Temos aqui um texto de um tal Alberto Magalhães que começa assim:
« “O racismo, a xenofobia, o fascismo, a homofobia e o machismo não são opiniões, são crime e põem em risco as sociedades democráticas”. Eis a frase da carta aberta condenatória da TVI, que fiquei de comentar hoje”.»
No geral, estou de acordo com a opinião do Alberto Magalhães :
« Não gostar de gente de outras tribos; desprezar negros ou odiar brancos ou ciganos; julgar as mulheres – ou os homens – seres inferiores ou não suportar homossexuais, não são opiniões nem crimes. »
A liberdade de expressão pressupõe o meu direito a ofender outrem — desde que a opinião considerada “ofensiva” (por outrem) seja racionalmente fundamentada (por mim).
A liberdade de expressão pressupõe o meu direito a ofender outrem.
Por exemplo, se eu digo que “tomar no cu é um comportamento de risco e que pode ser um sério problema de saúde pública”, posso estar a ofender (por exemplo) o Adolfo Mesquita Nunes; mas se ele se sente ofendido, o problema é dele — porque, em bom rigor, eu estou a dizer uma verdade que se baseia em factos e na estatística médica.
A eventual susceptibilidade de quem se ofende com a divulgação pública de um facto demonstrável não se pode sobrepor ao direito de publicitar esse facto.
O meu direito a ofender outrem não é a mesma coisa que “difamação” ou “injúria” — porque quem difama ou/e injuria, é porque mente!
Dizer a verdade (falar em factos demonstráveis) em público, não é difamação e/ou injúria.
Por exemplo, se eu disser que “o Adolfo Mesquita Nunes é paneleiro”, não se trata de uma injúria — porque ele próprio reconheceu publicamente que é fanchono.
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