sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
quarta-feira, 30 de março de 2022
Dia 30 de Março de 1680 foi um Sábado
De facto houve um eclipse total do Sol em Luanda (Angola), no dia 30 de Março de 1680, com início às 11 horas, 24 minutos e quarenta segundos da manhã, hora local. Só que esse dia foi um Sábado, e não uma Terça-feira conforme está escrito aqui.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Votos de um Feliz Natal !
Este ano, a quadra de Natal tem sido atípica. Ainda assim desejo-vos um Feliz Natal (se possível, em família) e um Próspero Ano Novo!
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Um leitor enviou-me as seguintes questões
Um leitor enviou-me as seguintes questões:
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1/ Política é hoje uma forma de evitar qualquer ideia de transcendência humana.
2/ De um lado, temos a medicina tradicional e milenar, uma medicina empírica rica de valores religiosos, morais e culturais intemporais que vale a pena preservar, e que nada têm a ver com os modismos da Nova Era, mas que ainda hoje inspira ciência de ponta.
3/ Do outro lado, a medicina naturalista e cientificista, onde a arte médica está esmagada sob as exigências de gestão, o peso das tecnologias, os procedimentos burocráticos, o consenso científico de painéis ocultos de peritos, investigações a soldo de agendas pouco claras, onde o médico é reduzido à função operária de um sistema criado para alimentar as indústrias associadas à Saúde e à medicina transumanista, onde a metagenómica e a engenharia de tecidos recebem financiamento às toneladas.
3/ Na espiral do silêncio, temos hoje uma medicina praticada nos hospitais assente em modelos do séc. XIX, a patologia celular de Virchow permaneceu na biologia molecular financiada maciçamente pelos Rockefeller, tal como o epifenomenalismo está na neuro-biologia de António Damásio. Como condutora dos ideais progressistas da gnose temos o aparente contrapeso da bio-ética. Na realidade, a medicina está a transformar o corpo de cada humano num campo de concentração da Alma e da Mente, onde os médicos são os carrascos da humanidade.
4/ Como sair da prisão kantiana, onde a Razão é objecto do seu próprio conhecimento, não havendo espaço para Deus, o mistério ou desconhecido? Como resgatar a validade da medicina empírica do engano de Kant e do cepticismo organizado e financiado pelos globalistas, após a transformação da medicina numa indústria e das populações em cobaias de laboratório?
5/ Será possível usar ou defender uma nova ética, recorrendo à criatividade e aos melhores argumentos de filósofos como Alvin Plantinga e similares de forma a conservar o mais possível a essência das medicinas tradicionais e milenares, na medida em que se mantenham actuais e como defesa do Velho Homem (o Homem intemporal - o que implica um espaço para a religião e o transcendente)?
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1/ Desde logo teríamos que definir transcendência para sabermos do que estamos a falar.
A política sempre foi a arte de gestão da pólis. A diferença é a de que, no Ocidente, hoje a política perdeu a referência cósmica da condição humana — que ainda existe em outros países, por exemplo, na Índia — que justifica o paralelismo que Eric Voegelin fez entre a atitude anti-cósmica dos gnósticos da Antiguidade Tardia e novos gnósticos que tomaram o Poder político.
A política nunca foi uma qualquer forma de defender uma “transcendência humana”; nem mesmo as utopias políticas como as de Platão ou Thomas More foram formas de defesa da “transcendência humana”. E nem todas as religiões, mesmo as actualmente existentes, se referem à “transcendência humana”.
2/ Eu não sou especialista em química, e por isso vou apenas aos aspectos gerais.
Uma teoria pode ser credível mas não ser consistente; e pode ser consistente sem ser credível. É o que acontece com os dois tipos de medicina: a medicina científica, mesmo não sendo totalmente consistente, ganhou credibilidade na cultura antropológica (por exemplo, a descoberta da penicilina foi importante); e alguns métodos “alternativos” de medicina, mesmo sendo hipoteticamente consistentes, não ganharam credibilidade suficiente.
Mas nem todos os métodos ditos “alternativos” são consistentes. Por exemplo, a homeopatia não é consistente. Uma teoria é indutivamente consistente quando a previsão de resultados é exacta em uma grande maioria dos casos — por exemplo, em 90 a 95% dos casos. Dizer que a homeopatia, por exemplo, é científica, é irracionalismo que voltou a estar na moda.
É muito difícil a questão de misturar literalmente religião e medicina, seja esta “alternativa” ou científica; podemos atender às duas coisas sem as misturar. Nos hospitais católicos, por exemplo, estão presentes a religião e a medicina sem as misturar — não porque não tenham nada a ver uma com a outra, mas porque pertencem a diferentes níveis da Realidade e têm funções diferentes no processo de cura ou de paliação.
Não devemos colocar em causa a credibilidade da medicina científica, em relação à da medicina “alternativa”, só por causa da burocracia, do tipo de organização, dos interesses financeiros e no negócio da saúde, e de sistema prático de funcionamento.
Quando falamos em medicina científica falamos em método de investigação, e não na organização de sistemas de saúde ou em negócio. Seria coisa semelhante se eu dissesse que um mecânico específico seria incompetente porque a oficina onde ele trabalhasse estaria mal organizada.
O epifenomenalismo está na ciência desde o tempo de Darwin e deu muito jeito, por exemplo, a Estaline e Hitler. António Damásio é apenas um idiota útil.
Vivemos hoje em um tempo de advento de mudança de paradigma na ciência, mas esta mudança só ocorrerá quando a actual geração de cientistas, que já tomou consciência das falhas do actual paradigma mas que não as reconhece publicamente, estiver com os pés para a cova. Esta mudança de paradigma não significa que o darwinismo seja totalmente posto de parte, mas antes que deverá ser conjugado e harmonizado com outras teorias plausíveis.
O epifenomenalismo, este sim, é uma mistura, em um mesmo nível de realidade, de uma religião materialista e imanente, por um lado, e ciência, por outro lado.
4/ Se perguntassem a um ateísta militante, por exemplo, a Bertrand Russell, o pensaria de Kant, a resposta seria extremamente negativa (basta ler o que ele escreveu sobre Kant). Se perguntarem a um cristão praticante vulgar o que pensa de Kant (se é que o conhece), a resposta não seria menos negativa do que a de Bertrand Russell, embora por razões diferentes.
Kant vive num limbo; não agrada nem a gregos nem a troianos; e isso pode ser uma virtude.
Não é verdade que em Kant “não há espaço para Deus”; e por isso é que o ateu Bertrand Russell o odeia. E porque Kant não misturou ciência e religião, os "católicos fervorosos" não lhe perdoam. Kant teve erros, obviamente; mas ao contrário dos ateus em geral, por um lado, e dos "católicos fervorosos" em particular, por outro lado, eu tenho por ele alguma consideração.
5/ A ética tem a ver com meios e fins, e não com as coisas entendidas em si mesmas. A medicina também tem meios e fins, e é a gestão dos meios e fins da medicina que faz parte da ética — e não a medicina em si mesma. Por exemplo, a energia nuclear, entendida em si mesma, não é boa nem má: o que podem ser bons ou maus são os meios e fins que presidem à utilização da energia nuclear. Uma coisa semelhante se passa com a medicina.
Não existe nenhuma razão suficiente para considerar que as medicinas “alternativas” sejam técnica-, científica- ou eticamente superiores ou melhores do que a medicina científica.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Resposta a um leitor
“Sobre o verbete "A psicose contra a propriedade privada", a coisa não ficou clara para mim, ainda que a apresentação da Ingunn Sigurdsdatter tenha sido confusa, de facto, temos três países ainda não totalmente dentro do sistema bancário ocidental, a China, Rússia e o Irão.”
Em primeiro lugar, temos que saber o que significa “sistema bancário ocidental”. Um sistema, termo utilizado neste sentido, é um conjunto de elementos que exercem influência recíproca entre si — por exemplo, “sistema solar”. Portanto, presume-se que “sistema bancário ocidental” = “conjunto de instituições da alta finança do mundo anglo-saxónico”.
Se existe um “sistema bancário ocidental” conforme noção acima, ele nunca deixou de influenciar por exemplo o nazismo e o comunismo. O esforço económico da preparação da Alemanha nazi para a II Guerra Mundial foi financiado em grande parte pelo “sistema bancário ocidental”, e até 1939 existiam na Alemanha nazi delegações de quase todos os grandes Bancos americanos e ingleses. A economia do período que se seguiu imediatamente ao golpe-de-estado na Rússia de Outubro de 1917 foi financiada pelo “sistema bancário ocidental” (o comunismo foi financiado pela Banca ocidental!). A reconstrução da Europa do pós-guerra foi financiada — através do Plano Marshall — pelo “sistema bancário ocidental”.
Em segundo lugar, não devemos colocar no mesmo saco a China, a Rússia e o Irão — que são os exemplos dados. O Irão já fez parte do “sistema bancário ocidental” quando lá mandava o Xá da Pérsia. O Irão mudou de política porque passou a obedecer à lei islâmica no que diz respeito à taxa de juro de empréstimos bancários (mas isto é outro assunto e não cabe aqui).
A China é hoje quem financia o “sistema bancário ocidental”: basta ver qual é o montante da dívida dos Estados Unidos em relação à China. Portanto, não podemos dizer que a China “ainda não esteja totalmente dentro do sistema bancário ocidental”, porque é a China que o alimenta. Além disso, não há nenhum grande Banco anglo-saxónico que não tenha delegação na China e em Hong-Kong que pertence à China.
Ao contrário do que acontece na China com o Partido Comunista chinês, o Partido Comunista russo não tem poder político suficiente na sociedade russa e é ultra-minoritário, por um lado, e por outro lado existem eleições na Rússia, o que não acontece na China. Mas, paradoxalmente, o “sistema bancário ocidental” simpatiza mais com a ditadura da China do que com a democracia na Rússia.
Porém, hoje (depois da crise na Crimeia) os maiores Bancos americanos têm delegações na Rússia. O que não podemos fazer é confundir problemas políticos com problemas económicos. O “problema” da Rússia é o de que é uma potência militar com alta ciência e alta tecnologia disponível, e isso incomoda os Estados Unidos (é um problema político, e não propriamente um problema económico). Se a Rússia fosse um anão militar como é a Alemanha ou o Brasil, não haveria problemas para os Estados Unidos.
O “sistema bancário ocidental” não está ideologicamente orientado para esta ou aquela ideologia política. O “sistema bancário ocidental” quer apenas e só ganhar dinheiro, independentemente das ideologias políticas e dos regimes políticos. Se uma aliança com a China ou com o Diabo dá dinheiro, então o “sistema bancário ocidental” está presente e é simpático.
Mas quando um país tem capacidade de defesa militar e, por isso, capacidade de defesa da sua soberania política — como é o caso não só da Rússia mas também da França —, então o “sistema bancário ocidental” não confia inteiramente nesse país. Quando a China começar a fabricar tecnologia militar de ponta, haverá uma crise política global.
Voltando à senhora Ingunn Sigurdsdatter (que é o que interessa neste verbete): não é possível financiar uma economia sem Bancos. Quem financiou a economia das cidades-estado do Renascimento italiano, por exemplo, foram Bancos. A economia portuguesa tem sido financiada por Bancos pelo menos desde o Tratado de Methuen em 1703.
Problema diferente é o de saber se os Bancos devem comandar não só a economia mas também a política de um país — e por isso é que Obama é um palhaço.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Que não se goste de praxe; mas que não se desvirtue o duque
Que se queira ver na praxe uma manada, é subjectivo. Mas que se queira dizer que “duque” procede do francês “duc”, já é objectivo. Por isso, fui ao dicionário.
Duque : do grego bizantino douka < Latim duce, guia, chefe.
Senhor de um ducado; título honorífico que, em Portugal, é imediatamente inferior ao de príncipe.
Ora, este dicionário ainda é do tempo em que “casal” não era ainda sinónimo de “conjunto de duas pessoas que têm uma relação sentimental e/ou sexual”. E como eu tinha disponível um dicionário moderno em que “casal” é gay, fui lá ver:
Duque: (do grego bizantino douka, latim duce.
Título nobre, imediatamente superior ao Marquês. Chefe de um ducado.
Não tenho um terceiro dicionário para verificar melhor, mas parece-me que neste caso o terceiro é excluído. E não é porque alguém não gosta da praxe académica que o duque deixa de o ser.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
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