A filosofia (uma teoria) não pode ser um exercício paranóico de retórica subjectivista; ou uma logomaquia irracional e gongórica desenvolvida em nome da “complexidade filosófica” — como é o caso de Schopenhauer, como podemos ver aqui.
Schopenhauer passou a vida a copiar o modelo filosófico hindu e budista, tentando adaptar o monismo oriental ao idealismo alemão. Aliás, o idealismo alemão não fez outra coisa senão copiar os monismos orientais, desde que Schelling foi rebuscar o modelo cabalístico de Jacob Böhme, somou-lhe uns pozinhos ideológicos oriundos do monismo budista, e inventou o conceito de “dialéctica” — que Hegel veio depois a copiar e a desenvolver.
Schopenhauer é uma anedota; foi uma espécie de autor de livros de “auto-ajuda” do seu tempo; e não pode, de modo nenhum, ser colocado no mesmo patamar de Kant, ou mesmo ser comparado com este.
E é um erro falar em “construtivismo idealista”, referindo-se a Kant: seria como se disséssemos que “Platão foi um idealista” porque lucubrou acerca de um “mundo das ideias”; ou que Karl Popper foi um “idealista” porque tergiversou sobre o conceito de “Mundo 3”.