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terça-feira, 22 de julho de 2025

O José Pacheco Pereira, e o maniqueísmo Marcuseano do “mundo dos brutos” que não são de Esquerda


O José Pacheco Pereira escreveu um artigo no jornal Púbico com o título “O mundo é dos brutos — a ascensão da violência e a queda da empatia”. A crítica do José Pacheco Pereira resume-se, mutatis mutandis, a um tipo de sociedade que institucionaliza “a pena de morte, a tortura, censura, ausência de direitos, em que todos são indefesos face aos mais fortes” (sic).


Ora, aquela elite que trabalha afanosamente para a “queda da empatia” (atomização da sociedade) é a mesma que se assume como concordante com o artigo do José Pacheco Pereira: é isto o que os anglo-saxónicos chamam de “SPIN”.

Por exemplo, a pena-de-morte, entendida como a legitimação da afirmação cultural de um acto gratuito, é hoje praticada mediante o aborto “a pedido da freguesa”, o que revela de facto uma “queda de empatia” na cultura antropológica do Ocidente; mas não tenho dúvidas de que o José Pacheco Pereira, como bom esquerdista, é a favor da prática social e cultural do aborto.

Ou seja, a Esquerda pratica o crime cultural procurando não deixar impressões digitais, e acusando os outros daquilo que ela própria faz.

O mesmo se passa com a eutanásia “a pedido do freguês” (defendida pela Esquerda), que rapidamente se transforma em uma pena-de-morte utilitarista e prescritiva. Porém, as mesmas pessoas que defendem a eutanásia são as que vêm a terreiro dizer que “os brutos são os outros que não concordam connosco”.

O maniqueísmo da Esquerda não é baseado em factos (intersubjectividade): em vez disso, é baseado em sentimentos, em subjectividade e mundividência (muitas vezes psicóticas ou fundamentadas por uma Fé Metastática) circunscritas a um determinado grupo cultural elitista.

O maniqueísmo da Esquerda é uma transposição do maniqueísmo gnóstico da Antiguidade Tardia, em que os Pneumáticos iluminados (de Esquerda) “se salvam”, ao passo que os Hílicos (os brutos, que não alinham ideologicamente com os iluminados) se perdem no curso da História, e deveriam ser mesmo eliminados.

Por exemplo, o José Pacheco Pereira critica Comte e as consequências do Positivismo; a Esquerda racionalista (Carlos Fiolhais, e quejandos) venera o Positivismo de Comte; e, no entanto, esta Esquerda afirma que concorda com o Pacheco Pereira. É um SPIN vergonhoso.

O texto do Pacheco Pereira é “reaccionário”, entendido no sentido da filosofia comunitarista; poderia ter sido escrito por A. MacIntyre, Michael Walzer, ou Charles Taylor — o que está nos antípodas do que pensam os compagnons de route do Carlos Fiolhais.

No blogue Rerum Natura não há outra coisa senão “deslumbramento tecnológico” e científico positivista (por exemplo, o Galopim e o Eugénio Lisboa), e anti-religião. O impacto da ciência sobre a religião aconteceu no século XIX; o que acontece hoje é o impacto da técnica sobre a imaginação dos imbecis elitistas que pretendem construir um putativo Mundo Novo nietzscheano que tenta transformar a Natureza Humana — porque as opiniões mudam, a elite esquerdista, relativista e imbecil crê que as verdades mudam também.

Para não pensar no mundo que a ciência descreve, a elite positivista esquerdista embriaga-se de técnica. O técnico crê-se superior aos demais porque sabe o que, por definição, qualquer pessoa pode aprender. Esperar que a vulnerabilidade crescente de um mundo exponencialmente integrado pela técnica não exija um despotismo total, é mera estupidez.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Os amigos do Carlos Fiolhais , do Galopim, e do Eugénio Lisboa



A Helena Damião (amiga do Carlos Fiolhais ) diz que ler uma lista de nomes de crianças duma turma, em redes sociais e nessa Assembleia”, “é um acto bárbaro e, por isso mesmo, condenável. E sob o ponto de vista educativo, é absolutamente reprovável por referência aos valores (éticos) que definem a cidadania”.

Mas quando crianças são introduzidas na marcha gay de Lisboa, junto com emasculados semi-nus ou mesmo com as partes pudibundas ao léu, não vi nunca qualquer tipo de indignação da parte do Carlos Fiolhais e seus compagnons de route.

A indignação da Helena Damião é selectiva: baseia-se no conceito de “tolerância repressiva” do marxista Marcuse: “tudo o que vem da Esquerda é sempre bom, e tudo o que vem da Direita é sempre mau”.

Vamos ter que acabar com a influência que esta tropa tem tido na nossa cultura. Nem que a vaca tussa.

sexta-feira, 26 de abril de 2024

A Helena Damião utiliza Kant para negar Kant


Dois dos paradoxos do Pós-modernismo são a legitimação racional da Contradição (Estimulação Contraditória e Compartimentação), por um lado, e a redução de toda a realidade a “construções sociais”, por outro lado.

Dou um exemplo: em Espanha, um vasto grupo de jornalistas, afectos ao Partido Socialista espanhol, publica um manifesto contra a liberdade de imprensa... mas, alegadamente, em nome da defesa liberdade de imprensa! É a legitimação racional da Contradição (Estimulação Contraditória e Compartimentação) como estratégia política.

Outro exemplo da cultura pós-modernista é o da Helena Damião, que defende aqui, alegadamente, o conceito de Liberdade e de Educação, segundo Kant, mas ocultando dos leitores a importância do indivíduo na filosofia de Kant, por um lado, e a importância da disciplina no conceito de Educação de Kant, por outro lado.

Para Kant, a disciplina é a parte negativa da educação ; e a instrução é a parte positiva da Educação.

“Um governo que fosse fundado sobre o princípio da benevolência para com o povo, tal como a do pai para com os filhos, quer dizer, uma governo paternal (imperium paternale), no qual, por consequência, os súbditos, quais filhos menores, incapazes de decidir do que para eles é verdadeiramente útil ou prejudicial, são obrigados a comporta-se de maneira unicamente passiva, a fim de esperar apenas do juízo do Chefe de Estado o modo como devem ser felizes, e apenas da sua bondade que ele igualmente o queira — um tal governo, digo, é o maior despotismo que se pode conceber ”.

→ Kant, “Teoria e Prática”, 1793, II, p. 31


Ora, o socialismo (a Esquerda em geral) que a Helena Damião defende é a antítese do conceito de “liberdade” e de “educação” defendida por Kant. Para a Esquerda, a escola pública deve “educar” as crianças, substituindo-se aos pais. Ora, é este tipo de escola pública que a Helena Damião chama de “instituição maravilhosa”.

A partir de Rousseau, “a educação transformou-se num instrumento da política, e a própria actividade política foi concebida como uma forma de educação”.

→ Hannah Arendt, “Entre o Passado e o Futuro”, 2006, pág. 186).

“Porque a criança tem necessidade de ser protegida contra o mundo, o seu lugar tradicional é no seio da família.”

(idem, pág. 196)

(…)

“A própria responsabilidade alargada pelo mundo que a educação assume, implica, como é óbvio, uma atitude conservadora.”

(ibidem, pág. 202)


Chegou o momento de substituir o conceito de Ministério da Educação pelo de Ministério da Instrução, como aconteceu na Primeira República (Leonardo Coimbra foi ministro da Instrução).

A educação é competência dos pais e/ou família; a instrução é competência da escola pública — sendo que “escola pública” não tem que ser necessariamente “escola estatal”: as escolas privadas também são públicas.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

“Aprender pelo sofrer”


“Antes de te haver formado no ventre materno, eu já te conhecia;”

— 1 Jeremias, 1-5


“O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo vem do céu. Tal como era o terrestre, assim são também os terrestres; tal como era o celeste, assim são também os celestes.”

Paulo de Tarso, 1 COR 15, 45 – 49


Gadamer viu só uma parte do problema humano (ver ficheiro PDF) — viu a parte da realidade, maioritária, que depende exclusivamente da experiência, no sentido de “experimentaçãoempírica. Gadamer, assim como a maioria dos teóricos, parte do princípio estóico da “tábua-rasa”, isto é, recusa de qualquer forma de inatismo.

Padre Pio de PietrelcinaPorém, sempre houve pessoas especiais que “aprenderam” antes do sofrimento, ou seja, o sofrimento era algo esperado pelo conhecimento revelado pela consciência espiritual da realidade. Essas pessoas, não precisaram do sofrimento para a detenção de conhecimento, e o sofrimento chegou-lhes depois da consciência conhecedora desse sofrimento. Para essas pessoas, grande parte do conhecimento é prévia ao sofrimento, e este apenas corrobora (a posteriori) aquele.

A consciência é uma experiência originária — comprovável a nível intersubjectivo — que antecede a experiência objectiva (a tal “experiência” de Gadamer), tanto em termos lógicos como também em termos existenciais.

Essa “experiência originária”, em casos excepcionais, já não depende do “sofrer para aprender”: já tem consciência prévia do sofrimento da condição humana. Dou como exemplo duas pessoas: uma, Immanuel Kant, aprendeu com o sofrer da experiência objectiva e morreu com o cérebro definhado, sem autoconsciência. E o Padre Pio de Pietrelcina, cuja consciência de saber antecedeu o sofrimento, morreu lúcido, e de tal forma que previu exactamente o dia e a hora em que viria a falecer.

sábado, 26 de março de 2022

Helena Damião, a coimbrinha

A primeira vez que ouvi falar em “Aquecimento Global” foi em Coimbra (há cerca de 30 anos), em uma grande moradia de uma família riquíssima de médicos proprietários de várias herdades nas Beiras. Foi a primeira vez que ouvi falar no “El Niño”, à beira da enorme piscina da mansão.

Existe uma cultura coimbrinha desprezível — de que a Helena Damião (e os protagonistas do Rerum Natura, em geral)  é uma eloquente testemunha — que pretende, de certa forma e de um modo “tuga”, emular a cultura de Hollywood.

guterres-costa-taxamos o ar-web

O contributo dos coimbrinhas para uma certa elite de Esquerda (protagonizada, por exemplo, por Boaventura Sousa Santos, um dos mais representativos coimbrinhas vivos) foi um dos lastros mais importantes na formação do Bloco de Esquerda e da actual facção mais radical do Partido Socialista.


“O 'imbecil colectivo' é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

→ Olavo de Carvalho


Numa altura em que o preço da gasolina ultrapassa já em muito os 2 Euros por litro, a coimbrinha Helena Damião vem a terreiro pedir que se aumente ainda mais o preço da gasolina — porque coimbrinha que se preza tem sempre dinheiro para pagar o litro da gasolina a 10 Euros, se for preciso.


“¿E o povo?!!! — Ora essa! Se não têm pão, que comam brioches!”

maria antonieta web

terça-feira, 22 de março de 2022

A Helena Damião e o relativismo


O Rerum Natura continua a teimar sobre as putativas virtudes de Bertrand Russell.

Desta vez, a Helena Damião escreve:

« Perguntaram um dia ao filósofo Bertrand Russell se seria capaz de morrer por uma ideia. Como filósofo cristalino e frontal, que era, respondeu sem hesitar: “Não, porque poderia estar errado.” »

Ora, foi o mesmo Bertrand Russell que defendeu a ideia de que os Estados Unidos deveriam aniquilar a URSS com bombas atómicas, logo a seguir a Nagasaki e Hiroxima, em um momento em que os russos ainda não tinham armas atómicas. Para quem diz que “podia estar errado”, não me parece racional que defenda a aniquilação de milhões de pessoas com bombas atómicas.

A Helena Damião continua:

« Irrefutável. Qualquer não fanático, com a mente asseada, sabe que pode sempre estar errado. Só os fanáticos acreditam em “verdades”. Os cientistas e os filósofos, não. Mesmo o mais notável pensador pode estar errado e o mais provável é estar. Portanto, se uma ideia pode estar errada, morrer por ela é um rotundo disparate. »

A Helena Damião confunde “verdade”, por um lado, com “certeza”, por outro lado.

Alguém terá que explicar à Helena Damião que “verdade” e “certeza” não são a mesma coisa. Para um fanático, a verdade é irrelevante, e a certeza é que conta. A ciência não seria possível sem a procura da verdade, embora a ciência não possa nunca ter a certeza da verdade de uma tese ou de um paradigma.

Ao confundir “verdade” e “certeza”, a Helena Damião defende o relativismo. Karl Popper escreveu, acerca do relativismo:

“O relativismo é um dos muitos crimes dos intelectuais. É uma traição à Razão e à Humanidade”.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

A agenda política de um fascismo à escala global

Eu tenho o maior desprezo possível pelos editores do blogue Rerum Natura, nomeadamente Carlos Fiolhais, David Marçal, António Piedade e Helena Damião. E eu fundamento esse desprezo, desta vez, neste artigo da Helena Damião:

« O risco de se formar mais um "apartheid" - uma separação entre pessoas - com base na crise climática é real e está iminente. Esta é a principal conclusão do relatório elaborado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU e que será apresentado na próxima sexta-feira.

Os muito ricos escaparão do calor e da seca em redutos do planeta e continuarão a fazer a sua vida de luxo, o resto da população estará (está) condenada a migrar e a empobrecer até limites extremos.

Os direitos básicos à vida, a um lugar na terra, a água, a comida, tornar-se-ão impossíveis para um crescente número de empobrecidos, abandonados à sua sorte, condenados à fome, a doenças e perseguições. Os direitos civis e políticos enfraquecerão. As revoltas, provocadas pela crescente desigualdade, serão inevitáveis; crescerá o nacionalismo, a xenofobia e o racismo. »


a certeza do futuro


Obviamente que a Helena Damião dirá que se limitou a transcrever uma “notícia” do “jornal” Púbico; mas a verdade é que se trata de uma transcrição acrítica (ela não faz a crítica do texto transcrito) e, por isso, é condescendente (diz o povo: “quem cala, consente”).

  • Esta visão apocalíptica do futuro da vida na Terra é um autêntico veneno ideológico concebido por estúpidos do calibre da Helena Damião e sequazes da nova Esquerda identitária;
  • esta “certeza do futuro” é de uma imbecilidade a toda a prova (ler: a mente revolucionária);
  • e quando bestas daquela índole colocam o patriotismo (nacionalismo) na mesma categoria conceptual do “racismo” e da “xenofobia” (seja o que for o que “xenofobia” signifique), verificamos como as elites globalistas e multimilionárias se aliam à Nova Esquerda com o intuito de instalar um fascismo à escala global (sinificação).

Só não tenho a certeza se a Helena Damião é uma idiota útil ou uma grande besta. Mas, para o caso, pouco importa saber.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Os comunistas não desistem de lutar pelo Poder totalitário

 

É claro que sempre houve injustiças e desigualdades, e sempre haverá enquanto existirem seres humanos. Mas os comunistas juram a pé juntos “que não”, “que lhes dêem o Poder concentrado, e eles resolvem o problema da injustiça e da desigualdade” — mais de 100 milhões de vítimas mortas, depois de Lenine.

Os comunistas dizem-nos: “dêem-nos a concentração do Poder político, e construiremos o paraíso na Terra” — como defende a Helena Damião em nome de uma qualquer utopia, e parafraseando um qualquer comunista de seu nome Riccardo Petrella —, o mesmo “paraíso na Terra” de sempre: mas logo que tomam o Poder totalitário, a elite comunista entretém-se a matar gente em nome da utopia. Sempre foi assim, mas a Helena Damião diz que não: “aquilo que se passou, no século XX, não era o verdadeiro comunismo!”: são necessárias mais uns 100 milhões de vítimas assassinadas para que a verdadeira utopia se cumpra!

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Desta vez concordo com a Helena Damião

 

A Helena Damião cita uma tal Catarina Nunes (não conheço) que escreveu o seguinte no semanário Expresso (não comprei, porque já tenho um bom stock de papel higiénico em casa):

"A teoria que valeu ao norte-americano Richard Thaler o Nobel da Economia de 2017 parte da aceitação de que as pessoas são imperfeitas e pouco capazes de, sem orientação, tomarem as melhores decisões. Por isso, precisam de um estímulo subliminar para seguirem na direcção que mais as beneficia. Na prática, trata-se daquilo que (...) define como "paternalismo libertário", suave e não intrusivo, aplicado a políticas públicas e privadas.

Trata-se do nudge (empurrão ou estímulo) que o professor de Economia e Ciência Comportamental da Universidade de Chicago defendeu no livro Nudge: como melhorar as decisões sobre saúde, dinheiro e felicidade. De acordo com a teoria deste economista, as escolhas individuais não são bloqueadas ou restringidas, mas enviesadas para opções que mais beneficiam a própria pessoa e a população em geral (...). Outro dos conceitos desenvolvidos é o de "arquitecto da escolha", ou seja, a pessoa ou entidade responsável pela organização do mecanismo que leva as pessoas a tomar a decisão, encontrando a melhor e mais subtil forma de conduzir a um determinado comportamento."

O que está em causa na teoria da Catarina Nunes é a apologia do behaviourismo. “Paternalismo libertário” é um eufemismo de “estimulação pavloviana”. O behaviourismo concebe o ser humano como uma espécie de máquina, destituída de espírito e de liberdade.


Toda a acção cultural (e portanto, política e económica) que não favoreça a formação crítica do ser humano face à Realidade, é negativa.

A educação é exactamente a formação crítica do ser humano, e só nesta dimensão crítica da educação se pode conceber a liberdade. O ser humano é livre porque analisa, e analisa porque desenvolveu um espírito crítico; e a educação existe para desenvolver na criança esse espírito crítico.

Porém, não nos devemos esquecer de que muito daquilo que se constitui como tradição, é produto de uma experiência histórica — a tradição é, em grande parte, o resultado de uma espécie de modus ponens cultural que dispensa uma análise constante e a cada geração que passa.

Neste sentido, e como defende Hannah Arendt (A Crise da Cultura), a educação das nossas crianças deve ser conservadora e protectora, dando-lhes margem de manobra para que, quando forem adultas, possam ser “revolucionárias” à sua própria maneira.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Quando os “factos alternativos” correspondem à verdade que o politicamente correcto detesta

 

“num programa de televisão, uma conselheira do recém eleito presidente do EUA afirma uma mentira, o jornalista confronta-a com isso mesmo e apresenta factos, ela, muito desenvolta, diz que se baseia em “factos alternativos", ao que o jornalista responde que “factos alternativos, não são factos, são falsidades”... ela nega, ele...”

Helena Damião

¿E qual é a mentira? Não interessa saber. O que interessa à Helena Damião é a narrativa segundo a qual  “uma conselheira do recém eleito presidente do EUA afirma uma mentira”.

Naturalmente que, para a Helena Damião, os jornalistas apresentam sempre factos (os jornalistas não mentem) — isto se os jornalistas forem de esquerda: se forem de direita, os jornalistas apresentam sempre mentiras.

Mas afinal ¿qual era a mentira? A CNN publicou esta imagem da tomada de posse de Donald Trump:

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só que a imagem da CNN foi tomada às 10 horas da manhã, muito antes do discurso de Donald Trump. Mas a Helena Damião diz que a mentira não é da imprensa: é do Donald Trump. Ver mais informação factual e documental, aqui.

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Helena Damião e a “educação para o empreendedorismo”

 

Eu concordo parcialmente com a Helena Damião: o conceito de “educação para o empreendedorismo” é um absurdo, porque a liderança não se aprende na escola: é inata — a não ser que a “educação para o empreendedorismo” seja sinónimo de “educação para gestão de empresas”: um bom gestor de empresas pode não ser um líder natural.

“E deixam uma questão: "não haverá razões para estarmos preocupados com esta socialização precoce para a competição?"”

Porém, o que preocupa a Helena Damião não é o absurdo da “educação para o empreendedorismo” : o que a preocupa é o fomento da competição entre as crianças.

São duas coisas diferentes: o fomento da competição entre as crianças não tem necessariamente a ver com o absurdo do “educação para o empreendedorismo”; mas a Helena Damião mistura as duas coisas.

A Esquerda — de que a Helena Damião faz parte — diz que defende a mobilidade social (os “elevadores sociais”), por um lado, mas, por outro lado, tem horror à competição.

É claro que sem competição não pode existir mobilidade social. Esta contradição da Esquerda não é irracional: tem um propósito: é preciso proteger o Poder as elites de Esquerda em relação a qualquer tipo de concorrência política, e sem que esse proteccionismo seja facilmente detectado pela opinião pública.

Finalmente, sendo que a Helena Damião critica o absurdo da “educação para o empreendedorismo”, nunca a vi criticar a propaganda absurda da Ideologia de Género nas escolas. Ou seja, na educação, há coisas absurdas que são boas (as de Esquerda) e outras que são más.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

É preciso explicar à Helena Damião o que significa “endogamia”

 

“Péssima ocasião, pois a noção de "raça", além ser errada sob o ponto de vista científico, denota a persistência da ideia preconceituosa e simplista de que "nós" (neste caso, os Europeus? Os Portugueses?) não somos feitos da mesma matéria que os (muitos) "outros" (os que fogem da guerra e chegam à Europa? A Portugal?) nem comungamos da mesma condição, a condição humana. Também não se trata, nem deve tratar, de discriminação”.

Helena Damião

A endogamia, praticada sistematicamente e ao longo de gerações e séculos, baixa o nível do QI geral da sociedade. Presumo que a Helena Damião sabe o que é o QI; e que também sabe o que significa “endogamia”. O que eu não sei é se a Helena Damião sabe ler em inglês; se ela não souber, por favor alguém que lhe traduza, por exemplo, este texto:

endogamia-islamicaA Danish psychologist warns that 1,400 years of inbreeding, marrying first cousins, may be wreaking havoc on Muslim intelligence, health and sanity.

A large part of inbred Muslims are born from parents who are themselves inbred, which increase the risks of negative mental and physical consequences greatly, says Nicolai Sennels, author of the book Among Criminal Muslims and articles on the psychology of Islam and Muslims, in a Dec. 26 article in 10News.dk.

Combining his own research and several studies, Sennels says the genetic damage of such intermarriage, which is part of Islamic religion and culture since their prophet, Mohammad, allowed it, is causing lower intelligence (IQs), increased physical defects and greater incident of mental illness”.

Muslim Inbreeding May Be Genetic Catastrophe…

Portanto, não se trata de “raça”; trata-se “cultura antropológica” — mesmo dando como cientificamente adquirido que não existem raças. Alguém que explique isto à Helena Damião como se ela fosse muito burra.

domingo, 6 de março de 2016

O discurso sinuoso da Helena Damião

 

“Vejo a ciência e a ética do mesmo lado, em última instância a mesma coisa. Isto se entendermos que toda e qualquer acção científica tem subjacente a noção de verdade, mas também a de responsabilidade.”

Helena Damião.

Presumo que o conceito de “ciência”, utilizado pela Helena Damião neste caso, se refere às ciências da natureza. Neste sentido, a ciência é o conhecimento científico positivo que se apoia nos critérios precisos da verificação, permitindo uma objectividade dos resultados.

A ciência não determina a ética; mas a ética não pode ignorar a ciência.

A ideia de “responsabilidade moral” reside na experiência subjectiva e intersubjectiva, enquanto que a ciência só concebe acções determinadas por leis da natureza, e não concebe autonomia, nem sujeito, nem consciência e nem responsabilidade. A noção de “responsabilidade” é não-científica. A ética e a moral pertencem ao domínio da metafísica que se caracteriza pela falta de “bases objectivas”.

A Helena Damião faz uma confusão entre a acção do cientista, enquanto ser humano, por um lado, e a “acção científica” enquanto trabalho da ciência, por outro lado. A acção do cientista pode ser mais ou menos ética; a acção científica — no sentido do método das ciências da natureza — é eticamente neutra.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Os modernos dizem que “a lógica evolui”

 

Temos aqui uma citação de um tal "filósofo" Richard Kearney sobre o problema do Mal. No fundo, trata-se de uma versão moderna e invertida da Teodiceia. O que faz o "filósofo"?

Primeiro cita Santo Agostinho, esquecendo-se que Santo Agostinho baseia-se em ideias de Jesus Cristo (S. Mateus 15, 18-20): é o que sai do homem que pode ser mau, e não o que entra nele. "Filósofo" moderno que se preze, não cita Jesus Cristo.

Logo a seguir o "filósofo" perverte o sentido dado por Santo Agostinho às ideias de Jesus Cristo: diz ele (implicitamente): “se o mal vem de dentro do homem, e se há muitos homens, então segue-se que não existe um Mal universal”. O raciocínio é non sequitur. E depois justifica a negação do Mal universal através de S. Tomás de Aquino:

“E existirá uma noção universal de Mal? Não, disse Kearney, mas é preciso explicar este "não". Para São Tomás de Aquino pode dar-se o caso de as pessoas que cometem o Mal pensarem que estão a fazer Bem. Com base em Espinoza, precisou que isso não decorre da opinião, decorre sim da interpretação: o Mal humano é o que está sujeito a um conflito de interpretação”.

Há aqui uma perversão ou uma distorção das ideias de S. Tomás de Aquino que caracteriza a filosofia moderna. Vejamos o que S. Tomás de Aquino quer dizer:

Se a lei eterna se apresenta ao homem pela voz da consciência, toda a prescrição da consciência humana obriga a vontade (do homem) a conformar-se-lhe. Acontece que as consciências (humanas) não são todas idênticas. Não é, pois, o acto (do homem) em si mesmo, mas antes é a percepção (a interpretação) que a razão do homem dá, que qualifica a sua vontade: se a consciência apresenta esse acto como um mal — ainda que o acto seja um bem — a vontade adere-lhe como um mal.

Até aqui, estamos todos entendidos. Prossigamos o raciocínio de S. Tomás de Aquino que se complica um pouco mais:

Em função do papel da consciência na percepção (interpretação) da razão, diz o Santo que é mister ao homem obedecer sempre à sua consciência, mesmo que errónea (mesmo que a interpretação esteja errada): a vontade que se inclina para um objecto que ele (o homem) percebe como um mal é uma vontade má — ainda que a sua percepção / interpretação seja defeituosa e o objecto seja bom em si mesmo —, porque a vontade desvia-se da consciência: “toda a vontade que se afasta da razão, seja ela recta ou errónea, é sempre má” (Suma Teológica, I-II, 19,5).

Mas, ao contrário do que foi proposto pelo "filósofo" moderno supracitado, S. Tomás de Aquino não sacraliza o arbitrário subjectivo!

O que S. Tomás de Aquino constata é que um acto apenas é moral se se conforma com os ditâmes da consciência. O acto cometido por uma consciência errónea continua a ser mau em si mesmo, e distinto daquele que obrigaria uma consciência informada. E obedecer à consciência nada retira à falta prévia de o homem em causa não ter informado a sua consciência — se apenas podemos obedecer à nossa natureza pessoal, temos o dever de a substituir por uma melhor sempre que possível.

Em suma:

  • um acto é moral apenas e só quando o homem obedece à sua consciência;
  • é melhor obedecer à consciência, mesmo que estejamos errados, do que não lhe obedecer;
  • o facto de se obedecer à consciência não significa que o acto seja bom ou mau: a bondade ou maldade do acto depende da capacidade de informarmos a nossa consciência.

O ensino escolar deve ser um contributo para que as crianças informem as suas consciências o melhor possível.

A ideia segundo a qual “os valores foram inventados pelo homem e evoluem” é tão estúpida que pode ser até acariciada pela Helena Damião. Com jeitinho, a Helena Damião e o "filósofo" moderno dirão que “os números primos foram invenção humana” e a que “a lógica evolui”. Esta gente não tem emenda.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A boa lobotomia e a má lobotomia das crianças

 

A Helena Damião considera que existe uma boa lobotomia e uma má lobotomia das crianças através do sistema educativo:

“Ora, aqui é que está o problema: a confusão (propositada?) entre "educação" (acção de ensino que, de modo explícito, prepara os alunos para exercerem, com liberdade e responsabilidade, o direito de escolher) e "doutrinamento" (acção interesseira de alguém que, de modo dissimulado, conduz os alunos a seguirem opções que, previamente, se determinou que seguissem).

A "condição financeira pessoal", é, exactamente isso: pessoal. Em sequência, o "querer e necessitar" dizem respeito a cada um, solicitam o livre arbítrio exercido, evidentemente, com base em conhecimento substancial, fundamental que a escola tem obrigação de assegurar.”

"Necessitar" em vez de "querer"

lobotomia-criançaA má lobotomia é aquela que não coincide com as convicções ideológicas da Helena Damião (e do resto da sociedade que com ela partilha uma determinada mundividência), o que significa que a boa lobotomia das crianças (a que ela chama de “doutrinamento”) coincide com as ideias dela.

Quando as crianças são lobotomizadas na escola e de acordo com as convicções ideológicas da Helena Damião, é-lhes dada a liberdade de “querer”; quando isso não acontece,  é-lhes imposto o reino da “necessidade”.

Mas se perguntarem à Helena Damião se os pais e família das crianças devem ter o principal papel na educação, ela afirmará (como já o fez) que “os pais não são donos das crianças” e que compete ao Estado dispôr da lobotomia das crianças.

O problema da Helena Damião é o de saber qual o tipo de lobotomia que o Estado deve exercer sobre as crianças: ¿a boa ou a má? — tendo em conta que a família e os pais devem ser secundarizados naquilo que ela chama de “educação”.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A Austrália, as vacinas, e o cientismo da Helena Damião

 

A ciência tem que convencer, persuadir, e não impôr coercivamente. Convencer e persuadir é esclarecer, informar, chamar o povo e explicar as coisas, “tim-tim por tim-tim”.

Tal como Platão na “República”, a Helena Damião está convencida de que um mito pode ser crido pela geração presente pela via da coerção do Estado, e que a imediata e posteriores gerações podem ser “educadas” de tal modo que não tenham dúvida alguma do mito. Miopia perigosa!

Por exemplo, os japoneses foram ensinados, desde meados do século XIX, que o imperador descendia da deusa-sol, e que o Japão foi criado primeiro do que o resto do mundo; e qualquer intelectual japonês que duvidasse de tal dogma (dogma político, e não propriamente religioso) era afastado da vida pública, alegadamente por actividades anti-japonesas. E os resultados deste mito político viram-se na II Guerra Mundial.

O que a Helena Damião não consegue ver é que os mitos “aceites” de forma compulsória e coerciva por parte do Estado, reduzem a inteligência em circulação na sociedade. A única forma adequada de impôr uma crença  — neste caso uma crença da ciência — é através da persuasão. E persuadir não é violentar ou retirar direitos às pessoas.

À ciência não cabe definir a ética e comandar a sociedade (positivismo religioso).

Mentalidades cientificistas como a da Helena Damião, Carlos Fiolhais e o resto da comandita do blogue Rerum Natura, devem ser combatidas sem quartel.

Diz a Helena Damião (revelando a sua mentalidade totalitária em potência) que “as crianças não são dos pais”; mas também não pertencem ao Estado — era só o que faltava!. E não cabe ao Estado transformar a sociedade em uma espécie de sucedâneo contemporâneo da “República” de Platão.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Os problemas estúpidos, por vezes, têm lógica

 

A Helena Damião fala aqui de problemas “matemáticos estúpidos”, por exemplo:

“Numa quinzena de turmas dos cursos elementar e médio puseram problemas do género: «Num barco, há 12 ovelhas e 19 cabras. Qual é a idade do capitão?»”

Vejamos o seguinte problema: um agricultor deixou em testamento que metade dos cavalos que tinha fosse para o filho mais velho, um terço dos cavalos para o segundo filho, e um nono para o mais novo. Depois da morte do pai, os filhos resolveram dividir a herança dos 17 cavalos herdados, mas não sabiam como o fazer obedecendo estritamente aos desejos do pai.

Um cigano, vendedor de cavalos de feira, apareceu lá em casa dos três irmãos e fez a seguinte proposta:

“Olhem: eu acrescento o meu cavalo (que não trouxe agora) aos vossos; temos, então, 18 cavalos. Tu, o mais velho, recebes metade, portanto, nove cavalos. Tu, o segundo filho, recebes um terço, isto é, seis cavalos. E tu, o mais novo, tens que receber um nono, ou seja, dois cavalos. Somando tudo isto, chegamos a 17 cavalos e sobra um, isto é, o meu!”

E mal disse isto, o cigano montou num dos cavalos da herança e desapareceu.

domingo, 25 de janeiro de 2015

O saber não ocupa lugar

 

A Helena Damião pergunta:

“Se a caligrafia tradicional não se usa em mais lado nenhum a não ser na escola porque é que deve ser aprendida? Eis a pergunta que a referida senhora deixou no ar e à qual não sei responder. “

E eu pergunto:

Se a memorização tradicional da tabuada não se usa em mais lado nenhum a não ser na escola, porque é que deve ser aprendida?

Tudo o que é tradicional só deixa de fazer sentido se se provar, clara- e evidentemente, que vai contra valores éticos racionalmente fundamentados; ou se se demonstrar que é negativo para a adaptação humana a novas condições de existência.

A aprendizagem, seja do que for, não se pode reduzir ao útil (“útil” no sentido de “utilidade prática”); se assim fosse, as máquinas de calcular substituiriam a aprendizagem da tabuada. Até as profissões manuais — por exemplo, a de carpinteiro — têm uma componente artística que não se reduz ao útil. Por outro  lado, todo o conhecimento não seria possível sem a tradição — até a ciência depende da tradição.

Quando se abole a aprendizagem da caligrafia na escola primária, os motivos invocados não vingam, porque o saber não ocupa lugar. Do que se trata é de um corte preconceituoso e irracional em relação a uma tradição pedagógica (que tem milhares de anos!); é mais um acto falhado da cultura ocidental actual.

domingo, 21 de setembro de 2014

A Helena Damião e a ideia falsa de que “existe neutralidade do Estado”

 

O pior argumento para se ser contra a dita “mercantilização do ensino” é afirmar que o Estado é ideologicamente neutral. Trata-se de um sofisma.

Ou seja, é um mito a ideia segundo a qual “o ensino estatal incute necessariamente mais e melhores valores nas crianças”.

O ensino na Alemanha nazi era uma exclusividade do Estado de Hitler; foi ele que proibiu o Ensino-em-casa ou "Home Schooling" que existia na Alemanha desde o tempo do Sacro-Império. Na ex-URSS, o ensino era monopólio do Estado, e continua a ser em Cuba e na Coreia do Norte. Portanto, os argumentos da Helena Damião a favor da exclusividade do ensino público, não colhem.

Quando se fala em “ensino”, seja privado ou público, temos que saber, em primeiro lugar, quais os valores que são incutidos às crianças: como escreveu Hannah Arendt, o ensino deve ser conservador, porque chegará a hora de os futuros adultos fazerem a sua própria revolução, e não têm que ser agora doutrinados pelas ideias dos revolucionários adultos actuais — pertençam estes ao Estado ou ao sector privado.

Só depois de termos definido os valores que devem orientar o ensino, poderemos dizer se o privado é melhor do que o público, ou vice-versa. O Estado não é necessariamente neutral em termos de valores, nem o sector privado é neutral nos valores que incute nas crianças.

É em função dos valores que norteiam uma instituição que devemos medir a sua qualidade.

domingo, 25 de maio de 2014

A Helena Damião e o crioulo

 

A Helena Damião acha que o crioulo pode ser instrumento de arte poética. Pode ser; mas na terra dos crioulos. Por exemplo, podemos ver aqui em baixo a canção de Cesária Évora, “Sodade”: pouca gente percebe a letra, mas o som da morna (que tem origem no fado português, diga-se em abono da verdade) cativa mesmo os povos nórdicos...

É politicamente correcto — fica bem! É coisa finíssima!, própria os “tios” e das “tias”— achar que do crioulo se extrai uma “grande poesia”. Por exemplo, não é necessária qualquer métrica na poesia crioula porque esta está acima de qualquer colete de forças formal.

A poesia crioula é coisa do povo (ui!, que fino!); ¿e haverá coisa mais genial do que a poesia popular?

Mal andou o poeta popular português, Aleixo de seu nome, que deu à métrica uma importância inusitada e despicienda. A poesia do Aleixo é igual às outras: o que é genial é o “Ai Se Sesse” do crioulo Zé da Luz.