“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo”
→ Nicolás Gómez Dávila
Por outro lado, o Anselmo Borges “Pachamama” critica ferozmente o passado histórico [da Europa], e faz o elogio da utopia futurista dos “amanhãs que cantam” — confundindo a utopia da imanência do Escathos com o próprio Deus :
«Aquele Deus de quem o teólogo Karl Rahner disse que é "o Futuro Absoluto", Futuro de todos os passados, Futuro de todos os presentes, Futuro de todos os futuros, na consumação e plenitude da existência de todos os homens e mulheres de todos os tempos»
O católico progressista/moderno — da laia do Anselmo Borges “Pachamama” — fala de “dimensão histórica” do cristianismo a fim de perverter a historicidade da sua origem, reduzindo-o à imanência de múltiplas metas históricas. “Reino de Deus”, no léxico progressista do Anselmo Borges “Pachamama”, é o sinónimo eclesiástico de “reino do homem”.
Neste contexto, a diabolização do passado [europeu] significa, para o Anselmo Borges “Pachamama”, a reificação de um futuro perfeito constituído pela construção do paraíso na Terra, e que passa pelo resgate do marxismo.
Enquanto isto não acontece — enquanto o marxismo não for resgatado —, “aquilo a que chamamos o progresso é [este] um vendaval”. Ou seja, — segundo o Anselmo Borges “Pachamama” — o progresso [seja o que isso signifique] só faz sentido [estético e ético] se emoldurado pelo marxismo.
O Anselmo Borges “Pachamama” remata o seu [dele] textículo da seguinte forma:
«A crise do nosso tempo manifesta-se essencialmente no esquecimento e obturação das grandes perguntas, decisivas, perguntas metafísico-religiosas.»
¿E o que é que o Anselmo Borges “Pachamama” defende para remediar a situação da tal “crise metafísica” (para além de lamentar a decadência do marxismo)?
- Defende a marxização do Cristianismo, por exemplo através da substituição da doutrina milenar da Igreja Católica pela Nova Teologia (e pela Teologia da Libertação);
- defende a imanentização do Cristianismo, retirando-lhe a transcendência (ou atribuindo à transcendência uma função meramente secundária);
- defende a redução da religião à matéria (seja o que for o que “matéria” signifique) e a politização da religião, ao mesmo tempo que critica aquilo a chama “política reduzida aos negócios” (como se a política pudesse ser, em qualquer tempo, coisa diferente);
- defende a redução dos mistérios da doutrina da Igreja Católica — de Niceia e/ou de Calcedónia — a simples teorias metafísicas.
“Os tontos que antes criticavam a Igreja Católica, agora dedicam-se à sua reforma.”
— Nicolás Gómez Dávila