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Com António José Seguro voltamos à política aos berros, ao estilo de José Sócrates. Uma qualidade de Passos Coelho é a que ele não berra quando discursa; notou-se uma mudança no discurso político com a mudança de José Sócrates para Passos Coelho. Agora, com António José Seguro, voltamos à política do rasgar das vestes aos gritos.
Basta que António José Seguro garanta ao eleitorado que, na próxima legislatura, não irá alterar leis que digam respeito aos costumes — por exemplo, a adopção de crianças por pares de sodomitas, ou a procriação medicamente assistida para toda a gente, etc. —, para que o Partido Socialista comece a subir nas sondagens de uma forma que o levará a uma maioria absoluta.
“Nuno Melo será candidato do CDS-PP e do PSD às eleições europeias de 25 de Maio. A coligação ainda não foi oficializada, mas tudo indica que esta será uma das decisões que sairão do próximo congresso do partido. Em entrevista ao i, o eurodeputado, que vai apresentar uma moção que defende a coligação a título excepcional, diz que ainda falta muito para antever as legislativas de 2015, mas admite que, se o país beneficiar com isso, os dois partidos também possam concorrer juntos.”
A coligação pré-eleitoral entre o CDS/PP e o Partido Social Democrata de Passos Coelho significa uma identificação política a priori entre os dois partidos. Ou melhor: significa uma submissão do CDS/PP a Passos Coelho. E significa que o CDS/PP não leva o meu voto.