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quarta-feira, 3 de maio de 2023

O CDS de Nuno Melo fecha a Esquerda à direita (é a Direita fofinha, que a Esquerda gosta)


O Nuno Melo escreveu aqui um textículo a desancar no IL (Iniciativa Liberal) e no CHEGA; parece-me que ele pretende fazer tábua rasa do CDS, como se o passado não existisse, em uma espécie de afirmação presentista da realidade política. Aliás, o presentismo é uma característica da União Europeia que temos: a alienação do passado e da História dos povos da Europa é a maior preocupação do leviatão europeu que o Nuno Melo serve.

Nas “Confissões”, Livro XI, Santo Agostinho diz que há três modos de tempo: “o presente das coisas passadas, o presente das coisas presentes, e o presente das coisas futuras”: ou seja, o presente não existe mais do que existem o passado ou o futuro — o momento presente desaparece em cada instante e torna-se passado, embora o presente não possa ser reduzido a um simples limite sem duração. Segundo Santo Agostinho, o presente revela, portanto, a natureza paradoxal do tempo que é a de ser a condição do não ser.

Ora, no CDS também existe um “presente das coisas passadas”; por exemplo, Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes, Paulo Portas, Nuno Melo, entre muitos outros. Ou o Nuno Melo renega esse “presente das coisas recentes passadas” do CDS, ou então não tem legitimidade e credibilidade para falar em reconstrução do CDS. Mas o Nuno Melo não renega esse passado recente e hipócrita do CDS, porque faz parte activa dele.


adolfo-dias web


Não vale a pena fazer aqui uma análise crítica do texto de Nuno Melo, porque é um vira-o-disco-e-toca-o-mesmo de um partido que apoiou (pelo menos tacitamente) o "casamento" gay, a adopção de crianças por pares de invertidos (Adolfo Mesquita Nunes), as quotas (anti-mérito) nas administrações das empresas (Assunção Cristas).

Votar no CDS é apoiar, de forma indirecta, o centrão socialista composto pelo Partido Socialista e Partido Social Democrata, porque o CDS de Nuno Melo fecha a Esquerda à direita.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

O grande inimigo da União Europeia é a democracia segundo Espinoza

AUnião Europeia decretou o novo Pacto de Imigração, que elimina as soberanias nacionais em matéria de admissão de imigrantes nos países — o que significa que os burocratas da União Europeia podem, por exemplo e por mais absurdo que isto possa parecer, decretar que Portugal terá que receber 20 milhões de brasileiros, ou 5 milhões de afegãos.
A política de imigração, nos países da União Europeia, depende agora exclusivamente de burocratas e de políticos que nunca trabalharam na vida deles: autênticos parasitas e sibaritas.

No parlamento europeu, votaram contra a nova lei fascista, 130 deputados — os do ECR Group (European Conservatives & Reformists), que é um grupo parlamentar anti-federalista, e o Identity and Democracy Group, que é o grupo parlamentar a que pertencerá o CHEGA.
Votaram a favor da nova lei fascista, 420 deputados, incluindo o grupo parlamentar a que pertence o Nuno Melo, do CDS (no CDS, nada de novo).


Mediante pequenos mas sucessivos passos políticos, os fascistas e burocratas da União Europeia vão retirando aos povos e nações da Europa os seus direitos mais básicos de auto-determinação — que incluem  o direito comunitário de decisão sobre admissão de alógenos culturais no seu próprio território.


A política discricionária de imposição coerciva de imigrantes (económicos) aos países da Europa tem, como objectivo principal, a pulverização cultural no interior das diversas nações, por um lado, e, por via desta pulverização cultural, conseguir a atomização social nas comunidades nacionais (anomia), por outro lado.


Hannah Arendt (“As Origens do Totalitarismo”) chamou a atenção para este tipo de estratégia política totalitária proveniente da sempre renovada (ao longo dos séculos) “elite” política gnóstica:

pulverização cultural + atomização social = formação de massa política.

A estratégia totalitária da União Europeia não é nova: apenas mudou de vestes; e visa a implementação de um neo-feudalismo (com a criação dos novos servos da gleba), desta vez massivamente apoiado pela Esquerda, e pela cripto-esquerda (por exemplo, em Portugal, o PSDois e o CDS).

O grande inimigo da União Europeia é a democracia — segundo o conceito generalista de Espinoza: “Quando, no Estado, o povo em conjunto detém o soberano Poder, é uma democracia”.

A atomização da sociedade moderna deriva parcialmente da organização moderna do trabalho, onde ninguém sabe concretamente para quem trabalha, nem quem concretamente trabalha para si.

Porém, fenómenos sócio-políticos como o comunismo e o nazismo elevaram o aproveitamento político da atomização social a níveis imprevisíveis, potenciando formações de massa necessárias à construção de sistemas totalitários fundados na brutalidade do Estado leviatão moderno a que Nietzsche chamou de “o mais frio dos monstros frios”.

O leviatão da União Europeia que os burocratas globalistas estão a construir é o “o mais frio dos monstros frios”.

leviatao europeu webA atomização da sociedade por que a União Europeia pugna através de uma imigração discricionária e em massa que pretende [claramente] destruir a coesão social das nações da Europa, a celebração cultural do modus vivendi LGBTQPBBQ+ na educação das nossas crianças (a celebração cultural dos “direitos de braguilha”) que condiciona ou mesmo retira as defesas naturais de uma dada sociedade; a promoção política da anomia defendida por esta União Europeia conduz (intencionalmente) à solidão do cidadão desligado culturalmente do Todo social, solidão essa que tende a retirar ao cidadão qualquer tipo de sentido de vida.

Se retirarem ao ser humano a ligação (anomia) com o Outro social (que inclui a coesão social e cultural), o sentido de vida (que é sempre metafísico) desaparece.

É neste quadro deprimente e pré-totalitário que mentes envilecidas, como a da Isabel Moreira, defendem a legalização da eutanásia: é o sentido da vida, de origem cristã, que está a ser colocado em causa pela burocracia do leviatão europeísta.

No seguimento da pulverização cultural (nomeadamente por intermédio da anomia causada pela imigração em massa) e da consequente atomização social, cresce espontaneamente na sociedade um medo difuso e uma “ansiedade flutuante e indefinida” — que pode facilmente transformar-se em pânico social (“free-floating anxiety”, v. "The Psychology of Totalitarianism", de Mattias Desmet, 2022, 95), como aconteceu, por exemplo, com o medo difuso e a ansiedade indefinida, e mesmo pânico social, causados, na cultura antropológica, pelo boato propalado pelos me®dia do “fim-do-mundo causado pelo COVID-19”.

Temos, portanto:


1/ pulverização cultural (imigração em massa) + 2/ atomização social (anomia) + 3/ perda do sentido de vida + 4/ ansiedade indefinida e pânico social

=> formação de massa totalitária.

Em resultado das quatro condições supracitadas, aumenta geometricamente a violência e a agressividade na sociedade — a ligação entre a anomia social (o isolamento social) e o aumento da agressividade na sociedade foi já estabelecido empiricamente (Gustave Le Bon, idem, 95).
Pessoas condicionadas pela solidão (anomia), falta de sentido de vida, e pela ansiedade indefinida, têm uma tendência extraordinariamente potenciada para a violência e para o aumento da agressividade em circulação na sociedade: as pessoas nesta condição procuram uma causa, uma razão, um objecto, para extravasar e canalizar a formação de massa totalitária que aguarda as instruções futuras dos burocratas do leviatão da União Europeia por intermédio dos me®dia.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

O CDS rosseauniano de Nuno Melo e a lei da rolha


«O CDS-PP vai realizar no sábado, em Aveiro, o seu 30.º Congresso para alterar os estatutos do partido, e assinalará na mesma ocasião os 48 anos, com intervenções de alguns notáveis e encerramento pelo presidente, Nuno Melo. A alteração aos estatutos pretende sobretudo acabar com a existência de tendências internas, uma forma de organização de militantes que foi criada por Paulo Portas.»

CDS-PP faz congresso para acabar com tendências de opinião organizadas


Nuno Melo segue Rousseau à letra:

Segundo Rousseau, o que interfere com a expressão da “vontade geral ” é a existência de “associações subordinadas” ― ou seja, comunidades da sociedade civil —, porque (alega ele) cada uma delas quer ter a sua vontade geral, que pode ser oposta à da comunidade como todo. Escreve Rousseau que “pode dizer-se não que há tantos pareceres como homens, mas tantos como associações. (…) É portanto essencial, se a vontade geral pode exprimir-se, que não haja sociedades parciais dentro do Estado, e cada cidadão pense apenas por si; tal é o sublime e único sistema estabelecido pelo grande Licurgo”.


Por exemplo, os Tories do Reino Unido têm tendências internas organizadas, e até o Partido Republicano dos EUA, maioritariamente seguidor de Donald Trump, tem tendências internas organizadas. Ambos os partidos seguem Locke, e não Rousseau.

O CDS rosseauniano de Nuno Melo pode ser tudo, mas não é certamente um partido da Direita Conservadora.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

“Agora é tarde; Inês é morta !”


Houve um tempo em que poderias ter avançado para a liderança do CDS — por exemplo, quando a Assunção Cristas avançou, a mando de Paulo Portas, para (literalmente) destruir o CDS —, mas preferiste ficar no “quentinho” de Bruxelas.

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“Agora é tarde; Inês é morta !”

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Apetece-me votar no PNR (Partido Nacional Renovador) para as Europeias

 

  • Quando eu oiço o Nuno Melo (o tal que diz que é de “direita”) a defender (na TSF, no dia 6 de Maio p.p.) um novo imposto do CO2 pagar pelo povo português (a chamada “taxa de carbono”);
  • ou quando a chamada “direita” (o CDS do oportunista Nuno Melo e da execrável Assunção Cristas) alinha com o Bloco de Esquerda em relação à vinda a Portugal da Greta “marxismo cultural” Thunberg;

→ apetece-me votar no PNR (Partido Nacional Renovador).

quarta-feira, 1 de maio de 2019

A hipocrisia do CDS da execrável Assunção Cristas e do oportunista Nuno Melo

 

Nuno Melo diz que o partido espanhol VOX “não é de extrema-direita” — tentando assim cativar os votos da população portuguesa que é contra a imigração em massa e descontrolada, contra a Ideologia de Género, contra a islamização da Europa.

Porém, por outro lado, o CDS liderado pela execrável Assunção Cristas defende a Ideologia de Género  — nomeadamente quando “alinha” com as iniciativas políticas gayzistas do Bloco de Esquerda, como é o caso desta iniciativa do CDS de Assunção Cristas em Lisboa.

Nuno Melo acaba (sem querer) por ter alguma razão: o VOX não é de extrema-direita: em vez disso, é o CDS que pertence à Esquerda; ou melhor dizendo: o CDS “fecha” a Esquerda à direita.

As posições dos partidos são relativas: quando o CDS da execrável Assunção Cristas “alinha” com as posições do Bloco de Esquerda no que diz respeito à Ideologia de Género, então segue-se que qualquer partido que se oponha à Ideologia de Género passa a ser de “extrema-direita”.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Ser liberal, hoje, é ser anti-liberal

 

O Nuno Melo pode ser comparado a José Pedro Aguiar-Branco : um homem que me pareceu ter boas ideias, mas que soçobrou pragmaticamente às pressões do sistema político vigente. Aguiar-Branco também tinha uma carreira política promissora em um PSD que nada tinha a ver com o actual de Rui Rio; mas o pragmatismo político prevaleceu talvez sobre as suas próprias ideias.

“O político nunca diz aquilo em que acredita, mas antes diz aquilo que julga ser eficaz.” — Nicolás Gómez Dávila

kapo-webAguiar-Branco parecia ser uma excepção à regra; mas, para não dizer aquilo em que acredita, ele remeteu-se ao silêncio de um governo caninamente subserviente a Angela Merkel.

O grande erro de Passos Coelho não foi o de instaurar uma política de austeridade (que era e ainda é necessária): o erro dele foi o de se apanascar em relação a Angela Merkel, e, com essa sua posição de amouco político, ou de Kapo de um Konzentrationslager, Passos Coelho representou o apanascamento da nação portuguesa. Ora, isto nunca lhe perdoo. Passos Coelho chegou ao ponto de menosprezar os portugueses reais (porque para ele, os portugueses pareciam ser uma entidade abstracta) em nome do apanascamento à ideologia imposta pela desequilibrada Angela Merkel.

A política de austeridade não implica necessariamente o apanascamento político.

A actual situação política no Ocidente é muito complexa, e por isso é absolutamente necessária uma simplificação das ideias, ou seja, é preciso ideologia. Infelizmente, isto já não vai com abstracções de intelectuais de urinol.

“Os portugueses sempre adoraram o concreto: entendem o abstracto, mas procuram traduzi-lo imediatamente em concreto.” — Agostinho da Silva

A complexidade da situação política ocidental pode ser resumida da seguinte forma: o conceito de Nancy Fraser de “Neoliberalismo Progressista” (de que falei aqui) é pertinente, faz todo o sentido.

Ou seja, verificamos que quase tudo o que a Esquerda radical (passo a redundância) defende (com excepção das premissas económicas), é imediatamente adoptado pelo chamado “liberalismo”.

É assim que uma certa “Direita” dita “liberal” (por exemplo, a de Rui Rio), que se manifesta muito na SIC do Bilderberger Pinto Balsemão, faz a apologia do partido Democrático dos Estados Unidos e apaparica sistematicamente o Obama e a Hillary Clinton, contra Donald Trump.

A diferença entre Rui Rio e a Catarina Martins é a de que o primeiro não acredita que a economia possa ser exclusivamente baseada em um capitalismo de Estado.

É apenas a economia que os separa. Em tudo o resto, embora não sejam idênticos, os dois são indiscerníveis. Por exemplo, na política cultural, não conseguimos distinguir Rui Rio de Catarina Martins.

A situação política portuguesa — e Ocidental — seria histriónica, se não fosse grave.

É neste contexto da indiscernibilidade cultural entre a Esquerda radical e os liberais, que surge o fenómeno político do chamado “populismo”, de Donald Trump, do Brexit, de Nigel Farage, de Geert Wilders, de Marine Le Pen, de Viktor Órban, da Polónia e da república Checa, de Matteo Salvini, etc.. Nancy Fraser tem razão neste aspecto.

A indiscernibilidade política entre a Esquerda radical e o liberalismo, manifesta-se, por exemplo, na política de fronteiras: é assim que (por exemplo) Angela Merkel ou Hillary Clinton, ou o bilionário liberal George Soros (e os neocons e liberais em geral), “concordam” com a Esquerda radical trotskista em relação a uma política permissiva de imigração.

Ser irracional é hoje uma condição política essencial. Ser irracional voltou a estar na moda. Quem não se mostra irracional não vinga no actual cenário político Ocidental.

O chamado “populismo” vem exactamente introduzir uma certa racionalidade no debate político — e por isso é que é imediatamente rechaçado, tanto pela Esquerda radical como pelos liberais. Se virmos, por exemplo, o canal de televisão da SICn, diremos que se trata de uma extensão me®diática do Bloco de Esquerda; aliás, toda a me®dia está tomada pela Esquerda, e com a bênção dos liberais. Neste contexto, a seguinte proposição de Nuno Melo foi considerada “fassista”:

“O espaço europeu pode ser um destino de acolhimento para outros povos, mas estes devem respeitar as nossas leis, valores e costumes, de forma a não nos sentirmos sequestrados na nossa casa”.

Por exemplo, a liberal Angela Merkel não subscreveria esta proposição de Nuno Melo; a liberal Hillary Clinton diria, a propósito, que Nuno Melo é um herege — porque, como diz Nancy Fraser, o liberalismo entrou em competição com a Esquerda radical no sentido do controlo da política cultural. Ou seja, o liberalismo deixou de ser racional.

Hoje, ser liberal é não ter a mínima ideia da sociedade que se pretende construir; é emular a Esquerda nas políticas culturais, minando assim a estrutura metafísica, ética, cultural, política e económica da sociedade. Ser liberal, hoje, é imitar a sociopatia da Esquerda. Ser liberal, hoje, é ser anti-liberal.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O Nuno Melo e terrorismo islâmico

 

Quando a Arábia Saudita (por exemplo) proíbe a construção de templos que não sejam os do Islamismo sunita, não está (principalmente) a discriminar as outras religiões, mas está, em primeiro lugar, a defender a sua identidade cultural e nacional que é fortemente marcada pelo Islão sunita. A discriminação objectiva saudita é uma consequência (negativa) do desiderato (positivo) de defesa da identidade de um povo e de uma cultura (por mais críticas que lhe possamos fazer).

O Nuno Melo escreve aqui sobre os ataques terroristas islâmicos na Europa. Mas em nenhum momento se referiu à questão da identidade dos povos da Europa. A questão da identidade está implícita no texto, talvez; mas não se distingue claramente.

Toda a gente (com dois dedos de testa) sabe que o Brexit teve menos razões económicas do que razões identitárias.

O povo inglês chegou à conclusão de que a União Europeia não era uma “associação de comércio livre” (como era proclamado pela classe política mentirosa), mas antes era um projecto totalitário de construção de um leviatão que ia proibindo progressivamente a expressão livre das identidades nacionais europeias. E o conceito de “multiculturalismo” encaixa perfeitamente nesta política de negação progressiva da expressão das identidades nacionais europeias, na medida em que a cultura de cada povo europeu era considerada igual — perante a lei — a qualquer tipo de comunidade cultural exógena e minoritária instalada em qualquer território nacional europeu.

Por outro lado, o Nuno Melo — tal como acontece com a Esquerda ou com Assunção Cristas — passa-nos (grosso modo) a ideia segundo a qual “o terrorismo islâmico é coisa passageira que pode ser combatido pela União Europeia tomando determinadas medidas policiais”.

Ou seja, a classe política em geral, seja em Portugal ou noutro país da Europa (com excepção dos países faxistas como é o caso da faxista Polónia, da faxista Hungria, faxista Eslováquia, e outros países faxistas que deveriam ser expulsos da União Europeia progressista), já entrou em dissonância cognitiva. Esta dissonância cognitiva revela, de facto, o novo “mundo da pós-verdade”, em que se recusa a verificação dos factos, e prefere-se a supremacia da interpretação subjectiva da realidade por parte das elites políticas.


De certa forma, a Europa voltou ao romantismo do século XVIII — incluindo até a (re)-adopção do Positivismo, que é o romantismo da ciência, e que pode ser observado por exemplo no blogue Rerum Natura em que pontifica o cientista Carlos Fiolhais. Só que, no século XVIII, o romantismo esteve na causa da Revolução Francesa e de Napoleão (que garantiu as nacionalidades), e hoje o romantismo é politicamente invertido, na medida em que pretende a reconstrução de um Sacro Império Romano-Germânico mais abrangente, com capital em Berlim. maomerdas-moderado-web

Para o actual político europeu neo-romântico, o comportamento do indivíduo não depende da psicologia, mas antes depende do padrão de valores (meio-ambiente).

E por isso é que o Nuno Melo, tal como quase todos os políticos europeus, pensa que é possível separar os chamados “muçulmanos radicais”, por um lado, dos “muçulmanos moderados”, por outro lado, mediante uma intervenção no meio-ambiente e no padrão de valores. Mas isso é romantismo puro, porque 1500 anos de História já nos revelaram que o Islão é incompatível (não é possível uma coexistência sem o pagamento humilhante da Jizya) com qualquer outro tipo de cultura — porque o Islamismo é um princípio de uma ordem política totalitária (e fatalista); e porque a cultura da Europa cristã baseia-se no princípio do livre-arbítrio individual (a liberdade do indivíduo), desde Santo Agostinho a S. Tomás de Aquino, e de Leibniz a Kant.

Enquanto os maomedanos são uma pequena minoria em um país — como é o caso de Portugal onde existem apenas cerca de 50 mil maomerdanos —, a coexistência com a cultura dominante é possível. Mas quando a percentagem de maomedanos ultrapassa um determinada valor em relação ao total da população, surge um fenómeno cultural e social a que chamamos de “singularidade islâmica” que torna impossível a paz social na sociedade. MAOMERDAS-RADICAL-web

Em suma: qualquer político lúcido sabe o que há a fazer na Europa: há que colocar os direitos humanos entre parêntesis, e agir. Por isso é que quase ninguém — incluindo os intelectuais conservadores, como por exemplo Roger Scruton — gosta de Donald Trump.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A agressividade política é exclusiva da Esquerda

 

Quem nomeia os líderes partidários são os me®dia, como podemos verificar em quase toda a opinião me®diática acerca do novo líder do CDS/PP. Temos aqui um exemplo:

“Nuno Melo e Assunção Cristas têm maneiras diferentes de estar na política: enquanto ele tem um discurso muito agressivo, ela é calma, embora firme”.

Entre Melo e Cristas, prefiro a segunda

Quando se trata da Esquerda, a agressividade política não só não é importante, como até é bem-vinda; e também não conta, na Esquerda, o percurso académico.

Temos, por exemplo, as esganiçadas do Bloco de Esquerda: a Catarina Martins que é uma vulgar licenciada e uma actriz de teatro, agressiva quanto baste, e não consta que tenha um qualquer doutoramento universitário; ou a Marisa Matias que é de Alcouce e socióloga com um doutoramento feito “à pressão” — o que interessa não é a inteligência: em vez disso, o que interessa é um alvará de inteligência.

Ou o Jerónimo de Sousa do Partido Comunista, que mal sabe ler e escrever, e que, a julgar pela opinião do jornaleiro do semanário Sol, de agressivo tem quase nada (calmo todos os dias!). 

Mas, segundo os me®dia e o jornaleiro Eduardo Ferreira, quando se trata da Direita os líderes têm que ser calmos. Não convém que à Direita haja agressividade; convém uma Direita calminha, domesticada, obediente à Esquerda e ao politicamente correcto. Por isso é que “a Assunção Cristas é melhor do que o Nuno Melo”.

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Partido Socialista depende apenas de si próprio para ter uma maioria absoluta

 

Basta que António José Seguro garanta ao eleitorado que, na próxima legislatura, não irá alterar leis que digam respeito aos costumes — por exemplo, a adopção de crianças por pares de sodomitas, ou a procriação medicamente assistida para toda a gente, etc. —, para que o Partido Socialista comece a subir nas sondagens de uma forma que o levará a uma maioria absoluta.


Estas declarações de Nuno Melo revelam a falta de coragem de uma Direita vendida à estranja.

“Nuno Melo será candidato do CDS-PP e do PSD às eleições europeias de 25 de Maio. A coligação ainda não foi oficializada, mas tudo indica que esta será uma das decisões que sairão do próximo congresso do partido. Em entrevista ao i, o eurodeputado, que vai apresentar uma moção que defende a coligação a título excepcional, diz que ainda falta muito para antever as legislativas de 2015, mas admite que, se o país beneficiar com isso, os dois partidos também possam concorrer juntos.”

A coligação pré-eleitoral entre o CDS/PP e o Partido Social Democrata de Passos Coelho significa uma identificação política a priori entre os dois partidos. Ou melhor: significa uma submissão do CDS/PP a Passos Coelho. E significa que o CDS/PP não leva o meu voto.