sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Donald Trump, Milei, e as ilhas Falkland

Voltou a estar na moda atacar o Reino Unido utilizando as ilhas Falkland. Desta vez, é Donald Trump que apoia Milei que falhou a sua revolução na economia Argentina; e como a revolução de Milei falhou, vira o disco e toca o mesmo: fazer uma nova guerra para ocupar as ilhas Falkland.


Donald Trump está por detrás de várias guerras no planeta — para além das guerras que ameaça empreender. Ontem soube-se, por um almirante americano, que Donald Trump planeia atacar militarmente o Canadá; e já sabemos que também pretende invadir e ocupar a Gronelândia — para além de já ter retirado o apoio político e militar à Coreia do Sul, desrespeitando os militares americanos mortos na guerra da Coreia.

O movimento MAGA (Make America Great Again) de Donald Trump não é um movimento político conservador: faz parte de uma certa “direita” revolucionária de tipo AfD (Alternative für Deutschland) na Alemanha, ou Marine Le Pen em França, que são claramente apoiadas pela Rússia do cripto-comunista Putin.

Políticos conservadores na Europa temos, por exemplo, Jacob Rees-Mogg em Inglaterra, Giorgia Meloni em Itália, André Ventura em Portugal, e pouco mais. Tenho dúvidas em relação ao conservadorismo de Santiago Abascal do VOX (Espanha) e a Péter Magyar da Hungria, que me parecem adeptos de uma certa “direita” revolucionária financiada por Putin.


As ilhas Falkland foram descobertas e ocupadas pelos ingleses em 1690, pelo capitão John Strong, que lhes chamou “Ilhas Falkland” em homenagem ao Visconde Falkland.

Em 1764, o francês Louis de Bougainville — o mesmo que deu o nome às buganvílias da América do Sul — estabeleceu a primeira cidadela nas ilhas, a que chamou de “Port Louis”, e chamou às ilhas de “Malouines”. No ano seguinte (1765), o capitão inglês John Byron atracou na ilha Saunders e fundou a cidadela de “Port Egmont”, reclamando as ilhas para a coroa britânica.

Em 1767, os espanhóis deram o ar de sua graça e compraram a colónia das “Malouines” aos franceses, e mudaram o nome da cidadela de Port Louis para “Puerto Soledad”; e a seguir expulsaram os ingleses da cidadela de Port Egmont.

Em 1811, os espanhóis abandonaram as ilhas “Malouines” (devido às guerras peninsulares) e os ingleses voltaram a ocupar as ilhas Falkland.

Em 1820, pela primeira vez, a Argentina reclama a posse das ilhas a que chamou “Malvinas”.

Em 1845, o Reino Unido designou, como capital das ilhas Falkland, a cidade de Stanley.

Em 1982, a junta militar Argentina invadiu as ilhas, e a Argentina foi derrotada pelas forças armadas britânicas num conflito armado que durou 74 dias, resultando na morte de 649 argentinos, 255 britânicos, e 3 habitantes civis das ilhas.

Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido, instituiu o British Nationality Act 1983 que garantia a nacionalidade britânica aos ilhéus. A nova Constituição das Falkland, instituída em 2009, atribuiu plena autonomia ao governo das Falkland.

Num referendo realizado em 2013 supervisionado por observadores internacionais, 99,8% dos ilhéus votaram a favor da permanência das Falkland no Reino Unido.

Apesar do voto do povo das Falkland, Milei e Donald Trump estão se borrifando para a democracia e pretendem ocupar as ilhas.