Perante a Dissonância Cognitiva que a realidade lhe impõe, o José Pacheco Pereira opta por negar a realidade, por um lado, e depois constrói uma narrativa delirante e “à la carte” a partir de factos verídicos (Delírio Interpretativo) que lhe reconcilie a ideologia com a Realidade.
No sentido do “processo de pensamento”, o Pacheco é uma espécie de Donald Trump virado do avesso.
Para o Pacheco, a reacção do povo contra a violência da extrema-esquerda é “reaccionarismo”; podemos inferir, do Pacheco, que o povo que comenta nas redes sociais é “fassista”.
Desde logo, o Pacheco isola as “acampadas” portuense e lisboeta, da sua relação com os acontecimentos motinosos de Paris. Quando lhe convém, o Pacheco corta os laços epistemológicos emanados e impostos pela Realidade — o que o transforma em um trumpista ao avesso, ou num nefelibata controlado pela ideologia.
Só falta ao Pacheco dizer que a violência de Paris é promovida pela “extrema-direita”. Já faltou mais. Do Pacheco podemos esperar tudo...
E agora, o Pacheco vem falar dos comentários nas redes sociais acerca das “acampadas” revolucionárias, fazendo (ele) de conta de que não existiu violência contra a polícia por parte da extrema-esquerda.
Ou seja: para o Pacheco, a reacção do povo contra a violência da extrema-esquerda é “reaccionarismo”; podemos inferir, do Pacheco, que o povo que comenta nas redes sociais é maioritariamente “fassista”. Donald Trump não faria melhor em defesa dos seus correligionários quando acusa toda a gente que se lhe opõe de “comunista”.
Do ponto de vista intelectual, o José Pacheco Pereira tornou-se em um deserto, em uma terra-de-ninguém. O seu (dele) enviesamento ideológico é de tal modo gritante e escandaloso que não sei se me causa nojo ou dó.