sábado, 22 de março de 2014

A pastelaria Versalhes, os passos perdidos e os Bilderbergers

 

De facto, vendo bem, se o Manifesto dos 70  foi escrito na pastelaria Versalhes, então não pode ter razão.

Se o Manifesto fosse escrito, por exemplo, na pastelaria Moinho de Vento e com uns pastéis de Belém à mistura, ou no recato de um escritório de advogados — daqueles que também escreveram os contratos chorudos das PPP (Parcerias Público-privadas) ao serviço da Banca —, então talvez o Manifesto tivesse alguma razão de ser.


O dono do semanário Expresso (e representante Bilderberger em Portugal) afirmou um dia, numa entrevista na SICn (que também é dele), que “se Portugal tivesse metade da sua população actual não teria problemas económicos”. Eu vi e ouvi! ¿E não é que, por milagre, a população portuguesa tende reduzir drasticamente?! “Yo no creo en brujas, pero que las hay, ¡las hay!”


Portanto, o que se escreve no Expresso traduz, mais ou menos, a voz do dono. E quando o dono não presta, tanto faz o que se escreve no semanário Expresso como o que se escreve no jornal Avante.


O blogue “Porta da Loja” escreve escorreito sobre a área do Direito, mas em quase tudo o resto é uma nódoa. Aliás, este artigo do “Porta da Loja” poderia ter sido escrito por um blogue com o nome “Dentro da Loja”. Defender a ideia segundo a qual o Francisco Louçã, sozinho, conseguiu arrebanhar 74 docentes universitários internacionais de nomeada — não lembra ao careca! E mais grave do que a imaginação do careca é as pessoas acreditarem naquilo que se escreve no “Dentro da Loja”.


Muita gente vai chorar baba e ranho, mas o Partido Social Democrata de Passos Coelho e de Miguel Relvas tem que sair.


Este Partido Social Democrata, o de Passos Coelho, está a fazer muito mal ao país. Há que arranjar outro líder e outra linha política para o Partido Social Democrata — uma linha política que defenda os interesses nacionais. Os erros de José Sócrates foram muito graves, mas não justificam a submissão canina deste Partido Social Democrata de Passos Coelho, que consegue, assim, vender cargos internacionais, por exemplo, para o Gaspar e para o António Arnaut. E outros se seguirão.

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