quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A minha posição acerca da cremação do corpo humano


1/ Eu não concordo com a actual Igreja “Católica” que se tornou permissiva em relação à cremação — sou contra por várias razões, desde logo porque, por exemplo, se o Padre Pio de Pietrelcina tivesse sido cremado, o seu corpo não estaria incorrupto e à vista de todos os que visitam a igreja de San Giovanni Rotondo, em Itália.

Ademais, temos dezenas de outros fenómenos de incorrupção dos corpos após a morte física — por exemplo, Santa Bernadette, São Francisco Xavier, o Santo Padre Pio de Pietrelcina, São João Maria Vianney, Santa Catarina de Labouré, Santa Rita de Cássia, Soror María de Jesús de Ágreda, São Silvano, Santa Cecília, Santa Catarina de Bolonha, para além de dezenas de outros casos.

Portanto, a minha visão específica acerca deste assunto é católica tradicional, ou seja, é anterior à do Concílio do Vaticano II — o que o leitor não tem necessariamente que adoptar, não sendo católico.

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Há uma razão mística para não defender a cremação. E essa razão mística foi repudiada pela Igreja “Católica” do liberalismo anti-cultural que surgiu do Concílio do Vaticano II.

2/ Você, caro leitor, não sendo católico tradicional, pode invocar outras razões para ser contra a cremação.

Existe uma influência cultural directa, no Ocidente (a cultura “New Age”) das religiões monistas (Budismo, por exemplo) e politeístas (Hinduísmo) orientais, e nos cultos gnósticos ocidentais (por exemplo, a maçonaria irregular actual, ou as seitas gnósticas da Baixa Idade Média) as quais, tradicionalmente, cremam os seus mortos porque desdenham e desprezam o corpo humano o que não acontece na tradição judaica-cristã, em que o mundo material também faz parte da glória de Deus.

Este desprezo pelo corpo humano — desprezo pelo mundo material porque, alegadamente, este é criado por um deus maléfico (gnosticismo), ou está sujeito ao malefício inerente à Samsara (budismo e Hinduísmo), foi importado pelas filosofias New Age do Ocidente (desde o tempo de Espinosa e de Schopenhauer) que descambaram, por diferenciação cultural sucessiva, em um novo culto gnóstico da Mãe-terra em que a excepcionalidade ontológica do ser humano é negada.