sexta-feira, 21 de abril de 2023

O grande inimigo da União Europeia é a democracia segundo Espinoza

AUnião Europeia decretou o novo Pacto de Imigração, que elimina as soberanias nacionais em matéria de admissão de imigrantes nos países — o que significa que os burocratas da União Europeia podem, por exemplo e por mais absurdo que isto possa parecer, decretar que Portugal terá que receber 20 milhões de brasileiros, ou 5 milhões de afegãos.
A política de imigração, nos países da União Europeia, depende agora exclusivamente de burocratas e de políticos que nunca trabalharam na vida deles: autênticos parasitas e sibaritas.

No parlamento europeu, votaram contra a nova lei fascista, 130 deputados — os do ECR Group (European Conservatives & Reformists), que é um grupo parlamentar anti-federalista, e o Identity and Democracy Group, que é o grupo parlamentar a que pertencerá o CHEGA.
Votaram a favor da nova lei fascista, 420 deputados, incluindo o grupo parlamentar a que pertence o Nuno Melo, do CDS (no CDS, nada de novo).


Mediante pequenos mas sucessivos passos políticos, os fascistas e burocratas da União Europeia vão retirando aos povos e nações da Europa os seus direitos mais básicos de auto-determinação — que incluem  o direito comunitário de decisão sobre admissão de alógenos culturais no seu próprio território.


A política discricionária de imposição coerciva de imigrantes (económicos) aos países da Europa tem, como objectivo principal, a pulverização cultural no interior das diversas nações, por um lado, e, por via desta pulverização cultural, conseguir a atomização social nas comunidades nacionais (anomia), por outro lado.


Hannah Arendt (“As Origens do Totalitarismo”) chamou a atenção para este tipo de estratégia política totalitária proveniente da sempre renovada (ao longo dos séculos) “elite” política gnóstica:

pulverização cultural + atomização social = formação de massa política.

A estratégia totalitária da União Europeia não é nova: apenas mudou de vestes; e visa a implementação de um neo-feudalismo (com a criação dos novos servos da gleba), desta vez massivamente apoiado pela Esquerda, e pela cripto-esquerda (por exemplo, em Portugal, o PSDois e o CDS).

O grande inimigo da União Europeia é a democracia — segundo o conceito generalista de Espinoza: “Quando, no Estado, o povo em conjunto detém o soberano Poder, é uma democracia”.

A atomização da sociedade moderna deriva parcialmente da organização moderna do trabalho, onde ninguém sabe concretamente para quem trabalha, nem quem concretamente trabalha para si.

Porém, fenómenos sócio-políticos como o comunismo e o nazismo elevaram o aproveitamento político da atomização social a níveis imprevisíveis, potenciando formações de massa necessárias à construção de sistemas totalitários fundados na brutalidade do Estado leviatão moderno a que Nietzsche chamou de “o mais frio dos monstros frios”.

O leviatão da União Europeia que os burocratas globalistas estão a construir é o “o mais frio dos monstros frios”.

leviatao europeu webA atomização da sociedade por que a União Europeia pugna através de uma imigração discricionária e em massa que pretende [claramente] destruir a coesão social das nações da Europa, a celebração cultural do modus vivendi LGBTQPBBQ+ na educação das nossas crianças (a celebração cultural dos “direitos de braguilha”) que condiciona ou mesmo retira as defesas naturais de uma dada sociedade; a promoção política da anomia defendida por esta União Europeia conduz (intencionalmente) à solidão do cidadão desligado culturalmente do Todo social, solidão essa que tende a retirar ao cidadão qualquer tipo de sentido de vida.

Se retirarem ao ser humano a ligação (anomia) com o Outro social (que inclui a coesão social e cultural), o sentido de vida (que é sempre metafísico) desaparece.

É neste quadro deprimente e pré-totalitário que mentes envilecidas, como a da Isabel Moreira, defendem a legalização da eutanásia: é o sentido da vida, de origem cristã, que está a ser colocado em causa pela burocracia do leviatão europeísta.

No seguimento da pulverização cultural (nomeadamente por intermédio da anomia causada pela imigração em massa) e da consequente atomização social, cresce espontaneamente na sociedade um medo difuso e uma “ansiedade flutuante e indefinida” — que pode facilmente transformar-se em pânico social (“free-floating anxiety”, v. "The Psychology of Totalitarianism", de Mattias Desmet, 2022, 95), como aconteceu, por exemplo, com o medo difuso e a ansiedade indefinida, e mesmo pânico social, causados, na cultura antropológica, pelo boato propalado pelos me®dia do “fim-do-mundo causado pelo COVID-19”.

Temos, portanto:


1/ pulverização cultural (imigração em massa) + 2/ atomização social (anomia) + 3/ perda do sentido de vida + 4/ ansiedade indefinida e pânico social

=> formação de massa totalitária.

Em resultado das quatro condições supracitadas, aumenta geometricamente a violência e a agressividade na sociedade — a ligação entre a anomia social (o isolamento social) e o aumento da agressividade na sociedade foi já estabelecido empiricamente (Gustave Le Bon, idem, 95).
Pessoas condicionadas pela solidão (anomia), falta de sentido de vida, e pela ansiedade indefinida, têm uma tendência extraordinariamente potenciada para a violência e para o aumento da agressividade em circulação na sociedade: as pessoas nesta condição procuram uma causa, uma razão, um objecto, para extravasar e canalizar a formação de massa totalitária que aguarda as instruções futuras dos burocratas do leviatão da União Europeia por intermédio dos me®dia.