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quarta-feira, 24 de julho de 2024

“Igualdade” é a Pita que os piruta !


O Ludwig Krippahl foi (não sei se ainda é) apoiante do partido LIVRE do Rui Tavares que foi, por sua vez, deputado pelo Bloco de Esquerda no parlamento europeu; e por isso fiquei surpreendido com este verbete do Ludwig Krippahl.

Por muito que os me®dia tentem maquilhar a imagem do Rui Tavares (e fazem-no), a verdade é que este é essencialmente marxista, e o partido dele, de “livre”, tem quase nada. O Rui Tavares, à semelhança do Bloco de Esquerda, defende a igualdade de rendimentos, independentemente da dedicação e do trabalho despendidos pelos indivíduos. Rui Tavares é um comunista.




O Igualitarismo de Procrustes


Em aditamento ao referido artigo de Ludwig Krippahl, com o qual concordo maioritariamente, tenho a dizer o seguinte:

A obsessão pela “igualdade de rendimentos” é o fundamento de um velho totalitarismo travestido de “nova liberdade”. Como escreveu Fernando Pessoa: “é a velhice do eterno novo”.

O comunista (camuflado, ou não) começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o bem-dotado. Para o comunista, a igualdade de rendimentos é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias (Che Guevara, Fidel Castro, Pol-Pot, Estaline, Mao, etc. ) — por exemplo, com a instituição do aborto como um “direito à igualdade da mulher”.

As matanças esquerdistas pertencem à lógica do próprio sistema obcecado pela “igualdade”.

Os seres humanos, à medida em que se sentem mais “iguais”, mais facilmente aceitam e toleram que os tratem (pelo Estado ou pelo Poder) como peças intercambiáveis, substituíveis e supérfluas.

Para além dos comunistas, os auto-proclamados “liberais, progressistas e igualitaristas”, (por exemplo, IL [Iniciativa Liberal]) ignoram a diferença entre verdades e erros: apenas distinguem a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares. E depois dizem que “os populistas são os outros”.

Em nome da “igualdade”, o “liberal” português degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo dito “liberal” não suprimiu os ricos e poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos decentes. Graças aos “liberais” portugueses, os ricos são hoje (em geral) uma cambada de gente amoral. Já lá vai o tempo em que o patrão se preocupava minimamente com as famílias dos seus operários: hoje, salvo excepções, um rico é sinónimo de filho-de-puta.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto —, a cultura actual, dita “liberal”, espelha a merda em que se transformou o espírito humano.


Porém, sendo a igualdade impossível, Aristóteles criou o conceito de “equidade” — que é diferente do conceito de equidade adulterado pelo Wokismo.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade”, distingue-se do direito igualitário porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural (o jusnaturalismo, que a Esquerda e os liberais repudiam, por exemplo, Isabel Moreira) nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Segundo Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito do que à lei e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.

A equidade é acção do espírito sobre a lei — em que esta (a lei) é subordinada àquele (ao espírito).



A equidade não significa que se justifique a existência de privilégios concedidos por intermédio do Direito Positivo — como, por exemplo, a restrição da liberdade individual, por exemplo, quando o Estado impõe as chamadas “quotas de género”, que a "Direitinha" do Montenegro e/ou do Nuno Melo também defende: aqui, não se trata de “equidade”: em vez disso, é ideologia marxista disfarçada.

A equidade não garante igualdade de rendimentos (ou igualdade de qualquer outra coisa) — exactamente porque equidade não é a mesma coisa que igualdade.

terça-feira, 7 de maio de 2024

A igualdade vs. igualitarismo


Antes de mais, temos que saber o que significa “igualdade”. Vamos colocar a seguinte definição comummente aceite:

“Igualdade é o princípio segundo o qual, os indivíduos no seio de uma comunidade política, devem ser tratados da mesma maneira”.

Esta definição é vaga — porque uma sociedade pode admitir pelo menos dois tipos de igualdade.

  • A igualdade perante a lei, que se opõe aos privilégios arbitrários: este tipo de igualdade baseia-se, em juízo universal, em uma ideia de igualdade natural (jusnaturalismo) entre os homens — o que não significa que todos os cidadãos tenham o mesmo Poder ou as mesmas características, mas que têm todos uma dignidade igual.
  • A igualdade social (Karl Marx). O pensamento marxista acerca da igualdade orienta-se na direcção de um igualitarismo que procura igualar os meios e as condições de existência.

Ora, é à igualdade social, ou igualitarismo, que se refere este texto.

Acerca deste assunto, ler “A Confusão da Igualdade”.


Mesmo na Idade Média, os privilégios concedidos a um personagem poderiam ser-lhe legalmente retirados a qualquer momento (enquanto houve Cortes, ou seja, até D. Pedro II).

Portanto, a ideia segundo a qual “não havia igualdade na Idade Média” é, no mínimo, equívoca. A diferença é que, hoje, os privilégios (da elite) estão catalogados em lei, ao passo que na Idade Média os privilégios dependiam principalmente dos humores das classes superiores (nobreza e clero).

Um sintoma de que Portugal vive hoje em uma emulação do Absolutismo monárquico é, por exemplo, quando o presidente da república considera legítimo o privilégio de conceder ao seu próprio filho a possibilidade de gastar 4 milhões de Euros do erário público, no Serviço Nacional de Saúde, com duas gémeas estrangeiras que adquiriram a nacionalidade portuguesa num prazo de 14 dias. Ora, este privilégio de Marcelo Rebelo de Sousa não consta no catálogo dos privilégios admitidos por lei: trata-se de uma espécie de privilégio de monarca absolutista.

sábado, 23 de abril de 2022

A obsessão liberal pela “igualdade” é o fundamento do novo totalitarismo

A busca pela “igualdade total” impõe um totalitarismo neognóstico que, através da ideologia, pretende alterar/modificar a estrutura fundamental da Realidade.

igualdade novo totalitarismo web

“O gnosticismo é um sistema de crenças que nega e rejeita a estrutura da realidade, particularmente a realidade da natureza humana, e substitui-a por um mundo imaginário construído por intelectuais gnósticos e controlado por activistas gnósticos.”

Eric Voegelin


O “totalitarismo” é a realidade empírica da "Vontade Geral".

Se a cultura é a expressão da alma colectiva, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

O liberal/democrata começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o bem-dotado.

Para o liberal, a “igualdade” é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias — por exemplo, com a instituição liberal do aborto como um “direito à igualdade da mulher”. As matanças liberais e democráticas pertencem à lógica de um sistema obcecado pela “igualdade”.

O liberalismo progressista e igualitarista ignora a diferença entre verdades e erros: apenas distingue a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares. Em nome da “igualdade”, o liberal degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo liberal não suprimiu os ricos e poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos decentes.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto —, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

quinta-feira, 4 de março de 2021

Acerca do actual conceito esquerdopata de “equidade”


Nos Estados Unidos, a actual Esquerda radical descobriu o conceito de “equidade”, embora de forma enviesada: a noção aristotélica de “equidade” foi adulterada pelos esquerdopatas para poderem assim sustentar a recusa política do conceito de “igualdade” de direitos, por um lado, e por outro lado, para poderem defender a discriminação negativa dos brancos americanos.

A Esquerda americana (o Partido Democrata do João Bidé) pretende transformar os Estados Unidos em uma espécie de África do Sul, com a diferença de que a repressão política passa agora a ser efectuada em relação a uma maioria americana de origem europeia (na África do Sul, a repressão política é feita em relação a uma minoria branca).


O conceito aristotélico de “equidade” não implica a repressão política de grupos sociais, maioritários ou minoritários.

A Esquerda concebe a “equidade” como um jogo de soma zero: alegadamente, para que os pretos ganhem alguma coisa, a Esquerda pretende retirar direitos aos brancos. E chamam “equidade” a esta aberração ideológica.

Para Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito do que à lei, e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que esta se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade” distingue-se do Direito, porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Uma vez que o princípio de justiça não pode ser uma igualdade aritmética — não se pode pretender o nivelamento de todas as condições — o problema que se põe é o da distribuição social equitativa (equidade) dos constrangimentos, dos fardos, dos privilégios e das honrarias.

Mas de modo nenhum se pode conceber a “equidade” como um meio de acção política radical para se retirar direitos a um determinado grupo social, para acrescentar privilégios a um outro grupo social.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Da “ditadura da maioria” à ditaduras das minorias


Depois que o cabrão Rui Tavares passou, há pouco tempo, uma longa temporada “estagiando” nos Estados Unidos, retornou a Portugal com a lição bem estudada. G. K. Chesterton tinha razão quando escreveu:

« The madness of tomorrow is not in Moscow, but much more in Manhattan.»

→ ‘The Next Heresy,’ — ensaio publicado em 19 de Junho de 1926.

O problema político e ideológico do nosso tempo já não reside em Moscovo, mas é hoje ditado pelas elites (a ruling class plutocrata e liberal) dos Estados Unidos. Esta imagem abaixo, respigada de um artigo da Cristina Miranda, vale mais do mil palavras.

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Hoje, são os plutocratas liberais americanos que coordenam e controlam a agenda ideológica marxista cultural de construção de um fascismo globalizado (sinificação); cabrões, como o Rui Tavares, são apenas exemplos de aspirantes a caciques locais.

Um dos principais argumentos marxistas culturais (e da "Direitinha", ou dos liberais avalizados pela Esquerda) para justificar a guerra à maioria, é o do “direito à diferença”.

A reivindicação do “direito à diferença”  é contraditória e perigosa.

É contraditória porque a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem como fundamento o princípio da igualdade natural dos seres humanos — sublinho: natural. Igualdade natural não significa que todos os seres humanos sejam iguais.

E é perigosa porque reivindica direitos especiais (isto é, reivindica privilégios) — por exemplo, para as mulheres (feminismo), para as minorias étnicas, para os invertidos (homofobismo), etc. —, o que conduz a um retrocesso do princípio de igualdade natural, não só entre os seres humanos em geral mas também entre os dois sexos.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Quando a “igualdade” incomoda a Fernanda Câncio

 

Será que a Fernanda Câncio sabe que os prémios para as e os tenistas do Grand Slam são iguais?

Ou seja, por exemplo: quem chega (por exemplo) a uma final ATP de mulheres, ou de homens, ganha o mesmo dinheiro.

Mas os jogos não são iguais: as mulheres jogam apenas 3 Sets, e os homens jogam 5 Sets — o que significa que os homens têm que suar mais tempo para ganhar o mesmo que as mulheres.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Contra a igualdade politicamente correcta do merdívoro Luís Aguiar-Conraria

 

“Quem reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que se penalize quem é bem dotado. A igualdade é a condição psicológica prévia de decapitações científicas e frias.”

→ Nicolás Gómez Dávila


Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.

O Ludwig Krippahl faz aqui uma crítica ao alienado, igualitarista, politicamente correcto e merdívoro Luís Aguiar-Conraria. Parece-me extraordinário como uma qualquer publicação dê abrigo à narrativa alienada do Luís Aguiar-Conraria...!

Naturalmente que o Ludwig Krippahl estudou biologia, o que o transforma em uma espécie de “reaccionário” em relação à consensualidade do esquerdalho no respeitante à “igualdade dos géneros”. Mas o Ludwig Krippahl não se refere a “sexos”, mas antes a “géneros” — o que significa que ele não consegue distinguir-se totalmente do ambiente merdícola em que medra a merdalha da laia do merdívoro Luís Aguiar-Conraria.

“Géneros” tem utilização gramatical; “sexos” tem utilização biológica.


igualitarismoDepois, o Ludwig Krippahl entra em contradição em relação à educação das crianças, porque uma criança não pode ter a liberdade que deve ter um adulto. Por isso é que a filha dele não vê certamente filmes pornográficos — embora ele diga que a filha dele vê uma série de desenhos animados em que uma criança tem “dois pais” (dois homens). 
É óbvio que não é a mesma coisa; trata-se de uma analogia: as crianças têm que ser educadas, e não ver filmes pornográficos faz parte de uma boa educação, independentemente de os filmes pornográficos poderem ter, ou não, qualquer influência na dita “orientação sexual” da criança.

A aceitação, desde tenra idade, da ideia da possibilidade de uma criança ter “dois pais” ou “duas mães”, não é educação na tolerância: em vez disso, é educação na permissividade — porque só se tolera aquilo com que se não concorda, e uma criança não tem ainda espírito crítico suficiente para concordar, ou não, em algumas matérias mais complexas. O que o Ludwig Krippahl defende para a filha dele é uma lobotomia cultural homossexualista e politicamente correcta comparável ao igualitarismo defendido pelo merdívoro Luís Aguiar-Conraria.


Em uma sociedade onde todos se crêem iguais, a inevitável superioridade de uns poucos faz com que outros se sintam fracassados.

Inversamente, em sociedades onde a desigualdade é a norma, cada qual se instala na sua própria diferença, sem sentir a urgência nem conceber a possibilidade de se comparar com outros.

Só uma estrutura hierárquica é compassiva com os medíocres e com os humildes.


“Ser esquerdista é crer que os presságios de catástrofe são augúrios de bonança.”

→ Nicolás Gómez Dávila

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O João Miguel Tavares não vê a “professoridade”

 

Não existe, nem nunca existiu, essa entidade abstracta chamada “os professores” – existem dezenas de milhares de indivíduos a desempenhar uma função singular e complexa, que de forma alguma podem ser confundidos com um grupo profissional homogéneo, como se fossem mineiros, estivadores ou trabalhadores numa linha de montagem.”

João Miguel Tavares


Dizia Antístenes (o cínico) a Platão : “Eu vejo um cavalo, mas não vejo a cavalaridade”. Da mesma forma, o João Miguel Tavares não vê a “professoridade”, mas antes só vê o “professor”.

cross-eyed-webEu sou insuspeito para abordar este tema, porque nunca votei na Esquerda. Ou melhor, o partido mais à esquerda em que votei foi o PPD/PSD.

O argumento nominalista do João Miguel Tavares é um absurdo, porque é evidente que existe uma categoria que reúne as características comuns de criaturas a que se convencionou chamar de “professores”. Portanto, a categoria (científica) da “professoridade” (que o João Miguel Tavares não vê) existe. E o João Miguel Tavares só vê o que a ideologia lhe permite ver.

Aliás, a categoria é a condição da avaliação da qualidade.

Sem a “professoridade” não poderíamos avaliar a qualidade dos professores, entendidos tanto em termos colectivos como em termos individuais.


A minha bisavó materna foi professora, ainda no tempo dos reis; a minha avó materna também, e a minha mãe seguiu o mesmo caminho: mas até 1974, não existia em Portugal uma verdadeira massificação do ensino, no sentido do ensino igualitarista e obrigatório. Portanto, não podemos comparar o ensino obrigatório e massificado actual, por um lado, com o ensino tradicional, por outro lado.

A “professoridade” sempre existiu, desde que existem professores. A “professoridade” é uma categoria.

Portanto, negar a existência da categoria dos professores é psicose ideológica.

O problema — que o João Miguel Tavares se recusa a ver, em nome do conceito de “igualdade” que lhe corrói o espírito — é que a massificação do ensino trouxe consigo a massificação dos professores. Ou seja, o problema está a montante, na massificação (igualitarista) do ensino — mas o João Miguel Tavares é ideologicamente vesgo, só consegue ver a massificação dos professores, que é uma consequência e não a causa do problema.


“EL demócrata, en busca de igualdad, pasa el rasero sobre la humanidad, para recortar lo que rebasa: la cabeza. Decapitar es el rito central de la misa democrática → Nicolás Gómez Dávila

("O democrata, em busca da igualdade, passa a bitola sobre a humanidade, para cortar o que diferencia: a cabeça. Decapitar é o rito central da missa democrática”)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Inês Relvas: o feminismo é uma ideologia.

 

Uma das características da época actual é a negação da realidade, a convicção de que as coisas não existem em si mesmas mas apenas como projecção da nossa subjectividade.

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Esta demência contemporânea é uma consequência do Romantismo dos séculos XVIII e XIX (por exemplo, o jacobinismo da Revolução Francesa), que obliterou o Iluminismo: o racionalismo idealista é irracional, quando afirmou impunemente que o mundo se formava e mudava mediante “ideias” (por exemplo, Hegel); foi assim que nasceram as ideologias (“a lógica de uma ideia”, segundo a Hannah Arendt criticando o nazismo), estruturas de pensamento ou meras colecções de sinais que negam a realidade das coisas e submetem essa realidade à vontade humana que se crê capaz de a moldar a seu bel-prazer, rumo a um paraíso na Terra.


Uma tal Inês Relvas escreve no Observador:

“Sou uma mulher de 28 anos a trabalhar numa indústria (ainda) maioritariamente masculina, e numa empresa que valoriza a diversidade.”

Devemos ser todos feministas. Mas mesmo?

O “ainda”, no contexto da frase, significa que (para ela) seria preferível (na empresa) uma maioria feminina a uma masculina. Mas, ao mesmo tempo, na mesma frase, ela diz que “a empresa valoriza a diversidade” — estamos em presença de uma estimulação contraditória. O problema de algumas mulheres é o de que estão convencidas de que os homens são mesmo estúpidos.

Ela começa com uma definição nominal de “feminismo”. Uma definição nominal é (um pouco) aquilo que nós quisermos, porque assenta em uma convenção prévia (por exemplo, os sinónimos de um dicionário). Porém, o que realmente conta é a definição real de “feminismo”, que é aquela que resulta das características invariavelmente observadas a partir dos dados da experiência. E a nossa experiência diz-nos que a definição nominal de “feminismo” que ela invoca serve para satisfazer o ego de uma mulher que pensa que os homens são burros.


É claro que, como boa ideologia, o feminismo da moça é maniqueísta: “não ser feminista significa ser sexista. Escolham o vosso lado”. Ou isto ou aquilo, uma falsa dicotomia. Ou seja, não é possível — segundo a criatura — ser feminista e, simultaneamente, ser sexista. Ser sexista é apenas e somente uma característica dos porcos machos. Esta ideia é semelhante àquela outra que diz que “um preto não pode ser racista”. Estamos no domínio do politicamente correcto que nos insulta a inteligência todos os dias.

Diz ela que o feminismo é “a luta pela igualdade de direitos e oportunidades para ambos os géneros”.

Ela não diz “ambos os sexos”!: em vez disso, diz “ambos os géneros” (gramaticais, certamente). Para ela, os sexos não existem (a negação da realidade), mas antes existem “géneros”. E mais: o que me chateia é que a menina nos faça de idiotas: imaginem que um anão pretende uma “igualdade de oportunidades” na disciplina do salto em altura, e pretende saltar acima de 2 metros para ser campeão nacional: certamente irá dar com as trombas no chão.

O conceito de “igualdade de oportunidades” é a maior treta inventada pelo Romantismo, desde logo porque é impossível contornar a influência do acidental na vida do indivíduo.

Os acontecimentos da vida humana não passam dos acidentes do indivíduo vivo – por exemplo, a minha visita a Paris é um acidente da minha vida; mas as características físicas de Paris também se constituem em acidente. A contingência da realidade humana (o “acidental” na vida humana) é, em si mesma, a negação da “igualdade de oportunidades”. As diferenças endógenas entre indivíduos são a prova insofismável de que a “igualdade de oportunidades” é puro romantismo. Aliás, John Rawls compreendeu isto mesmo quando inventou o conceito de “véu de ignorância”.

Pelo facto de a “igualdade de oportunidades” ser uma grande treta, não significa que nos transformemos em selvagens: por isso existe a ética, por um lado, e o conceito de “equidade”, por outro lado.

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Uma coisa diferente da “igualdade de oportunidades” é a “igualdade de direitos”, porque esta apela ao Direito Natural, à ideia de uma igualdade natural entre seres humanos, à igualdade perante a lei (desde que a lei não coarcte o direito do indivíduo à sua própria identidade), ou seja, a ideia de que os seres humanos têm uma dignidade igual.

Quando a menina Inês conjuga os dois conceitos em uma mesma frase (“igualdade de oportunidades”, por um lado, e “igualdade de direitos” por outro lado), entra em contradição; ou então, o que é pior, favorece a “igualdade” em detrimento da “liberdade individual”. A “igualdade” parte do princípio de que os indivíduos têm uma dignidade comum, mas não que são semelhantes em todos os outros aspectos: e é também por isso que o conceito de “igualdade de oportunidades” é uma treta.

É possível, teoricamente pelo menos, resolver a contradição entre a “igualdade de direitos” (que eu também defendo) e “desigualdade de condições” (que se opõe realisticamente à tal “igualdade romântica de oportunidades”): não com a supressão desta última, mas reduzindo-as nos limites onde a desigualdade é compatível com a justiça. Esta concepção baseia-se mais na ideia de “equidade” — justa distribuição dos benefícios sem que estes sejam necessariamente o resultado de uma partilha igualitária — do que na de “igualdade”.

Quanto à alegada “diferença de salários entre géneros”: este argumento ideológico feminista já foi desmontado bastamente.

 

Aliás, a menina Inês insulta a inteligência dos empresários, porque, alegadamente, estes preferem pagar mais dinheiro aos homens para fazer o mesmo trabalho que as mulheres poderiam igualmente fazer. Decididamente, segundo a menina Inês, os homens empresários são burros que nem portas (e nem se compreende como empresárias de renome, como por exemplo Isabel dos Santos, prefere trabalhar com homens — vá-se lá saber por quê!!!).

terça-feira, 25 de julho de 2017

Temos que controlar o acesso das mulheres ao Poder político

 

Uma jornaleira do Jornal de Notícias que dá pelo nome de Catarina Pires escreveu esta pérola; e ¿o que são os “discursos de ódio”? São aqueles discursos em relação aos quais ela não concorda: tudo o que ela discorda é “de ódio”.

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Por exemplo, eu também poderia considerar que o discurso da Catarina Pires é “de ódio”; e, já agora: ¿que tal uma guerra civil para limpar o sebo ao esquerdalho inteiro? Por este andar e com esse ódio, lá virá o dia.... já não estamos muito longe: quanto mais não seja, a escumalha decadente de Esquerda será eliminada pela Sharia islâmica que se prepara para tomar conta da Europa. Ainda veremos a Catarina Pires vestida de Burka.

No Irão anterior a 1979, aconteceu um fenómeno político que se caracterizou pela aliança entre a Esquerda (marxista, ou marxista cultural) iraniana, por um lado, e o xiismo islâmico dos Aiatólas, por outro lado. E ambos, coligados, derrubaram o Xá da Pérsia. Depois, surgiu a revolução islâmica que massacrou a Esquerda de uma forma impiedosa: centenas de milhares de militantes da Esquerda (marxista) foram silenciosamente fuzilados ou enforcados sem julgamento.

Uma situação semelhante já está a acontecer na Europa, com a aliança entre Karl Marx e Maomé; e mais uma vez, os marxistas irão dar com os cornos no chão, porque os esquerdistas nunca aprendem com a experiência → o que é próprio dos psicóticos e dos psicopatas.

Reparem no título do textículo da tal Catarina: “Só a educação (e um mundo mais justo) pode salvar-nos”.

Traduzindo: trata-se de uma soteriologia, de uma ideologia de “salvação”, de uma religião imanente. Deparamo-nos com uma doutrina de salvação terrena, com a ideia da construção de um paraíso na Terra que será a “salvação da humanidade”. Para que a humanidade se possa “salvar”, há que classificar as pessoas de boas ou más — o maniqueísmo moral é imprescindível à “salvação”. Estamos perante uma nova espécie de “puritanismo” que necessita da existência dos “maus”, para que possam existir os “bons” que são eles.

Tal como aconteceu com os Quacres (puritanos) ingleses do tempo de Cromwell, a existência dos “maus”, dos “ímpios”, dos “pecadores”, era o combustível soteriológico que impelia o crente para uma superioridade moral e para um exibicionismo moral que o conduzia à “salvação”.

Hoje, ser “mau” ou/e “ímpio” é não concordar com o pensamento único emanado do marxismo cultural — mesmo que nos baseemos na ciência para contestar a sua “doutrina da salvação”. Tal como no tempo dos Quacres, quem pensa cientificamente é “pecador”: a irracionalidade voltou a estar na moda.

Esta irracionalidade (que voltou a estar na moda) deve-se, em grande medida, ao aumento da influência da mulher na sociedade e no Poder político — o que está a criar na Europa uma espécie de matriarcado, e a cultura islâmica imigrante aproveita-se para implantar um patriarcado muitíssimo mais marcante e feroz do que o patriarcado da “família cristã” segundo Karl Marx.

Ou seja, para podermos controlar a influência islâmica na Europa, temos que controlar previamente o acesso das mulheres ao Poder político e limitar a sua influência social — porque é o sentimentalismo feminino, e a sua força social, a principal causa da cedência cultural europeia ao Islamismo (como podemos verificar no caso da Suécia, por exemplo, ou da Alemanha de Angela Merkel).

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Em 1754, Rousseau publicou um ensaio denominado “Discurso sobre a Desigualdade”; nele, afirmou que “o homem é naturalmente bom e só as instituições o tornam mau” — ou seja, a antítese da doutrina do pecado original.

Nos românticos, o erro (o “pecado”) não é do âmbito da psicologia, mas antes é derivado do padrão de valores (meio-ambiente, educação, etc.). Para o romântico, o hábito de renunciar a satisfações presentes para obter vantagens futuras é muito penoso (vem daí o dito que está na moda: “carpe Diem”); e quando as paixões despertam, as restrições prudentes do comportamento social são difíceis de suportar.

A revolta dos instintos contra as restrições, é a chave da filosofia, da política, e dos sentimentos, não só do chamado “movimento romântico”, mas também da sua progénie até hoje. Hoje temos românticos da estirpe de Byron (os nietzscheanos ou os anti-semitas, por exemplo), ou românticos da estirpe de Rousseau (os marxistas, igualitaristas): as duas estirpes, cada uma à sua maneira, são uma ameaça à nossa civilização.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O Frei Bento Domingues considera-se acima dos santos da Igreja Católica

 

Quando lemos um texto do Frei Bento Domingues, dá-nos a sensação de uma logomaquia: ele mistura propositadamente alhos com bugalhos, porque, no meio da confusão entre verdades e mentiras, ele tem a esperança de que absorvamos as ideias expostas de uma forma acrítica.

Em primeiro lugar, o Frei Bento Domingues tem uma obsessão com a “igualdade”.

Em matemática, a igualdade é a relação entre grandezas que permite que possam ser substituídas uma por outra.

É neste sentido que os igualitaristas ditos “católicos” — como são, por exemplo, Frei Bento Domingues ou Anselmo Borges — concebem a ideia de “igualdade”: os seres humanos e os respectivos sexos (ou as alegadas inúmeras “identidades sexuais”), são intermutáveis (podem ser substituídos uns por outros).

“Nos finais dos anos 60 do século passado, num curso de cristologia, dediquei algumas aulas a investigar, com os alunos, o contraste entre a atitude de Jesus em relação às mulheres e a sua permanente ausência nas grandes decisões de orientação da Igreja. As mulheres não tinham podido votar os documentos do concílio ecuménico Vaticano II, como também nunca tinham tido voz activa em nenhum outro Concílio. Um estudante, no debate, argumentou que, por isso, era um abuso falar de concílios ecuménicos, porque lhes faltou sempre a voz e o voto das mulheres cristãs”.

Frei Bento Domingues

Esta obsessão com a “igualdade” por parte do frade (que é característica da Esquerda) conduz inexoravelmente a sociedade a uma forma de totalitarismo mediante o controlo da linguagemcomo já está a acontecer no Canadá, por exemplo.

Ademais, é falso (Frei Bento Domingues é um mentiroso!) que Jesus Cristo tenha tratado as mulheres “em contraste com as grandes decisões da Igreja” — como afirma o frade. É mentira. Frei Bento Domingues mente!

O Frei Bento Domingues tem tamanha sapiência que se permite condenar as decisões de um papa que foi santificado pela Igreja Católica (João Paulo II). O Frei Bento Domingues considera-se acima dos santos da Igreja Católica.


A matéria em análise e em causa por parte do frade diz respeito à criação de “sacerdotisas” na Igreja Católica, tal como existiram sacerdotisas nas religiões pagãs. Aliás, o Frei Bento Domingues também é obcecado pelo paganismo, e pretende transformar o catolicismo em uma espécie de religião pagã.

sacerdotisas-web

“When my dad retired in 1976 at 74, the Church was still a male institution. It was still taken seriously.

Since the ordination of the first women in 1994, its make-up has changed quite drastically. Between 2002 and 2012, the number of female full-time clergy increased by 41 per cent while number of full-time male clergy dropped nearly at the same rate. Now women comprise one in five members of the full-time clergy and there are far more part-time clergy the majority of whom are women”.

Women clergy will be the death of the Church of England

Com a criação de sacerdotisas, a Igreja Anglicana está hoje praticamente morta.

A Igreja Anglicana é hoje uma Igreja “colorida”. Só lhe falta agora o “casamento” entre sacerdotisas lésbicas e sacerdotes gays para transformar a Igreja Anglicana em um grupo folclórico colorido. É isto que o Frei Bento Domingues gostaria de ver na Igreja Católica: um grupo folclórico pagão.

Portanto, temos que olhar para a realidade concreta (e não para utopia do Frei Bento Domingues) e, por exemplo, olhar para o que está a acontecer às igrejas protestantes com a criação de sacerdotisas; e retirar daí as respectivas conclusões.

“Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar!”

Não podemos ignorar a realidade em nome da utopia — a não ser em nome da malícia de um personagem melífluo e serôdio que entrou para o clero da Igreja Católica para ser do contra e do reviralho. O Frei Bento Domingues sempre tentou minar a Igreja Católica por dentro; não há pior inimigo da Igreja Católica senão aquele que opera no seu seio.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A realidade, o mundo e o ser humano, por definição, não são feministas.

 

A Noruega é o exemplo do chamado “paradoxo nórdico”: não obstante a fama da maior igualdade de género do mundo, tem uma das maiores taxas de violência doméstica (entre homens e mulheres) do Ocidente.

Ou seja, a chamada “igualdade de género” não é sinónimo de “maior paz social” — ao contrário do que o politicamente correcto diz aqui e aqui, parafraseando as palavras de uma mulher com cérebro de galinha e que dá pelo nome de Helen Mirren.

“The Nordic countries are the most gender-equal nations in the world, but at the same time, they have a disproportionately high rate of intimate partner violence (IPV) against women. This is perplexing because logically violence against women would be expected to drop as women gained equal status in a society.

A new study published in Social Science & Medicine explores this contradictory situation, which has been labeled the “Nordic paradox.” Researchers believe that gaining understanding of its underlying causes may offer important tools to help curb the worldwide public health epidemic of violence against women”.

→ “Nordic paradox”: highest rate of intimate partner violence against women despite gender equality


Há mais “porrada familiar” na Noruega igualitarista, ateísta e progressista, do que no nosso Portugal católico.

Se ser "feminista" é defender a intermutabilidade de géneros, então a realidade, o mundo e o ser humano, por definição, não são feministas.

Para que a violência doméstica diminua drasticamente, tem que existir complementaridade de facto entre homem e mulher, porque só reconhecendo objectivamente a complementaridade da mulher, o homem dará mais valor à mulher. E essa complementaridade tem que ser reconhecida e reflectida na cultura antropológica — na lei, nos costumes.

A ideia da burrinha Helen Mirren, que os me®dia estúpidos adoptam imediatamente, segundo a qual “com a igualdade de género a vida melhora para todo o mundo”, é contrariada pelos factos do “paradoxo nórdico”.

¿Qual é a noção de “igualdade de género”, segundo a burrinha Helen Mirren, e segundo os jornaleiros mentecaptos Fernando Sobral e Marina Gonçalves?

Para aqueles asnos, “igualdade de género” significa “intermutabilidade de géneros”.

Significa que os homens e as mulheres devem ser intermutáveis – o que só cabe nas cabecinhas daqueles retardados mentais.

Quando uma ideia perversa ou psicótica se transforma em convenção, surge então a generalização da ilusão da sua familiaridade (a ideia torna-se familiar, mas essa familiaridade é ilusória, porque a perversão da natureza e/ou perversão ética, ou a psicose, não podem dominar uma sociedade por muito tempo.

O absurdo da “ideologia de género” tem origem nesse conceito de “intermutabilidade de géneros”, segundo o qual tanto faz ser homem ou mulher: para eles, é tudo igual ao litro. Mas a realidade diz-nos que, se ser feminista é defender a intermutabilidade de géneros, então a realidade, o mundo e o ser humano, por definição, não são feministas.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Agora, que já passou o “dia da mulher”...

 

Quando ouço falar em “igualdade”, fico com os cabelos em pé. A liberdade é o direito a ser diferente; e a igualdade é a proibição de o ser.

domingo, 4 de setembro de 2016

A confusão da igualdade

 

Quando falamos em “igualdade”, temos que fazer a distinção entre “igualdade ontológica”, por um lado, e “igualdade social”, por outro lado. São coisas diferentes; mas há pessoas que não vêem a diferença.


A igualdade ontológica significa que todos os seres humanos têm uma dignidade igual no acto de nascimento (não confundir “igual”, por um lado, com “idêntico”, por outro lado). A igualdade ontológica baseia-se no Direito Natural e na ideia de igualdade natural entre os seres humanos.

A igualdade ontológica não colide com a existência de privilégios materiais, sociais e políticos de indivíduos ou classes — porque se pode diferenciar “igualdade”, por um lado, e “justiça”, por outro lado: a desigualdade social não é injusta em si mesma, senão quando vai contra os direitos naturais de outros seres humanos (por exemplo, o conceito de Notrecht). Os direitos que são devidos ao ser humano são os direitos naturais — por exemplo, o direito à alimentação, o direito à família natural, o direito à inserção social segundo a Natureza Humana, etc..

A igualdade social é coisa diferente, porque procura igualar os meios e as condições de existência (inventaram-se, no século XX, os “direitos cívicos” e adquiridos); e, em troca dessa igualdade social, o Estado retira (mais ou menos, dependendo dos casos) a liberdade ao ser humano.

A igualdade social é típica da Esquerda clássica, que confunde “igualdade”, por um lado, e “identidade”, por outro lado — para o marxismo clássico, ser “igual” é ser “idêntico”: porém, a verdade que contraria a igualdade social é a de que a igualdade parte do princípio de que os indivíduos tem uma natureza (a Natureza Humana) e/ou uma dignidade comuns, mas que não são semelhantes em todos os outros aspectos.


Mais difícil de entender é o conceito de “igualdade” do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista de António Costa — porque, por um lado, defendem (alegadamente) aquilo que que chamam “a liberdade do indivíduo” (eutanásia, adopção de crianças por pares de invertidos, "casamento" gay, aborto, etc) , mas por outro lado defendem a igualdade social (adoptam a confusão entre igualdade e identidade) típica do marxismo clássico quando defendem a identidade material como objectivo político.


Ainda mais difíceis de entender são os cientistas que se metem na filosofia sem qualquer preparação para tal (e escrevem livros “filosóficos”!) — por exemplo, quando dizem que a ideia de “igualdade ontológica” teve origem no Cristianismo, ou, ainda pior, que a ideia de “igualdade social” teve origem no Cristianismo, quando, na verdade, a Regra de Ouro é muito anterior ao Cristianismo e já existia, por exemplo, no Budismo.

A maior parte daquilo a que chamamos “cientistas” são apenas técnicos; são uma espécie de artesãos modernos; são especialistas em uma determinada área da actividade humana.

No caso vertente, o de Yuval Noah Harari, estamos a falar de um especialista em História (uma das chamadas “ciências sociais”). A ignorância da criatura em causa faz com que se confunda “igualdade ontológica”, por um lado, e “igualdade social”, por outro lado: o facto de “todos os seres humanos terem sido criados iguais (igualdade ontológica) não significa que sejam idênticos geneticamente (grande confusão vai naquela cabeça de alho chocho!).

A tese absurda e confusa de Yuval Noah Harari explica a razão pela qual a sociobiologia é tão popular entre adeptos de um capitalismo brutal (o chamado “darwinismo social”).

A ideia segundo a qual uma galinha existe apenas e só para produzir ovos, é uma ideia um tanto ridícula em relação à galinha — mas o “historiador evolucionista” em causa chega ao ponto de a aplicar ao ser humano.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Por detrás de um utopista socialista, esconde-se um sargento da polícia

 

“Por aqui, ribomba, num ambiente de ócio e de corrupção, o sacrifício ritual da eutanásia, do aborto, da adopção homossexual, do casamento homossexual, da ideologia do género.

Preparam-se causas novas, como a miscigenação das casas de banho públicas e a liberalização do plantio de drogas e a criação de clubes de consumo de estupefacientes - embora a louvada política liberalizadora, lançada em 2001, não tenha feito baixar o consumo e aumentem os casos de esquizofrenia...

E, incorrigivelmente, na recidiva da doença infantil do socialismo, se volta a promover a pedofilia e se tolera o abuso sexual de crianças”.

Eunucos


Quando a utopia se confronta com a realidade — neste caso, com a realidade social —, a realidade perde sempre.

Quando os ditos “conservadores” denunciam que uma determinada política esquerdista não funciona ou é contra-producente, essa denúncia é considerada pelos utopistas como sendo irrelevante; o que conta é a utopia: os factos, e mesmo o que é evidente, não contam. O que conta — para o utopista — é o compromisso total e absoluto com a utopia.

O conservador tem respeito pela religião (ou é mesmo religioso) porque considera que a perfeição não pertence a este mundo; e por isso acredita que a perfeição (a utopia) só pode ser transcendente ao mundo.

O esquerdista (porque é ateu) acredita que a perfeição é imanente ao mundo e pode ser realizada em um qualquer futuro. E como o mundo é considerado “mau”, o utopista destrói as heranças intelectuais, sociais, políticas e tradicionais, oferecendo em troca apenas mais homilias acerca da beleza do sonho utópico.

Por detrás de um utopista, esconde-se um sargento da polícia.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A Maria João Marques é como “umas e outras”

 

Lamento contrariar a Maria João Marques, mas ela não é igual a mim. E graças a Deus! Teria um imenso desgosto se eu fosse igual à Maria João Marques — não só por ela ser mulher, mas sobretudo por ela ser a Maria João Marques.

Nem os animais irracionais são iguais uns aos outros. Dois cães da mesma raça não são iguais. O conceito de igualdade reduz o ser humano a uma criatura infra-animal. Nem duas bactérias são iguais entre si. A igualdade transforma o ser humano em um átomo ou em uma partícula elementar sub-atómica.

domingo, 4 de outubro de 2015

A igualdade do idiota Ricardo Araújo Pereira

 

“A liberdade é o direito a ser diferente; e a igualdade é a proibição de o ser.” — Nicolás Gómez Dávila

Quando falamos em “igualdade”, é essencial que façamos a distinção entre liberalismo político, por um lado, e liberalismo económico, por outro lado — embora os dois conceitos estejam intimamente ligados. Normalmente confundimos as duas coisas.

O Direito Positivo é hoje um código arbitrário, sem fundamento racional, cada vez mais dependente da opinião subjectiva dos juízes e da ruling class e sem qualquer fundamentação metajurídica.

O liberalismo político é uma forma abstracta e racional de um individualismo moderado, ligado ao desenvolvimento do Direito como defesa contra o Poder arbitrário. Este liberalismo político foi criticado por Rousseau e analisado criticamente por Tocqueville, por diferentes razões: Tocqueville considerava que o liberalismo político tendia a anular (paradoxalmente!), com a passagem do tempo, o liberalismo económico; e tinha razão.

O liberalismo económico é um conceito muito mais complexo do que o primeiro, porque a sua noção tem-se transformado radicalmente desde o tempo de Locke. Por exemplo, o Marginalismo foi uma vertente do liberalismo económico que influencia de forma decisiva o que hoje chamamos de “neoliberalismo”.

O neoliberalismo é o Marginalismo adaptado ao século XXI. Confinar o conservantismo ao neoliberalismo é o actual “veneno” da Esquerda.

“Sem uma estrutura hierárquica não é possível transformar a liberdade da fábula ao facto. O liberal acaba sempre por descobrir demasiado tarde que o preço da igualdade é o Estado omnipresente.” — Nicolás Gómez Dávila

Este texto no Insurgente revela a confusão da actual “Direita” que decorre da sua sujeição a priori aos conceitos da Esquerda.

O problema real é o de que temos de escolher entre igualdade, por um lado, e liberdade, por outro lado: o idiota Ricardo Araújo Pereira prefere a igualdade à liberdade — sendo que, para ele, a igualdade significa “igualdade social” —, ou seja, ele prefere (apenas em teoria hipócrita) mais igualdade social e menos liberdade. Mas se ele não tivesse liberdade, não teria o sucesso económico que tem — o que o transforma em um hipócrita.

A igualdade de direitos (que decorre também do liberalismo político, mas que já vinha dos filósofos cristãos pelo menos desde a Alta Idade Média) remete para a ideia de igualdade natural entre os homens, e para o conceito de Notrecht de Hegel. A “igualdade natural” não é um conceito de Esquerda, porque quando ele surgiu ainda não havia nem Esquerda nem Direita.

A igualdade natural é essencialmente um conceito cristão, também adoptado pelo estoicismo.

A igualdade social, perfilhada hipocritamente pelo idiota Ricardo Araújo Pereira, favorece a igualdade em detrimento da liberdade, por um lado, e por outro lado confunde igualdade com identidade: a igualdade natural parte do princípio de que os indivíduos têm uma natureza e/ou uma dignidade comuns (Cristianismo e estoicismo), mas não são semelhantes em todos os outros aspectos (o Cristianismo diz que o homem está mais perto de Deus do que do vizinho do lado, o que não significa que esteja longe do vizinho do lado).

“A desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas com desigualdade justa” — Nicolás Gómez Dávila

Segundo o conceito de igualdade natural, distingue-se igualdade, por um lado, e justiça, por outro lado.

A desigualdade social não é injusta em si mesma — só o sendo quando impede as pessoas de usufruírem os seus direitos naturais. É então possível resolver a contradição entre igualdade de direitos e desigualdade de condições sociais: não com a supressão desta última, mas reduzindo-a nos limites onde a desigualdade é compatível com a justiça (equidade, segundo Aristóteles).

Equidade não é a mesma coisa que igualdade social.

Finalmente, a noção de “direito” tem sido adulterada, porque deixou de ser Direito Natural para passar a ser direito subjectivo. E tanto o Marginalismo neoliberal como a Esquerda marxista são responsáveis por esta adulteração — porque tanto uns como outros têm reduzido a norma legal ao facto social.

O Direito Positivo é hoje um código arbitrário, sem fundamento racional, cada vez mais dependente da opinião subjectiva dos juízes e da ruling class  e sem qualquer fundamentação metajurídica. Só assim se compreende que, por exemplo, o "casamento" gay seja considerado um direito, assim como não nos surpreenderia que o casamento entre um ser humano e um animal qualquer pudesse ser visto como um direito pelo Direito Positivo.

Estamos já no domínio do totalmente arbitrário, e esta discricionariedade do Direito Positivo é da responsabilidade tanto da Direita neoliberal como da Esquerda marxista. A diferença é a de que a Esquerda manobra no seu próprio terreno por total inabilidade daquilo a que se chama hoje Direita.

sábado, 4 de julho de 2015

A burocracia igualitarista do politicamente correcto socialista

 

Lemos a história de uma professora de música, cega, que lecciona há vinte anos na escola pública. Ela beneficia da ajuda de uma agente auxiliar durante as aulas, exactamente porque é cega.

O Ministério da Educação informa-a que tem vigiar as provas dos exames finais da sua disciplina; como ela é cega, responde ao Ministério da Educação que não consegue fazê-lo. Por isso, a professora de música exige aos serviços do ministério que a isentem da vigilância dos exames, ao que lhe responderam que ela tinha que forçosamente fazer a vigilância dos exames, mesmo sendo cega — porque se assim não fosse estariam a incorrer em uma “intolerável discriminação entre visuais e invisuais”.

Enfim, a professora cega acabou por fazer a vigilância dos exames com a ajuda da sua agente auxiliar; ou seja, quem de facto fez a vigilância dos exames foi a auxiliar da professora cega. E a atitude do Ministério da Educação, que pretendia salvaguardar a igualdade e a não-discriminação, acabou por ser vexatória e humilhante para a pobre professora cega.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

A dissonância cognitiva do David Marçal: igualdade + darwinismo

 

Quando o David Marçal defende a igualdade e, simultaneamente, mantém a crença do darwinismo, entra em dissonância cognitiva — porque é uma contradição em termos a crença na igualdade e no darwinismo. Aliás, este é uma contradição geral do cientismo que está muito na moda.

Se fizermos uma resenha dos laureados com Nobel na área de ciências da natureza, praticamente nenhum dos laureados foi filho de pai rico — no entanto, o David Marçal faz depender a inteligência e capacidade de trabalho de uma pessoa da riqueza do paizinho; confunde “herança material” que uma pessoa recebe dos progenitores, por um lado, com as características inatas de inteligência e de vontade, por outro lado, exactamente porque — na linha dos ideólogos da Revolução Francesa, Helvetius, Condorcet, Voltaire, etc. — o ser humano é concebido quase totalmente em função da educação que teve.

Albert Einstein “passou as passas do Algarve” enquanto criança; foi praticamente abandonado pelos pais (praticamente não viveu no seio da família, enquanto criança), internado em instituições de quase beneficência onde foi educado; não chegou a ter uma formatura universitária propriamente dita; e no entanto, surpreendeu o mundo com uma teoria matemática importante. Mais: se Albert Einstein tivesse nascido hoje nos países mais desenvolvidos do mundo, teria sido provavelmente abortado porque uma ecografia apresentaria uma malformação no lóbulo cerebral esquerdo...!

A ideia segundo a qual os filhos dos pais ricos têm mais sucesso e são mais inteligentes do que os filhos de crianças mais pobres (não falamos aqui de miséria!), só existe na cabeça de gente como o David Marçal, talvez fruto da tal dissonância cognitiva referida; talvez seja uma espécie de sentimento de culpa que compensa a crença na evolução darwinista.

Conheci muito filho de pai rico mentecapto, embora vivendo bem à custa da herança do paizinho; e conheci gente que veio da merda mas com muita inteligência e com grande capacidade de trabalho. O argumento do David Marçal é falacioso: o cu não tem necessariamente a ver com as calças.