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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Artigo dedicado aos Cunservadores da nossa praça

 

David Bowie teve relações sexuais com raparigas menores de idade. Portanto, dedico este verbete aos Cunservadores do Corta-fitas (principalmente ao João Távora), do Insurgente, e ao Quim do Portugal Contemporâneo. Clique na imagem para ler.

 

David_Bowie

O politicamente correcto dos Cunservadores

 

O blogue das famílias portuguesas publicou um vídeo em que se expõem as teses politicamente correctas dos Cunservadores, a ver:

sempre existiram homossexuais, e portanto não devemos criticar a sodomia, em si mesma; o que devemos criticar são os ideólogos políticos que se servem dos homossexuais;

Segundo este raciocínio: “sempre existiram sado-masoquistas, e por isso não devemos criticar o sado-masoquismo”. Por outro lado, separa-se o objecto da ideologia política, por um lado, da própria ideologia política, por outro lado — o que é um absurdo.


não devemos fazer juízos de valor sobre o comportamento homossexual; só Deus pode fazer juízos de valor sobre o comportamento de qualquer pessoa.

Mas quando a Esquerda faz juízos de valor, devemos aceitar como normais esses juízos de valor.


não devemos utilizar o termo “homossexualismo”, porque ao utilizar este termo, estamos a fazer o que o movimento gay (ou seja, o homossexualismo) quer — porque eles (o movimento gay) vão utilizar isso como pretexto para a existência de um suposto “fundamentalismo religioso” que justifica a criação de mais privilégios políticos e sociais.

Por esta ordem de ideias, não devemos utilizar a palavra “marxismo”, porque isso serve de pretexto para a existência de uma suposta “extrema-direita” que justifica uma maior repressão da liberdade de expressão e a criação de privilégios para os marxistas.


O problema é que estas teses são defendidas por Cunservadores com grande influência na cultura da dita “direita”. É o politicamente correcto dos Cunservadores.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Os novos “Cunservadores” e a Ideologia de Género

 

Uma deputada “cunservadora” britânica propõe a eliminação da identificação do “género” (e da génera) dos cidadãos (e das cidadãs) nos documentos oficiais (e nas documentas oficiais) para não ofender os transgéneros (e as transgéneras):

“Maria Miller, who chairs the women and equalities select committee, is calling on the government to make passports and driving licences gender neutral to end discrimination against transgender people”.

Passports and driving licences should be gender neutral says former cabinet minister

Se os Cunservadores do Partido Social Democrata e do CDS/PP sabem disto, os deputados do Bloco de Esquerda vão ficar desempregados. Ou então o Bloco de Esquerda terá que radicalizar ainda mais as suas posições, à medida que os Cunservadores se forem convertendo ao marxismo cultural.

Uma forma de radicalização que o Bloco de Esquerda pode optar é a de propôr um novo Acordo Ortográfico que elimine todas as palavras (substantivos e adjectivos) femininos e masculinos, substituindo-as por palavras neutras — começando pelos artigos de género: em vez dos artigos “o” e/ou “a”, por exemplo, convencionar o artigo neutro “i”. Em vez de “a mulher” ou “o homem”, teríamos “i mulher” ou “i homem”. E tudo isto para não ferir a susceptibilidade de quem decidiu (alegadamente) “mudar de sexo”.

Mesmo que retirem o útero (ou todo o aparelho reprodutor) a uma mulher, esta não deixa de ser mulher.