Morreu Olavo de Carvalho, e a crítica medíocre apareceu — sabendo-se que o homem já não se pode defender. É a técnica dos cobardes: morreu o homem e toca a desancar ad Hominem. No Brasil, o “espectáculo” é desolador.
Em Portugal, uma besta que dá pelo nome de João Almeida Moreira, escreveu no Diário de Notícias um textículo (ver ficheiro PDF, para memória futura) com o título “O filósofo dos imbecis”:
“Visto como um colunista interessante e polemista inovador até ao fim do século passado, decidiu mudar-se para os Estados Unidos em 2003 e tornar-se membro destacado da tal legião de imbecis a que as redes sociais dão voz.
Primeiro passo: intitular-se filósofo, embora não tivesse formação na área.”
Ou seja, para o burro em epígrafe, um filósofo tem que ser necessariamente licenciado em filosofia — o que retira, da categoria de “filósofo” e mutatis mutandis, 99% de todos os pensadores de todos os tempos.
¿Já viu, caro leitor, como é burro, aquele asno?!
Não faço aqui um ataque ad Hominem àquele burro, porque, em primeiro lugar, eu demonstro por que razão o asno é burro. Um ataque ad Hominem é aquele que parte para o insulto sem demonstrar previamente qualquer razão plausível para tal.
Vou dar alguns exemplos que a Esquerda gosta: Karl Marx não era licenciado em filosofia; Engels também não; ¿Nietzsche? Não!; Hegel, também não; Gadamer, nicht, e por aí fora. E até Jesus Cristo não seria considerado “filósofo” por aquele asno, porque “não sabia nada de finanças, nem consta que tivesse biblioteca...”
Portanto, para ser filósofo não é necessário ter um cursito mal-amanhado de filosofia de trazer-por-casa (como é o caso do José Pacheco Pereira); para se ser filósofo, o dito terá que criar (pelo menos) uma doutrina original ou, (idealmente) um sistema doutrinário (por exemplo, o sistema de Hegel).
Podemos não simpatizar com a doutrina ou com o sistema de um determinado filósofo, mas a nossa antipatia não lhe retira o mérito da criação.
E a doutrina do filósofo em causa até pode estar mal construída (como está, por exemplo, mal construída a doutrina de Engels sobre a família, que é notoriamente cheia de “buracos” históricos), mas Engels não deixa, por isso, de ser filósofo. O mais que pode ser é um filósofo medíocre.
Todo o resto do texto do burro em epígrafe é um chorrilho de asneiras e de ataques pessoais; e conclui, a avantesma, escrevendo que a causa da morte de Olavo de Carvalho foi o COVID-19:
"O medo de um suposto vírus mortífero não passa de historinha de terror para acovardar a população e fazê-la aceitar a escravidão", escreveu em Maio de 2020 sobre aquela que viria a ser a causa da sua morte 20 meses depois.”
Porém, o médico que tratou de Olavo de Carvalho, o dr. Ahmed Youssif El Tassa, esclareceu que o filósofo morreu em decorrência de insuficiência respiratória aguda causada por quadro de enfisema pulmonar associado a insuficiência cardíaca congestiva, a uma pneumonia bacteriana e a uma infecção generalizada. O grande burro não sabe que Olavo de Carvalho tinha estado, em 2021, várias vezes internado em hospitais (nos Estados Unidos e no Brasil), com problemas cardíacos muito graves.
Não sei quem é o Almeida, nem me interessa saber; mas que é (ontologicamente) um asno chapado, disso não tenho dúvida.
É este tipo de merda que escreve nos jornais portugueses.