“À ciência se pode objectar a facilidade com que cai em mãos de imbecis — se o caso da religião não fosse igualmente grave”.
→ Nicolás Gómez Dávila
Desde que o professor Galopim de Carvalho escreveu que a vida surgiu da evolução da matéria inerte, deixei dar valor ao que ele escreve; até ontem, quando li uma nova pérola do professor:
“O pensamento, não surgiu no cérebro humano da noite para o dia. É um produto imaterial da matéria”.
Perante isto, gostaria que o professor nos dissesse ¿o que é a “matéria”? E se ele não souber o que é a “matéria”, que pergunte ao Carlos Fiolhais que é o génio que nos pode ajudar a definir “matéria”.
O professor Galopim é um burro que escreve para o comum dos burros; cumpre a sua missão de abrutar o mundo; tal como os cientistas do século XIX, acredita que a vida surge da lama depois da chuva. E o pessoal do Rerum Natura bate palmas.
O blogue Rerum Natura é um exemplo do Imbecil Colectivo .
O arquétipo mental do professor é o do século XIX: segue o positivismo, e o cientismo — que é a ideia segundo a qual a ciência resolverá progressivamente todos os problemas dos seres humanos. Só um burro pensa assim.
A partir das bases ideológicas do positivismo e do cientismo, o professor constrói uma estória (uma narrativa) da carochinha (era uma vez...). O professor Galopim será, talvez, umas das poucas pessoas, em todo o mundo, que consegue definir “realidade” — os burros, na sua simplicidade, conseguem definir o que quiserem. E a acromania dá licença para tudo.
Albert Einstein ( que dizem que era ateu ou agnóstico) escreveu no seu livro “Worte in Zeit und Raum” (1992, Bonn):
“Mesmo que os axiomas de uma teoria sejam formulados pelo ser humano, o sucesso de um tal empreendimento pressupõe uma elevada ordem do mundo objectivo, o que não se poderia esperar de maneira alguma”.
Ou seja, mesmo os ateus inteligentes têm a humildade e a sabedoria necessárias para não dizer asneiras. A vanguarda da ciência é cautelosa. Mas quando topamos com um ateu burro, lidamos com a plebe profissional que segue a vanguarda científica de uma forma presunçosa.
O professor Galopim de Carvalho não tem capacidade para falar de assuntos que extravasem a sua especialidade técnica. Melhor fora (para ele e para todos) ficar calado.
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