O casamento é uma coisa subjectiva, segundo François Hollande. E, vai daí, o presidente da coisa pública francesa deu autorização para que Pascale Liéard, uma cidadã francesa de 48 anos, casasse postumamente com o seu amante falecido há dois anos.
O casamento póstumo é sinal de progresso. O António Costa e o António José Seguro, do Partido Socialista, deveriam pôr os olhos neste exemplo de François Hollande, e decretar o casamento póstumo em Portugal, no seguimento do "casamento" gay. Afinal, o casamento é o que cada pessoa quiser que seja.
Casar com um morto é tão legítimo como casar com um vivo: não há cá esse dogma estranho da Igreja Católica que diz “até que a morte nos separe”. Os progressistas vão para além das teias de aranha ideológicas da Igreja Católica que separam a vida, por um lado, da morte, por outro lado.
A esquerda portuguesa deveria ir mais além: decretar que um homem morto, se assim o desejasse, poderia casar com um homem vivo — para obviar à catástrofe da SIDA entre a comunidade gay.