Passo a transcrever um trecho do livro “Filosofia de Hegel — O que é vivo e o que é morto na filosofia de Hegel”, da autoria de Benedetto Croce (1906), tradução de Vitorino Nemésio, publicado em 1933 pela Imprensa da Universidade de Coimbra, página 19:
“¿Que coisa é o ser sem o nada? ¿ o ser puro, indeterminado, inqualificado, indistinguível, inefável; o ser, bem entendido, em universal, não êste ou aquele ser particular? ¿ de que modo se distingue do nada?
¿ E que coisa, por outra parte, é o nada sem o ser, o nada concebido em si, sem determinação e qualificação alguma, o nada em geral, não o nada desta ou daquela coisa em particular? Quem toma um só dos dois termos, sucede-lhe como se tomasse só o outro, visto que um, só tem significado no outro e pelo outro.”