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sexta-feira, 25 de junho de 2021

O relatório Matic adoptado pelo parlamento europeu


Este tipo de informação não passa nos me®dia portugueses, vendidos ao poder político globalista; e, mais grave: é sistemicamente escondido da opinião pública.


O relatório Matic, aprovado ontem pelo Parlamento Europeu, exige a promoção do aborto em todos os países da União Europeia, como sendo um direito humano fundamental — pasme-se! Abortar é agora um “direito humano fundamental”!

Mas não só: o parlamento europeu exige o acesso à contracepção sexual gratuita por parte de crianças a partir dos 12 anos de idade, e condena (e procura restringir, por via legal) a objecção de consciência (em relação ao aborto) por parte dos médicos.

Procurei saber a orientação dos votos dos deputados portugueses, mas esta informação está “escondida” da opinião pública: quem tem má consciência esconde a sua orientação de voto.


Adenda: a página em português do parlamento europeu está escrita na língua do Brasil (por exemplo: escreve “fato”, em vez de “facto”). Já não bastava termos alienado a nossa soberania; passamos agora, também, a ser obrigados a escrever e a ler em língua estrangeira.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Depois de Edite Estrela, temos a Liliana Rodrigues

 

Depois de o parlamento europeu ter rejeitado o “relatório Estrela”, o Partido Socialista conseguiu fazer aprovar o "relatório Rodrigues".

liliana-rodriguesO "relatório Rodrigues", da autoria da deputada socialista Liliana Rodrigues, pode ser resumido em três pontos:

  • Imposição de uma suposta “igualdade dos sexos” por via política administrativa, através de uma lobotomia das crianças e imposição de um pensamento único e politicamente correcto nos professores.
  • Imposição da ideologia de género no ensino, a nível dos manuais escolares. Censura política da cultura (a introdução de uma polícia política do pensamento), nomeadamente a censura dos chamados “estereótipos” e “elementos sexistas na linguagem” (penso eu que se trata da eliminação do género feminino e do masculino na gramática), a proibição de publicação de contos infantis como por exemplo a Branca de Neve e os Sete Anões, censura geral a nível da música, filmes, literatura — alegadamente no sentido de “mudar atitudes”, e anular os comportamentos naturais e típicos dos rapazes e das raparigas.
  • Lobotomia dos professores. Incluir, na formação de professores, estratégias que coloquem em causa a própria identidade e valores dos professores.

LeonorLeonor Tamayo, presidente da instituição “Profissionais para a Ética”, mãe de nove filhos, declarou que o "relatório Rodrigues" viola o direito dos pais das crianças a serem os primeiros educadores dos seus filhos. O "relatório Rodrigues" é orwelliano.

Além disso, segundo Leonor Tamayo, o "relatório Rodrigues" foi adoptado pelo parlamento europeu sem qualquer base jurídica legal, e em total contradição com os Tratados europeus e internacionais, anulando totalmente o princípio da subsidiariedade da União Europeia, contrariando a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, e indo contra o Pacto Internacional relativo aos direitos civis e políticos.

Segundo Leonor Tamayo, o "relatório Rodrigues" viola as liberdades de pensamento e de expressão e intromete-se na vida privada das pessoas, para além de violar o direito dos pais a serem os primeiros educadores das suas crianças. O "relatório Rodrigues" defende uma espécie de república de Platão.

“Não permitiremos que doutrinem as nossas crianças com a ideologia de género. Os pais são os primeiros educadores e este direito é reconhecido a nível das nações e a nível internacional. No "relatório Rodrigues" e nas suas recomendações, os valores das famílias numerosas e os modelos educativos como a educação diferenciada, não têm qualquer lugar no sistema educativo”.

— Leonor Tamayo


Começamos todos a compreender por que razão a Esquerda defende a integração europeia: a União Europeia é vista pela Esquerda como uma forma de impôr, à revelia dos povos, uma ditadura orwelliana a nível europeu.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A democracia, a Esquerda, a Direita da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e os direitos de braguilha


Depois da rejeição do Relatório Estrela pelo parlamento europeu, surgiram dois novos relatórios no mesmo sentido: o de instituir o aborto como um “direito humano”. São os relatórios Tarabella e Panzeri. Se estes dois relatórios forem rejeitados pelo parlamento europeu, irão surgir provavelmente quatro novos relatórios no mesmo sentido; e se os quatro forem rejeitados, surgirão oito novos relatórios no sentido de instituir o aborto como “direito humano”. E assim por diante…

A democracia é isto: é o “progresso da opinião pública” mediante uma pressão política (por parte de uma elite psicótica) de tal forma violenta que vence pelo cansaço qualquer oposição e para além de qualquer racionalidade.

À  medida em que o tempo passa, e em função desta União Europeia, estou cada vez mais céptico em relação àquilo a que se convencionou chamar “democracia”. Se a democracia serve para nos impôr a desumanidade através do formalismo processual de promulgação do Direito Positivo, então nada distingue a democracia de um totalitarismo. E, totalitarismo por totalitarismo, mais vale optar por um que defenda a vida humana.

A estratégia seguida pelos progressistas (de direita e de esquerda, por que já não podemos falar de Direita ou de Esquerda) é o de Aldous Huxley na novela “Maravilhoso Mundo Novo”: o controlo das massas era realizado através de um mecanismo repetitivo e incessante dirigido ao inconsciente do cidadão durante as horas de sono. Hoje, essa função é realizada pelos me®dia apoiados por organizações capitalistas como, por exemplo, a Fundação Francisco Manuel dos Santos, ou a SIC de Pinto Balsemão  — e por isso é que já não faz sentido falar de Esquerda ou de Direita: a única coisa que os divide é o conceito de “propriedade privada”; em tudo o resto são iguais.

A “libertação das massas”, que o sistema democrático defende, segue o conceito de Marcuse de “desenvolvimento não repressivo da libido” (“Eros e Civilização”); se juntarmos ao “desenvolvimento não repressivo da libido” os efeitos afrodisíacos do consumismo exigido, por exemplo, pelos donos do Pingo Doce ou do Continente, em vez de libertação das massas temos uma nova escravatura das massas à  moda de Aldous Huxley. A felicidade passa a ser sinónimo de irresponsabilidade.

E, na actual época de crise económica, quando os afrodisíacos do consumismo estão pela hora da morte, resta aos donos da democracia propôr às massas a “libertação da libido” através da promulgação de direitos de braguilha que compensam os salários de miséria, até que se alcance um estado de animalização colectiva a que cinicamente se chama de “felicidade”, promovida por literatura “filosófica” barata (no preço e no conteúdo) como, por exemplo, a do Pedro Galvão subsidiada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Para se conseguir este estado de animalização feliz, o sistema democrático propõe-se erradicar o livre-arbítrio do ser humano. É neste contexto que surge o conceito contraditório de “aborto como direito humano” — como se assassinar um ser humano passasse a ser um direito — que se baseia em uma estratégia de estimulação contraditória que induz uma dissonância cognitiva nas massas que reduz drasticamente a capacidade crítica e o livre-arbítrio do cidadão.

A liberdade democrática é utilizada para retirar o livre-arbítrio e a capacidade de discernimento ao cidadão. Se isto é liberdade, então uma ditadura pode ser melhor.

domingo, 18 de maio de 2014

Parece que o Diogo Feio era politicamente incorrecto

 

Um dia escrevi aos deputados do CDS/PP no parlamento europeu, Nuno Melo e Diogo Feio. Deste último recebi uma resposta; do primeiro ainda estou à espera da resposta, mas vou esperando sentado.

Um coisa é certa: a Nuno Melo nunca mais envio um email acerca de decisões políticas no parlamento europeu, para não ter que ficar sentado, à espera. E como Diogo Feio foi afastado da lista do CDS/PP por conveniência política, o CDS/PP fica sem uma representação real no parlamento europeu. Repito e sublinho: REAL; porque “palhaços” há muitos.

domingo, 11 de maio de 2014

Depois da Teoria de Género, temos agora a Teoria do Não-Género

 

É cada vez mais penoso fazer parte desta União Europeia.

parlamento-europeu-conchita

sábado, 10 de maio de 2014

O presidente da Comissão Europeia não é eleito

 

O presidente da Comissão Europeia não é eleito: é cooptado pelos chefes-de-estado ou de governo dos diversos países que compõem o Conselho Europeu. Depois de ser cooptado, o Conselho Europeu propõe o nome do novo presidente da Comissão Europeia ao parlamento europeu que não tem direito de veto.

A única alteração introduzida pelo Tratado de Lisboa é a de que “o Conselho Europeu deverá ter em conta o resultado das eleições para o parlamento europeu”, o que não significa que o representante do partido maioritário no parlamento europeu seja escolhido para presidente da Comissão Europeia.

Portanto, quando nós vemos nos me®dia escrito que “há dois candidatos à eleição para ao cargo de presidente da Comissão Europeia” (Juncker e Schulz), trata-se de uma falácia e de pura demagogia — porque não há nenhuma garantia de que um dos dois seja escolhido pelo Conselho Europeu.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Digam-me francamente: ¿Isto é normal?!


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O problema é que eu começo a não discernir a “normalidade”. Quando o parlamento europeu pretende perseguir os homófobos — embora não exista uma definição de “homofobia” — considerando-os “anormais”, ¿será que este tipo de atitude de putedo passa a fazer parte da “normalidade”? Vocês já viram o parlamento europeu condenar esta nova “normalidade”?

A União Europeia das engenharias sociais

 

“No sabemos lo que nos pasa, y eso es lo que pasa.” — Ortega y Gasset

Para as elites actuais, Ortega y Gasset foi uma espécie de burro; ao contrário do filósofo espanhol, as elites actuais não se consideram cegas, como estavam seguramente cegas as elites de 1937 a 1939. Não lhes passa pela cabeça que não sejam outra coisa que uma plêiade de iluminados prenhes de certezas. E é nisto que a História se repete: a memória dos povos é curta e as elites cometem sempre o mesmo tipo de erros, convencidos de que “sabem o que se passa”.

manif pour tousengenharias sociais que separam o homem, por um lado, da Natureza, por outro lado (e através da substituição da Ética pelo Direito Positivo), são produtos de convicções firmes das elites que destroem qualquer informação que as desminta — porque as elites têm a certeza de que “sabem o que se passa”. Como aconteceu na década de 1930, estamos hoje entregues a gente que tem a certeza absoluta da rectitude da sua acção política, e muitas vezes à revelia da vontade dos povos que nelas delegou o Poder através do voto.

Não adianta que os filósofos chamem à atenção para a necessidade de prudência na política: em vez disso, as elites tratam de erradicar a filosofia do ensino oficial, cortando o mal pela raiz — porque pensar é perigoso!; e porque as ideologias fazem explodir a razão e a informação, na medida em que a informação é endogenamente inimiga das ideologias. Tal como na década de 1930, hoje não há lugar para quaisquer dúvidas senão aquelas que incomodam as elites. Como dizia Lenine: “Os factos são teimosos”. E como os factos são teimosos, as elites que temos tratam de eliminar os “factos que teimam” em não se adequar à realidade delirante e psicótica por elas construída.

Voltamos ciclicamente à estaca zero. Todos os ensinamentos que retiramos do horror de uma época pretérita são esquecidos na época seguinte em nome de uma nova crença na possibilidade de um paraíso na Terra. O que muda é apenas a noção de “paraíso”, própria da moda coeva.

¿François Hollande tem legitimidade política para fazer o que está a fazer em França, acolitado pela elite maçónica e jacobina? É claro que não tem essa legitimidade. Mas faz o que faz, em nome do conceito abstracto de "Vontade Geral". Ele não foi eleito para criar um clima de terror cultural no seu país, mas não hesitou um segundo em optar pelo terrorismo em relação à cultura antropológica do seu povo. Estamos todos a lidar com gente muito perigosa.