Dei com um texto assinado pelo Padre José Eduardo de Oliveira e Silva (brasileiro) acerca da ideologia de género segundo a americana Judith Butler. Convém dizer que os americanos, em geral e salvo honrosas excepções, sempre foram péssimos em criação filosófica.
Vejamos o que escreveu o Padre acerca da teoria da Judith Butler :
“Como ela mesma afirma, «o meu trabalho consiste em delinear a última etapa da batalha filosófica contra a vida do impulso, o esforço filosófico de domesticar o desejo como uma instância de lugar metafísico, a luta por aceitar o desejo como princípio de deslocamento metafísico e dissonância psíquica e o esforço orientado por deslocar o desejo com o fim de derrotar a metafísica da identidade» (Subjects of desire, p. 15).
Obviamente, para ela, como o desejo não se realiza de acordo com um sujeito que lhe dê suporte, o «eu» seria apenas um discurso. Não haveria um “ser” por detrás do desempenho do género. Seriam estes desempenhos, estas acções, que constituiriam a ficção do sujeito, pois esta ficção seria requerida pelo discurso que nós herdamos da metafísica da substância, discurso que, segundo ela, precisamos superar (Problemas de género, p. 56)”.
A ideia da criatura, segundo a qual “o desejo pode existir sem sujeito”, é um absurdo; e está em contradição com a essência da ideologia de género que, embora considere que os “papéis de género” são construções culturais e sociais, baseia a sua doutrina na absolutização do sujeito e a supremacia da subjectividade.
Se, como escreve o Padre, para a Judith Butler “a feminilidade e a masculinidade são acções desligadas da biologia”, teríamos que saber qual a origem alternativa da feminilidade e da masculinidade — porque se “a masculinidade e a feminilidade não provêm da biologia”, ¿provêm de onde!? ¿qual a sua origem, a sua causa? ¿onde fomos (e ela própria, também) buscar os conceitos de “masculinidade” e de “feminilidade”?
Convém aqui falar novamente do conceito de “ideologia” segundo Hannah Arendt: todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:
1/ a pretensão de explicar tudo;
2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;
3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.
“Reduzir a filosofia à análise linguística equivale a assumir que apenas há pensamento alienígena.”
→ Nicolás Gómez Dávila
Por exemplo, para a Judith Butler (e segundo o Padre), “a linguagem é o conjunto de actos, repetidos ao longo do tempo, que produzem efeitos de realidade que acabam sendo percebidos como ‘factos’.
O nazi Goebbels disse a mesma coisa de outra maneira: “uma mentira mil vezes repetida acaba por se tornar verdade”.
Aqui há (da parte da Butler) uma inversão de valores lógicos: para ela, não são os dados da experiência que determinam os conceitos elaborados pela linguagem, mas antes é a linguagem que inventa a realidade a seu bel-prazer e independentemente de qualquer objectividade. Aqui, a Butler já volta à absolutização do sujeito, quando anteriormente negou ao sujeito a sua ontologia.
O conceito de “construção variável da identidade” (segundo a Butler) é uma contradição em termos — porque se a identidade é variável, deixa de ser idêntica. Ou seja, o princípio axiomático (axioma) sobre o qual a Butler constrói a premissa está logicamente ferido de morte.
O texto é longo e não há paciência para o dissecar aqui. Apenas resta dizer que o que a Judith Butler produz, não é filosofia: é ideologia.
Para que valha a pena falsificar notas de Euro, terá que haver notas legais; de modo semelhante, a noção de “ideologia” carece de fundamento se não houver uma teoria de autenticidade acerca do mundo objectivo. E o relativismo axiológico da Judith Butler (“a verdade não existe”) não é teoria da Razão, mas antes ideologia do orgulho.
Uma puta sionista que não faz essas "palestras" pederastas em Israel, faz só para os Goiym ou animais não judeus, como nos chamam os racistas holocau$ticos!
ResponderEliminar