Desde o caso escandaloso de “Paulo Portas e os submarinos” que fiquei convencido de que Portugal tem o generalato mais corrupto da Europa: os submarinos foram comprados na Alemanha onde existiram casos de corrupção activa julgados em tribunal, mas em Portugal nunca aconteceram sequer arguidos de corrupção.
Agora temos também um Ministro da Defesa do CDS, Nuno Melo, e prepara-se o caso de “Nuno Melo e os aviões F-35”.
Diga-se, em abono da verdade, que Nuno Melo mostrou-se inicialmente contra a aquisição dos F-35 aos Estados Unidos, embora (penso eu) por razões políticas (contra Donald Trump).
Entretanto, o secretário-de-estado americano Marco Rubio veio a Portugal e parece que se operou uma reviravolta na decisão de Nuno Melo: Marco Rubio garantiu que o generalato português será bem pago em comissões ilegais, e que a corrupção nas Forças Armadas portuguesas será garantidamente impune sob a chancela dos Estados Unidos.
Temos um generalato que sacrifica o futuro de Portugal em troca de alguns milhões de US Dólares.
Portugal tem características geofísicas e geo-estratégicas muito especificas. Por exemplo, Portugal não tem porta-aviões na sua Marinha, e portanto não necessita incondicionalmente de aviões especialmente concebidos para pouso em porta-aviões (por exemplo, F-35, F18, Rafale).
Se Portugal fosse um país rico, optaria racionalmente pelo avião Eurofighter Typhoon — que é o avião de caça adoptado pelas Forças Armadas do Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha.
Se Portugal pretende um avião de caça que permita mais horas de vôo a custo mais baixo e com características de excelência, então deve optar pelo Saab JAS 39 Gripen, versão “E”, mas com motor Rolls Royce.
Se Portugal optar pelos F-35, então ficará transparente a corrupção nas Forças Armadas portuguesas.