Por muito que custe a muito boa gente, o Padre tem razão:
«Se é verdade o que o Cardeal Muller afirmou, invocando o poder que lhe foi conferido de Magistério, a saber, que a admissão à Sagrada Comunhão dos “divorciados recasados” vai contra a Palavra e a Vontade de Jesus Cristo, então isso significa que quem a advoga nega a Verdade de Fé, revelada por Deus. Ora, repudiar uma Verdade de Fé tão patente ensinando teimosamente o contrário significa aceitar e promover a heresia.
Caso assim seja, por que será que o Santo Padre convidou um Cardeal a pregá-la ao Consistório, elogiando-a, a acreditar em vários vaticanistas, depois de vários Cardeais a terem fustigado? Por que será que o Papa na última entrevista, dada ao jornal La Stampa, anunciou que o texto de Walter Kasper iria ser editado em livro, em alemão? Por que será que vários Cardeais andam em público rejeitando a tal Verdade de Fé?
Caso assim não seja, por que será que o Santo Padre não remove o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, uma vez que este estaria sub-repticiamente insinuando uma adesão do Sumo Pontífice ao erro e acoimando os seus pares de heresiarcas?
Ou tem razão Muller ou tem-na Kasper. Não é possível que a tenham os dois. O povo de Deus e o resto da humanidade não podem é continuar sujeitos a esta enorme choldraboldra.
Que o Céu nos acuda para não assistirmos a outra abominação da desolação.
Bem-aventurado João Paulo II, rogai por nós.»
Vamos lá ver: se querem alterar a doutrina da Igreja Católica, que o afirmem publicamente, e sem sofismas! Assumam! Rasurem as Escrituras, apaguem parte dos Evangelhos, suprimam as epístolas de S. Paulo. Se querem destruir a Igreja, que não se escondam por detrás de falinhas mansas. Não enganem o povo católico!
A Igreja Católica está sob o maior ataque de sempre, porque esse ataque vem de dentro da própria Igreja. E o papa “fecha os olhos”, faz vista grossa — para que não tenha que se insinuar aqui que ele próprio é cúmplice desse ataque inédito à Igreja Católica.
Sobre a negação da admissão à Sagrada Comunhão por parte de amantilhados ou recasados, não se trata de um dogma da Igreja construído na Idade Média ou de forma quejanda: está explicita nos Evangelhos desde a primeira hora do Cristianismo. Quem não gosta deste princípio católico, tem a porta aberta: pode aderir, por exemplo, ao Islamismo e à poligamia islâmica (e que lhe faça bom proveito). Ninguém é obrigado a ser católico.