Chateia-me o facto de a Esquerda (que inclui o PSD e o CDS de Assunção Cristas) andar há uma década a tentar aprovar os Eurobonds (ou seja, a comunhão socialista das dívidas nacionais dos países da zona Euro), e não o tendo conseguido, aproveitam agora a crise humanitária do covid19 para o conseguir. É de um cinismo próprio de filhos-de-puta.
Com os Eurobonds, um país (como é o caso da Holanda) que tenha uma dívida pública, digamos, de 50% do PIB — e segundo o que os governos socialistas de Portugal, Espanha e Itália pretendem — passará a ser co-responsável pelos desmandos despesistas dos governos socialistas da União Europeia com despesas públicas superiores a 100% do PIB (no caso de Itália, a coisa já anda perto dos 200% do PIB).
Compreendo muito bem a razão por que o Reino Unido se pirou da União Europeia !
Não obstante a filha-da-putice socialista, concordo com a forma — mas não com o conteúdo — da reacção do socialista António Costa em relação às declarações do ministro holandês.
A forma do discurso de António Costa, contrasta com a forma do discurso de Passos Coelho — e aqui discordo da Helena Matos: Passos Coelho humilhou-se a ele próprio e ao país, ajoelhando-se perante os tigres de papel da União Europeia.
A genuflexão política (de Passos Coelho) é intolerável!
Nenhum país é perfeito, e Portugal tem com certeza os seus defeitos; mas não temos que aturar os flatus vocis de um qualquer ministro de um país que já foi uma colónia espanhola.