¿Já notaram que o Ariano Suassuna não tinha sotaque do Rio de Janeiro ou de S. Paulo?
O português do nordeste do Brasil é muito mais próximo do português de Portugal e dos outros países de língua portuguesa.
O linguajar do Rio de Janeiro e de S. Paulo — aquela língua “diferentxi” , que pretende ser o português oficial do “Brásiu” — não é o único sotaque do Brasil (graças a Deus!).
Aliás, os maiores nomes da intelectualidade brasileira recente, como por exemplo, Olavo de Carvalho, Ariano Suassuna (+ 2014), Clarice Lispector (+ 1977), Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Carlos Drummond de Andrade (+ 1987), entre outros — fazem (ou faziam) questão de se demarcar do linguarejar carioca.