A Rússia irá gastar até ao fim de 2026 cerca de 178 mil milhões de Euros com as Forças Armadas, o que equivale a cerca de 38% de toda a despesa do Estado russo. Em 2027, Putin pretende gastar 180 mil milhões de Euros com os militares, um pouco mais do que em 2026.
Isto significa que Putin irá cortar nos orçamentos da educação e instrução das crianças e jovens, nas prestações de saúde e nos hospitais, nas reformas dos idosos e em serviços sociais de apoio à população: 38% da despesa do Estado é uma enormidade, e vemos bem a obstinação de Putin em relação à expansão do império através da guerra.
Putin escolheu a guerra contra os países da Europa em geral, e contra a União Europeia em particular. Ou aceitamos a dominação russa (com o apoio explícito de Donald Trump) e o fim do Estado de Direito democrático, ou a Europa tem que investir massivamente em defesa.

Em termos práticos, a Rússia de Putin — apoiada por Donald Trump — já entrou em guerra contra a Europa (que inclui países que não pertencem à União Europeia, como por exemplo o Reino Unido e a Noruega). Putin tem ameaçado sistematicamente a Europa com ataques nucleares — como se a Rússia fosse a única potência nuclear do mundo.
Mas cedo que tarde, a Rússia irá invadir parcialmente um dos países do Báltico, provavelmente a Estónia, alegando a protecção da população de fala russa. Não estão excluídos ataques aéreos russos (com drones e mísseis balísticos) à Moldávia, alegando a protecção da região separatista da Transnístria. Putin irá utilizar o exército da Bielorrússia para fazer incursões militares limitadas no território da Lituânia e da Letónia, o que já está a acontecer.
Perante este cenário, a União Europeia terá que obrigar a que o esforço de guerra russo ultrapasse os 50% da despesa do Estado russo, por um lado, e por outro lado, que obrigue Putin à conscrição dos meninos bonitos das elites de Moscovo e de S. Petersburgo, causando um descontentamento generalizado.
Os cidadãos dos países da União Europeia terão que interiorizar a necessidade de um sacrifício, circunstancial e temporário, necessário ao combate contra um verdadeiro Império do Mal personificado por Vladimir Putin (com o apoio do Activo chamado Donald Trump).