O mais importante, em uma canção, é a melodia que pressupõe harmonia. E depois, é a orquestração que deverá seguir o princípio da Navalha de Ockham aplicada à arte, neste caso, aplicada à música: entre várias versões de orquestração possíveis para uma mesma canção, a orquestração mais simples possível tende a ser a mais correcta.
Ou seja, a orquestração não substitui nem se sobrepõe (em valor) à melodia da canção.
Os Bandidos do Cante criaram uma pequena maravilha, e a RTP está de parabéns. Parece que a música portuguesa entrou no caminho certo.
A versão instrumental da “Rosa”, dos Bandidos do Cante, poderia perfeitamente ser adoptada como trilha sonora de um filme, como podemos ver abaixo.