A nova lei do aborto no Dakota do Sul proíbe o aborto de fetos do sexo feminino, mas defende que os meninos podem ser abortados à vontade. Ou seja, parece que os meninos não têm a dignidade das meninas.
Vemos aqui a contradição dos abortistas: por um lado, a classe política defende o aborto livre; mas, por outro lado, pretende combater o aborto por selecção de sexo que tem evitado o nascimento de mais meninas. E por isso, apenas proíbem o aborto de meninas.
Se a lei do aborto pretendia ser libertária, deixou de ser, porque se o aborto já não é de facto livre, não há razão para não o proibir totalmente — seja para as meninas, seja para os meninos.