«(…) não é necessário que existam censura ou polícia política para que na sociedade portuguesa se crie um pensamento único; basta que o Poder seja de Esquerda.
Quarenta e seis anos depois do 25 de Abril aqui estamos presos naquela patética armadilha em que discordar do governo ou criticá-lo, não é discordar do governo ou criticar o governo, mas sim criticar o país e estar contra Portugal. Noutros tempos chamou-se a isto “A Situação”. E agora será “cidadania”?»
As doutrinas políticas totalitárias, de um modo geral, praticam habitualmente um maniqueísmo confesso/aberto ou mitigado/simulado. Por exemplo, o conceito de tolerância repressiva — de Herbert Marcuse e do marxismo cultural — é maniqueísta.
Não é por acaso que o José Pacheco Pereira e o Rui Rio apoiam claramente a geringonça do António Costa: o primeiro tem formação hegeliana (que é maniqueísta por excelência), e o segundo é um contabilista, ignorante de primeira apanha.
Porém, o que mais me espanta é gente que se diz e se julga “inteligente” — como, por exemplo flagrante, Miguel Sousa Tavares — e que sanciona positivamente "A Situação". Para mim, essa gente é incompreensível.