Aqui no Norte, quando embirramos com alguém, dizemos: “és de uma raça...!”; ou, completando a ideia primordial: “és de uma raça do caralho!”.
É o caso deste estafermo algaraviado: ele é de uma raça...! Depois de ter escrito em blogues de uma certa direitinha “liberal” (que vive à custa do Estado), o Morcon surge agora numa espécie de albergue espanhol.
Escreve, o Morcon, referindo-se aos nortenhos:
“... a operação intelectual — aparentemente simples — de retirar qualquer importância (biológica, cultural, política, intelectual) à cor da pele dos indivíduos é, afinal, coisa demasiada para as capacidades dos morcões.”
Para aquele cepo (com farfalho nas fauces), as diferenças “biológicas, culturais, políticas, intelectuais” (sic), entre indivíduos, são equivalentes às diferenças da cor da pele entre indivíduos. Ou seja: para ele, é tão tolerável um qualquer chinês (alegadamente, de pele amarela), como é tolerável um terrorista árabe islâmico com um QI de 20 devido a secular endogamia.
Não devemos confundir opinião (doxa), por um lado, e biologia (episteme), por outro lado. Mas aquele cepo confunde a mera opinião de um gringo qualquer, por um lado, com a própria realidade, por outro lado.
Não sei bem qual é a cor predominante do couro mourisco; mas aqui, no Minho e na Galiza, notei que, pelo menos as mulheres (em juízo universal) são alvas, de cabelo claro e de olhos claros.
Talvez por isso é que o Salazar dizia, quando se dirigia (através da rádio) aos portugueses: “Portugueses!, de Portugal e do Minho...!”. Ele lá teria as suas (dele) razões...