O Henrique Pereira dos Santos escreveu o seguinte:
“Uma senhora imigrante, legalizada, morreu de complicações associadas à gravidez, depois de ter passado pelo hospital uma vez, a terem mandado para casa e depois o socorro não ter chegado a tempo quando, em casa, a situação se complicou.
É uma situação que poderia acontecer a qualquer mulher, embora menos provável em gravidezes mais bem acompanhadas.”
Eu levei muitos calduços da minha mãe — que era professora do Ensino Primário no tempo de Salazar — por utilizar o termo “mais bem”. Dizia a minha mãe que se devia dizer e escrever “melhor”, ou seja:
“É uma situação que poderia acontecer a qualquer mulher, embora menos provável em gravidezes melhor acompanhadas.”
Porém, hoje já não sei como escrever em português, porque já me deparei com situações inclassificáveis — absurdas, até. Por exemplo, já fui criticado, por intelectuais de Esquerda e nos comentários deste blogue, por usar vírgulas nos meus textos (!).
Provavelmente haverá alguém do ISCTE a afirmar que “mais bem” é português correcto e que sou eu escrevo mal a língua.
“A tudo se chega enquanto a vida dura”.