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terça-feira, 22 de outubro de 2024

A Ideologia de Género nas escolas, e o esquerdalho esgrouviado

A família dita “tradicional” — constituída por 1 homem, 1 mulher, e respectivos filhos — é entendida, pela Esquerda, à imagem de Engels e do seu livro “A Origem da Família, da Propriedade e do Estado”, ou seja, é entendida como uma construção social “confessional” (isto é, uma construção judaico-cristã).

O próprio conceito de “família sindiásmica”, de Engels, foi mais tarde adoptado pelo Estruturalismo, com a noção de “família nuclear” (Claude Lévi-Strauss) que adopta as principais características da “família sindiásmica” segundo Engels.

O que é espantoso é que o conteúdo de um livro a-histórico, acientífico, amador, superficial, ficcional até — como é o citado livro de Engels —, é tido ainda hoje como referência por “intelectuais” como José Pacheco Pereira e Rui Tavares, e referenciado benevolamente por mentes esclerosadas como a de Isabel Moreira (que parece não ter estudado o Direito Romano, que é pagão por excelência) ou das manas Mortágua.

O José Pacheco Pereira chegou a dizer, em um programa de televisão, que “quem defende a família [tradicional] quer o domínio do homem sobre a mulher” (sic) — que é, em súmula, o que Engels defendeu no citado livro.

Se observarmos com atenção o discurso de Joana Mortágua no vídeo abaixo, verificamos como ela opõe (claramente!) a “família tradicional” dita de “origem confessional” (judaico-cristã), por um lado, e a “diversidade das famílias”, por outro lado, que inclui a “família homossexual”. Esta oposição é dicotómica: ou uma coisa, ou outra: não há terceiro excluído.

A ideia esquerdista segundo a qual é possível conciliar a “família tradicional de origem confessional” (alegadamente de origem judaico-cristã) e a “diversidade das famílias” (que traduz a ideia da “família sindiásmica” e matriarcal de Engels), é apenas uma figura de retórica do marxismo pós-modernista (marxismo cultural).

Na mente de Joana Mortágua (e da Esquerda em geral), essa conciliação não é desejável nem é sequer possível, porque a “família judaico-cristã” é (alegadamente) o sustentáculo da super-estrutura cultural que impede ou obstaculiza a revolução e a realização do paraíso na Terra.

A escola é pré-política (Hannah Arendt). A formação e a educação das crianças e adolescentes é pré-política.

A doutrinação (ideológica e política) das crianças, desde tenra idade, contra a ideia de “família tradicional”, faz parte de um programa ideológico de ensino nas escolas, elaborado pelo Partido Socialista, acolitado e influenciado pelo Bloco de Esquerda, Partido Comunista, Livre e PAN. É neste contexto que é adoptada a Ideologia de Género nas escolas, como ferramenta de desconstrução da realidade biológica no sentido da afirmação de uma realidade alternativa, acientífica, dogmática e paradisíaca, guiada por uma Fé Metastática ideológica que anuncia a escatologia milenarista dos “amanhãs que cantam”.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O estado a que chegou o ensino estatal nos Estados Unidos da América


Vemos aqui em baixo as fotografias dos terroristas dos Black Lives Matter/ANTIFA presos no fim-de-semana passado, na cidade de Portland (Estado de Oregon), na sequência de actos de violência contra a polícia federal.

As fotografias que têm uma cruz — ou as fotografias coloridas — são de professores do sistema de ensino do Estado.

Agora imagine, caro leitor, o nível miserável do ensino estatal nos Estados Unidos. Pobres crianças!

professores-antifa-web

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A longa viagem da Maria João Marques: do libertarismo do Insurgente → à defesa das posições políticas do Bloco de Esquerda


Através do método de indução (método científico) cheguei à conclusão de que a seguinte proposição é verdadeira: “quem discorda da Maria João Marques é por ela bloqueado no Twitter”.

Por isso, a Maria João Marques não merece credibilidade; os seus (dela) correligionários do Insurgente devem conhecê-la melhor do que eu; aliás, não consigo empreender como foi possível a Maria João Marques escrever no blogue libertário Insurgente ... porém, no caso deste tuite (ver abaixo a imagem), vou abrir uma excepção e vou comentar — mais até pelos comentários que se seguem ao referido tuite.

mjm-direitos

A Maria João Marques refere-se ao caso de um pai e de uma mãe que recusam a interferência do Estado na formação ética e moral dos seus filhos — o caso do cidadão Artur Mesquita Guimarães & Família, contra o Estado português.

artur-mesquita-guimaraes-web


1/ O primeiro argumento daquela criatura é o seguinte:

Os pais não têm direitos sobre os filhos; só têm deveres. E os filhos só têm direitos (não têm deveres em relação aos pais).

O que está implícito na proposição daquela criatura é o seguinte: “apenas o Estado tem direitos sobre as crianças”.

Os direitos que a Maria João Marques nega aos pais das crianças são (por ela) transferidos para o Estado.

Contudo, neste caso concreto, é o próprio Estado que nega direitos às duas crianças em causa, quando o Estado anula dois anos de escolaridade das ditas crianças, e apenas para afirmar a sua autoridade face aos respectivos pais.

Se o Estado estivesse preocupado com os direitos das crianças em causa, teria encontrado outra forma de lidar com a situação da família Mesquita Guimarães.

É claro que o Estado não se preocupa com os “direitos das crianças”; o Estado preocupa-se, isso sim, com os direitos e os interesses das elites políticas (da ruling class).


2/ há que distinguir entre “dever”, por um lado, e “obrigação”, por outro lado. Aquela criatura parece não saber a diferença entre uma coisa e outra.

Um dever é normalmente concebido como algo de pessoal: dizemos: “cumprir o seu dever”, mas não damos tanto ênfase a “cumprir as suas obrigações”.

Um dever é ético e/ou moral; uma obrigação é essencialmente legal (implica uma relação jurídica) — que pode não ser legítima: não nos esqueçamos de que o holocausto nazi, por exemplo, foi legal. Um qualquer fenómeno social, apenas por ser legal, não significa que seja uma coisa boa.

Por exemplo, ¿se, no futuro (e por absurdo), um governo do Bloco de Esquerda decidir incluir, no currículo escolar de educação sexual, a tese segundo a qual “a pedofilia é uma orientação sexual equivalente a outra qualquer” — ¿será que (por exemplo), apenas por ser legal, a promoção da pedofilia entre as crianças passa a ser legítima? A julgar pelo “raciocínio” da Maria João Marques, tudo leva a crer que sim.


3/ existe um princípio (básico) jurídico que é o seguinte: “quem não tem direitos, não tem obrigações”.

Do ponto de vista jurídico, uma obrigação implica direito. Uma obrigação sem reciprocidade de direito(s) é coisa própria de uma sociedade esclavagista.

Quem afirma que “os pais não têm direitos sobre os filhos; só têm obrigações”, tem um problema cognitivo profundo (um problema de percepção da realidade): não se trata apenas de ignorância ou falta de instrução, mas trata-se sobretudo de falta de sensibilidade que a intuição nos providencia.

Qualquer criatura minimamente sensível intui a reciprocidade entre o direito e a obrigação.

“O intelecto e a razão diferem no que respeita ao modo de conhecer — porque o intelecto conhece por simples intuição, ao passo que a razão conhece através do processo discursivo” (dedução , indução , inferência) “de uma coisa para outra” (S. Tomás de Aquino).

O problema da Maria João Marques não é só a irracionalidade manifesta; é também uma pobre intuição que revela um intelecto limitado.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

A escola pública ensina e aconselha aos adolescentes as “virtudes do infanticídio”


Peter Singer é um professor de filosofia (o que não significa que ele seja necessariamente um filósofo) nos Estados Unidos.

Faz parte da filosofia moral de Peter Singer a defesa da legalização do infanticídio; e é esta “filosofia moral” que é ensinada a adolescentes do 10º ano de escolaridade, no “telensino” do Rolando Almeida.

telensino-singer-web

E depois temos gente a pedir prisão perpétua para os infanticidas — fazendo de conta que não sabem que é o próprio sistema de ensino e a cultura adquirida que estimulam a prática de infanticídio.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O João Miguel Tavares não vê a “professoridade”

 

Não existe, nem nunca existiu, essa entidade abstracta chamada “os professores” – existem dezenas de milhares de indivíduos a desempenhar uma função singular e complexa, que de forma alguma podem ser confundidos com um grupo profissional homogéneo, como se fossem mineiros, estivadores ou trabalhadores numa linha de montagem.”

João Miguel Tavares


Dizia Antístenes (o cínico) a Platão : “Eu vejo um cavalo, mas não vejo a cavalaridade”. Da mesma forma, o João Miguel Tavares não vê a “professoridade”, mas antes só vê o “professor”.

cross-eyed-webEu sou insuspeito para abordar este tema, porque nunca votei na Esquerda. Ou melhor, o partido mais à esquerda em que votei foi o PPD/PSD.

O argumento nominalista do João Miguel Tavares é um absurdo, porque é evidente que existe uma categoria que reúne as características comuns de criaturas a que se convencionou chamar de “professores”. Portanto, a categoria (científica) da “professoridade” (que o João Miguel Tavares não vê) existe. E o João Miguel Tavares só vê o que a ideologia lhe permite ver.

Aliás, a categoria é a condição da avaliação da qualidade.

Sem a “professoridade” não poderíamos avaliar a qualidade dos professores, entendidos tanto em termos colectivos como em termos individuais.


A minha bisavó materna foi professora, ainda no tempo dos reis; a minha avó materna também, e a minha mãe seguiu o mesmo caminho: mas até 1974, não existia em Portugal uma verdadeira massificação do ensino, no sentido do ensino igualitarista e obrigatório. Portanto, não podemos comparar o ensino obrigatório e massificado actual, por um lado, com o ensino tradicional, por outro lado.

A “professoridade” sempre existiu, desde que existem professores. A “professoridade” é uma categoria.

Portanto, negar a existência da categoria dos professores é psicose ideológica.

O problema — que o João Miguel Tavares se recusa a ver, em nome do conceito de “igualdade” que lhe corrói o espírito — é que a massificação do ensino trouxe consigo a massificação dos professores. Ou seja, o problema está a montante, na massificação (igualitarista) do ensino — mas o João Miguel Tavares é ideologicamente vesgo, só consegue ver a massificação dos professores, que é uma consequência e não a causa do problema.


“EL demócrata, en busca de igualdad, pasa el rasero sobre la humanidad, para recortar lo que rebasa: la cabeza. Decapitar es el rito central de la misa democrática → Nicolás Gómez Dávila

("O democrata, em busca da igualdade, passa a bitola sobre a humanidade, para cortar o que diferencia: a cabeça. Decapitar é o rito central da missa democrática”)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O sistema de ensino da geringonça: é tudo uma questão de crenças

 

“A frase seguinte (“matemática e Português perderão horas para 
as ciências sociais”) é ainda mais engraçada: em primeiro lugar, pela omissão das aspas em “ciências” que antecedem o adjectivo “sociais” (ainda me hão-de explicar quais são as ciências que não podem levar com o adjectivo “sociais”); em segundo, porque, o que realmente falta aos alunos proto-asnos é mais marxismo cultural.

A exultação dos asnos

¿Foi para isto que o “progressérrimo” Carlos Fiolhais apoiou a geringonça? — ¿para ver as ciências da natureza relegadas para segundo plano por aquilo a que se convencionou chamar de “ciências” sociais?

A Raquel Varela exulta: afinal, a tese dela segundo a qual “as ciências são todas exactas” venceu dentro da geringonça: a matemática passou a ser tão “exacta” quanto o é a antropologia dos chimpanzés do Gabão.

Para a geringonça, todas as ciências são crenças; ¿se 1 + 1 = 2? É uma crença!. E cabe à religião antropoteísta liderada pelo sumo-sacerdote António Costa (acolitado pelo Adão e Silva) dizer quais são as crenças mais correctas.

Afinal, e segundo a geringonça, a matemática é uma merda, porque tem lógica; para a esquerda, tudo o que tem lógica é uma merda. A matemática e a língua portuguesa são crenças obsoletas que terão que ser substituídas por crenças correctas, por exemplo, a crença segundo a qual “uma mulher é um homem que é um macaco que é um cão que é um dinossauro que é uma ameba”.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Tirem-me deste filme...!

“E a tua tia sabes de que tem cara, de p., sabes o que é, uma mulher tão porca que f. com todos os homens e mesmo que tenha r. para f. deixa que lhe ponha a p. no c.”

Este é o excerto da polémica do livro “O Nosso Reino” de Valter Hugo Mãe dado a ler aos jovens de 13 anos do liceu Pedro Nunes, em Lisboa.

O comentário do comissário do Plano Nacional de Leitura, o poeta Fernando Pinto do Amaral, dado à Lusa, foi o seguinte:

“Não está em causa a sua qualidade literária, o que houve foi um problema de inserção na lista. O livro entrou no 3.º ciclo por lapso, porque foi escolhido para o secundário”.

O problema é que é a própria qualidade literária que está em causa aqui: o Mãe escreve mal e é pouco credível no que escreve, o Mãe não devia estar no Plano Nacional de Leitura, aliás uma fábrica para promover amigos e lhes vender os livros como pães.

Os palavrões de Valter Hugo Mãe

O problema deste país é profundo; não se resolve facilmente. Mas se não se resolver, teremos em breve um totalitarismo de esquerda.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Helena Damião e a “educação para o empreendedorismo”

 

Eu concordo parcialmente com a Helena Damião: o conceito de “educação para o empreendedorismo” é um absurdo, porque a liderança não se aprende na escola: é inata — a não ser que a “educação para o empreendedorismo” seja sinónimo de “educação para gestão de empresas”: um bom gestor de empresas pode não ser um líder natural.

“E deixam uma questão: "não haverá razões para estarmos preocupados com esta socialização precoce para a competição?"”

Porém, o que preocupa a Helena Damião não é o absurdo da “educação para o empreendedorismo” : o que a preocupa é o fomento da competição entre as crianças.

São duas coisas diferentes: o fomento da competição entre as crianças não tem necessariamente a ver com o absurdo do “educação para o empreendedorismo”; mas a Helena Damião mistura as duas coisas.

A Esquerda — de que a Helena Damião faz parte — diz que defende a mobilidade social (os “elevadores sociais”), por um lado, mas, por outro lado, tem horror à competição.

É claro que sem competição não pode existir mobilidade social. Esta contradição da Esquerda não é irracional: tem um propósito: é preciso proteger o Poder as elites de Esquerda em relação a qualquer tipo de concorrência política, e sem que esse proteccionismo seja facilmente detectado pela opinião pública.

Finalmente, sendo que a Helena Damião critica o absurdo da “educação para o empreendedorismo”, nunca a vi criticar a propaganda absurda da Ideologia de Género nas escolas. Ou seja, na educação, há coisas absurdas que são boas (as de Esquerda) e outras que são más.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Estou sintonizado com o “Diabo”

 

O dinheiro dos impostos é usado para pagar juros de investimentos especulativos, para salvar bancos que tiveram gestões catastróficas e que canalizaram rios de dinheiro para a economia de casino ocidental, ou para sustentar negociatas privadas distorcendo um mercado que deveria ser livre, aberto e igual.

O que se passa com os colégios privados, com os chamados “contratos de associação”, é um escândalo. O dinheiro dos impostos de todos os cidadãos é canalizado para financiar os estudos de jovens, que nada pagam nesses colégios quando existem escolas públicas, pagas também com os nossos impostos, que se situam nas vizinhanças desses colégios. O que é estranho é que esses colégios recebem mais dinheiro por turma do que as escolas públicas”.

Pagar lucro com os impostos de todos

Eu já tinha escrito aqui algo parecido. Em Portugal só existem partidos de esquerda.

domingo, 8 de maio de 2016

Quando os liberais se transformam em burocratas de Esquerda

 

Se as organizações conservadoras (ou liberais) imitam a Esquerda na procura e na recepção do dinheiro dos contribuintes, tornar-se-ão como a Esquerda também noutros modos: orientar-se-ão para servir interesses e valores dos políticos e dos burocratas, e não os valores e interesses dos liberalismos político e económico.

Tenho assistido ao espectáculo de liberais defendendo o financiamento do Estado às escolas privadas. Por exemplo, o João Távora escreveu o seguinte: “O monopólio do ensino público pelo Estado tem como objectivo último o controlo da república sobre a educação dos portugueses”.

Mas não é verdade! Por exemplo, Portugal é o único país da Europa que permite o Ensino Doméstico (Home Schooling). Temos um enquadramento legal muito liberal no que diz respeito ao Ensino. O que se passa, na realidade, é que a carga de impostos é de tal forma pesada que os portugueses têm que se sujeitar à mediocridade do Ensino público que têm.

Portanto, o que liberais e conservadores têm que fazer é lutar contra a carga de impostos que asfixia os portugueses e que só serve os interesses políticos da Esquerda. É essa a guerra — e não pedir financiamentos ao Estado para sustentar instituições privadas.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A boa lobotomia e a má lobotomia das crianças

 

A Helena Damião considera que existe uma boa lobotomia e uma má lobotomia das crianças através do sistema educativo:

“Ora, aqui é que está o problema: a confusão (propositada?) entre "educação" (acção de ensino que, de modo explícito, prepara os alunos para exercerem, com liberdade e responsabilidade, o direito de escolher) e "doutrinamento" (acção interesseira de alguém que, de modo dissimulado, conduz os alunos a seguirem opções que, previamente, se determinou que seguissem).

A "condição financeira pessoal", é, exactamente isso: pessoal. Em sequência, o "querer e necessitar" dizem respeito a cada um, solicitam o livre arbítrio exercido, evidentemente, com base em conhecimento substancial, fundamental que a escola tem obrigação de assegurar.”

"Necessitar" em vez de "querer"

lobotomia-criançaA má lobotomia é aquela que não coincide com as convicções ideológicas da Helena Damião (e do resto da sociedade que com ela partilha uma determinada mundividência), o que significa que a boa lobotomia das crianças (a que ela chama de “doutrinamento”) coincide com as ideias dela.

Quando as crianças são lobotomizadas na escola e de acordo com as convicções ideológicas da Helena Damião, é-lhes dada a liberdade de “querer”; quando isso não acontece,  é-lhes imposto o reino da “necessidade”.

Mas se perguntarem à Helena Damião se os pais e família das crianças devem ter o principal papel na educação, ela afirmará (como já o fez) que “os pais não são donos das crianças” e que compete ao Estado dispôr da lobotomia das crianças.

O problema da Helena Damião é o de saber qual o tipo de lobotomia que o Estado deve exercer sobre as crianças: ¿a boa ou a má? — tendo em conta que a família e os pais devem ser secundarizados naquilo que ela chama de “educação”.

terça-feira, 16 de junho de 2015

O efeito das políticas de esquerda na educação e no ensino

 

bullying profHoje sofri bullying dos alunos. Já participei tudo e vou queixar-me ao meu advogado e ao Estado português. Nem imaginam como me impressionou, logo a seguir à minha aula, ver um colega completamente desesperado com as lágrimas nos olhos, pois ele nem a chamada consegue fazer. O director tem de actuar forte e feio.

A mim, ao fim de mais de 20 anos de carreira, deram-me este mimo: «O professor é uma merda e vir às suas aulas é uma merda»… Arrotaram e deram pus… Colocaram phones, levaram bola, bateram nas carteiras e cantaram… não sei como me segurei. Algumas vezes, penso que vou fazer uma asneira e arrepender-me para o resto da vida… nem me conheço… fiquei calmo, calmo, mas duma calma doentia…

O meu advogado disse-me isto: se alguma vez eles lhe levantarem a mão para si, não responda. Saia e faça queixa, mas não se atire a eles… eu acho que me ia dando uma coisa hoje! Um vagabundo a dizer-me aquilo é surrealista…”

O testemunho de um professor enxovalhado

O Partido Socialista, a ala esquerdista do Partido Social Democrata, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista andam felicíssimos. Gente como a do Jugular rejubila: os meninos podem fazer tudo o que querem, mas ao mesmo tempo que se dizem “arautos dos direitos dos professores”.

Por um lado, o Mário Nogueira, da FERNPROF, morre de amores pelos professores; mas, por outro lado, segundo ele os meninos podem enxovalhar os professores à vontade em nome da autonomia do indivíduo e da educação moderna.

Corolário: precisamos de um partido político à direita do CDS/PP. Isto já não vai com as falinhas mansas do Paulo Portas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Treta!

 

“Faço minhas as palavras do Rodrigo Adão da Fonseca: considero grave que os media estejam a expor as crianças ao Tribunal Popular, divulgando o vídeo, e conduzindo à identificação dos personagens, menores.”

Da violência repetida

Ainda em 2005 os professores primários tinham a régua em cima da secretária nas salas de aula; não se batia em ninguém, mas lá estava a régua como lembrança.

Com José Sócrates e a sua famigerada ministra da educação Maria Lurdes Rodrigues, a régua foi banida da secretária da professora, e deu-se início ao “eduquês” e ao descalabro no ensino. Os resultados estão à vista.

E agora chamam a este ministro da educação de “incompetente”, quando na verdade qualquer ministro da educação depois da Lurdinhas será sempre incompetente — a não ser que o “eduquês” politicamente correcto seja revertido.

Este vídeo deveria ser visto em todas as escolas secundárias, como exemplo de um comportamento irracional e reprovável. Chamar os bois pelos nomes nunca é incorrecto, se os bois têm nome. Mostrar a realidade tal qual ela é nunca é incorrecto; “a verdade liberta”.

domingo, 21 de setembro de 2014

A Helena Damião e a ideia falsa de que “existe neutralidade do Estado”

 

O pior argumento para se ser contra a dita “mercantilização do ensino” é afirmar que o Estado é ideologicamente neutral. Trata-se de um sofisma.

Ou seja, é um mito a ideia segundo a qual “o ensino estatal incute necessariamente mais e melhores valores nas crianças”.

O ensino na Alemanha nazi era uma exclusividade do Estado de Hitler; foi ele que proibiu o Ensino-em-casa ou "Home Schooling" que existia na Alemanha desde o tempo do Sacro-Império. Na ex-URSS, o ensino era monopólio do Estado, e continua a ser em Cuba e na Coreia do Norte. Portanto, os argumentos da Helena Damião a favor da exclusividade do ensino público, não colhem.

Quando se fala em “ensino”, seja privado ou público, temos que saber, em primeiro lugar, quais os valores que são incutidos às crianças: como escreveu Hannah Arendt, o ensino deve ser conservador, porque chegará a hora de os futuros adultos fazerem a sua própria revolução, e não têm que ser agora doutrinados pelas ideias dos revolucionários adultos actuais — pertençam estes ao Estado ou ao sector privado.

Só depois de termos definido os valores que devem orientar o ensino, poderemos dizer se o privado é melhor do que o público, ou vice-versa. O Estado não é necessariamente neutral em termos de valores, nem o sector privado é neutral nos valores que incute nas crianças.

É em função dos valores que norteiam uma instituição que devemos medir a sua qualidade.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O Acordo Ortográfico e o terrorismo do Estado português contra a cultura portuguesa

 

« 14,4% de “reprovados” na “prova de avaliação dos professores contratados” por “erros ortográficos”. Aliás, 62,8% do total de examinandos registaram “mais de três erros ortográficos” nesta “prova”. »

“Ninguém será abatido, preso ou punido”

O que estamos a assistir é um terrorismo de Estado contra a cultura portuguesa.

O Estado português reprova professores por não respeitarem o Acordo Ortográfico. Quem se recusa a escrever em brasileiro não tem lugar no ensino da língua e da cultura portuguesas. Estamos em presença de uma tentativa do Estado português em colonizar o seu próprio povo.

Isto tem que ter um fim, nem que seja seguindo o método dos anarquistas do princípio do século XX.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Lamento, mas Passos Coelho tem que sair

 

“Mais de 300 alunos vão ficar sem aulas de Português em Differdange, no sul do Luxemburgo, após a autarquia ter decidido acabar com os cursos, uma decisão que o Sindicato dos Professores no Estrangeiro considera "escandalosa".

"Isto é um problema grave e escandaloso, e não sei que resposta a comunidade portuguesa lhe vai dar e o que a missão diplomática fará", disse à Lusa o secretário-geral do SPE, Carlos Pato.

Na origem da decisão da comissão escolar de Differdange estará o facto de o Instituto Camões, que tutela o ensino de português no estrangeiro, ter dado instruções para as turmas passarem a ter no mínimo dez alunos, o que obriga as escolas luxemburguesas a reagrupar turmas e reorganizar horários para conseguir esse número, explicou à Lusa o responsável da Coordenação de Ensino de Português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres.”

Mais de 300 alunos vão ficar sem aulas de Português no Luxemburgo

Vai-me custar muito ver o Partido Socialista no Poder, mas Passos Coelho passou os limites do razoável. Este governo, acolitado pelo palhaço presidente da república, já entrou na irracionalidade: as decisões de cortes nas despesas são tomadas sem ter minimamente em conta as situações no terreno, sem ter em conta as pessoas.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Nuno Crato e a Fernprof

 

Para lidar com insurrectos, só o insurrecto-mor. Estão bem uns para o outro. Falam a mesma linguagem.

sábado, 12 de julho de 2014

O professor Rolando Almeida anda a enganar os seus alunos

 

O professor de filosofia do Ensino Secundário, Rolando Almeida, tem um Manual de Filosofia publicado com o título “Como pensar tudo isto? Filosofia 11ºano”. No referido manual, Rolando Almeida aborda a problemática ética do aborto, e na página 239 (ver aqui em ficheiro PDF), serve-se do argumento falacioso da americana Judith Jarvis Thompson que compara a situação do feto humano ao de um parasita. Cito:

«Vou pedir ao leitor que imagine o seguinte. De manhã acorda e descobre que está numa cama adjacente à de um violinista inconsciente — um violinista inconsciente famoso. Descobriu-se que ele sofre de uma doença renal fatal. A Sociedade dos Melómanos investigou todos os registos médicos disponíveis e descobriu que só o leitor possui o tipo apropriado para ajudar. Por esta razão, os melómanos raptaram-no, e na noite passada o sistema circulatório do violinista foi ligado ao seu, de maneira a que os seus rins possam ser usados para purificar o sangue de ambos. O director do hospital diz-lhe agora: “Olhe, lamento que a Sociedade dos Melómanos lhe tenha feito isto — nunca o teríamos permitido se estivéssemos a par do caso. Mas eles puseram-no nesta situação e o violinista está ligado a si”.»

É desta a forma que o professor de filosofia Rolando Almeida apresenta, aos seus alunos, a posição a favor do aborto: desligar o violinista do corpo do leitor (utilizo aqui o termo “pessoa”) é justificável moralmente mesmo que ele morra, porque manter a ligação ao violinista é apenas um acto voluntário e não necessário do ponto de vista moral. Seguindo esta analogia, o professor Rolando Almeida pretende assim apresentar aos seus alunos a posição abortista segundo a qual a decisão de manter a gravidez é apenas um acto voluntário e não necessário moralmente.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A mediocridade dá lucro

 

Em Portugal, basta que alguém tenha uma licenciatura em filosofia, possua um ego do tamanho do universo, e uma vontade cimentada por uma qualquer crença ideológica, para que esteja automaticamente apto a publicar um Manual de Filosofia para o Ensino Secundário que pode ser adoptado de uma forma praticamente acrítica.