homo” (ou Globohomo)?


Conceito composto pelo diminutivo “globo”, referente a “globalismo”, e pelo diminutivo “homo”, de “homossexual” — usado, de forma sarcástica, para denunciar uma determinada ideologia adoptada pela elite ocidental, e comummente chamada de “neoliberalismo”.

O conceito de “Globo-Homo” combina um capitalismo desumano e cruel, operado e coordenado pelas principais empresas multinacionais, por um lado, com uma pura fachada política dita “liberal” e com alegadas e putativas “preocupações sociais”, por outro lado.

retirada globo-homo web

Um exemplo da política Globo-Homo é expressa no seguinte diálogo virtual entre dois cidadãos americanos:

Cidadão #1 :

— “¿Sabias que a Coca-Cola lançou um novo anúncio publicitário televisivo com dois homens que estão a criar juntos uma criança, e que se assumem contra a lei do Estado da Geórgia que exige a apresentação de identificação para se poder votar? Fico contente de as empresas estarem a tomar posições a favor de situações correctas”.

Cidadão #2 :

— “A Coca-Cola é a mesma empresa que enviou tropas privadas (para-militares) para assassinar sindicalistas e trabalhadores grevistas na sua fábrica na Colômbia. Esse anúncio publicitário não passa de propaganda Globo-Homo”.

Ver : Globohomo, no Dicionário Urbano

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Adolfo Mesquita Nunes: o liberal Globo-Homo que apoia o partido IL (Iniciativa Liberal)


Em 2012 escrevi um verbete com o título: “Adolfo Mesquita Nunes: o submarino” (dentro do CDS).

A agenda (política) de Paulo Portas e de Adolfo Mesquita Nunes era o de transformar o partido CDS em uma espécie de partido liberal globalista, de tipo Globo-Homo.

Estes dois estafermos, pelo que se vê, (ainda) não conseguiram levar adiante os seus (deles) desígnios — até porque entretanto surgiu o partido IL (Iniciativa Liberal) que é um partido Globo-Homo por excelência, o que retirou espaço ao projecto do “CDS Globo-Homo”.

Entretanto, o submarino Adolfo Mesquita Nunes declarou que iria votar agora no partido IL (Iniciativa Liberal) “Globo-Homo” — o que me deu razão, desde 2012! As pessoas normais têm que perceber uma coisa: estes grandes paneleiros pensam a muito longo prazo.

morangos imigrantes web

A sociedade que os liberais Globo-Homo pretendem para Portugal é a que é espelhada nesta notícia do jornal britânico “The Guardian”: Trabalhadores imigrantes do sul da Ásia recebem menos de um salário mínimo para apanhar morangos em Portugal.

É este o Portugal pretendido pelos liberais Globo-Homo do partido IL (Iniciativa Liberal).

Por isso é que os jornais, em geral, e o Observador em particular, estão constantemente a dizer que “falta mão-de-obra em Portugal”: de facto, é verdade: falta mão-de-obra a ganhar menos do salário mínimo português!

Por isso é que esses criminosos (em conluio com o Partido Socialista, PAN - Pessoas-Animais-Natureza e Bloco de Esquerda, mas por razões relacionadas com a intenção de formação de uma nova classe social de miseráveis) pretendem abrir as fronteiras à imigração massiva.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Mamadou Ba é uma figura pública e é detentor de um cargo político não-eleito! Seu “liberasno”!


Os americanos têm a 1ª emenda da Constituição; mas a liberdade de expressão (nos Estados Unidos) não se aplica a alguém grite “fogo!” dentro de um cinema (metaforicamente). Ou seja: até nos Estados Unidos, existe um limite para a liberdade de expressão.


Mas para um burro “liberal” — neste caso, um burro com um alvará de inteligência (ver ficheiro PDF) —, a liberdade de expressão não tem limites. Mesmo que (simbolicamente!) o Mamadou Ba grite “fogo!” dentro de um recinto fechado, o “liberal” de merda acha que o referido cidadão tem todo o direito de o fazer.


Desde logo: o Mamadou Ba não é um político eleito; mas é uma figura pública que exerce um cargo político. Só o burro “liberal” parece não ver isto.

Ou seja, sendo o Mamadou Ba uma figura pública exercendo um cargo político não-eleito, ele não tem o direito de gritar por “fogo” dentro de um recinto fechado (não levar esta metáfora ad Litteram) . Pelo contrário! O acto de uma figura pública gritar por “fogo” dentro de um recinto fechado, configura crime, se quisermos levar o Código Penal até às suas últimas consequências.

Depois, não podemos dissociar uma petição para a revogação da nacionalidade portuguesa do facto de existir um passado ou um historial de actos perpetrados pelo Mamadou Ba — como defende o burro dito liberal. Ou seja, para o liberal de merda, o histórico dos actos do Mamadou Ba não contam: só conta o presente.


Para que os “liberais” entendam, eu vou fazer um desenho:

uma coisa é o cidadão Mamadou Ba, enquanto cidadão, afirmar publicamente que “Portugal é uma merda”; outra coisa é o cidadão Mamadou Ba, enquanto figura pública e detentor de um cargo político não-eleito, afirmar publicamente que “Portugal é uma merda”. Quem não vê a diferença entre uma coisa e outra, só pode ser burro..

Daquilo que eu li, o partido CHEGA pede a revogação da nacionalidade — e não propriamente a “deportação do Mamadou Ba” (como afirma o liberasno).


O referido liberasno parte do princípio de que um indivíduo que nasce em Portugal tem o mesmíssimo direito à nacionalidade que um outro que nasceu no Senegal e se nacionalizou português.

Para os liberais, a nacionalidade portuguesa não vale um caracol! É esta uma das grandes diferenças entre o CHEGA, por um lado, e o IL (Iniciativa Liberal), por outro lado.

Ou seja, para os liberais, “um cão que nasce num estábulo é um cavalo; mas mesmo que o cão nasça num canil, pode ser considerado um cavalo”.

É este raciocínio que é adoptado pela Esquerda neomarxista, que utiliza os liberais como idiotas inúteis. Quem não percebe isto é liberasno.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Eu lembro-me da Siderurgia Nacional.


Em Portugal havia uma empresa chamada Siderurgia Nacional (SN) que foi estatizada depois do 28 de Abril de Mil Novecentos e Troca o Passo; aquilo era um antro de comunistas. Embalados pelo nacional-porreirismo, os sucessivos governos socialistas “porreiros-pá” foram deixando os comunas tomar conta da empresa, e a tal ponto que os prejuízos acumulavam-se.

SN-webPara se libertar dos comunas e da dívida, houve um governo que vendeu a empresa portuguesa a uma outra empresa concorrente espanhola; e, depois, Portugal passou a importar de Espanha o aço de que necessita para poder viver.

Além disso, a SN tinha três fábricas de produção em Portugal (uma na zona de Lisboa, outra na zona do Porto, e outra na área de Aveiro), que geravam milhares postos de trabalho. Hoje, só resta a pequena unidade espanhola no Seixal e com uma produção muito restrita.

Uma das primeiras coisas que a empresa espanhola fez foi fechar as unidades de produção no Porto e em Aveiro. E Portugal passou a importar aço de Espanha. E um tal Alexandre Mota ficou muito feliz.

Eu não gosto de comunas, mas não fiquei feliz pela alienação da SN. "País sem siderurgia não é um país, é uma horta", disse o ministro da Economia de Salazar, Ferreira Dias. E eu concordo com ele.

Em contraponto, o Alexandre Mota prefere alienar empresas, para ver se consegue livrar-se dos comunas; mas, afinal, as empresas vão-se embora e os comunas ficam teimosamente por cá.

A T.A.P. (assim como era a Siderurgia Nacional) era uma empresa privada, antes do 28 de Abril de Mil Novecentos e Troca o Passo; mas o capital da empresa (antes de os comunas nacionalizarem a empresa) pertencia a empresários portugueses.

Porém, para o Alexandre Mota, o facto de o capital da T.A.P. ser de portugueses, ou não, não tem qualquer importância; o que interessa é vermo-nos livres dos comunas, e vender a T.A.P. ao desbarato a um qualquer Edge Fund americano que pretenda fazer uns patacos de circunstância. Que se foda a pátria.

A chamada “crise do capitalismo” é evidente, e é encarnada por gente da laia do Alexandre Mota. Esta gentinha está a dar cabo do capitalismo; até parecem aliados do Bloco de Esquerda!

Assim como a democracia representativa só funciona em função do Estado-Nação, assim o capitalismo necessita de um Estado de Direito e do Estado-Nação para poder ser plenamente produtivo. E quem disser o contrário disto é burro.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

The Times They Are A-Changin'


Um tal Bernardo Blanco, ligado ao IL (Iniciativa Liberal), passou a “seguir-me” no Twitter; e — por uma questão de reciprocidade e não porque concorde com as ideias dele — coloquei-o na minha lista de “seguimento”.

Nisto estávamos, quando eu deixei de fazer parte da lista “tuiteira” do Blanco. Fui ver a página do IL (Iniciativa Liberal) no Twitter e deparei-me com este desenho infantil:

il-lgbt-web

Logo a seguir, deparei-me com esta notícia:

il-amn-web

É o desespero do Blanco e dos seus amig@s, que reflecte a realidade da contra-cultura no Ocidente.

CONTRA-CULTURA-web

sábado, 25 de janeiro de 2020

Burro todos os dias ! (graças a Deus! Mas já não há paciência!)


Segundo este “liberal”, “um democrata-cristão não é um liberal clássico” :

«Quanto à democracia-cristã alemã, há que ter em conta que os seus dois nomes maiores – Konrad Adenauer e Ludwig Erhard – eram, sobretudo o segundo, verdadeiros liberais clássicos, influenciados pelo pensamento austríaco de Menger e Mises, graças ao que a reconstrução alemã foi um êxito. Por isso, ser hoje «democrata-cristão» à alemã só pode significar uma coisa: ser liberal.»

O burro confunde Menger e Mises (coloca os dois no mesmo saco; e chama a isso “liberalismo clássico”) — como se o Marginalismo de Menger estivesse directamente ligado à escola económica escocesa a que se convencionou chamar de “liberalismo clássico”. É este tipo de asno que faz opinião em Portugal.

Ademais, o burro ignora que os princípios económicos basilares o chamado “liberalismo clássico” já existiam desde finais do século XVI, em Espanha e com a contra-reforma católica, nomeadamente com o clérigo católico Francisco Suárez (1548-1617), entre outros intelectuais católicos.

A originalidade da “escola escocesa” (o chamado “liberalismo clássico”) consistiu em reunir as teorias económicas esparsas previamente existentes (desde o espanhol Suárez até ao Boisguilbert e aos fisiocratas franceses) e transformá-las em doutrina sob a influência da filosofia do escocês David Hume — por exemplo, com Adam Smith (1723-1790).

Carl Menger não é “liberalismo clássico”. Carl Menger é Marginalismo.

A principal razão por que o CDS caiu no abismo foi correctamente diagnosticada pela Helena Matos em um recente artigo — a despolitização da Direita: ou seja, a redução de toda a realidade (incluindo a realidade política) à teoria económica marginalista (é isto que o burro defende). Mas nem os artigos dos seus colegas de blogue consegue ler!

Afirmar que a democracia-cristã não defende os princípios económicos do “liberalismo clássico”, não lembra ao careca. Só pode vir de um grande asno.

Para o burro, ser “liberal” é defender um modelo de sociedade onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes (ou seja, “vale tudo, até arrancar olhos!”); mas o “liberalismo clássico” não defende isso: basta verificarmos que a teoria económica de Adam Smith está imbuída de uma ética claramente cristã, que por isso não é utilitarista (no sentido de “utilitarismo” dado por Bentham que foi um dos precursores do socialismo).

Na teoria económica de Adam Smith, não há o “cálculo de prazeres” típico do utilitarismo, nem mesmo no plano económico.

Não sei qual é a confusão naquela cabeça asnil que faz com que a democracia-cristã seja por ela considerada “anti-capitalista”. Aconselho o asno a ler “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, de 1905, de Max Weber. Aprende burro!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

A hipocrisia das palhinhas de plástico dos restaurantes de hambúrgueres McDonalds


mcdonalds-palhinhasHá muito tempo que não eu não entrava num restaurante McDonalds; hoje entrei e pedi um hambúrguer e uma cola zero.

Quando me sentei para comer, verifiquei que o copo (de plástico) com a coca-cola, não trazia a necessária palhinha (de plástico).

Fui ao balcão pedir a palhinha, e disseram-me que o McDonalds já não fornece a palhinha aos clientes (porque a palhinha pode furar um olho a uma tartaruga marinha). Mas, diz-me a funcionária, que eu posso ir buscar uma palhinha “ali ao lado do micro-ondas”.

Ou seja, o McDonalds não fornece palhinhas de plástico (porque a palhinha pode furar o olho-do-cu de uma marmota), mas podemos ir buscar a palhinha (que o McDonalds não fornece) “ali ao lado do micro-ondas”.

Em suma: por um lado, o McDonalds não fornece palhinhas; mas, por outro lado, o McDonalds fornece palhinhas.

Note-se que a cadeia de fast-food McDonalds simboliza o píncaro do sistema capitalista. Ora, é esta hipocrisia “ecologista”, oriunda da Esquerda mais radical, que é adoptada religiosamente pelos herdeiros do capitalismo americano.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Sobre a aliança contra-natura (e contra a liberdade) entre os neoliberais e os marxistas culturais

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A Europa está a destruir o chamado “terceiro-mundo”

 

Um dos argumentos dos neoliberais e da Esquerda radical ( Les bons esprits se rencontrent... ) em relação à defesa da imigração irrestrita, é a de que “os que emigram para a Europa são os melhores dos países do terceiro-mundo, e por isso ficamos a ganhar com essa imigração”. Já ouvi este argumento em gente do CDS/PP e do Bloco de Esquerda.

Porém, essa gentinha não têm em conta o Princípio de Pareto: se, dos países africanos, por exemplo, emigram os 20% melhores, ficam lá os 80% que menos produzem e menos criam riqueza; e se desses 80% menos produtivos, emigrarem os 20% melhores, esses países acabam por entrar em uma espiral de auto-destruição.

E, em relação à Europa, chega-se a um ponto em que a qualidade dos imigrantes adultos é de tal forma deficiente que eles não sabem sequer ler e escrever a sua própria língua — como acontece hoje com os imigrantes do Oriente Médio e de África, porque os 20% melhores dos vários países já tinham emigrado para a Europa na “primeira leva”, por assim dizer.

Hoje, a Europa está já a levar com o “refugo”, ou seja, com os 80% do pior que existe nos países de imigração. E, como muito bem demonstrou Hannah Arendt, os adultos não se educam: educam-se as crianças, mas não os adultos. Faz falta, à classe política europeia, ler um poucochinho disto e daquilo.

A imigração em massa está a destruir os países de origem da imigração, graças à enorme ignorância de gente como Ângela Merkel e/ou Catarina Martins. Puta que as pariu!

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O argumento neoliberal da inferioridade ontológica portuguesa

 

“O Reino Unido e a Irlanda efectivamente usaram um modelo de nacionalizações temporárias, com posterior privatização. Este modelo é interessante, mas não o podemos aplicar a Portugal esquecendo-nos de um factor de contexto relevante: estamos em Portugal. Em Portugal, como a Caixa aliás ilustra, o banco serviria para atender a interesses e caprichos políticos, e é questionável se a gestão sob batuta pública seria mais eficaz. Olhando para a Caixa, a conclusão seria um rotundo não”.

→ Argumentos contra a nacionalização do Novo Banco (Insurgente)

É a merda da ideologia: quando o Reino Unido e a Irlanda procedem segundo a cartilha neoliberal, os portugueses são inteligentes e deveriam seguir-lhes o exemplo. Quando o Reino Unido e a Irlanda são pragmáticos e fogem à ideologia, os portugueses são uma merda e não podem seguir-lhes o exemplo.

Podemos ver também o enviesamento ideológico de sinal contrário em Paul Krugman: o défice excessivo é bom se for de esquerda; se for de direita, é mau.

Toda a gente com bom senso sabe que a melhor solução para o Novo Banco é a nacionalização temporária — temporária, estúpido! Limpa a cera dos ouvidos!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A “putificação” do trabalho

 

“Um trabalhador independente é definido como alguém cujo trabalho preenche três critérios: um elevado grau de autonomia, pagamento por cada tarefa ou venda, e uma relação de curto-prazo com o cliente”.

→ A economia do futuro pertence aos trabalhadores independentes

Faz falta que o governo comece a exigir pagamento de IRC e de IVA na actividade independente nocturna no Intendente e no Cais Sodré.

puta

terça-feira, 26 de julho de 2016

A “estagnação secular” e a Religião da Humanidade

 

Ontem, em um programa na RTP3, três economistas falaram da “estagnação secular”. Um deles (de Esquerda) fez referência a Karl Marx, e outro (da Não-Esquerda) afirmou que a solução para o problema da estagnação económica é uma (ainda) maior globalização das economias (internacionalização). Vemos como a Esquerda e a Não-Esquerda estão de acordo em pontos essenciais sobre este assunto.

Em ambos os casos (na Esquerda e na Não-Esquerda) verificamos a eliminação do elemento ético nas relações económicas, e a redução de toda a realidade humana à economia.


Segundo Karl Marx (“Ideologia Alemã”), a estagnação da economia deve-se às “relações de propriedade” — que é a relação que existe entre as “forças produtivas” e as “relações de produção”: alegadamente, quando as “forças produtivas” atingem determinado estado de desenvolvimento, “entram em contradição” com as “relações de produção”, e essa “contradição” é a causa da estagnação económica.

Quando os marxistas e os neoliberais reduzem a realidade inteira à economia, simplificam o que é complexo e adoptam um pensamento dogmático que ignora as retroacções da História. A História é vista por eles como sendo linear e progressiva, sem possibilidade de recuperação, por parte da sociedade, de conceitos do passado; e quando esses conceitos retroactores surgem, marxistas e neoliberais adoptam o ad Novitatem, fazendo com que o “novo” nunca possa ter qualquer coisa em comum com o “velho”.

A reacção contra a estagnação secular já se está a fazer sentir. Por exemplo, o Brexit é uma reacção à estagnação económica na União Europeia; a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos também; na Hungria temos o Viktor Orbán com os 12% de IRS universal; fenómenos similares acontecem na Irlanda, na Polónia, na Rep. Checa, ou mesmo na Eslovénia. No Japão, a reacção à estagnação secular é por demais evidente:

“This week, Japan’s Liberal Democratic Party and its coalition partners won a two-thirds majority in the legislature’s upper house, to go along with their two-thirds majority in the lower house. A two-thirds majority is required in each house to begin the process of amending Japan’s constitution. And amending the constitution is one of the central planks in the LDP’s platform”.

→ Japan’s New Fascism

Os direitos humanos, entendidos em si mesmos como uma política, tende a ser colocada em causa ou questionada. “Os Direitos do Homem não são uma Política” [Marcel Gauchet, “Le Débat”, 1980].


É neste contexto que surge a imigração aberta e suicida na Europa. É uma fuga para a frente, no sentido errado.

mulher islamica em inglaterra kodachromeAntes de o problema da “estagnação” ser económico — é metafísico, ético, cultural e político. Os “comunistas do mercado” (os neoliberais) e os “comunistas da revolução” (os marxistas) descobriram a vantagem da imigração em massa, e dizem que os resultados são excelentes: ambos pensam que saem a ganhar do negócio da imigração em barda.

A instalação multiculturalista de comunidades de imigrantes acelera a proletarização dos imigrantes, e também reduz os trabalhadores indígenas (os brancos europeus) à antiga condição de proletários: privados da protecção de uma nação coerente, tratados como “suspeitos históricos” pelo poder político controlado pelos “comunistas do mercado” (os neoliberais) e pelos “comunistas da revolução” (os marxistas), os europeus indígenas perdem as suas últimas imunidades comunitárias: transformam-se em uma versão actualizada dos proletários do século XIX, em zômbis em potência.

Esta estratégia de proletarização geral da sociedade convém tanto aos neoliberais como aos marxistas, embora por razões distintas — é aquilo a que eu chamei de sinificação.

Trata-se de uma aliança entre Trotski e Hayek.

O neoliberalismo utiliza os velhos intelectuais marxistas (por exemplo, Francisco Louçã, José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, etc.) que são os seus compagnons de route, e que se transformam no novo clero inquisitorial da Religião da Humanidade (esse novo ópio do povo): uma religião que se baseia nas tábuas da lei dos direitos humanos, ou seja, nos direitos dos zômbis, e que se transformam nos deveres do Homem. A Religião da Humanidade tem os seus dogmas, e o seu braço secular: a União Europeia e os tribunais nacionais e internacionais.

Um dos instrumentos privilegiados de controlo dos zômbis europeus por parte dos “comunistas do mercado” e dos “comunistas da revolução”, é a exploração sistemática do sentimento de culpa colectiva dos europeus: a Victimilogia “virou” ciência, e transformou-se em um sistema de legitimização de uma sociedade pouco legítima.

“A classe que tem o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, a que tem o poder espiritual do dominante” → Karl Marx, “Miséria da Filosofia”

¿Quem detém hoje o Poder espiritual dominante? É a Religião da Humanidade. E repartem entre si o poder material. Trata-se de uma aliança que aparece ao povo como a mistificação de uma cisão política. É a nova “superstrutura” constituída pelos “comunistas do mercado” e pelos “comunistas da revolução” (Karl Marx pode ser útil, mesmo quando é inútil).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Este radicalismo incomoda

 

“Moral indignation is not truly sincere unless it literally ends in vomiting”.

→ Nicolás Gómez Dávila


O radicalismo não é só de esquerda; também é de uma certa “direita”:

“Acabar com o Ministério da Saúde e libertar os hospitais para que desempenhem a sua missão de saúde, poderá ser mesmo a única solução razoável.”

→ porque funciona mal o nosso sistema de saúde

A Suíça tem um ministério da saúde; e não consta que tivesse sido tomado de assalto pelos comunistas. A Inglaterra também; a Alemanha, idem; nos Estados Unidos não existe um ministério da saúde federal, mas existe um organismo parecido em cada estado federal.

Este radicalismo neoliberal incomoda tanto quanto o radicalismo do Bloco de Esquerda e/ou do Partido Comunista. Causa vómitos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Ser ou não ser: eis a questão!

 

“O conformismo e o não-conformismo são expressões simétricas da falta de originalidade”.

→ Nicolás Gómez Dávila

Diz-se aqui que “eu estou convencido” de que o autor daquele blogue é um “globalista”. Ora, eu nunca escrevi isso aqui; nunca escrevi que eu estaria convencido de que ele seria um “globalista”.

Naturalmente que “globalismo” é um conceito lato, mas que neste caso se aplica ao globalismo anglo-saxónico (que não é apenas americano), que se caracteriza pela primazia de uma ideologia política neoliberal/utilitarista que — à semelhança do que faz o marxismo — reduz toda a realidade humana a uma determinada visão da economia, por um lado, e, por outro lado, trabalha no sentido da sinificação de diversas regiões do globo.

O neoliberalismo é, neste sentido, uma nova estirpe do fascismo italiano, embora sem os uniformes negros visíveis, mas alargado à escala mundial, e em que o centro de Poder é multipolar mas imune ao novo sistema político que se pretende implantar à escala global. O neoliberalismo é um fenómeno novo; o cidadão comum ainda não compreendeu o que se está a passar.

Juan Manuel de Prada, que é um dos poucos reaccionários vivos, escreveu um artigo esclarecedor que pode ser lido aqui. Remeto o autor do blogue para o referido artigo. Está lá tudo o que é preciso saber acerca da Rússia actual que já não é a URSS (daqui a 500 anos, ainda irão invocar a URSS para falar da Rússia!)

O que o referido autor do blogue não deve fazer é inventar um espantalho para criar uma polémica artificial comigo.