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domingo, 13 de setembro de 2020

É preciso isolar este estupor magistral do sistema judiciário


Sempre me causou um certo incómodo moral que Salazar tivesse negado a Aristides Sousa Mendes a possibilidade de subsistência material — independentemente das eventuais razões que Salazar tivesse contra o referido diplomata. Em um país normal e civilizado, o referido diplomata seria demitido por crime de desobediência, mas a sua devida reforma de aposentadoria não lhe seria negada pelo Estado.

Ou seja, a forma como Salazar lidou com o problema “Aristides Sousa Mendes” retirou-lhe a razão que aquele poderia (eventualmente) ter tido. Por vezes, temos a razão na nossa mão; mas devido a um acto irracional, perdemo-la.

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dulce-rocha-webDe modo semelhante, quando um estupor dignitário do sistema judicial, que dá pelo nome de Dulce Rocha (ver a imagem lateral), defende a ideia da institucionalização da limitação de possibilidade de subsistência material por razões ideológicas — o que aquele estupor está a sugerir é a normalização salazarenta do crime de “desobediência ideológica”.

No tempo do Salazar e do Marcelo (década de 1960 até 1974), as aulas de Religião e Moral nos liceus não eram consideradas de primordial importância: naquela época, ninguém “chumbava” porque se tinha desleixado na disciplina de Religião e Moral (que era obrigatória, mas não muito), ou na disciplina de Ginástica (também obrigatória, mas nem tanto), ou na disciplina de Educação Musical (que era obrigatória mas tolerava os desafinados e os abstencionistas), por exemplo.

No que diz respeito à catequese politicamente correcta das crianças, nem o Salazarismo foi tão radical quanto o é o actual regime político controlado pelo marxismo cultural.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A carta astral de Aristides Sousa Mendes

 

Para quem conhece minimamente a história da vida de Aristides Sousa Mendes (ler na Wikipédia, mas ler tudo!), e quem tem umas luzes de astrologia, pode fazer uma comparação.

aristides sousa mendes web

Chamo à atenção para o seguinte:

  • (área financeira): Marte na Casa II e em gémeos. Saturno (o outro planeta maléfico) na casa II e em caranguejo. Ascendente em touro.
  • (área familiar): mercúrio e Vénus na casa IV e em leão.
  • Planetas pessoais: Sol na casa III e em caranguejo; Lua na casa VI e em balança; Vénus (regente do ASC) na casa III e em leão.

Quem leu a mini-biografia de Aristides Sousa Mendes e depois fez a carta astral, verifica que “bate certo”.