É a segunda vez que esquerdistas brasileiros vêm aqui ao blogue afirmar que “quem está em cima no mapa, sempre se achará superior”, pensando que assim criticam os portugueses.
Hoje, outra abécula brasileira veio defender a mesma tese segundo a qual “quem está em cima no mapa, sempre se achará superior”:
Ora, se for necessário inverter o mapa-múndi para que os brasileiros se sintam felizes e reconciliados com eles próprios, então que o façam; Ninguém impede o Brasil de inverter o mundo!
Ademais, eu não tenho nenhuma “fixação” pelo Brasil; aliás, eu nunca fui ao Brasil, e já viajei muito pelos cinco continentes. Os portugueses, em geral, não têm nenhuma “fixação” pelo Brasil; nós, portugueses, queremos apenas que nos deixem em paz e sossego.
A minha “fixação” pelo Brasil é de tal ordem de grandeza que nunca fui ao Brasil! Penso mesmo que o Brasil deveria fazer outro Acordo Ortográfico (dentro do espírito do Imbecil Colectivo), adoptando a língua tupi (ou coisa que o valha!), para ver se nos deixavam de vez de nos “encher o saco”!
A razão por que o mapa-múndi foi desenhado com o Pólo Norte em cima, tem a ver com a função que o próprio Norte Magnético desempenhou nas viagens marítimas dos europeus.
Não seriam possíveis as viagens marítimas na Baixa Idade Média sem a orientação através do Pólo Norte — seja através da orientação a olho nu mediante a posição da constelação da Ursa Menor (que aponta para o Pólo Norte), seja através do astrolábio náutico que foi desenvolvido pelos portugueses na Idade Média.
Portanto, a posição e a referência geográfica do Norte Magnético foi de essencial importância para o sucesso das viagens marítimas na Baixa Idade Média. Só por esta razão é que o Norte Magnético ficou desenhado em cima no mapa (o Norte Magnético entendido como ponto de referência).
Quando alguém diz que “quem está em cima no mapa, sempre se achará superior” — atribuindo uma importância desproporcionada à orientação de um “mapa” —, revela um espírito miserável, um complexo de inferioridade incomensurável que só pode ser causa de dó, e de vergonha alheia.